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sexta-feira, 22 de julho de 2011

REPOSTAGEM: Aerosmith - Pump [1989]


Após toda a crise que o Aerosmith sofreu entre o fim da década de 1970 e o começo da década de 1980, a formação original resolveu suas diferenças e em 1984 trabalhava novamente em conjunto. O primeiro disco resultante da reunião, "Done With Mirrors", não vendeu muito bem, mas o seguinte "Permanent Vacation" confirmou a genialidade dos caras. A boa fase foi prosseguida com "Pump", o décimo da discografia, lançado em setembro de 1989, novamente com a produção de Bruce Fairbairn.

O álbum apresenta maior consistência em relação ao antecessor, que apesar de muito bom, tem um lado comercial que sobressai a essência do quinteto. Aqui, isso não acontece: a abordagem comercial ocorre sem sufocar a clássica fórmula, tornando esse um dos melhores de toda a carreira. Além disso, nota-se mais fôlego nas composições, que têm criatividade de sobra e vários singles em potencial - não é a toa que seis das dez faixas foram lançadas no formato. A dupla Steven Tyler e Joe Perry capitaneou a área, mas com algumas colaborações de dentro (Tom Hamilton e Brat Whitford) e fora (Jim Vallance, Desmond Child e outros).



Logo de cara, se impressiona com "Young Lust", Rockão ágil, firme e com destaque aos cinco integrantes. "F.I.N.E." vem logo em seguida, com uma levada mais vagarosa e cativante, além de um puta refrão. "Love In An Elevator" foi o primeiro single - tem uma letra muito criativa e é dignamente um hino Hard. "Monkey On My Back" conta com uma guitarra pulsante e um clima setentista, se não fossem os sintetizadores que aparecem de vez em quando.

"Janie's Got A Gun" foi o single de maior repercussão nas paradas norte-americanas. A letra fala sobre Janie, uma garota que se vinga de seu pai após sofrer abuso sexual do mesmo. Música de impacto, com melodia que fica na cabeça. "The Other Side" não foi um single de muito impacto, mas além de ser um Rockão divertido e genuíno, ganhou o prêmio de melhor vídeo de Rock no MTV Video Music Awards. "My Girl" mantém o clima da anterior, mas lembrando bastante algumas composições setentistas.

"Don't Get Mad, Get Even" começa com um Blues de boteco e vira paulada com berros liberados de Tyler. Digna 'fuck music'. "Voodoo Medicine Man" demora a ter início, mas já chega como uma pancada na face. Tem um clima mais pesado e provavelmente o melhor solo de guitarra do play - assinado por Brad Whitford! O play é devidamente fechado com chave de ouro com uma das melhores canções do Aerosmith: a bela "What It Takes", que conta com uma melodia grudenta, vocais perfeitamente encaixados, instrumental coeso e excelente letra.



Falando sobre números, "Pump" teve três singles no Top 10 norte-americano: "Janie's Got A Gun", "Love In An Elevator" e "What It Takes", chegando respectivamente às posições de número 4, 5 e 9. Além disso, "The Other Side" conquistou uma satisfatória 22ª colocação nas mesmas paradas. Tudo isso colaborou para que o álbum vendesse mais de 4 milhões de cópias em um ano de lançamento, hoje já passando das 7 milhões - tudo apenas nos Estados Unidos. A turnê de divulgação girou o mundo, com 166 shows e um ano completo de duração.

Se números ou palavras não convencem, vale a pena arriscar e conferir um dos melhores trabalhos de uma das maiores bandas não apenas dos Estados Unidos, mas de todo o mundo.



01. Young Lust
02. F.I.N.E.
03. Love In An Elevator
04. Monkey On My Back
05. Water Song / Janie's Got a Gun
06. Dulcimer Stomp / The Other Side
07. My Girl
08. Don't Get Mad, Get Even
09. Hoodoo / Voodoo Medicine Man
10. What It Takes

Steven Tyler - vocal, teclados, gaita
Joe Perry - guitarra, backing vocals
Brad Whitford - guitarra
Tom Hamilton - baixo, backing vocals em 3
Joey Kramer - bateria, percussão

Músicos adicionais:
John Webster - teclados
Bob Dowd - backing vocals em 3
Catherine Epps - backing vocals em 3
Bruce Fairbairn - trompete
The Margarita Horns - saxofone, instrumentos de latão
Randy Raine-Reusch - gaita de vidro em 5 (intro), dulcimer em 6 (intro), didjeridu em 8, Thai naw (órgão de sopro) em 9 (intro)

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by Silver

quinta-feira, 21 de julho de 2011

The Joe Perry Project - Discografia [1980-1983]


Em 1979, após o lançamento do álbum “A Night in the Ruts”, no auge do abuso de drogas, os Toxic Twins, Steven Tyler e Joe Perry romperam relações – numa briga onde, dizem as más línguas, a dupla literalmente saiu no braço, além das já tradicionais agressões verbais – culminando na saída do guitarrista do Aerosmith. O grupo seguiu em frente, com o guitarrista Jimmy Crespo escalado para a turnê, onde o vocalista favelou total, sempre “mais pra lá do que pra cá”, com direito a colapsos e desmaios em pleno palco. O clima era tão pesado que Brad Whitford também pediu as contas assim que a excursão terminou.

Enquanto isso, era formado o The Joe Perry Project. Além de uma maneira de seguir com a carreira, foi a saída que o músico achou para tentar colocar as contas em dia, pois tinha vendido tudo e morava de favor na casa de amigos à época. O primeiro trabalho saiu em 1980. Produzido por Mike Douglas, “Let the Music do the Talking” teve um bom desempenho, vendendo 250 mil cópias no lançamento, um número considerado satisfatório pela gravadora. O som não fugia muito do que nosso amigo Zé Pereira já fazia. O que é muito bom, obviamente, pois temos um hardão de primeira qualidade. A faixa-título foi o carro-chefe do álbum, tendo sido posteriormente regravada pelo Aerosmith no dsco que marcou a reunião da formação original do grupo, “Done With Mirrors”, de 1985.



Após a tour de divulgação, o vocalista Ralph Morman saiu do grupo, dando espaço para Charlie Farren, que gravou “I’ve got the Rock n’ Rolls Again”. O que já era muito parecido ficou ainda mais semelhante, já que o novo cantor tinha um timbre de voz bem à la Steven Tyler. Mas aqui a inspiração estava um degrau abaixo, com destaque para a abertura com “East Coast, West Coast”, que teve seu clipe muito veiculado no Brasil á época. Com o fracasso, Perry enfiou ainda mais o pé na jaca, especialmente depois que a Columbia Records demitiu a banda pela fraca vendagem. O guitarrista fez a mesma coisa e mandou todos os integrantes embora.

Com uma nova formação e um contrato com a MCA Records, partiu para o terceiro disco. Intitulado “Once a Rocker, Always a Rocker”, o trabalho deu com os burros n’água, vendendo menos de 50 mil cópias. Na turnê de divulgação, Joe chamou para o grupo seu antigo companheiro Brad Whitford, o que conseguiu dar algum gás para os shows, despertando o interesse do público. Com o passar do tempo, viu-se que nada funcionava, senão uma reunião da formação original do Aerosmith, que também fracassou com seu “Rock in a Hard Place”. Bastaram alguns encontros e tudo estava acertado novamente. Hoje sabemos que essa foi a decisão mais sensata, com a banda estourando novamente, vendendo milhões de discos e lotando shows em todo o mundo, além de ter escrito mais alguns clássicos do Rock.



O The Joe Perry Project ainda seria resgatado em 2009, quando Joe lançou Have Guitar, Will Travel. Mas oficialmente esse era um trabalho solo, o grupo se formou realmente para a excursão promocional, incluindo a volta do baixista David Hull. Mesmo não tendo decolado, vale a pena dar uma conferida nesse projeto, onde encontramos muita coisa boa. Afinal de contas, estamos falando de um dos guitarristas que é símbolo do Hard Rock norte-americano.


Let the Music do the Talking [1980]

Joe Perry (vocals, guitars)
Ralph Morman (vocals)
David Hull (bass)
Ronnie Stewart (drums)

01. Let The Music Do The Talking
02. Conflict Of Interest
03. Discount Dogs
04. Shooting Star
05. Break Song
06. Rockin' Train
07. The Mist Is Rising
08. Ready On The Firing Line
09. Life At A Glance


I’ve got the Rock n’ Rolls Again [1981]

Joe Perry (guitars, vocals)
Charlie Farren (guitars, vocals)
David Hull (bass)
Ronnie Stewart (drums)

01. East Coast, West Coast
02. No Substitute For Arrogance
03. I've Got The Rock 'n' Rolls Again
04. Buzz Buzz
05. Soldier Of Fortune
06. TV Police
07. Listen To The Rock
08. Dirty Little Things
09. Play The Game
10. South Station Blues


Once a Rocker, Always a Rocker [1983]

Joe Perry (guitars, six-string bass)
Cowboy Mach Bell (Vocals, Percussion)
Danny Hargrove (Bass)
Joe Pet (drums)
Harry King (piano)
Jim Biggins (saxophone)
Ric Cunningham (saxophone)

01. Once A Rocker, Always A Rocker
02. Black Velvet Pants
03. Women In Chains
04. 4 Guns West
05. Crossfire
06. Adrianna
07. King Of The Kings
08. Bang A Gong (T-Rex cover)
09. Walk With Me Sally
10. Never Wanna Stop

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JAY

terça-feira, 19 de julho de 2011

The Throbs - The Language of Thieves and Vagabonds [1991]


Início da década de 1990. Sem dúvida, bons tempos para o Rock de um modo geral. Mas, honestamente, a turma estava um tanto quanto comportada. Faltava aquele sentimento marginal das antigas. E é aí que entra o The Throbs, quarteto liderado pelo canadense Ronnie Sweetheart. Com uma postura bem mais despojada e lembrando a atitude de grupos como o Aerosmith do início de carreira, Rolling Stones e outros da mesma estirpe, a banda não se propunha a nada, senão a um Hard/Rock and Roll cru, simples e direto. Ainda havia uns ecos de Alice Cooper, também muito pelo registro vocal, parecidíssimo em várias passagens.

À época, o grupo já tinha uma grande reputação no underground de New York, o que chamou a atenção da Geffen Records – que em uma cagada monstro, os vendeu ao mercado como uma resposta ao Guns N’ Roses. A gravadora resolve apostar nos caras e investe pesado na gravação do álbum de estréia. Tanto que chama quem para comandar as máquinas? Ninguém menos que Bob Ezrin, aquele mesmo que produziu todos os discos fodas que sempre ouvimos. O produtor resolve não inventar muito (algo inusitado para quem conhece sua carreira) e deixar os quatro fazerem aquilo que sabem de melhor. Não poderia ter sido mais esperto em sua decisão.



Destaques para a definição de Rock em três minutos e meio chamada “It’s Not the End of the World”, a baladaça “Honey Child”, que Mick Jagger adoraria cantar em seus melhores momentos e a explosiva “Rip it Up”. O play não vingou, muito graças ao péssimo trabalho de divulgação, mas também devido a uma cena que começava a mudar gradativamente. O que não significa que devamos virar as costas para o que ouvimos aqui. Apenas como citação, a capa de “The Language Of Thieves And Vagabonds” é uma reprodução de uma tela pintada em meados do séc. XIX por um paciente de um manicômio que havia esfaqueado seus pais, sendo uma pintura com tantos detalhes que realmente nunca chegou a ser concluída. (créditos da informação a Ben Ami Scopinho, Whiplash)

Ronnie Sweetheart (vocals, guitars)
Roger Ericson (guitars)
Danny Nordahl (bass)
Ronnie Magri (drums)

01. Underground
02. Come Down Sister
03. It’s Not the End of the World
04. Dreamin
05. Honey Child
06. Rip it Up
07. Ocean of Love
08. Only Way Out
09. Sweet Addiction
10. Ecstasy
11. Strange Behaviour

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JAY

ZZ Top – Afterburner [1985]


Rock’n’roll de verdade é aquele que permanece bagaceira mesmo com todo o aparato tecnológico disponível em um estúdio de última geração.

Pois foi exatamente essa a sensação que Afterburner passou ao ser lançado no longínquo ano de 1985.

Os barbudos haviam atingido o mundo em cheio com seu espetacular Eliminator. A grana jorrava pra dentro dos cofres e o anseio por uma continuação à altura era inevitável por parte da gravadora. Geralmente as bandas sucumbem exatamente nesse momento, mas não nossos bravos heróis do Texas.

Quem conhece e gosta do trio sabe que, por mais que tenham toda a parafernália disponível em estúdio e os tempos exijam um som altamente processado, como era naquela metade dos anos 80, o woogie boogie sempre correu solto nas veias dos caras. E Afterburner trouxe o maravilhoso óbvio. Assim como Motorhead, AC/DC e Ramones, o ZZ Top sempre nos presenteou com aquilo que esperamos deles: rock’n’roll na cara. E o nono disco da banda não poderia decepcionar.

Aqui temos verdadeiras pérolas que nunca figuraram nos grandes charts. Apesar de Dusty Hill ter segurado os teclados e o baixo que, por vezes, parece sintetizado demais, tente não se envolver por Can’t Stop Rockin’. Uma pedrada de bodoque no queixo. Parece que o tempo não passou e sempre estivemos naquele rancho poeirento do Texas levando um solaço na moringa.

A superprodução aparece em Rough Boy, executada até hoje nos shows da banda. Um baladão com alto feelin’, mas que hoje soa processado demais. Para sanar o problema, vamos às versões ao vivo. Apesar de que gosto dessa assim mesmo. Sleeping Bag também foi feita sob encomenda para vender naquela época e, a despeito da bateria descaradamente eletrônica, traz um dos melhores timbres de guitarra de Gibbons.


Mas não vou cair na tentação de ficar me lamuriando e dizendo como ficaria melhor isso ou como ficaria melhor aquilo. As composições, que é o que realmente interessa, são inspiradíssimas e todo o play merece destaque. Woke up With Wood (que quer dizer isso, meu Deus?) é simplesmente fantástica. Um daqueles boogies que ficam segurando em um único acorde com pequenas variações até a tensão ficar insuportável para, a seguir, entrar um refrão carregado seguido de um riff/solo de guitarra. Onde está a genialidade disso? Simples: foge das formulas às quais estamos acostumados a ouvir em quase tudo o que nos é apresentado.

Planet of Women é outro rockão que parece ter saído das gravações de Eliminator. Como uma continuação de Legs ou Gimme All Your Lovin’, deveria, ao meu ver, ter sido trilha sonora de Top Gun. Lembra, por vezes, o Cheap Trick da mesma época. E isso é bom. Ah! O ZZ foi cotado para a trilha do filme, por isso a referência aqui.


“Planet of women, oh yeah, driving me insane...”

I Got The Message é pop até a medula, mas sempre com um drivezinho sacana segurando as pontas. Os vocais são os destaques, com Gibbons e Hill mandando ver em uníssono determinadas partes. Velcro Fly (outro título maluco) parece, sim, ter sido feita para encher linguiça. Mas tudo bem. Se encaixa no contexto e não deixa o disco menos expressivo.

Vai a dica: no verão, na beira da piscina, encha sua casa de gatas com biquínis grandões estilo fraldão, cada uma usando óculos escuros com armações grandes e bem coloridas, abra umas quantas geladas e esqueça o amanhã. Que a ressaca seja a menor das consequências. Essa é a trilha sonora.



Entende o que eu quero dizer?

Track List

1. "Sleeping Bag" – 4:03
2. "Stages" – 3:32
3. "Woke Up with Wood" – 3:45
4. "Rough Boy" – 4:50
5. "Can't Stop Rockin'" – 3:02
6. "Planet of Women" – 4:04
7. "I Got the Message" – 3:27
8. "Velcro Fly" – 3:29
9. "Dipping Low (In the Lap of Luxury)" – 3:11
10. "Delirious" – 3:41

Billy Gibbons (guitarra e voz)
Dusty Hill (baixo, teclados e voz)
Frank Beard (bateria)

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Por Zorreiro

segunda-feira, 18 de julho de 2011

David Bowie e Stevie Ray Vaughan – The Rehearsal Tapes (aka Dallas Moonlight) [1983]


Resolvi garimpar alguma coisa sobre essa fase tão obscura do Camaleão Bowie com Stevie Ray Vaughan em sua banda e encontrei essa verdadeira preciosidade.


Gravado em 23 de abril de 1983, em Dallas, Texas, aqui estão as gravações do ensaio para a turnê que nunca aconteceu. A Serious Moonlight Tour.


David Bowie, um dos músicos com o maior senso de timming da história do rock, viu que o jovem Stevie Ray Vaughan estava ressuscitando o blues nos grandes charts. Depois de centenas de evoluções e ramificações do estilo nos anos 70, o texano estava chamando muita atenção do grande público com seu timbre de guitarra limpo, quase twang, fruto da combinação Fender Stratocaster/ Fender Twin Reverb (ou qualquer outro amp valvulado Fender) associado aos licks clássicos de Albert King e Buddy Guy.

A empreitada parecia perfeita: Bowie entraria nos anos 80 com cara nova enquanto o jovem Stevie Ray conseguiria a atenção necessária para alavancar definitivamente a sua carreira. Era a fome encontrando a vontade de comer.


Dessa parceria saiu o disco Let’s Dance, de David Bowie. Porém, duas questões sempre me intrigaram:


1) Onde, exatamente, está a guitarra de Vaughan no disco? A mixagem simplesmente esconde o trabalho do texano e, se considerarmos que existem outras participações, como a do guitarrista Nile Rodgers (Chic, que também produziu o álbum) bem como pouquíssimos solos, encontrar o timbre Vaughan nas músicas acaba sendo um trabalho de pesquisa; e


2) Por que, afinal, nunca houve uma tour de Bowie com Vaughan na banda, se sabemos que eles chegaram a ensaiar para ela.


"No livro da biografia de David Bowie, ele conta que SRV não pode ir para a tour porque houve um desentendimento entre o produtor de Stevie e os produtores do Bowie, onde o produtor de Stevie queria que ele ficasse em solo americano para que fosse dado inicio ao seu disco de estréia o mais rápido possível, pois o produtor já havia dado entrada neste processo de gravação, e isto de fato aconteceu, mas no livro, conta que foi um momento muito triste, disse o então o baixista da banda, Carmine Rojas, que Stevie chegou a estar no táxi a caminho do aeroporto, mas enquanto eles descarregavam as bagagens, Stevie recebe um telefonema de seu produtor, e ele mesmo querendo viajar, tem sua passagem cancelada e fica impedido de embarcar, então Stevie volta sozinho no mesmo táxi que o leva até o aeroporto com aquela sensação de tristeza no ar que contagiou a todos"."

Renan Stark (via comentários)


Pois as perguntas acabam sendo bastante difíceis de responder. Mas o que lhes trago aqui é a gravação dos ensaios, como todo o repertório que depois seria executado ao vivo sem Stevie. As guitarras são proeminentes e Bowie dá total liberdade ao texano para executar suas firulas. Nem os fabulosos solos originais de Mick Ronson foram respeitados. E seria difícil fazê-lo, afinal, todos sabemos que os solos de Stevie Ray Vaughan são fruto da pura inspiração do momento. Existe outra gravação do dia 27 rolando na net, mas aqui está a primeirona.


Let’s Dance


Track List


Cd 1


1. Star (3:23)

2. Heroes (5:05)

3. What In The World (3:54)

4. Look Back In Anger (3:01)

5. Joe The Lion (3:00)

6. Wild Is The Wind (4:59)

7. Golden Years (4:15)

8. Fashion (3:22)

9. Lets Dance (5:23)

10. Red Sails (3:55)

11. Breaking Glass (3:09)

12. Life On Mars (3:51)

13. Sorrow (2:45)

14. Cat People (Putting Out Fire) (4:19)

15. China Girl (5:35)

16. Scary Monsters (Super Creeps) (3:51)

17. Rebel Rebel (2:24)

18. I Can't Explain (2:39)

19. White Light White Heat (4:41)


Cd 2


1. Station To Station (9:07)

2. Cracked Actor (3:20)

3. Ashes To Ashes (3:58)

4. Space Oddity (4:36)

5. Young Americans (5:29)

6. Soul Love (3:07)

7. Hang Onto Yourself (3:23)

8. Fame (4:15)

9. TVC15 (4:16)

10. Stay (7:11)

11. Jean Genie (6:15)

12. Modern Love (5:19)


David Bowie (vocais e guitarra)

Carlos Alomar (percussão)

Tony Thompson (bateria)

Frank e George Simms (backing vocais)

Steve Ray Vaughan (guitarras)

Carmine Rojas (baixo)

Dave Lebolt (teclados)

Lenny Pickett, Steve Elson e Stan Harrison (sopros)


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Por Zorreiro

domingo, 17 de julho de 2011

Voodoo X - Vol. 1: The Awakening [1989]


Antes do Crown of Thorns, Jean Beauvoir, talento nato da música, com uma folha corrida de gabarito, teve outra banda. O Voodoo X surgiu graças ao sucesso que Jean obteve com a música “Feel the Heat”, presente na trilha sonora do filme Stallone Cobra, além da repercussão de sua passagem pelo The Plasmatics. Disposto a se estabelecer como músico, não mais apenas como compositor, esse filho de haitianos reuniu alguns amigos e deu a partida nesse projeto. Durante o processo de composição, ninguém menos que Paul Stanley apareceu para retribuir os serviços prestados por Beauvoir ao escrever canções para os discos do KISS daquela década. A parceria rendeu a ótima “A Lover Like You”.



Mas ela não é a única a brilhar nessa verdadeira pérola do Melodic Rock/AOR. “I’m on Fire” abre o trabalho em ritmo alucinado, uma verdadeira cacetada nas fuças do ouvinte. “Don’t Bother Me” tem uma levada que faz com que a música se torne quase um Heavy Metal, enquanto “What Can I Do” é daquelas baladas que arranca lágrimas dos olhos de quem está com o coração partido. Outro destaque vai para a fantástica “Into the Night”, que começa de maneira climática e vai crescendo até desembocar em uma melodia simplesmente espetacular. A mesma coisa acontece na faixa-título, sonzeira que literalmente vale o disco, com Jean mostrando como David Coverdale soaria se fosse negão (risos).

Infelizmente, a repercussão não foi a esperada pela gravadora, o que fez com que o Voodoo X não seguisse em frente. Ou talvez não tão infelizmente assim, porque graças a esse fim prematuro, Jean Beauvoir pôde dar início a sua segunda e fantástica banda, com um approach mais pesado e que segue lançando discos até os dias atuais. De qualquer modo, fica esse registro maravilhoso, obrigatório na coleção de qualquer fã dos bons sons. Agora dá licença que eu vou escutar de novo a intro de “Like a Knife”. Que maravilha de guitarra!!!



Jean Beauvoir (vocals, guitars)
Tommy Lafferty (guitars)
Ivan Wong (bass)
Lueke Lake (drums)
Jorn-Uwe Fahrenkrog-Petersen (keyboards)

01. I'm On Fire
02. Voodoo Queen
03. A Lover Like You
04. Don't Bother Me
05. Into The Night
06. What Can I Do
07. The Awakening
08. One Riff
09. Have You Had Enough
10. Like A Knife
11. Happy Birthday
12. Voodoo Queen (Ritual Mix)
13. Air That I Breathe

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JAY

sábado, 16 de julho de 2011

Fast Eddie Clarke – It Ain't Over 'Till It's Over [1994]


‘Fast’ Eddie Clarke surgiu no mundo do Rock fazendo uma parceria matadora com Lemmy Kilmister e Philty ‘Animal’ Taylor no Motörhead. Juntos, o trio registrou para a posteridade clássicos da porradaria roqueira, como “Overkill”, “Bomber”, “Ace of Spades” e “Iron Fist”. Tudo parecia lindo e maravilhoso, embora internamente o líder do grupo, também conhecido como Deus, nunca tenha tolerado muito algumas das atitudes do guitarrista. Segundo tio Ian, Eddie se achava indispensável, então era chegado em fazer corpo mole e achar que os outros deviam correr atrás quando sua presença fosse necessária. Logo o pé na bunda viria e a banda prosseguiria com sua gloriosa saga.

Em 1982, Clarke formou o Fastway, ao lado do baixista Pete Way (UFO), outra formação que figuraria entre as preferidas de vários amantes dos bons sons, em especial os brazucas, que não esquecem o matador riff de “Say What You Will” na abertura da lendária série Armação Ilimitada, da Rede Globo. Mais sucesso, turnês e gravações, até o fim (temporário) do grupo em 1992, quando o guitarrista decide partir para uma carreira-solo. “It Ain’t Over ‘Til It’s Over” é o primeiro – e único, ao menos até aqui – produto dessa empreitada. No play, você encontrará um belo resumo de tudo que Eddie fez em sua carreira, destaacando aquela pegada blueseira indefectível.



O álbum conta com a participação de Lemmy – que mesmo com as diferenças pessoais, nunca realmente odiou o ex-companheiro, o convidando para participações especiais e destacando sua importância na história – quebrando tudo na faixa “Laugh at the Devil”, além de John Sloman (Uriah Heep), que registrou os backing vocals. Só isso já seria atrativo suficiente para conferir o trabalho. Mas ainda há a abertura arrasa-quarteirão, com “Snakebite”, o Hard malvado de “Back On the Road” e o rockão bebum de “All Over Bar the Shouting”, apenas para citar algumas. Quem quiser conferir o bom e velho feeling de um guitarrista dos bons tempos, vá direto em “No Satisfaction”. Recomenda-se um Jack Daniels para acompanhar a audição.

"Fast" Eddie Clarke (Vocals, Guitars)
Mel Gabbiats (Bass)
Pete Riley (Drums)

Special Guest
Lemmy Kilmister on track 7

01. Snakebite
02. Lying Ain't Right
03. Back On The Road
04. Naturally
05. All Over Bar The Shouting
06. Make My Day
07. Laugh At The Devil (w/ Lemmy)
08. No Satisfaction
09. Lessons
10. Hot Straight And Normal
11. In The City
12. It Ain't Over 'Till It's Over

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JAY

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Red Hot Chili Peppers - The Adventures Of Rain Dance Maggie [2011]


A expectativa e até mesmo a pressão sob o novo Red Hot Chili Peppers era - e ainda é - grande. A saída de John Frusciante pegou todo mundo de surpresa e, apesar de ter sido pacífica, ainda é nebulosa, pois vai além das declarações de "dedicação a outros projetos". Mas o substituto, Josh Klinghoffer, era da casa: o multi-instrumentista já havia trabalhado com a banda em alguns shows da turnê do álbum "Stadium Arcadium" e com o Frusciante em vários álbuns solo, além de ser amigo pessoal de seu antecessor.

O álbum "I'm With You", primeiro com Josh, será lançado em 30 de agosto. Mas o primeiro single do play, The Adventures Of Rain Dance Maggie, saiu antes do disco. O single, que seria lançado daqui três dias, foi lançado hoje no site oficial da banda porque vazou antes da hora.

Caso The Adventures of Rain Dance Maggie resuma a sonoridade do play, é interessante ressaltar que o Red Hot Chili Peppers está diferente. Nem melhor, nem pior, apenas diferente. Era de se esperar, pois John Frusciante é um músico de identidade muito forte e seria muito complicado continuar fazendo o mesmo trabalho que antes em sua ausência.

Em suma, a música traz uma grande presença do baixo de Flea - algo que não era constante no último lançamento da banda, "Stadium Arcadium". A guitarra de Klinghoffer ficou em segundo plano, se sobrepondo apenas em alguns momentos. O trabalho de Anthony Kiedis e Chad Smith permanece constante como esperado, com destaque à performance sempre genial do baterista.

Apesar do refrão grudento, o resto da música não emplaca muito. A ausência de backing vocals também é um grande apesar, pois Frusciante fazia isso muito bem. Não tem a força de um hit, quem dirá de um single primário. Mas não deixa de ser uma boa canção. Vale a conferida, só não espere John - espere Josh.

01. The Adventures Of Rain Dance Maggie

Anthony Kiedis - vocal
Josh Klinghoffer - guitarra
Flea - baixo
Chad Smith - bateria

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by Silver

Tokyo Blade - Thousand Men Strong [2011]


É muito comum ouvir o nome Tokyo Blade quando se pergunta sobre bandas da NWOBHM que não estouraram. O grupo formou uma pequena, porém fiel legião de admiradores mundo afora, graças a clássicos como Midnight Rendez-Vous e Night of the Blade. Agora, os britânicos retornam com quatro membros da formação clássica. De diferente, o bom vocalista Nicolaj Ruhnhow, se adaptando ao estilo perfeitamente. Produzido pelo renomado Chris Tsangarides (Ozzy Osbourne, Judas Priest, Thin Lizzy, Helloween, Bruce Dickinson), Thousand Men Strong mostra que mesmo com o passar do tempo, os músicos mantiveram-se fiéis à proposta sonora.

Desde o começo com “Black Abyss”, passando pela faixa-título (que tem o final copiado na cara dura de “Ain’t Talkin ‘Bout Love” do Van Halen) e sua levada que incentiva a prática da air-guitar, o que temos é um verdadeiro tributo ao passado. Na seqüência, “Lunch-Case” dá uma acelerada bacana, com sua pegada tipicamente oitentista e Nicolaj remetendo a Rob Halford das antigas. “Forged in Hell’s Fire” possui algumas mudanças de andamento, mas nada que assuste. Um riff bem Hard Rock abre “No Conclusion”, faixa direta e simples, boa para ser executada ao vivo. Em outros tempos, poderia ser a escolhida para virar single.

Uma intro avassaladora anuncia “The Ambush”, com direito a ataque duplo de guitarras, agudo para danificar os fones/as caixas de som e baixo trovão. A cadência indefectível faz com que esse seja um dos pontos altos do play. Mantendo o clima, “Killing Rays” traz aqueles “ôôôô’s” que os adeptos tanto gostam. “Heading Down the Road” é um Heavy potente, com certo clima estradeiro, como o título já denuncia. A última inédita é a acelerada “Condemned to Fire”, com a abertura no melhor estilo “Neon Knights”, perfeita para bangear. Para encerrar de vez, uma regravação bem fiel do clássico “Night of the Blade”, valendo como tributo ao passado.

Um álbum feito sob medida para agradar os saudosistas de plantão, assim como a galera mais nova sedenta por um Metal no melhor estilo inglês de outras épocas. Para ouvir com uma lata de cerveja na mão e usando a velha e surrada jaqueta de couro, cheia de patches.

Nicolaj Ruhnhow (vocals)
Andy Boulton (guitars)
John Wiggins (guitars)
Andy Wrighton (bass)
Steve Pierce (drums)

01. Black Abyss
02. Thousand Men Strong
03. Lunch-Case
04. Forged In Hell's Fire
05. No Conclusion
06. The Ambush
07. Killing Rays
08. Heading Down The Road
09. Condemned To Fire
10. Night Of The Blade

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JAY

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Feliz dia mundial do roque! (atrasado, sorry)

Aaaaaaaaaa ma oeeeeeeeeeeeeeeeee...

Desculpem a falta de uma postagem nesse dia mundial do Roque, mas estava internado devido a uma gastroplastia que graças a Deus foi realizada com sucesso. Ainda estou me recuperando, mas está tudo bem!

Mas como o tio Coverdale gosta muito dos passageiros desta saudosa combe passou para desejar que esta continue sendo a trilha sonora da vida de cada um dos presentes.

Assim que possível reaparecerei por aqui sobrinhos!