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domingo, 6 de março de 2011

Slash’s Snakepit – It’s Five O’clock Somewhere [1995]


Contar a história da vida de Slash parece um pouco repetitivo em face das diversas resenhas sobre ele disponíveis na Combe. Temos inclusive um Combest do cara postado pelo incansável Silver.

Mas a trajetória do músico, bem exposta em sua autobiografia, tem uma característica especial: são vários altos e baixos e, mesmo nos baixos, a sua marca pessoal sempre faz do trabalho, no mínimo, muito bom.

Quando o Guns explodiu na cena mundial com o primeiro disco, a gravadora passou a pressionar por um segundo Appetite. Dois anos depois, sem material suficiente para um full lenght, eles lançaram Lies, que trazia no Lado A um EP ao vivo gravado antes mesmo de Appetite com um cover do Rose Tattoo e um do Aerosmith (Live?!*@ Like a Suicide) e, no Lado B, composições velhas (You’re Crazy) e novas gravadas “a jato” em formato acústico. O disco é bom, mas não é um full lenght do naipe de Appetite. Parecia que o Guns era mais uma banda de um disco só (alguns acreditam nessa premissa até hoje).


Vários anos depois, em 1991, saem os 4 discos que compõem a saga Use Your Illusion, com composições inéditas, velhas (Civil War já havia sido lançada em trilha de filme) e covers. Sai Izzy, entra Gilby, e a química nunca mais foi a mesma. Quando The Spaghetti Incident viu a luz, parecia que o fundo do poço tinha ultrapassado a altura dos joelhos. Slash, então, sai do Guns.

Duas eram as expectativas: o que será do Guns e o que será de Slash? O Guns, sabemos, caiu no ostracismo com intermináveis promessas de lançamento do tão aguardado Chinese Democracy. Slash, após várias participações em obras de artistas como Michael Jackson e Alice Cooper, tinha ideias de sobra para fazer um full lenght. Seria um disco solo ou ele montaria outra banda?

Montou, então, o Slash’s Snakepit, para o qual recrutou seus parceiros de Guns’n’Roses Matt Sorum (bateria) e Gilby Clarke (guitarras), o baixista Mike Inez (Alice in Chains, Ozzy Osbourne) e Eric Dover (vocais). Os ainda participantes do Guns, Dizzy Reed e Teddy Andreadis, tocam no play com seus respectivos teclados e harmônica.

O disco é simplesmente uma jóia. Na carreira pós Guns, eu somente o comparo com o último “Slash” em termos de qualidade (postado aqui pela Lyn). As composições são da banda, não tendo nenhuma música de autoria exclusiva de Slash. A química funcionou de imediato.

Neither Can I abre o play com maestria. Um blues de raiz como Slash nunca tinha feito antes em sua carreira. Claro que as guitarras sleaze estão lá, mas o clima da música mostra que o que temos na mão é especial. Feeling absurdo.

A seguir, a dobradinha Dime Store Rock e Beggars & Hangers-On fazem do álbum, sozinhas, um clássico absoluto. Aliás, eu diria que Beggars tem o melhor riff de guitarra já composto por Slash. Mas isso é opinião desse humilde motorista. Jizz da Pit é um instrumental inusitado, diferente, mas que não destoa do conjunto.

A primeira impressão que tive, quando o disco foi lançado, é que as composições foram feitas pensando nos vocais de Axl Rose. E, realmente, enquanto rola o som, a todo momento temos a impressão de que aquele timbre falsete aparecerá na gravação. Mas isso não tira os méritos de Eric Dover, que imprime a sua personalidade em todos os sons, mostrando que não existe sombra sobre si.



Este é o disco que o Guns deveria ter feito depois de Use Your Illusion para manter a sua fleuma. Ou, quem sabe, depois de Appetite...

Track List

1. "Neither Can I"
2. "Dime Store Rock"
3. "Beggars & Hangers-On"
4. "Good to Be Alive"
5. "What Do You Want to Be"
6. "Monkey Chow"
7. "Soma City Ward"
8. "Jizz da Pit" (instrumental)
9. "Lower"
10. "Take It Away"
11. "Doin' Fine"
12. "Be the Ball"
13. "I Hate Everybody (But You)"
14. "Back and Forth Again"

Eric Dover (vocais)
Matt Sorum (bateria)
Mike Inez (baixo)
Gilby Clarke (guitarras)
Slash (guitarras)

Participações especiais

Dizzy Reed (teclados)
Teddy Andreadis (harmônica)
Paulinho da Costa (percussão)



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Por Zorreiro

6 comentários:

Anônimo disse...

http://www.mediafire.com/?y5vjk5x6y17dhu0

Max Tiger Mouth disse...

vlw cara esse cd é mmuito foda, vou baixar agr

Henrique disse...

e pensar que o Axl rejeitou a maioria dessas musicas... uma pena, mas na época ele ja estava em outra pegada mesmo, já queria trazer elementos mais modernos pro som da banda

é um dos meus preferidos dos trabalhos solo de um gunner, ficando atrás apenas dos cds do Gilby Clarke, que pra mim são fantásticos, uma pena também ele não ter tido tempo/oportunidade de mostrar o seu potêncial como compositor no Guns

abraços

jantchc disse...

não gosto do guns, mas gosto muito da carreira do shlsh depois q ele deixou a banda..

gostei muito deste cd, do solo dele e do velvet..

o cara arregaça..

Lucas Felipe disse...

Muito bom esse cd,excelente instrumental e vocal rasgado,lembrando até os bons tempos do Guns n' Roses

caique disse...

recomendo.