Lembre-se

Comentar em alguma postagem não irá lhe custar mais do que alguns segundos. Não seja um sanguessuga - COMENTE nas postagens que apreciar!

Os links para download estão nos comentários de cada postagem.

Acesse: www.vandohalen.com.br

domingo, 8 de janeiro de 2012

T.T. Quick - Metal Of Honor [1986]


Uma das notícias que pegou o mundo do Heavy Metal de surpresa nos últimos anos foi a volta do Accept, dessa vez sem o vocalista Udo Dirkschneider. Em seu lugar, foi anunciado Mark Tornillo. Aí, muitos ficaramse perguntando: quem é o cidadão? Ele tem competência para substituir à altura uma das vozes mais emblemáticas do estilo? O espetacular álbum Blood Of The Nations deu todas as respostas necessárias, colocando abaixo qualquer desconfiança. Mas também é bom buscar um trabalho antigo que ele tenha participado e ver que a música pesada já estava em suas veias bem antes dessa nova fama.

E o T.T. Quick mostra sua competência logo em seu debut. Metal of Honor já chama a atenção por contar com duas feras que dispensam maiores apresentações na produção: nada menos que Eddie Kramer e Michael Wagener – acho que não preciso explicar de quem se trata quando você der uma vasculhada em seus discos preferidos de todos os tempos. Quanto ao som, a impressão deixada é das melhores. O grupo bebe nas mesmas fontes de Wolf Hoffman e Cia. Portanto, temos aqui aqueles riffs metálicos marcantes, o vocal estridente, os coros no refrão, enfim, o Metal em sua mais pura forma “germânica”, apesar do grupo ser norte-americano.



Ainda com uma voz um pouco diferente, Mark mostrava grande influência de Udo e outros do gênero desde a primeira música do play. Outros destaques vão para a pegada de “Hard As A Rock”, a acelerada (literalmente) “Asleep At The Wheel” e a variada “Hell To Pay”, típico exemplar oitentista. Mostrando grande respeito aos primórdios do Rock and Roll, a banda executa uma correta versão para “Glad All Over”, do Dave Clark Five. “Siren Song” fecha o trabalho com seu belo começo acústico, desembocando em uma balada Heavy das boas, com Tornillo lembrando até King Diamond dos primórdios.

O grupo ainda lançaria outros dois álbuns de estúdio e um ao vivo. Apesar de não ter alcançado grande sucesso, ficou marcado entre os fanáticos pela cena underground dos Estados Unidos. A nova geração tomou conhecimento maior após o recente ressurgimento do vocalista no comando do microfone de uma das maiores bandas de Heavy Metal do mundo. Reconhecimento tardio, mas valioso.

Mark Tornillo (Vocals)
Dave DiPietro (Guitar)
Walt Fortune (Bass)
Erik Ferro (Drums)

01. Metal Of Honor
02. Front Burner
03. Hard As A Rock
04. Child Of Sin
05. Asleep At The Wheel
06. Come Beat The Band
07. Hell To Pay
08. Queen Of The Scene
09. Glad All Over
10. Siren Song

Link nos comentários
Link on the comments


JAY

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

ZZ Top - Recycler [1990]


E vamos com mais um power trio.

No início da década de 80, o ZZ Top veio com uma roupagem diferente, tanto visual quanto sonora. As clássicas barbas de Gibbons e Hill deram as caras pela primeira vez, e o rock'n'roll cru e direto de antes foi temperado com a veia pop dos sintetizadores e teclados. Sonoramente falando, "El Loco" de 1981 possuía essas características, fato que desapontou vários fãs dos texanos.

Mas aí veio o arrasa-quarteirão "Eliminator", que acabou com esse desapontamento (e é atualmente o mais vendido do trio). "Afterburner" foi o álbum seguinte, mantendo a veia pop de antes. E podemos dizer o mesmo sobre "Recycler", o décimo registro em estúdio dos figurões.

Lançado em 1990, essa é uma verdadeira pepita na discografia da banda. O entrosamento é peculiar, e a qualidade é espetacular: mesmo com todo o processo tecnológico na gravação, eles conseguem mandar um blues que agradará até os mais puristas.



Como abertura, há "Concrete And Steel", com seu refrão feito sob medida para ser cantado em uníssono por uma arena inteira. "Lovething" é aquela típica composição assinada pelo ZZ Top: refrão chiclete, riffs poderosos e cozinha perfeita. Os sintetizadores aparecem com mais presença na faixa seguinte, "Penthouse Eyes", que, apesar disso, também é feijão com arroz.

"My Head's In Mississippi" ganhou um vídeoclipe e é mais um dos destaques, juntamente com a ótima "Give It Up", a lenta "2000 Blues", e a pop "Doubleback", que fez parte da trilha sonora da película Back To The Future Part III.

No mais, este é um registro que não desapontará os fãs do ZZ dos 70s. Porque com eles é assim: independente do nível tecnológico da aparelhagem usada na gravação, o bom e velho Blues Rock ainda é brindado; como no começo da banda, só que com toques de modernidade que acabam sendo muito bem-vindos.

Baixem!



Billy Gibbons - guitarras, vocais
Dusty Hill - baixo, vocais, teclados
Frank Beard - bateria

01. Concrete And Steel
02. Lovething
03. Penthouse Eyes
04. Tell It
05. My Head's In Mississippi
06. Decision Or Collision
07. Give It Up
08. 2000 Blues
09. Burger Man
10. Doubleback

Por Gabriel

Link nos comentários!
Link on the comments!


Mötley Crüe – Lewd, Crüed and Tattooed [2001]


A virada do milênio não foi um bom momento para o Mötley Crüe. Apesar de lançar o bom álbum “New Tattoo”, o grupo experimentava uma fase de baixa popularidade. O trabalho vendeu pouco na época do lançamento e a tour de divulgação – chamada de “Maximum Rock Tour”, contando com Anthrax e Megadeth como atrações de abertura – não obteve a venda de ingressos inicialmente esperada. No lado pessoal, a maré também não andava boa, com o baterista Randy Castillo, que recém havia entrado no lugar de Tommy Lee, tendo que abandonar a excursão no meio devido ao problema de estômago que mais tarde seria confirmado como um câncer, que o acabou vitimando fatalmente.

“Lewd, Crüed & Tattooed” é um registro fiel dessa época. Lançado em vídeo, mostra a banda em um show gravado na cidade de Salt Lake City, em um ginásio com visíveis espaços vazios nas arquibancadas. Segurando as baquetas como substituta provisória está a ex-Hole, Samantha Maloney, que segura o rojão com categoria. Apesar de estar divulgando o novo disco, ele se resume a uma parte pequena do setlist, que investe forte nos clássicos, para a alegria da platéia. Sem Tommy para tocar o piano, “Home Sweet Home” ganha uma introdução diferente, assinada por Mick Mars. E não tem como evitar a air-guitar quando “Live Wire” explode nos alto-falantes.



Enfim, um bom show, mostrando que o Mötley consegue se superar mesmo nas adversidades e animar quem espera um Rock and Roll em sua mais pura concepção festeira. E quando tiver a chance de comprar o DVD, não hesite, pois vale o investimento. Há um tempo atrás, sempre estava à venda nas grandes redes de loja a preços bem acessíveis. Eu paguei 12 pilas pelo meu (risos). Curiosidade: Uma das backing vocals usadas pelo quarteto nessa época é Pearl Aday, filha de Meat Loaf e esposa de Scott Ian, do Anthrax.

Vince Neil (vocals)
Mick Mars (guitars)
Nikki Sixx (bass)
Samantha Maloney (drums)

Pearl Aday (backing vocals)
Marty Bird (backing vocals)

01. Kickstart My Heart
02. Same Ol' Situation
03. Primal Scream
04. Punched In The Teeth By Love
05. Dr. Feelgood
06. Home Sweet Home
07. Don't Go Away Mad (Just Go Away)
08. Piece Of Your Action
09. Wild Side
10. Hell On High Heels
11. Looks That Kill
12. Girls, Girls, Girls
13. Live Wire
14. White Punks On Dope
15. Shout At The Devil

Link nos comentários
Link on the comments


JAY

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Rush - Fly By Night [1975]


Antes de ser a banda que investia pesado em sintetizadores e teclados, o Rush era apenas uma banda canadense que investia pesado no Classic/Hard, um gênero muito comum (principalmente na época em que se deu a formação do grupo, ainda no final dos anos 60).

Essa primeira formação contava com Jeff Jones (baixo e vocal), o baterista John Rutsey e Alex
Lifeson ocupando o posto de guitarrista. Rapidamente Jones foi substituído por Gary Lee Weinrib, ou Geddy Lee. Veio então o primeiro álbum, batizado simplesmente Rush. O lançamento foi independente, e o resultado pode ser rotulado como "promissor". Isso porque, apesar de ser bom, não há uma identidade definida: ora temos flertes com o Blues, ora com o Classic, ora com o Hard.

Alex Lifeson, John Rutsey e Geddy Lee

Logo no início da tour de promoção, Rutsey pula do barco e entra aquele que atualmente é considerado como um dos melhores baterista de todo o mundo. Estava consolidada a terceira formação, mantida até o presente momento.

Fly By Night foi o início da transição do Classic/Hard ao Rock Progressivo propriamente dito. Inclusive as letras passaram por esse processo, se tornando mais complexas e abordando temas mais profundos e por vezes épicos. O amadurecimento do trio como instrumentistas também é algo notável; cada um contribui com uma competência enorme (afinal, Lifeson pode não ser um dos grandes nomes da guitarra, mas realiza sua função como poucos), e isso resulta em um trabalho igualmente notável.



"Anthem" é uma abertura porrada, onde, logo de cara, Peart se destaca. Alterações de ritmo bem colocadas, cozinha mais que eficiente e guitarra furiosa são os ingredientes desta que é uma das músicas que mais gosto do Rush (e Fly By Night, um de meus discos preferidos deles). "Best I Can" é uma ode ao rock'n'roll, enérgica e curta como deve ser.

Temos, agora, o primeiro flerte com o Progressivo. O épico "By-Tor And The Snow Dog" é dividido em partes (como outras composições do trio) que contam uma história e/ou a representam. Sem entrarmos no aspecto lírico; só o que digo é que essa faixa é perfeita.

A faixa-título é simples, porém muito boa. A otimista Making Memories tem violões ótimos e slides que beiram a perfeição. "Rivendell" é climática e apresenta um Lifeson inspiradíssimo nas doze cordas. "In The End" encerra o disco com a mesma energia com que o mesmo começou.



Naquele mesmo ano viria o subestimado (e, porque não, obscuro) "Caress of Steel", e, em 1976, a obra "2112", que definiria de vez o som do power trio natural do Canadá. No entanto, sem comparações entre uma fase e outra: as duas têm uma qualidade inquestionável e incontestável. Confira sem medo.

Geddy Lee - baixo, vocais
Alex Lifeson - guitarras, violões, violões de 12 cordas
Neil Peart - bateria, percussão

1. Anthem
2. Best I Can
3. Beneath, Between & Behind
4. By-Tor And The Snow Dog
5. Fly By Night
6. Making Memories
7. Rivendell
8. In The End

Por Gabriel

Link nos comentários!
Link on the comments!

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Perverse - Too Much Is Never Enough [2011]


Por uma questão de ética, o Silver não quis babar o próprio ovo nesse post (risos). Sendo assim, coube a mim oferecer a vocês Too Much Is Never Enough, primeiro trabalho da Perverse. Quem nos acompanha na Combe por todo esse tempo deve ter ouvido falar no grupo, já que o nosso departamento de marketing funciona bem. A banda pratica um Hard direto, com pegada Rock and Roll, do tipo que cai bem aos ouvidos tanto dos especialistas no gênero como dos leigos. Sem presepadas nem complicações.

Destaque inevitável para a faixa-título, com sua levada bem construída, assim como a mudança de andamento no meio. “Mean Machine” já tem uma sonoridade mais próxima do Heavy, enquanto a melódica “Anne” mostra a faceta mais suave do quinteto. A dobradinha “The Heartbreaker” e “Perverse” encerra o trabalho em alta qualidade e com um peso bem dosado. Não há destaques individuais entre os músicos, que mostram entrosamento e não disputam so holofotes, cada um fazendo sua parte com extrema competência.



É complicado resenhar o trabalho de amigos, mas ao mesmo tempo o Silver sabe que sou muito crítico quando quero. No entanto, já esperava algo de qualidade pelas músicas que tinha ouvido separadamente. Que esse seja o começo de um belo caminho, cheio de conquistas. Basta manter o nível!

Piau - vocal
Silver - guitarra
Mestre - guitarra
Murilo 240 - baixo
Demir Luzzi - bateria

01. Everybody Lies
02. Too Much Is Never Enough
03. Mean Machine
04. Anne
05. Dare You To Know Me
06. The Heartbreaker
07. Perverse

Link nos comentários
Link on the comments


JAY

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Sepultura - Chaos A.D. [1993]


Na década de 90 o Sepultura havia ganhado o mundo com seu vigoroso "Arise", apresentando o já tradicional Thrash Metal porrada. E, diferentemente do esperado, no lançamento seguinte eles não mantiveram essa mesma receita. O que para alguns pode ser uma completa burrice, se revelou uma mudança muito boa e que só ajudou a atestar o talento do quarteto.

Essa mudança se concentrou na diminuição da velocidade, com o som pendendo para o Groove Metal (os riffs de Kisser ficaram ainda mais pesados), e a adição das influências tribais (que foram maximizadas no tão amado e odiado "Roots" de 1996). No que isso resultou? Em um dos discos mais poderosos do Metal Brasileiro.

A introdução de
Refuse/Resist já denuncia um novo direcionamento. Mas, ao contrário do que você, leitor, pode estar pensando, tal direcionamento não é extremo, e ainda temos o quarteto brindando a paulada ao longo das doze faixas do full. O segundo single Territory tem um Igor Cavalera sem dó nem piedade, e é um dos maiores clássicos da banda. Já Slave New World é direta e reta, tendo como principal ingrediente o entrosamento dos quatro.



O instrumental Kaiowas apresenta mais explicitamente o experimentalismo, enquanto Propaganda é um convite ao headbang. Biotech Is Godzilla foi feita em parceria com Jello Biafra e, particularmente, é a que mais gosto. Mais destaques para a cadenciada Nomad, a raivosa Manifest, a porrada técnica Clenched Fist e o cover para Polícia, dos Titãs.



Ao final, o que temos por aqui é um genuíno disco de Metal, sem tirar nem pôr; nada de experimentações exacerbadas e que não levam a lugar algum. Se paulada é o que você quer, aqui está o ideal. Bom download!

Max Cavalera - vocais, guitarra base, violões
Andreas Kisser - guitarra solo, violões
Paulo Jr. - baixo
Igor Cavalera - bateria e percussão

01. Refuse/Resist
02. Territory

03. Slave New World
04. Amen
05. Kaiowas
06. Propaganda
07. Biotech Is Godzilla
08. Nomad
09. We Who Are Not As Others
10. Manifest
11. The Hunt (New Model Army cover)
12. Clenched Fist
13. Polícia (Titãs cover)

Por Gabriel

Link nos comentários!
Link on the comments!


Aerosmith – Get Your Wings [1974]


As vendas abaixo esperado do debut exigiam uma postura diferente do Aerosmith para o seu próximo disco. Não são todas as bandas que se tornam sucesso instantâneo e, no caso da trupe de Boston, o êxito comercial funcionou como uma verdadeira “escalada” para a fama.

Gravado de 1973 para 1974, “Get Your Wings” traz a mesma essência do antecessor, no entanto apresenta diferenças primordiais para que a própria banda conseguisse maior repercussão. Logo de cara, nota-se a melhor produção do registro, assinada por Jack Douglas, também responsável por produzir os próximos quatro discos. As composições têm maior identidade e Steven Tyler, finalmente, adotou o estilo de voz que o consagrou como um dos maiores vocalistas do Rock – apesar da nítida ausência de drives.



Musicalmente, a identidade foi encontrada quando se considera a linearidade do registro. Diferente de seu antecessor, “Get Your Wings” não é do tipo de disco que dá tiros para vários lados: o foco é o Hard Rock com pitadas de Blues e de Rock clássico, desde as timbragens dos instrumentos até as progressõs musicais empregadas. Talvez a única exceção à regra seja S.O.S. (Too Bad), por sua batida rápida, mas o estilo não foge das demais apenas pela aceleração.

A repercussão, novamente, não foi grande como se esperava. O disco atingiu uma modesta 70ª colocação nas paradas norte-americanas, entretanto Same Old Song And Dance chegou ao posto de número 54 nos charts gerais de singles. Apesar de sua qualidade diferenciada, “Get Your Wings” é mais reconhecido por ser um “laboratório” para o arrasa-quarteirões “Toys In The Attic”, lançado um ano depois. Os destaques do play vão para a clássica Same Old Song And Dance, o cover Train Kept-A-Rollin', a bela Seasons Of Wither e a divertida Woman Of The World.



01. Same Old Song and Dance
02. Lord of the Thighs
03. Spaced
04. Woman of the World
05. S.O.S. (Too Bad)
06. Train Kept A-Rollin'
07. Seasons of Wither
08. Pandora's Box

Steven Tyler – vocal
Joe Perry – guitarra, backing vocals
Brad Whitford – guitarra
Tom Hamilton – baixo
Joey Kramer – bateria, percussão

Músicos adicionais:
Michael Brecker – saxofone tenor em 1 e 8
Randy Brecker – trompete em 1
Stan Bronstein – saxofone barítono em 1 e 8
Jon Pearson – trombone em 1
Ray Colcord – teclados em 3

(Links nos comentários - links on the comments)

by Silver

domingo, 1 de janeiro de 2012

Metallica - Garage Inc. [1998]


Caça-níquel? Homenagem? As duas coisas? Sim. Ou não. É uma questão pontual, já diria o nobre narrador. O fato é que quando o assunto é covers, o Metallica sempre mandou muito bem. E Garage Inc veio em um momento muito conturbado junto aos fãs, graças aos controversos “Load” e “Reload”, discos que desagradaram os die-hard pela falta de peso – mas que hoje soam como um deleite se comparado ao que veio logo a seguir. Sendo assim, a banda resolveu descarregar toda a fúria contida nesse trabalho, além de apresentar a toda uma nova geração alguns artistas que só a turma do underground conhecia.

O primeiro CD traz versões gravadas especialmente para o lançamento. Além de algumas das preferidas da casa, escolhas óbvias para a ocasião, o grupo surpreendeu, trazendo artistas de diferentes vertentes musicais para o mundo metálico. E o resultado ficou excelente, com as músicas sendo executadas com personalidade e rispidez ímpares. Quem imaginaria que “Turn The Page”, de Bob Seger, seria uma música tão apropriada para o cenário do grupo? Mesmo o deslocado Nick Cave ganhou uma nova perspectiva na voz de James Hetfield. Mas é claro que o bicho pega mesmo quando Black Sabbath, Mercyful Fate, Thin Lizzy, Lynyrd Skynyrd e Blue Öyster Cult são lembrados.



Já a segunda bolachinha resgata as gravações dos EP’s “Garge Days Revisited” e “The $5.98 E.P.: Garage Days Re-Revisited”, além de B-sides lançados entre o fim dos anos 80 e início dos 90’s. Nessa parte, o Metallica oferece algumas pérolas perdidas da NWOBHM, especialmente de seus grandes ídolos do Diamond Head, que verdadeiramente devem a carreira ao quarteto – e os próprios reconhecem isso sem problemas nem constrangimento. Some a isso, cacetadas certeiras de formações díspares, como Queen e Anti-Nowhere League, que acabam fazendo sentido quando misturadas neste caldeirão sonoro.

Garage Inc vendeu mais de 5 milhões de cópias apenas nos Estados Unidos e algumas das canções seguem sendo executadas nos shows de maneira esporádica, especialmente as gravações mais antigas. Uma celebração para a banda e oportunidade de enriquecimento cultural para os fãs, que podem conhecer ou relembrar alguns grupos muito importantes da história do Rock, resgatados pelas mãos de Lars Ulrich e seus comparsas. E um sopro de esperança em uma época conturbada e irregular na caminhada do Metallica.



James Hetfield (vocals, guitar)
Kirk Hammett (guitar)
Jason Newsted (bass)
Lars Ulrich (drums)
Cliff Burton (bass on tracks 6 and 7 on CD 2)

Guests on “Tuesday’s Gone”

Pepper Keenan (Corrosion of Conformity)
Jerry Cantrell & Sean Kinney (Alice in Chains)
Jim Martin (Faith No More)
John Popper (Blues Traveller)
Gary Rossington (Lynyrd Skynyrd)
Les Claypool (Primus)

CD 1

01. Free Speech For the Dumb (Discharge)
02. It’s Electric (Diamond Head)
03. Sabbra Cadabra (Black Sabbath)
04. Turn the Page (Bob Seger)
05. Die, Die My Darling (The Misfits)
06. Loverman (Nick Cave)
07. Mercyful Fate Medley (Mercyful Fate)
08. Astronomy (Blue Öyster Cult)
09. Whiskey in the Jar (Thin Lizzy)
10. Tuesday’s Gone (Lynyrd Skynyrd)
11. The More I See (Discharge)

CD 2

01. Helpless (Diamond Head)
02. The Small Hours (Holocaust)
03. The Wait (Killing Joke)
04. Crash Course in Brain Surgery (Budgie)
05. Last Caress/Green Hell (The Misfits)
06. Am I Evil? (Diamond Head)
07. Blitzkrieg (Blitzkrieg)
08. Breadfan (Budgie)
09. The Prince (Diamond Head)
10. Stone Cold Crazy (Queen)
11. So What? (Anti-Nowhere League)
12. Killing Time (Sweet Savage)
13. Overkill (Motörhead)
14. Damage Case (Motörhead)
15. Stone Dead Forever (Motörhead)
16. Too Late Too Late (Motörhead)

Link nos comentários
Link on the comments


JAY

sábado, 31 de dezembro de 2011

Andre Matos – Time To Be Free [2007]


Antes de entrar no segundo milênio, três integrantes do AngraAndre Matos, Luís Mariutti e Ricardo Confessori – deixaram o grupo por diferenças pessoais com o empresário Antônio Pirani, se uniram a Hugo Mariutti, guitarrista e irmão de Luís, e formaram o Shaman. O novo grupo viveu o suficiente para lançar dois ótimos álbuns, “Ritual” e “Reason”, mas novamente diferenças empresariais separaram os caras. Confessori continuou com o projeto enquanto os outros três deram no pé.

Mas a saída do Shaman não abalou a carreira de Andre Matos. Pelo contrário: logo após abandonar o barco, o vocalista anunciou o início de sua carreira solo, tendo os irmãos Mariutti na sua banda de apoio, além de André Hernandes, Rafael Rosa e Fabio Ribeiro, respectivamente guitarrista, baterista e tecladista. A estreia dessa nova banda nos palcos ocorreu em grande estilo, no Live N' Louder de 2006, e pouco depois o debut Time To Be Free” foi lançado.



Os momentos orquestrados e eruditos misturados com Heavy Metal estão mais presentes em “Time To Be Free”, visto o feedback de Andre, formado em regência musical e piano erudito. As influências de ritmos brasileiros e world music são bem menores, diferente dos tempos no Angra e Shaman. Os músicos escolhidos cumprem muito bem suas funções, com destaque ao virtuoso baterista Rafael Rosa.

O disco fez bastante sucesso, alcançando a segunda posição das paradas japonesas e francesas, bem como a quarta nos charts russos. A música Rio ganhou o prêmio de melhor canção de Heavy Metal no Worldwide Prize Music Awards de 2008. Outros destaques vão para Face The End, Letting Go e How Long (Unleashed Away), esta co-escrita pelo renomado Roy Z. Sobrou espaço até para homenagens ao seu pai Steve Perry (vai dizer que não são iguais?), com o cover de Separate Ways (Worlds Apart), do Journey.



01. Menuett
02. Letting Go
03. Rio
04. Remember Why
05. How Long (Unleashed Away)
06. Looking Back
07. Face The End
08. Time To Be Free
09. Rescue
10. A New Moonlight
11. Endeavour
12. Separate Ways (Worlds Apart) - Journey cover

Andre Matos – vocal, piano
André Hernandes – guitarra
Hugo Mariutti – guitarra
Luis Mariutti – baixo
Rafael Rosa – bateria
Fabio Ribeiro – teclados

(Links nos comentários - links on the comments)

by Silver

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Edguy – Vain Glory Opera [1998]


Características substanciais diferenciam o Edguy desse álbum para o que temos hoje em dia. Primeiramente, a formação da banda ainda era um quarteto, com Tobias Sammet acumulando a função de baixista junto aos vocais. Em segundo lugar, a sonoridade tinha os dois pés fincados no Power Metal europeu. De igual, a competência em criar melodias fáceis e cativantes, daquelas que a gente escuta uma vez e não esquece mais. E nesse ponto, a evolução em Vain Glory Opera é monstruosa se compararmos com o trabalho anterior, Kingdom Of Madness. Não à toa, este é o disco que começou a despertar atenção para o grupo em todo o mundo.

A produção do disco ficou a cargo de Timo Tolkki, até então no Stratovarius. Ele também participou gravando um solo de guitarra em “Out Of Control”. A faixa também conta com Hansi Kursch (Blind Guardian) nos vocais, assim como na música que dá nome ao play. Ambas fazem parte dos setlists das apresentações até hoje. O trabalho contou com a participação do baterista de estúdio Frank Lidenthal, já que a banda não tinha um membro efetivo para a função naquele momento. Nas fotos de divulgação – incluindo o encarte –, Felix Bohnke já aparecia como integrante oficial.



Destacam-se também a sequência de abertura com “Until We Rise Again” e “How Many Miles”, além da veloz “Fairytale”, aquele bom e velho clichê, sempre necessário e efetivo. O momento mais suave fica por conta da bela “Scarlet Rose”. No encerramento, um cover para “Hymn”, do Ultravox, uma prévia da versatilidade que o grupo mostraria com o passar do tempo – especialmente por parte de seu vocalista e líder, que exploraria novos caminhos com o projeto Avantasia. Vain Glory Opera é o primeiro indicativo de que o mundo estava prestes a conhecer uma das bandas mais criativas de um estilo que muitas vezes peca pela repetição exaustiva.

Tobias Sammet (vocals, bass, keyboards)
Jens Ludwig (guitars)
Dirk Sauer (guitars)
Frank Lidenthal (drums)

01. Overture
02. Until We Rise Again
03. How Many Miles
04. Scarlet Rose
05. Out Of Control
06. Vain Glory Opera
07. Fairytale
08. Walk On Fighting
09. Tomorrow
10. No More Foolin'
11. Hymn

Link nos comentários
Link on the comments


JAY