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quinta-feira, 10 de junho de 2010

Marillion - Misplaced Childhood [1985]


17 de Junho de 1985. Podemos definir tal data como um marco na história do Neo Progressivo, pois neste dia foi lançado o álbum definitivo do estilo e aquele tirou o estigma que Fish e sua trupe tinham de ser chamados de imitação do Genesis. Tendo como conceito a perda do primeiro amor e as dores e insegurança que tal acontecimento traz, a banda se supera e finalmente alcança o estrelato e o reconhecimento merecidos. Em pouco mais de 41 minutos, temos um desfile de canções que misturam a psicodelia de recordações da infância com as dificuldades e as dores de um amor perdido.

E logo ao observar a capa, já temos a idéia do que nos espera. A bela arte, com uma imagem de um menino vestido como um soldado saído de um conto de fadas, já desperta a curiosidade para o conteúdo do álbum. E logo ao colocar a primeira música, “Pseudo Silk Kimono”, já temos uma idéia da temática sobre a qual a história irá girar e as condições sobre a qual o narrador se encontra: "Para este órfão de coração partido, Desiludido e desprezado, Um refugiado, refugiado".

Após esta breve explicação, surge o maior clássico da história da banda, “Kayleigh”, onde vemos o personagem apegado as recordações de alguns momentos com sua amada, e na dúvida se deve realmente procurar a reaproximação dela, perdido no medo e na dúvida de ela o ter esquecido e ou substituído por outro alguém: "Eu estou muito assustado para pegar o telefone, Para descobrir que você encontrou um novo amor, Para reconstruir nosso lar destruído". Emendada a ela, “Lavender” nos mostra o quanto ele está perdido em seus pensamentos, até que de maneira infantil, ainda preso ao seu grande amor.

Se até este momento observamos uma qualidade inquestionável nas letras, eis que surgem duas músicas nas quais agora o enfoque passa a ser a virtuose dos integrantes da banda, onde encontramos os arranjos complexos tão característicos do rock progressivo. Em “Bitter Suite” e “Heart Of Lothian”, vemos um Steve Rothery completamente inspirado, principalmente na segunda, onde ele nos presenteia com solos à lá David Gilmour em “Wide Boy”, onde Fish também demonstra tal inspiração, nos mais belos vocais gravados por ele na frente da banda.



Nas climáticas “Waterhole” e “Lords Of The Backstage”, é a vez de Mark Kelly roubar a cena, criando climas espetaculares, em músicas que questionam muitos valores(apesar de terem 25 anos, elas ainda continuam atuais), onde vemos como a banda estava entrosada naquele momento e como tudo conspirava para sua obra definitiva.

E chegamos ao ápice deste disco em “Blind Curve”, onde vemos o personagem saindo da fossa em que se encontrava, onde mais uma vez observamos Rothery dar um show em solos magníficos e muito harmoniosos em um momento majestoso, em que será difícil não viajar neste som.

Finalizando esse clássico temos “Childhoods End?”, onde o personagem compreende que o final do relacionamento foi o melhor caminho e que a volta que ele tanto ansiava no começo não seria bom negócio: "Mas isso apenas seria retraçar, Todos os problemas que você já conheceu, Tão irreais". “White Feather” conclui esta pérola, surpreendentemente tendo um final otimista para esta história de renascimento.

Resumindo, este é um grande clássico, o melhor disco que o Marillion lançou em toda sua carreira. Ainda lançaram grandes álbuns como Brave e Marbles, mas nenhum destes alcançou a grandeza e o sucesso deste. Absolutamente recomendado. Grande trabalho, onde a banda alcança a perfeição e o equilíbrio entre a complexibilidade do rock progressivo e a acessibilidade do pop dos anos 80.

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1.Pseudo Silk Kimono
2.Kayleigh
3.Lavender
4.Bitter Suite
a.Brief Encounter
b.Lost Weekend
c.Blue Angel
d.Misplaced Rendezvous
e.Windswept Thumb
6.Heart of Lothian
a.Wide Boy
b.Curtain Call
7.Waterhole (Expresso Bongo)
8.Lords of the Backstage
9.Blind Curve
a.Vocal Under a Bloodlight
b.Passing Strangers
c.Mylo
d.Perimeter Walk
e.Threshold
10.Childhood's End? – 4:33
11.White Feather– 2:25

Fish - Vocal
Steve Rothery - Guitarra
Pete Trewavas - Baixo
Mark Kelly – Teclados
Ian Mosley - Bateria

By Weschap Coverdale

8 comentários:

Anônimo disse...

http://www.multiupload.com/QA5GQ6MIO2

dnlz disse...

Muito legal esse disco , na minha infame opinião esse é o último disco clássico do Marillion,os primeitos são ótimos e depois é muito legal , mas senti que a maqia teve em seu apongeu nesse album.
Valeu!!!

dnlz disse...

Muito legal esse disco , na minha infame opinião esse é o último disco clássico do Marillion,os primeitos são ótimos e depois é muito legal , mas senti que a maqia teve em seu apongeu nesse album.
Valeu!!!

Lyn disse...

Excelente!

JORJAOFONSECA disse...

Beleza de post,valeu!!!

мєαиѕтяєєт disse...

Come poeira para o "Script...". Não sou muito fã desse aqui não. Mas ótimo texto!

Marina disse...

Nossaaaa, nem lembrava mais disso, obrigada por resgatar o Marillion a minha lembrança!! Discaço!!

Amschel disse...

VLWWWWWW