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terça-feira, 10 de agosto de 2010

Metallica - ...And Justice for All [1988]


Nunca fui um dos maiores entusiastas do metal, sempre desde moleque preferi mil vezes classic ou hard rock a escutar heavy, achava um som barulhento, e muitas vezes principalmente o vocal não me agradava. Mas certo dia, um camarada insistiu que eu desse uma chance, e me emprestou um álbum de capa branca, de uma banda que muito tinha ouvido falar, chamada Metallica. Sou obrigado a dizer que só com a capa, com o símbolo da justiça de olhos vendados e os dizeres "... And Justice for All", já foram o suficiente para chamar a minha atenção e despertar minha curiosidade para o que vinha daqui para frente. E se eu tinha algo contra o heavy, dali para frente viraria respeito e até admiração pelo estilo da minha parte.

Após a trágica morte do espetacular baixista Cliff Burton, em um acidente de ônibus na Suécia, eis que a banda se via na indecisão de continuar ou não. Com apoio da família de Burton, eles foram à procura de um novo baixista, e o recrutado foi Jason Newsted da banda Flotsam & Jetsam. E o que temos aqui é thrash da melhor qualidade e um dos melhores discos do estilo, tendo um lado até mais progressivo nas canções, com a melhor atuação de Lars nas baquetas em toda a discografia da banda (sendo que muitos ainda acreditavam na lenda de Dave Lombardo ter assumido a bateria na gravação), instrumental intricado e muito trabalhado e sua temática obscura e questionadora, que fazem desse um clássico eterno, estando na minha opinião, no mesmo patamar que as três obras primas lançadas anteriormente.

E iniciando a pedrada que viria daí para frente, a paulada "Blackened", que inicia com belas guitarras em um efeito reverso, que depois descamba para um lado brutal, talvez na canção mais crua desse registro, com Lars mandando bala no bumbo duplo, e dupla Hammet/Hetfield mandando riffs poderosos e empolgantes, sendo o único senão o baixo praticamente inexistente de Newsted, que ocorreria pelo restante do disco, mas que mesmo assim não compromete o resultado final desta maravilha, com uma letra inteligente, questionando a destruição que o próprio homem vem causando a terra com sua atitude egoísta. "... And Justice For All" tem o lado mais progressivo desse disco, e com outra letra espetacular, questionando o sistema judiciário, facilmente corrompido pelo dinheiro, onde temos quase dez minutos magistrais, e até Hetfield apresenta vocais mais maduros e potentes, sem perder a agressividade do início da banda.



"Eye of the Beholder" continua no mesmo nível inicial, com um punch espetacular, mostrando que nos anos 80 eles estavam realmente em seu ápice, onde até aqui não temos uma canção fraca, onde vemos que mesmo com mudança para uma sonoridade mais soturna e cadenciada, devido à complexidade do que é apresentado aqui, com mudanças de andamento geniais e imprevisíveis, que deixou tudo ainda mais maravilhoso. "One" dispensa qualquer apresentação, entrou no hall dos grandes clássicos da história do metal, com o início calmo, quase uma balada, e que de seu meio para frente ganha peso e mudanças de andamento inesperadas, sem falar na interpretação perfeita de todos, principalmente nos memoráveis solos de Hammet e bateria pesada e rápida de Ulrich, atestando o grande momento que ele passava. Sem falar na bela letra, retratando a condição de um soldado que havia sido ferido em uma guerra, e a situação triste que passava ao se encontrar em estado vegetativo devido aquela situação, sendo que todo este conjunto rendeu a banda reconhecimento, tendo o clipe sendo passada a exaustão na MTV na época e foi um empurrão para a bela venda que o disco teve, sendo o mais vendido da banda até aquele momento.

"The Shortest Straw" aumenta a velocidade do que foi apresentado até aqui, trazendo mais agressividade no meio de tantos sons mais trabalhados que continua muito bem o trabalho de prender a atenção a esta bela obra. "Harvest of Sorrow" volta à ênfase na complexidade e cadência tudo novamente, sendo a música mais arrastada do álbum, talvez se baseando na letra mais sombria e intimista dessa gravação e que mostra que em nenhum momento eles conseguiram ser fracos, que tudo feito até aqui é da mais perfeita qualidade. "The Frayed Ends of Sanity" é mais experimental, mas com uma pegada extraordinária, mais uma vez voltando a ter várias quebras de ritmo e mudanças e que nos dá a impressão de estar escutando várias músicas diferentes em uma mesma canção e que não cansa em nenhum momento, até dá vontade de voltar e apreciar tudo de novo.



"To Live is To Die" é o momento mais emocional desse disco, sendo feita em homenagem ao ex-companheiro Cliff Burton, uma música instrumental de muito bom gosto e carregada de emoção em toda sua execução, não sendo necessário nenhum vocal para fazer qualquer um se emocionar junto com a banda, honrando a tradição de belas músicas instrumentais feitas do inicio de sua carreira até este momento e se tornando uma linda homenagem a este pequeno monstro no baixo, que nos deixou tão prematuramente. Encerrando com chave de ouro este disco, temos a brutal e agressiva "Dyers Eve" que não faria feio estando no "Kill 'Em All", devido seu nível de agressividade, que remete a este petardo, e que mostra que a banda não tinha se esquecido de como fazer sons mais agressivos e pesados, com solos incendiários e bateria ensandecida. Baixe correndo e sinta como é espetacular ouvir uma banda em seu ápice criativo em todos os sentidos.

Do típico disco que é obrigatório ouvir antes de morrer, resumindo, baixe correndo e ouça no som mais alto que puder! E não me responsabilize caso suas caixas estourem ou ouvidos sangrem durante sua execução, é por sua conta e risco! (rs)


1.Blackened
2. ...And Justice for All
4.One
5.The Shortest Straw
6.Harvester of Sorrow
7.The Frayed Ends of Sanity
8.To Live Is to Die
9.Dyers Eve

James Hetfield - Vocal e Guitarra base
Kirk Hammett - Guitarra solo
Jason Newsted - Baixo e Backing vocal
Lars Ulrich - Bateria


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By Weschap Coverdale

18 comentários:

Anônimo disse...

http://www.multiupload.com/DUQVFDXX3M

Lyn disse...

Minha banda de Metal favorita. Bom post!

Anônimo disse...

Clássico absoluto, todas as músicas são sensacionais! Belo texto, belo post!!

GrassHoper disse...

Clássico absoluto, todas as músicas são sensacionais! Belo texto, belo post!! (2)

Às vezes me pergunto qual banda de metal oitentista possui o melhor "streak" de álbuns em sua carreira, se o Metallica (desde Kill'em all até o Black Album) ou o Iron Maiden (do S/T até o Seventh Son of a seventh son)... Para ver se eu tento sanar essa dúvida de vez em quando escuto esses álbuns, e este foi o último do Metallica que reouvi. Soberbo como ele só.

Bem, posso dizer que não cheguei a nenhuma conclusão (amo as duas bandas ao invés de IDOLATRAR uma das e achincalhar a outra), ora mas eu adoro ter uma dúvida como essa! Escutar música de qualidade e ainda ter uma desculpa pra tal não tem igual, ;D!

Abraços ao som de "The Man Who Would Be King" do petardo chamado The Final Frontier, simplesmente o melhor da nova formação do Iron, em minha opinião!

Nara disse...

não vou ler a resenha pq é meu album preferido, então prefiro continuar presa no meu mundinho sem ler as opiniões alheias hahahaha só uma resalva, a Justiça tem mesmo os olhos vendados pq "ela é justa, não vê aparencias mimimi", o que eu pago mais pau na capa é o fato dela estar toda amarrada, lascada, fudida e com mil dinheiros voando :D

eightendeaths disse...

Esse disco é o melhor disco de todos. ele traz o Metallica na mais magistral forma possível. Ele é extremamente técnico o tempo todo, sem perder a essencia do Metallica: a agressividade, descontrole, revolta e o odio. é o disco que se pode ouvir trocentas vezes sem parar. a betera é perfeita o vocal e as letras puts... eu fico até mocionado os solos eo baixo são intensos o tempo todo. o disco é bom por que logo de cara vc tem BLACKENED!!!!!!!! SE TIVESE SÓ ESSE MUISICA O CD JA IA SER UM CLASSICO DO METAL. rs. é aquele cd que vc coloca e naum sleciona as melhores musicas vc simplesmente deixa rolar. todas as musicas sao foda!
obs: o newsted num é o baixista preferido dos fans do metallica, mas com certeza foi o mais insano kkk ele era lokão otima atuaçao nos palcos. claro Cliff a parte né?

Yusef disse...

esse é pra baixar na hora vélho!

album só tem musicão.

"NOTHING CAN SAVE YOU!"

Isaac disse...

Um grande álbum...
E que queiram ou não os chatos de plantão, é um dos clássicos do poderoso Metallica.
ESSENCIAL!

Pedro Torres disse...

Sempre choro ouvindo Shortest Straw, qnd soube que eles incluiram ela nessa última turnê vomitei de felicidade

ZORREIRO disse...

Esse disco poderia tranquilamente ser o melhor do Metallica.
Não é por um defeito injustificável: o contrabaixo é inaudível!!!!!
Na minha opinião, tem as melhores composições da banda.

Anônimo disse...

Não li o texto inteiro. Aqui no trabalho cada minuto é precioso e, pra piorar, minha máquina é lerda q só eu sei. Independente disso, me diga sinceramente, precisa de tanto?

Tente ser mais econômico nas palavras. Use uma linguagem mais direta. O objetivo da resenha é convencer o leitor a ouvir o disco. É sempre bom comentar a história, mas nunca em demasia.

Você estava indo pelo caminho certo, mas retrocedeu violentamente nesse post. Faça da redução o seu exercício nas próximas resenhas. No mais, parabéns pelo bom gosto musical.

by Meanstreet @ work

What is a fashion? disse...

Quando fui apresentada ao Metallica, o primeiro album que eu ouvi foi o Master (que eu adoro )..., mas o And Justice....é para mim até hj o melhor album do mundo... e quando eu ouvi One ao vivo cantanda pelo James ai sim tive certeza....é a melhor banda de Heavy Metal do planeta (com todo respeito fãs do Iron )rsrs.

Fabinho disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Battle Hymn disse...

FAla serio esse album é mostruosamente um show de metal feito em um estudio. tinha de ser o metallica mesmo alias quem ouve a primeira BLACKENED, ouve até o finel essa é a real.

Anônimo disse...

Grande álbum... prefiro os três anteriores mas este também é fantástico.

Julio e Néia disse...

Ainda me lembro daquele domingo de 1989 eu com 11 anos indo ao shopping comprar vinil ..e o que vemos na loja ..o disco novo do metallica ..que com certeza mudou nossas vidas ate hoje ...lembro que muitos queriam ser bateras para tocar ONE como LARS ULRICH ...demais ...

Gabriel L. F. Krüeger disse...

Porra cara, álbum fantástico, apesar de eu preferir os três primeiros deles! Enfim, clássico sem igual!

Anônimo disse...

Duca!