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domingo, 20 de março de 2011

Creedence Clearwater Revival – Willy And The Poor Boys [1969]


Domingo é dia de… Creedence Clearwater Revival!

Por que? Bem, primeiramente por causa do alto astral dos sons de Mr. Fogerty e Cia.. Em segundo lugar, porque é o dia de sair sob o sol rodando um Mustang 69 conversível e, para isso, nada melhor que Creedence!

Tudo bem que não tenho um Mustang 69 convesível, mas imaginem ter um zero quilômetro em 1969, com rádio toca-fitas, vermelho metálico e sair por aí com as tranças da gata voando livres sobre o seu braço direito (sim, porque o esquerdo está no volante, ou ao menos deveria estar...).

Eu poderia contar a história da banda, mas isso já foi feito de maneira irretocável pelo parceiro Weschap Coverdale quando resenhou o disco Cosmo’s Factory, de 1970. Pois o presente disco foi o imediatamente anterior ao Cosmo’s, lançado em novembro de 1969. Aliás, 1969 foi o ano em que o Creedence lançou nada mais nada menos que três discos antológicos: Bayou Country, Green River (em agosto, ou seja, três meses antes) e este que vos trago hoje, Willy And The Poor Boys.

A frase “Willy and the poor boys” aparece justamente na música que abre o play: Down On The Corner. A capa, com uma foto dos membros da banda tocando em uma rua de Oakland, California, com instrumentos improvisados mostra um tipo de performance chamada Skiffle, muito comum no final dos anos 50, quando instrumentos musicais de verdade eram caros demais para músicos não profissionais. Só aí podemos ver que, antes do Itunes, um artista pensava na sua obra como um todo, e não apenas como um conjunto de músicas para vender por US$1 cada. O contexto todo do álbum é envolvente e faz com que tenhamos o prazer de apreciar uma obra, e não apenas um fragmento dela. Importante frisar que a música Poor Boy Shuffle é toda tocada com os instrumentos que aparecem na capa.



It Came Out of The Sky é um rockão maravilhoso, bem no estilo de Mr. Fogerty, com aquele riff chupado diretamente de Chuck Berry, mas com um toque todo pessoal, que não a faz nem de longe se parecer com um plágio. Transformar a ponto de criar algo novo é coisa de quem tem talento. The Midnight Special tem um efeito de tremolo maravilhoso, que Fogerty já tinha utilizado na clássica Born on the Bayou, do disco Bayou Country. O cara é gênio até hoje, com suas composições novas (com as mesmas velhas características) que empolgam num dia ensolarado de verão. Cotton Fields é um cover de Huddie Ledbetter, e traz um country bem ao estilo clássico, com interpretações vocais absolutamente impecáveis.

Como estou escrevendo uma resenha, nada melhor do que deixar minha música preferida para o final. Fortunate Son é uma ode à América jovem da época, e um manifesto aberto contra o Vietnam, que ceifava a vida dos jovens americanos em 1969. A letra merece destaque em um ponto específico, apesar de ser toda excelente: algumas pessoas são nascidas para balançar bandeiras e gritar hail ao seu chefe, e a elas são apontados os canhões. Alguns nascem com colheres de prata em suas mãos, e quando o cobrador de impostos aparece em sua casa, ela parece um brechó. Ah eu não sou filho de senador, eu não sou o afortunado.



Um verdadeiro tapa na cara da sociedade americana com uma roupagem rocker/ country que tomou de assalto as paradas norte americanas. Aliás, 1969 foi o ano do Creedence. Eles participaram dos maiores festivais do mundo, inclusive Woodstock, e eram a banda que fazia mais sucesso nos Estados Unidos, superando o representantes da já então desgastada invasão britânica.

O disco que posto é a reedição com três bônus, que são: uma versão ao vivo de Fortunate Son realizada em Manchester, Inglaterra (1971); uma versão ao vivo de It Came Out of The Sky gravada num show em Berlim (1971); e uma versão de Down on The Corner que foi uma Jam session realizada junto com o Booker T. and The MG’s no Fantasy Studios, em 1970. Ou seja, biscoito fino.

Se tem uma palavra que define Creedence Clearwater Revival, essa palavra é América.

Track List

1. Down On The Corner
2. It Came Out Of The Sky
3. Cotton Fields
4. Poorboy Shuffle
5. Feelin’ Blue
6. Fortunate Son
7. Don’t Look Now
8. The Midnight Special
9. Side O’ The Road
10. Effigy
11. Fortunate Son (ao vivo)
12. It Came Out Of The Sky (ao vivo)
13. Down On The Corner (jam session com Booker T. and the MG’s)

John Fogerty (vocais, guitarra, harmonica)
Tom Fogerty (guitarra, menos em 11 e 12)
Stu Cook (baixo, baixo feito com uma bacia e um cabo de vassoura em Poor Boy Shuffle)
Dough Clifford (bateria e tábua de lavar roupas em Poor Boy Shuffle)

Participações especiais na Jam Session da música 13

Booker T. Jones (órgão)
Steve Cropper (guitarra)
Donald “Duck” Dunn (baixo)
Al Jackson Jr (bateria)



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Por Zorreiro

10 comentários:

Anônimo disse...

http://www.mediafire.com/?lzonuh8vejohhja

Anônimo disse...

Eu nao tenho um mustange 69, mas o meu flecha de prata faz sucesso aqui em criciuma SC, bora baixar e ouvir esse som pelas ruas daqui... Rock n Roll Babyyyyyyyyyyyyyy!

ZORREIRO disse...

Hehe. É o espírito.
A ideia original era fazer uma postagem em homenagem ao fato de Obama ter autorizado daqui do Brasil o ataque à Libia ontem.
E ao fato de dizer que é simpático à entrada do Brasil no Conselho de Segurança da ONU depois que nos abstemos de votar pela exclusão do espaço aéreo Líbio ao ocupar uma cadeira temporária.
Dilma, chupa essa manga... temos um sapão histórico para engolir.
It ain't me... I'm no millionaire son.

Anônimo disse...

Nossa esse disco é muito bom, faz lembrar de tempos que vc nao viveu... foda

Mas o Cosmo's Factory tá na frente, hehehe

Yusef

Gabriel Leite disse...

Novamente digo: Zorreiro entrou com os dois pés na Combe! Resenha impressionante, realmente muito bem redigida. Baixando aqui, porque ainda não ouvi esso, mas Creedence é demais, haha.

Ernesto disse...

Ouço Creedence desde a mais tenra idade, é uma de minhas bandas preferidas, depois de ouvir gosto de sair com minha Bob chopper pelas ruas da City de rolê, parabens pelo post

Anônimo disse...

Caras, esse álbum é muito bacana de se escutar enquanto trabalho.
Esse e o "Aftermath" dos Rolling Stones, postado aqui na Combe, são divertidos e com um excelente nível musical, que me fazem repetir on and on, pois não cansam!!

Aproveitando, parabenizo as resenhas feitas sobre os álbuns que "xeretei" por aí, são bem escritas e mostram o apreço e fidelidade de quem realmente gosta de música, cada um em seu terreno.
Sou um roqueiro desde pivete, quando ganhei meu radinho de pilha, presente do meu pai no Natal, e escutava bandas que sequer sabia os nomes, no telhado da minha casa, olhando as nuvens!
Quando me lembro da forma como o Rock And Roll apareceu na minha vida, me sinto um felizardo por não ter nascido durante a Idade Média, e sim, em pleno século 20! Me recordo que aos 9 anos eu não perdia um "Rock In Concert" na TV.
Bandas e artistas que eu gostei (e ainda gosto) daquela época: Suzi Quatro, Eagles, Free, Grand Funk Railroad, Alice Cooper, Bread, Pilot... e Creedence! Entre outras, é claro, que não há espaço para nominá-las.

A vida é bela!

Abraços Rocker!

Anônimo disse...

Creedence rules!

aheavylife disse...

Não tem nada melhor do que ir à praia em um domingo ensolarado e ouvindo Creedence no carro...mas não tenho um Mustang 69. :(

Anônimo disse...

Many thanks from the land of the polarbears... Sweden ;-)