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sábado, 6 de agosto de 2011

Rage Against The Machine - Rage Against The Machine [1992]


O Rage Against The Machine foi formado em 1991 quando o guitarrista Tom Morello conheceu o vocalista Zack de la Rocha num pub de Los Angeles, quando este fazia rap improvisado (freestyle). Para completar a formação, foram chamados o baterista Brad Wilk e o baixista Tim Commerford. Logo de cara, conseguiram um contrato com a Epic Records após os engravatados se impressionarem com uma demo de doze faixas enviada pelo quarteto.

O álbum, auto-intitulado, foi lançado em novembro de 1992 e não foi um sucesso imediato. Em termos de vendas, o estouro só veio no início de 1994, quando o disco chegou às posições de número 45 e 17 nas paradas norte-americanas e britânicas, respectivamente. Apenas depois de uma apresentação antológica no festival Lollapalooza, em 1993, que o grupo passou a ter grande reconhecimento.

Da esquerda pra direita: Tom Morello,
Brad Wilk, Zack de la Rocha, Tim Commerford

Mas seria impossível o Rage Against The Machine ser menos do que um grande sucesso com este disco, que é consistente, único, pesado e traz um instrumental muito rico, além de apresentar letras muito bem escritas e que transmitem ideais engajados e politizados sem soar piegas. O quarteto passou a liderar uma vertente denominada Rap Metal, que mistura elementos de Hip Hop e Heavy Metal.

Zack de la Rocha vocifera, de forma jovem e energética, as ideias que o conjunto tanto defendia, como o fim do imperialismo, opressão e desigualdade. Tom Morello, o elemento principal da banda, revolucionou o jeito de tocar guitarra com riffs pesados, timbragens singulares e linhas de guitarra que, mesmo simples de serem tocadas, abusam de efeitos que simulam desde sons de DJ's até barulhos de animais. Tim Commerford acompanha muito mais os riffs de Morello do que a habilidosa bateria de Brad Wilk - este ganha mais liberdade, enquanto aquele contribui com peso.



Após o sucesso deste icônico álbum de estreia, o Rage Against The Machine ganhou importância mundial e qualquer movimento dos caras passou a ser aclamdo por uma grande legião de fãs. Os destaques do play vão para a famosa Killing In The Name, para a experimental Wake Up, para a pauleira Bullet In Your Head e para a sensacional Freedom, que tem um momento final pra lá de apoteótico. Vale a pena conferir este trabalho, mesmo que você não seja nem um pouco engajado - como eu.



01. Bombtrack
02. Killing In The Name
03. Take The Power Back
04. Settle For Nothing
05. Bullet In The Head
06. Know Your Enemy
07. Wake Up
08. Fistful Of Steel
09. Township Rebellion
10. Freedom

Zack de la Rocha - vocal
Tom Morello - guitarra
Tim Commerford - baixo, backing vocals
Brad Wilk - bateria, percussão

Músicos adicionais:
Maynard James Keenan - vocal adicional em 6
Stephen Perkins - percussão adicional em 6

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by Silver

Taraxacum – Spirit Of Freedom [2001] & Rainmaker [2003]


Quando pensamos em projetos de integrantes do Edguy, é claro que o primeiro nome que vem à cabeça é Avantasia. A ópera metálica comandada pelo vocalista da banda, Tobias Sammet, ganhou fama e notoriedade talvez tão grande quanto o seu trabalho principal. Mas ele não foi o único que se aventurou fora do grupo. O outro Tobias, o Exxel, baixista, também criou seu conjunto paralelo, o Taraxacum. Aqui, ele mostrou suas habilidades na guitarra e ainda chamou amigos de gabarito para completar a formação, entre eles o colega Felix Bohnke, que no primeiro disco dividiu com Frank Wolf (Squealer) as partes de bateria. Outras figuras destacadas são o vocalista Rick Mythiasin (Steel Prophet) e o tecladista Ferdy Doernberg (Axel Rudi Pell, Rough Silk).

A sonoridade é diversificada, tendo como base o Heavy Metal e acrescentando pitadas de Power, além de saudáveis influências de Hard Rock e AOR. No primeiro disco, Exxel acumulou funções, tocando guitarra e baixo. Produzido pelos próprios músicos, Spirit Of Freedom ainda contou com a participação da dupla do Gamma Ray, Kai Hansen e Dirk Schlächter, na mixagem. Impulsionado por músicas como a faixa-título, a veloz “Blast Off” e a excelente “Circle Of Fools” (grande riff e backing vocals) o trabalho teve boa recepção. Também vale citar o belo trabalho instrumental em “Think!”. Foi a oportunidade de os fãs conhecer outra faceta do background dos envolvidos.



Para o trabalho seguinte, a banda incorporou outro guitarrista à formação, Danny Klupp (Haggard), além de um baixista fixo. Rainmaker é ainda mais bem resolvido, trazendo composições maduras e com personalidade. Além da pesada e cadenciada faixa que dá nome ao álbum, temos as agitadas “Disfunctional” e “Never To Return”, com suas melodias altamente pegajosas. Outro destaque inevitável vai para a bem sacada baladinha “If I Had Known”, que além de sua versão convencional (com um belíssimo trabalho de vozes e piano), também aparece encerrando o play adaptada para o espanhol. Curioso, no mínimo.

Apesar de não ter lançado mais nada desde então, o Taraxacum nunca anunciou o encerramento das atividades. Tobias Exxel se envolveu cada vez mais com o trabalho do Edguy, enquanto Ferdy segue sempre atarefado com Axel Rudi Pell e o Rough Silk. Mas quem sabe um dia a banda não resolve se reunir e grava mais um disco? Tomara, pois a quaidade dos músicos aqui presentes faz valer a tentativa. Baixe e prepare-se para uma bela dose de Hard/Heavy tipicamente germânico. Ah sim, e Taraxacum é aquela flor conhecida como Dente-de-leão, não é nenhuma alusão a batidas tribais, apesar do clima das capas e dos títulos dos álbuns.




Rick Mythiasin (vocals)
Tobias Exxel (guitars, bass)
Ferdy Doernberg (keyboards)
Frank Wolf (drums)
Felix Bohnke (drums on 2 & 9)

01. Spirit Of Freedom
02. Blast Off
03. Alone
04. Circle Of Fools
05. Delirium
06. Life Goes On
07. Never Let You Go
08. Believe In You
09. Think!


Rick Mythiasin (vocals)
Tobias Exxel (guitars)
Danny Klupp (guitars)
Ferdy Doernberg (keyboards)
Shaker Elmosa (bass)
Frank Wolf (drums)

01. Disfunctional
02. Prayer in Unison
03. Rainmaker
04. Never to Return
05. Make It Happen
06. Wake Up
07. If I Had Known
08. Game Over
09. Dark Sunglasses
10. The Red Pill
11. In the End
12. Lo Que Falto

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JAY

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Digger - Stronger Than Ever [1987]


Apesar de hoje considerados clássicos do Heavy Metal, os primeiros discos do Grave Digger não deram o retorno esperado pela banda – muito menos pela gravadora, obviamente. Algumas mudanças já puderam ser sentidas no terceiro lançamento de estúdio, War Games, que deu uma pisada no freio em termos de agressividade se comparado a Heavy Metal Breakdown e Witch Hunter. Mas a guinada mais radical da carreira aconteceu com Stronger Than Ever. Para começar, foi subtraído o Grave do nome, ficando apenas Digger. E o som, antes voltado para o Heavy Metal, ganhou fortes influências do Hard Rock com pitadas de Pop que dominava as paradas.

Sendo assim, para quem, como eu, conheceu o grupo já nos anos 90, através de trabalhos fantásticos como Tunes of War e Knights of the Cross, o susto é inevitável. Depois de um tempo, essa reação súbita pode até se transformar em um ataque de risos incontido. Mas não tem como não se surpreender com a sonoridade totalmente à parte de tudo que Chris Boltendahl e seus amigos já gravaram. Tem horas que a impressão é de estarmos escutando alguma banda norte-americana do terceiro escalão – sim, porque as boas faziam muito melhor. De aproveitável, momentos como “Lay it Down” (erroneamente creditada como “Lay it On” na contracapa) e “Shadow of the Past”, que ainda conservam algo que lembre o passado.



Obviamente, a idéia resultou em um fracasso retumbante. Atualmente, o próprio vocalista e líder da banda renega esse álbum, tanto que foi o único da discografia que não ganhou reedição oficial em CD. Apenas a Retrospect Records colocou no mercado uma versão, mas não-autorizada. O impacto negativo foi tão grande que causou o fim do grupo, que só retomaria as atividades sete anos mais tarde, com seu nome original, formação diferente (do fiasco só sobraram Chris e o guitarrista Uwe Lulis) e fazendo o que sabe de melhor. Hoje, graças a William Wallace, estão imunes desse desastre e seguem lançando bons discos.

De qualquer modo, vale o download, nem que seja pela curiosidade histórica do documento. E pra mostrar que a maldição da bandana e do batom não deixa ninguém escapar. Nem os guerreiros do Metal, suas espadas e dragões alados (risada macabra). Mas que é engraçado ouvir Boltendahl com seu registro de voz altamente agressivo cantando músicas do tipo “Baby, vou te pegar essa noite”, ah, com certeza é. Só por isso já justifica uma conferida! Pelo menos o fracasso serviu para uma coisa: como ninguém ouviu falar muito nesse play, a Disney não meteu um processo neles por causa da capa. Até porque tirar as cuecas de um pelado é covardia.

Chris Boltendahl (vocals)
Uwe Lulis (guitars)
C. F. Brank (bass)
Albert Eckardt (drums)

01. Wanna Get Close
02. Don’t Leave Me Lonely
03. Stronger Than Ever
04. Moonriders
05. Lay it Down
06. I Don’t Need Your Love
07. Listen to the Music
08. Stay Till the Morning
09. Stand Up and Rock
10. Shadows of the Past

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JAY

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Black Sabbath - Dehumanizer [1992]


O Black Sabbath passou por maus bocados na década de 1980 e chegou a deixar de existir por um curto período de tempo. Aliás, depois do álbum "Born Again", de 1983, o grupo estava muito mais para um projeto solo do guitarrista Tony Iommi. O próprio "Seventh Star", de 1986, tinha a intenção de ser um disco solo, mas por ordens da gravadora, não foi. Vários músicos passaram pelo Sabbath de 1985 até 1990, mas os posteriores "Headless Cross" e "Tyr", respectivamente de 1988 e 1990, consolidaram a presença do vocalista Tony Martin.

A repercussão dos lançamentos até então recentes não era a mesma dos saudosos tempos do Black Sabbath. Por acaso, em 1990, Ronnie James Dio e Geezer Butler haviam tocado juntos em um show e ambos manifestaram vontade de voltar à banda. Facilmente convencido, Tony Iommi aceitou-os de volta e demitiu Martin e o baixista Neil Murray. Cozy Powell foi mantido nas baquetas, mas fraturou uma costela e não pôde permanecer, sendo substituído por Vinny Appice.

Da esquerda pra direita: Vinny Appice,
Geezer Butler, Ronnie James Dio, Tony Iommi

A formação lançou "Dehumanizer" em junho de 1992. O processo de composição foi complicado e demorado por conta de tensões entre Iommi e Dio sobre as próprias composições - egos falando sempre mais alto. Mas os primeiros segundos de Computer God, a faixa de abertura, mostram que todo o esforço e toda a demora valeram muito a pena, pois trata-se de um álbum poderoso, com letras incríveis, instrumental soberbo e uma das vozes mais imponentes do Heavy Metal.

Provavelmente um dos mais viscerais do grupo, "Dehumanizer" traz canções muito maduras. Houve uma mistura dosada e precisa dos elementos dos períodos mais consagrados do Sabbath: as fases Ozzy e Dio. A maioria das faixas lembram a fase Dio, por serem mais melódicas e rápidas sem perder o peso impactante do Sabbath. Mas há faixas como Computer God, Letters From Earth e Master Of Insanity que enfatizam riffs soturnos e andamentos bem arrastados, o que é notável nos primeiros lançamentos da banda.



O trabalho dos integrantes é incrível. Como já disse anteriormente, Ronnie James Dio tinha uma das vozes mais imponentes do Heavy Metal, tanto por ser alcance quanto pelo feeling de suas interpretações. A guitarra de Tony Iommi é absurda, com certeza foi o músico que mais se superou por aqui, pois alguns de seus melhores solos estão neste disco. A cozinha insana de Geezer Butler e Vinny Appice funciona muito bem, é responsável pelo peso do registro e está bem destacada na mixagem - ainda bem! Além disso, há a cama de teclados e a pitada de sintetizadores tenebrosos do grande Geoff Nicholls.

O êxito comercial do disco foi grande e a turnê atravessou vários lugares, incluindo o Brasil. Mas, infelizmente, a formação não durou por muito tempo (de novo) e a separação ocorreu por conta de um motivo besta (de novo). Ozzy Osbourne, ex-vocalista do Black Sabbath, estava encerrando a sua carreira e pediu para que o grupo abrisse dois shows de seu conjunto solo. Todos aceitaram, exceto Ronnie, que voltou para a sua banda, Dio, e teve que ser substituído às pressas por Rob Halford, do Judas Priest.

25 mil cruzeiros, huh? Barato, mas parece caro com tantos zeros.

Entre os destaques de "Dehumanizer", estão a melódica e depravada Too Late, o single TV Crimes, a pesada I e a incrível Master Of Insanity. Uma grande aula de Heavy Metal que merece ser conferida e ouvida inúmeras vezes.



01. Computer God
02. After All (The Dead)
03. TV Crimes
04. Letters From Earth
05. Master Of Insanity
06. Time Machine
07. Sins Of The Father
08. Too Late
09. I
10. Buried Alive

Ronnie James Dio - vocal
Tony Iommi - guitarra
Geezer Butler - baixo
Vinny Appice - bateria
Geoff Nichols - teclados

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by Silver

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Cheap Trick – Heaven Tonight [1978]



Cheap Trick é uma das maiores bandas de rock dos Estados Unidos. Talvez a sua fama não tenha atingido as terras tupiniquins ou a Europa com a mesma força que atingiu o mercado norte americano, mas, por lá, os caras são deuses.

Mais uma banda em que os componentes assumem características de personagens, cada capa de disco é uma piada a parte. Enquanto Robin Zander (guitarra e vocais) e Tom Petersson (baixo e vocais) fazem as vezes de rockstars lindos e pomposos, Rick Nielsen, uma das maiores feras da guitarra do rock, faz o papel do nerd maluco, e Bun E. Carlos (bateria) representa um burocrata em final de expediente.

Heaven Tonight é um clássico da contracultura norteamericana. Rick Nielsen é o principal compositor e, ao vivo, faz diversas maluquices, como tocar uma guitarra de cinco braços, caras e bocas para o público e as câmeras, enfim, um performer que tira sarro da indústria de rockstars criada pelas companhias da sua terra natal.



Heaven Tonight é o terceiro disco da banda e o que originou a megaturnê que resultou no clássico ao vivo Live At Budokhan. Também é conhecido como o primeiro disco a ter um baixo de 12 cordas gravado e é o preferido de toda a vasta carreira do produtor Tom Werman (Ted Nugent, Blue Öyster Cult, Molly Hatchet, Twisted Sister, Mötley Crüe, Stryper, L.A. Guns, Poison e mais uma porrada de hardeiros que fazem a nossa alegria). A reedição foi produzida por ninguém menos que Bruce Dickinson. Estamos diante de um clássico.

Sobre Tom Werman, é importante frisar que ele tem um currículo invejável de discos de ouro e platina sob sua batuta. O Girls Girls Girls, do Mötley, é dele e, embora Nikki Sixx diga em sua autobiografia que Tom estragou aquilo que ele considera uma grande obra, eu imagino que o disco só saiu por causa da organização do produtor, afinal, 1987 não foi um ano bom para Nikki e sua turma.

Enquanto, na capa, os linduchos fazem beicinho pra foto, na contracapa a dupla Nielsen e Carlos se arrumam no banheiro. Esse é o típico senso de humor do Cheap Trick, uma banda que sempre soube se reinventar para o seu público, mesmo em tempos difíceis.

Surrender abre o disco de forma magistral. Teclados que seriam a cama padrão do hard rock da década seguinte, traz guitarras fuzz com um sotaque quase punk que culminam em um refrão para todo mundo cantar junto. Exatamente o que os norteamericanos gostam.



On Top Of The World é aquele rock’n’roll típico do final dos anos 70. Me lembra o já postado aqui Rocky Burnette. California Man, de Roy Wood, é uma ode (ou paródia) aos Beach Boys, com um sotaque tipicamente Cheap Trick. Guitarras discretas jogando para o time, e cozinha simples, mas firme.

High Roller tem cara de balada, mas sem melar a cueca. É rock, simples e direto. Auf Wiedersehen tem aquele contrabaixo de 12 cordas já mencionado aqui. Taking Me Back é, definitivamente, uma balada, com vocais harmonizados e cara de pop. On The Radio mostra o lado riffman de Nielsen, apesar de, mais uma vez, suas guitarras permanecerem discretas. O ruim deste disco (e a culpa é do produtor) é o pouco cuidado com os timbres de guitarra. Parece que o disco inteiro foi gravado com um único timbre, uma mesma guitarra e um mesmo amplificador. E isso não é somente para ouvidos acurados, pois é perceptível a todo momento. Sinto uma falta enorme de ambiências sonoras com texturas de guitarras. E Nielsen tem cacife para isso.

A música que dá nome ao play é uma balada lenta e claustrofóbica, que nos brinda com quase seis minutos de uma psicodelia que foge do padrão do grupo. Pode ser boa, ou não, dependendo do estado de espírito de quem ouve.

Um disco de rock cru e direto, que fez a cabeça da molecada naqueles That 70’s show. Transporte-se para a época e pense que ninguém precisava usar a porra do protetor solar; ou se preocupar em fazer cursinho para ter carteira de motorista; ou ficar apreensivo quando parado no semáforo de madrugada; ou AIDS. Enfim, tempos que não voltam mais.

Track List

1. Surrender
2. On Top of the World
3. California Man
4. High Roller
5. Auf Wiedersehen
6. Takin' Me Back
7. On the Radio
8. Heaven Tonight
9. Stiff Competition
10. How Are You?
11. Oh Claire

Robin Zander (guitarra e vocais)
Tom Petersson (baixo e vocais)
Rick Nielsen (guitarras)
Bun E Carlos (bateria)

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Por Zorreiro

Bruce Dickinson – Scream for Me Brazil [1999]


Scream For Me Brazil é um verdadeiro marco na histórica relação dos headbangers da terra descoberta por Cabral com o Heavy Metal. A partir da decisão de Bruce Dickinson em gravar um álbum ao vivo por esses lados antes de retomar os trabalhos com o Iron Maiden, o país tornou-se opção obrigatória para qualquer banda do estilo na hora de registrar um trabalho em palco. O que acontece com justiça, ressalte-se. Poucos públicos no mundo fazem tanto barulho e participam dos shows como os brasileiros, proporcionando um espetáculo muito bonito de se ver e ouvir. Não é por menos que sempre somos lembrados pelos figurões da cena.

O momento da carreira de Bruce era fantástico, com uma banda extremamente afiada, contando com seu fiel escudeiro Roy Z e seus colegas de Tribe of Gypsies. Mas o cara que faz toda a diferença não é outro senão Adrian Smith. O guitarrista e compositor é daqueles músicos que, tivesse morrido jovem, seria considerado uma verdadeira lenda. Instrumentista com capacidade acima de qualquer suspeita e ainda escreve músicas com um senso melódico que poucos possuem, ultrapassando as raias do absurdo. Não é por menos que Dickinson gravou com ele seus maiores trabalhos, tanto nos tempos de Maiden quanto na sua aventura solo, vide os fantásticos Accident of Birth e Chemical Wedding.



Com a platéia nas mãos o tempo inteiro, o vocalista entra em cena com o jogo ganho e despeja adrenalina aos fãs, que participam explendidamente de tudo. Além das músicas que estão presentes no CD, foram executados sons do ótimo Tattooed Millionaire e da Donzela de Ferro. Uma pena que ficaram de fora da edição final, especialmente os primeiros citados, pois seria muito bom ouvir as canções da estréia solo de Bruce com essa formação. Mesmo assim, não há como não sentir a adrenalina que tomou conta do Via Funchal, na apresentação que foi recorde de público da casa – não sei se ainda é até os dias atuais – forçando a produção a marcar uma sessão extra para alguns dias depois.

Dito tudo isso, não precisamos nem discorrer sobre a qualidade do que temos aqui. É um dos maiores de todos os tempos em um de seus melhores momentos. Muito superior ao que sua banda principal apresenta há anos. O negócio é juntar-se ao grito do povo: Olê, olê, olê, olê, Brucêêêêêêêêêêê, Brucêêêêêêêêêêê!!!

Bruce Dickinson (vocals)
Adrian Smith (guitars)
Roy Z (guitars)
Eddie Casillas (bass)
Dave Ingraham (drums)

01. Trumpets of Jericho
02. King in Crimson
03. Chemical Wedding
04. Gates of Urizen
05. Killing Floor
06. Book of Thel
07. Tears of the Dragon
08. Laughing in the Hiding Bush
09. Accident of Birth
10. The Tower
11. Darkside of Aquarius
12. Road to Hell

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JAY

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Oasis - MTV Unplugged [1996]


Na metade da década de 1990, o Oasis era uma das maiores bandas do mundo. O quinteto, liderado pelos irmãos Gallagher, lotava estádios por todo o mundo, vendia cópias do recém-lançado "(What's The Story) Morning Glory?" e tinha um concerto agendado para 23 de agosto de 1996, no Royal Festival Hall de Londres, para gravar um episódio do MTV Unplugged, quadro da MTV em que as bandas se apresentam em formato acústico - geralmente só se apresentava em determinado momento aqueles que estavam no auge.

Mas, por pouco, este show não aconteceu. Quando o grupo estava prestes a adentrar o palco, o vocalista Liam Gallagher simplesmente afirmou que não iria se apresentar devido a uma dor de garganta. Seu irmão e guitarrista, Noel Gallagher, não se intimidou e entrou para o palco com os outros integrantes, assumindo os vocais e o violão. Enquanto isso, Liam parecia ter esquecido de sua dor de garganta pois acompanhou o concerto bebendo algumas cervejas e fumando cigarros. O frontman justificou sua ausência do palco posteriormente, alegando não gostar do formato acústico.



O registro dessa postagem traz essa apresentação histórica, que não foi lançada em formato oficial, mas merecia, já que o resultado final saiu melhor que muitos outros discos do Oasis. Noel nunca precisou de Liam para brilhar, tanto que, particularmente, o considero um grande vocalista - melhor que seu irmão -, além de ser o compositor de 99% das músicas do grupo. E os músicos de apoio, muito competentes, cumprem com maestria seus respectivos papéis.

Muito bem escolhido porém curto, o repertório contém apenas Live Forever do álbum de estreia, "Definitely Maybe", enquanto que todo o resto é constituído por canções recentes, de "(What's The Story) Morning Glory?" e alguns B-sides de singles, como The Masterplan e Talk Tonight. Os destaques da noite vão para as impecáveis versões de Don't Look Back In Anger, Some Might Say e a radiofônica Wonderwall.



01. Hello
02. Some Might Say
03. Live Forever
04. The Masterplan
05. Don't Look Back In Anger
06. Talk Tonight
07. Morning Glory
08. Round Are Way
09. Cast No Shadow
10. Wonderwall

Noel Gallagher - vocal, violão
Paul Arthurs - violão
Paul McGuigan - baixo
Alan White - bateria

Músicos adicionais:
Mark Feltham - gaita
Mike Rowe - teclado, órgão

Há uma pianista e vários outros músicos com violinos, violoncelo e instrumentos de sopro, mas desconheço os nomes.

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by Silver

V.A. - Death Metal [1984]


Apesar do nome altamente ‘from hell’, não há nada de extremo nessa coletânea – até porque, o estilo Death Metal nem existia oficialmente à época. Idealizada pela Noise Records, essa compilação apresentava quatro novas bandas ao mercado, três alemãs e uma suíça. Dessas, 75% tornaram-se referências para as gerações futuras. Apenas o Dark Avenger não vingou, embora sua presença nesse trabalho tenha lhes concedido o status de ‘cult’ na cena, justamente por terem sido os únicos que permaneceram no anonimato.

Quem abre os trabalhos é o Running Wild, com o ainda jovem Rock N’ Rolf dando uma prévia do poder de fogo que o grupo mostraria ao mundo nas décadas seguintes. As duas músicas aqui presentes faziam parte da primeiro Demo do conjunto e foram incluídas posteriormente como bônus no relançamento do álbum “The Masquerade”, ambas em versão regravada. A seguir, diretamente das profundezas do inferno, o Hellhammer despeja fúria e agressividade com as porradas “Revelations of Doom” e “Messiah” – essa regravada pelo Sepultura há alguns anos. Ambas foram registradas nas sessões do EP Apocalyptic Raids e saíram como bônus do mesmo exclusivamente para o Brasil (!!!).

Na seqüência, o Dark Avenger, com seu Power Metal bem interessante, embora o vocalista tenha uma voz que faz a gente lembrar aqueles tios gordos alemães de suspensório, chapeuzinho e caneca de chopp na mão (sim, aqueles que você vê nas Oktoberfests da vida). Para encerrar, o Helloween em sua fase mais Speed, com Ferrug... digo, Kai Hansen acumulando as funções de vocalista e guitarrista. As duas gravações, a exemplo do Running Wild, foram retiradas da primeira Demo da banda. Inclusive, “Metal Invaders” tem diferenças em relação à versão lançada no primeiro álbum, Walls of Jericho.

Atualmente, a versão original em vinil é raríssima, vendida a preços fora da realidade no mercado alternativo internetês. Pra quem não faz tanta questão do material em sua mais pura forma, pode conferir baixando o arquivo. Só não pode é ficar sem, até pela representatividade histórica do registro!

Running Wild Line-up :
Rock´n´Rolf Kasparek (vocals, guitars)
Gerald "Preacher" Warnecke (guitars)
Stephan Boriss (bass)
Wolfgang "Hasche" Hagemann (drums)

Hellhammer Line-up :
Tom "Satanic Slaughter" Warrior (vocals, guitars)
Martin "Slayed Necros" Ain (bass)
Bruce "Denial Fiend" Day (drums)

Dark Avenger Line-up :
Siegfried Kohmann (vocals)
Bernd Piontek (guitars)
Claus Johannson (guitars)
Uwe Neff (bass)
Andreas Breindl (drums)

Helloween Line-up :
Kai Hansen (vocals, guitars)
Michael Weikath (guitars)
Markus Grosskopf (bass)
Ingo Schwichtenberg (drums)

Running Wild
01. Iron Heads
02. Bone to Ashes
Hellhammer
03. Revelations of Doom
04. Messiah
Dark Avenger
05. Black Fairies
06. Lords of the Night
Helloween
07. Oernst of Life
08. Metal Invaders

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Helloween em 1984

JAY

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

SkyHell - In The Name Of Rock [2011]


A banda mineira SkyHell foi formada em meados de 2004 pelos integrantes Michel Platini (voz), Oz (guitarra) e Rafas (baixo); completando a formação, Vinícius Moura (guitarra) e Miguel Bonfá (bateria). Depois de muita estrada e maturidade, o quinteto lançou seu primeiro álbum, "In The Name Of Rock", que reúne composições dos sete anos de banda.

O baixo de Rafas anuncia a paulada Real Faces, que logo nos primeiros segundos tem um agudo destruidor de Platini. Heavy Metal soturno de primeira qualidade. Open The Game segue o mesmo modelo da anterior, mas com vocalizações mais graves e momentos mais melódicos. O trabalho das guitarras solo e rítmica é ótimo e a cozinha contribui com muito peso. Um dos grandes destaques do disco, a acelerada The Fire Sky, é música pra trincar o pescoço bangueando.

Rock Machine vem em seguida com pegada bem chegada no Hard Rock oitentista, principalmente graças à performance de Oz. Ask Me Why quebra o clima e funciona como uma boa balada Heavy, inspirada em nomes da ala mais melódica do estilo. O single do disco, Pretty Baby, resgata a energia Hard da quarta faixa com êxito: paulada com refrão grudento e tudo o mais. E o melhor, com direito a videoclipe!



Brains Explode dá continuidade ao momento Hard do full-length, com excelentes vocais de Michel Platini. A próxima, Opinion, é um pouco diferente e traz um "quê" de Rage Against The Machine no instrumental - mas só e nada mais. Freedom, um dos destaques da lista, é poderosa e demonstra entrosamento incrível entre os integrantes. O play fecha com Winter's Bird, melódica e quase épica com seus oito minutos de duração e incríveis solos de guitarra.

"In The Name Of Rock" foi lançado sob iniciativa independente e com tiragem limitada, mas foi o primeiro passo de uma banda que, com certeza, se tornará grande no cenário nacional. Em nome do Rock, como diz o título, confira!

MySpace (com algumas músicas): http://www.myspace.com/skyhellrockmetal
Contato: skyhell_band@hotmail.com
Twitter: @SkyHell_Rock



01. Real Faces
02. Open The Game
03. The Fire Sky
04. Rock Machine
05. Ask Me Why
06. Pretty Baby
07. Brains Explode
08. Opinion
09. Freedom
10. Winter's Bird

Michel Platini - vocal, teclado em 5
Oz - guitarra solo, violão
Vinícius Moura - guitarra base, backing vocals
Rafas - baixo
Miguel Bonfá - bateria

Músico adicional:
Rodrigo Nepomuceno - guitarra solo em 7

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by Silver

Lynch Mob – Smoke & Mirrors [2009]


Falta de reconhecimento do esforço do empregado. Remuneração baixa, que avilta a profissão. Ambiente de trabalho insalubre.

Não, isso não é um manifesto trabalhista. Mas é a sensação que tive ao ouvir este trabalho do Lynch Mob. Talvez um dos mais emblemáticos guitarristas da cena hard dos anos 80, George Lynch sempre me empolgou em suas composições.

Complementando o enunciado acima, talvez ele seja o único guitarrista da safra que consiga segurar ao vivo as músicas gravadas em estúdio sem a ajuda de um tecladista ou segundo guitarrista. Enquanto Reb Beach, Yngwie Malmsteen e os demais sempre precisaram de uma cama mais completa, George Lynch fazia sua festa somente como power trio (me refiro ao instrumental).

Seja no Dokken ou em seus projetos solo (Lynch Mob nunca me convenceu a ser ouvido como uma banda), o guitarrista é um exemplo de que a técnica pode ser aliada ao talento e gerar ótimas composições. E neste último petardo do Lynch Mob a coisa não decepciona, em parte.

Quase duas décadas após o lançamento de Wicked Sensation, o guitarrista reúne suas forças ao vocalista Oni Logan para mais uma empreitada (lembrando que tivemos o autointitulado Lynch Mob em 92, sem Logan). A reunião ocorreu no festival Rocklahoma, em 2008, e, para a gravação do disco, recrutaram ninguém menos que a dupla Marco Mendoza (Whitesnake, Blue Murder, Thin Lizzy) e Scot Coogan (Brides of Destruction). A banda parecia um supergrupo perfeito, reencarnação do Lynch Mob original com o acréscimo de um baixista mais que responsa. Mas química musical não se compra em farmácia.

A abertura fica a cargo de 21st Century Man, na qual Lynch desfila seu estilo característico em riffs de entortar pescoço. Solo com todos os tipos de técnica e clichês conhecidos, faz a alegria do ouvinte justamente por trazer mais do mesmo de forma magistral. Smoke and Mirrors, que dá nome ao play, tem um clima southern com violão dobro segurando a onda o tempo todo e fraseados de slide absolutamente providenciais. Refrões que parecem ter saído das gravações do último disco do Lynyrd Skynyrd mostram que estamos diante de uma fase nova de Lynch.



Quando temos a impressão de estar diante de algo magistral, a coisa degringola.

Lucky Man, apesar do estilão Bon Jovi, nos brinda com timbres absolutamente oitentistas. Sempre me impressionou o timbre e as equalizações da época. Lucky Man traz as guitarras fazendo frases que, normalmente, caberiam aos teclados. Talvez isso a torne tão especial, ainda mais quando é utilizado um efeito de tremolo para dar tempero à coisa toda.

My Kind of Healer entra na onda dos riffs maravilhosos. O vocal aqui melhora em comparação às faixas anteriores, mas sempre temos a sensação de que falta algo na banda de apoio que, apesar de competente, fica restrita a tal qualificação. Sabemos que química significa mais que simplesmente juntar pessoas competentes.

Time Keepers não me diz nada, mas complementa o play. Já Revolution Heroes é forte, tem pegada e ritmos desconexos que nos fazem lembrar que aqui tem uma banda tocando, e não apenas George Lynch com amigos. Let The Music Be Your Master tem no título uma frase tirada de Houses of the Holy, do Led Zeppelin, e, por vezes, lembra o grupo de Page na levada de bateria a la Bonzo. E é só.



The Phacist traz um riff de abertura que quero que o nobre passageiro me diga nos comentários de onde veio. Afinal, é praticamente chupado de maneira descarada de um dos maiores hits do... bem, ouça você mesmo e me diga. Até o timbre é igual.

Mas voltamos ao entusiasmo com Where do you sleep at night. Aquela intercalação de guitarras distorcidas com dedilhados limpos nos lembra que temos aqui algo acima da média. We will remain traz o velho Dokken aos nossos ouvidos (até a entrada do vocal, que põe tudo a perder). Before I close my eyes e Mansions in the Sky estão presentes pra não dizer que o play tem somente dez músicas. Dispensáveis.

Um disco comandado por George Lynch que, apesar de ter uma banda competente, está longe de empolgar. O guitarrista é fantástico, e suas composições também. Mas isso, apenas, não faz verão.

Saudades de Jeff Pilson.

Track List

1. 21st Century Man
2. Smoke and Mirrors
3. Lucky Man
4. My Kind Of Healer
5. Time Keepers
6. Revolution Heroes
7. Let The Music Be Your Master
8. The Phacist
9. Where Do You Sleep At Night
10. Madly Backwards
11. We Will Remain
12. Before I Close My Eyes
13. Mansions In The Sky

George Lynch (guitarras)
Marco Mendoza (baixo)
Scot Coogan (bateria)
Oni Logan (vocal)

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Por Zorreiro