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quinta-feira, 24 de março de 2011

D.A.D – No Fuel Left For The Pilgrims [1989]


Comprei esse disco pela capa.

Comecei fazendo um confissão, porque D.A.D saiu no Brasil sem nenhum alarde ou divulgação maciça. Um belo dia entrei na loja, estava “folheando” os discos de vinil como fazia quase diariamente, e me deparei com uma galera que tinha o mesmo visual de todas as bandas que eu gostava. E mais, na capa, seguravam um galão de gasolina pegando fogo. Perfeito! Nem pedi pra escutar, pensei comigo: ou vai ou racha! Não pode ser ruim. Comprei e vambora pra casa escutar a novidade.

E não é que o som era bom. Mais que isso, era ótimo. Vamos aos fatos que somente chegaram até mim após o advento da internet, pois, quando comprei o disco, fiquei muito tempo sem saber da história dos caras.

D.A.D. é uma banda formada em 1982 em Copenhagen, Dinamarca, cujo nome é a abreviação de Disneyland After Dark. Obviamente, esse nome lhes rendeu problemas com a empresa detentora dos direitos do Mickey e eles passaram a utilizar somente a sigla como indicativo da banda, sem mencionar o seu significado nos discos que viriam a seguir. A sigla também mudou para D-A-D e, posteriormente, D:A:D, para não ficar tão evidente se tratar de uma sigla ou abreviatura. Coisa de contratos, copyright etc.


Os caras batalharam muito, como era de se esperar, afinal, saíram de um país sem nenhuma tradição no hard rock para tentar conquistar o mundo. Miniturnês sem respaldo nenhum pelos Estados Unidos e Europa fizeram parte da vida dos caras até o lançamento deste disco que posto hoje.

No Fuel Left For The Pilgrims foi o terceiro full length da banda e o primeiro a ser distribuído mundialmente por uma grande gravadora. O disco traz um hard rock com claras influências do punk, lembrando um pouco o T.S.O.L. da fase áurea. Tem pitadas de sleaze também, com aqueles riff típicos e refrões de cantar junto. Em suma, tudo o que gostamos de ouvir nos discos lançados antes de 1990.

Sleeping my Day Away abre o play com força total, mostrando que os caras têm talento de sobra. As guitarras misturam timbres sujos com limpos, lembrando, nesse começo, a fase Electric do The Cult. Mas é só, pois o resto do disco é bastante original e criativo.



As minhas preferidas são Overmuch e Wild Talk que, pelos títulos, já dá pra ver em que fonte eles bebiam. Rock pra agradar que transita pela Sunset Strip ou, como eu, sempre sonhou em passear por lá (porém algo me diz que, quando eu for, terei uma decepção em relação às minhas expectativas).



Por algum motivo que não sei dizer, a banda não continuou a explorar o mercado dos Estados Unidos, mesmo após terem celebrado um grande contrato com a Warner Brothers. Depois de No Fuel Left For The Pilgrims, o D.A.D restringiu sua atuação ao mercado europeu para, então, cair no ostracismo.

Fica então a dúvida: se saíram da Escandinávia para conquistar o mundo, e o ganharam, por que retroceder? Pena, pois o som é muito bom, feito pra curtir com alto astral, como todas as bandas com essa proposta. A produção do disco foi esmerada. Vai entender uma coisa dessas.

Cabe a frase de Mr. Churchill: “you should never surrender...”


Track List

1. "Sleeping My Day Away"
2. "Jihad"
3. "Point Of View"
4. "Rim Of Hell"
5. "ZCMI"
6. "True Believer"
7. "Girl Nation"
8. "Lords Of The Atlas"
9. "Overmuch"
10. "Siamese Twin"
11. "Wild Talk"
12. "Ill Will"

Jesper Binzer (vocais, guitarras, banjo)
Jacob “Cobber” Binzer (guitarras, piano, backing vocais)
Stig Pedersen (baixo, backing vocais)
Peter L. Jensen (bateria)

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Por Zorreiro

14 comentários:

Anônimo disse...

http://www.mediafire.com/?o76fyjbwadhw86a

Ricardo Brovin disse...

Também "comprei" pela "capa"!!!!na verdade to baixando pela sua resenha!!!parabéns pelo post...

Eduardo disse...

Muito bom o Post!! E eu também acho que vou me decepcionar ao ir na sunset strip.....

Leandro disse...

pegandoooooo
=D
parecer ser bom msmo^^

Eduardo Paiva disse...

Baixando para conhecer!

by Paulo Neto disse...

to baixando pela capa tbm...mas qdo vi a palavra punk e T.S.O.L confesso que dei uma brochada... vamos ver

ZORREIRO disse...

Valu galera.
E, Paulo, vai com fé que não tem brochura....

caue disse...

Não julgue um livro (ou Play) pela capa. Interessei-me muito pelo visual dos cidadãos. Vou baixar, mas não curto sleaze. Pode ser q me surpreenda.

Irish disse...

Esse eu tinha em K7 original importadão que alguém trouxe prá mim dos confins do velho mundo...
Aliás, me desfiz dela a pouco tempo, pois definitivamente não tenho mais onde, nem paciência prá escutar k7 rs
Só guardei umas demos antigas das minhas bandas, etc... o Resto foi pro saco!
Mas belo posto, tava com saudade desse play!!
Abração
beerbliotecadorock.blogspot.com

Berchs disse...

I said!
"fuck yeahh"
como faço pra dirigir a combe!

Berchs!

мєαиѕтяєєт disse...

Um dos discos que eu mais ouvi na vida. Ainda vou convencer a Burning Stars a fazer cover da Sleeping My Day Away, hehe

Mandou muito, Zorreiro!

Marcelo disse...

Eu comprei este disco por causa da Sleeping my day Away, que tinha o clip veiculado em alguma daquelas emissoras da época.
Não lembro de ter me empolgado com o resto do disco e nem sei que fim levou o vinil.
Mas vamos relembrar. Muitos discos mudam de status depois de escutá-los em outra época. Costumo dizer, para determinados discos que hoje adoro mas um dia já achei uma merda, que existe o momento certo para ouvi-los.

Anônimo disse...

Ai galera da Combe esse post é muito legal e esta Banda lembra também uma Banda do inicio dos anos 90 o School of Fish - 3 strange days sonzera que tem um som com riffs crus (inclusive sugiro a postagem ou a pesquisa dos dois unicos cds dessa banda que são muito legais). Pode baixar DAD que não haverá arrependimento pricipalmente Point of View que é na mesma linha de Slleping my day away.
Abraços - Célio - Rio Claro - SP

Anônimo disse...

Muito bom mesmo :)