Lembre-se

Comentar em alguma postagem não irá lhe custar mais do que alguns segundos. Não seja um sanguessuga - COMENTE nas postagens que apreciar!

Os links para download estão nos comentários de cada postagem.

Acesse: www.vandohalen.com.br

quinta-feira, 31 de março de 2011

Freddie King – Live At The Electric Ballroom [1974]


Se o rock deu ao mundo uma rainha chamada Freddie, o blues deu um rei homônimo.

Terceiro elemento do triumvirato do blues elétrico composto por BB King e Albert King, Freddie sempre foi o mais agressivo, com timbre mais sujo e vocalizações nervosas.

Nascido em 3 de setembro de 1934 e falecido em 28 de dezembro de 1976, Freddie foi um dos idealizadores do chamado blues texano, escola que deu ao mundo o maravilhoso Stevie Ray Vaughan. Seu apelido era “A bala de canhão do Texas” (The Texas Cannonball), pois, diferentemente dos dois outros Kings, o rapaz aqui flertava descaradamente com o rock’n’roll que passou a dominar os charts americanos no final dos anos 50.

Mas Freddie King em estúdio era mais polido e, por que não dizer, sonoramente mais limpinho do que ao vivo. No palco o homem fazia por merecer o apelido.

Amplificadores no talo fazendo sua guitarra berrar harmonicamente encaixavam de maneira sublime com as vocalizações carregadas de groove e emoção. Um rei diferente, mas não menos expressivo que seus parceiros.
Nos anos 50, King foi sideman de músicos renomados, como Muddy Waters, Willie Dixon e Little Walter. Escola que, faça-se um parêntese, também legou ao mundo o imortal Buddy Guy. Seu primeiro disco solo foi lançado em 1961 e se chamou Freddy King Sings (sim, Freddy e não Freddie) e, o que posto hoje, foi um dos seus shows mais enérgicos. O músico morreria cerca de um ano e meios depois.

É Freddie King em estado puro, destilando o que sabia fazer melhor em um repertório que engloba os melhores sucessos de sua carreira, com músicas separadas por pequenas entrevistas. Um diamante que merece estar no acervo histórico de todo blueseiro que se preze. O disco abre com That’s All Right, a única gravação ao vivo em formato exclusivamente acústico conhecida do músico. Só voz e violão. Ouça e descubra que Eric Clapton também teve seus momentos de inspiração influenciados por King no seu Unplugged. Aliás, acho que o nobre passageiro já percebeu que curto demais um blues, e se for de raiz e com violão bem tocado, então, é mortal. Dust My Broom segue neste formato.

A seguir, Big Legged Woman é para dançar, com todas as graças que um funk blues consegue alcançar, trazendo a banda completa de King simplesmente detonando tudo. Uma jam session ao vivo cheia, mas cheia de groove até o pescoço. Tão cadenciada que dá a impressão que ele vai chamar James Brown ao palco a qualquer momento. Key to the Highway é exatamente aquela gravada por Derek and the Dominos, com um vocal que, diga-se, lembra o de Clapton na sua versão.




Agora, para proporcionar um infarto agudo do miocárdio fulminante, a sequência Let The Good Times Roll - Ain’t Nobody’s Business - Sweet Home Chicago - Dust My Broom (elétrica) - Hide Away (seu maior sucesso) mostra que a Terra toda girava em outra velocidade naquela época. Difícil não se emocionar e não pensar em como deveria ser bom estacionar o velo Galaxy 73 em um lugar gramado com um belo visual e, com esse som tocando no toca-fitas, passar um domingo de bobeira com toda a galera.




Para completar a ficha técnica, o Electric Balroom (lugar da apresentação) fica em Atlanta, Georgia, e este disco somente foi lançado oficialmente em 1994, tendo ficado na condição de bootleg por vinte anos. O som está excelente e a banda afiadíssima.

Sobre a banda, talvez seja interessante dizer que foi a primeira banda “multiracial” (não gosto desse termo, afinal, somos todos da raça humana) de um bluesman de sucesso. A banda que o acompanhava nos anos 70 é a que está descrita abaixo. No disco, porém, não tem a informação sobre quem toca; portanto, talvez haja alguma falha de minha parte nesse sentido (desculpas antecipadas). Talvez também isso explique a grande diferença da apresentação de King, que flertava bastante com o rock de Elvis e Jerry Lee Lewis, porém sem abandonar a vertente blueseira de sua escola.

Mas isso são detalhes de uma obra que merece um destaque aqui na Combe. Ao vivo, sem overdeubs.

Long Live The King! Hail!

Track List

1. Introduction
2. That’s Allright
3. Interview
4. Dust My Broom
5. Interview
6. Big Legged Woman
7. Woman Across The River
8. Key To The Highway
9. Let The Good Times Roll
10. Ain’t Nobody’s Business
11. Sweet Home Chicago
12. Dust My Broom
13. Hide Away (Medley)
14. Interview

Freddie King (guitarra, violão e voz)
Floyd Bonner (guitarra)
Alvin Hemphill (órgao)
Lewis Stephens (piano)
Bennie Turner (baixo)
Mike Kennedy (bateria)

Link nos comentários
Link on the comments

Por Zorreiro

7 comentários:

Anônimo disse...

http://www.mediafire.com/?8kd0o7eaoliwppn

XXXX disse...

Crássicaço!! valeu!

Anônimo disse...

PUTA QUE PARIU ESSE CARA É UM GENIO!!

MAIS UM CLASSICO DO BLUES...
E MAIS UM CLASSICO DO ZORREIRO!

YUSEF

Renan Elias disse...

Aloko, Zorreiro, sou seu fã manolo
+ um puta post foda de blues
vlw guri

Gabriel disse...

Não ouvi esse ainda, mas um blues é sempre bom.

Apenas Mais Um disse...

Blues e do Bom !

Anônimo disse...

fora do ar o link