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quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Judas Priest - Jugulator [1997]


Como substituir uma lenda? Fosse assim tão fácil todos os grupos saberiam a resposta na ponta da língua, não? Mas alguns tiveram que passar por essa verdadeira prova de fogo. Um dos casos mais famosos foi o do Judas Priest. Após quase vinte anos de uma parceria mais que bem sucedida, Rob Halford decidiu que era hora de uma mudança radical de rumos em sua vida. Após o êxito do Fight, o Metal God pirou de vez, misturando vida pessoal com artística. Ao assumir que cagava pra dentro, entendeu que era hora de partir para um som diferente, como se uma coisa tivesse algo a ver com a outra. Assim, concebeu o Two, projeto com Trent Reznor, do Nine Inch Nails, enquanto dava declarações à imprensa criticando abertamente o Heavy Metal, chegando a dizer que o estilo estava morto.

Rob Halford, "a louca", em 1997

Sem um vocalista, Glenn Tipton, KK Downing e Ian Hill decidiram que primeiro deveriam confirmar se o baterista Scott Travis continuaria. Afinal de contas, ele também tinha ido para o Fight e era muito amigo de Rob, que foi quem o chamou para ser o baterista do Priest anos antes. Prontamente ele se comprometeu a permanecer, deixando o trio aliviado. Várias especulações aconteciam. A mais forte de todas, dava conta que Ralf Scheepers assumiria o microfone. O alemão chegou até mesmo a abandonar o Gamma Ray, dando por certo que seria confirmado. Mas não foi como aconteceu, lhe causando uma grande desilusão, tanto que só retornaria à cena três anos mais tarde, já com o Primal Fear.

A resposta definitiva só viria após o grupo receber vídeos de uma banda tributo norte-americana, chamada British Steel. Todos ficaram impressionados com a capacidade do cantor. Assim sendo, o chamaram para um teste. Começava a história de Tim Owens com seus grandes ídolos. Bastaram algumas linhas vocais da música “The Ripper” para que a certeza de que ele era o cara certo viesse à tona. Como forma de homenagem, os músicos o apelidaram de Ripper, alcunha que o acompanha até hoje.

A expectativa por um novo álbum era enorme. Como já era de se esperar, Jugulator dividiu – e até hoje divide – os fãs. Quem esperava melodias típicas da era de ouro da banda, ficou a ver navios. O lado mais porrada de sua sonoridade, que já aparecia com força no álbum anterior, o clássico Painkiller, ganhava ainda mais destaque. A agressividade chegava a assustar os mais puristas, com riffs e levadas que remetiam ao Thrash Metal, guitarras com afinações mais baixas que o costumeiro, além de Tim explorando seu registro vocal aos extremos, fator beneficiado por sua juventude – tinha 29 anos na época da gravação, 16 a menos que Halford.



A faixa-título abre o trabalho dando uma amostra do que vem pela frente. Violenta, soa como uma verdadeira agressão aos ouvidos – no bom sentido, é claro. Na seqüência, “Blood Stained”, com seu refrão marcante, tornou-se uma das preferidas dos fãs mundo afora. Outras que caíram no gosto popular foram “Burn In Hell”, utilizada como música promocional, com direito a clipe; a indicada para o Grammy como Best Heavy Metal Performance, “Bullet Train”, a soturna “Abductors” (com performance aterrorizante de Owens” e a ótima “Cathedral Spires”, que encerra o play. Essa ganhou até elogios de Rob Halford, que já declarou que se tivesse que cantar alguma da Ripper Era ao vivo, gostaria que fosse ela.


As vendas foram baixas, mas não causaram grande pânico, já que era uma época onde a cena Heavy como um todo estava em baixa. A principal resposta positiva veio ao vivo, onde Ripper conquistou boa parte dos fãs com sua interpretação para os clássicos, que também tiveram seus tons diminuídos, adaptando-se à nova proposta. Tanto que a turnê rendeu o álbum Live Meltdown ’98, para mostrar a todos que não viram nenhum show, a potência do novo cantor. Falando nisso, lembro que rolaram muitos rumores sobre a possibilidade da banda encabeçar o Monsters of Rock brasileiro, naquela que seria sua última edição. Ficou só nas especulações mesmo.

Tim “Ripper” Owens (vocals)
Glenn Tipton (guitars)
K.K. Downing (guitars)
Ian Hill (bass)
Scott Travis (drums)

01. Jugulator
02. Blood Stained
03. Dead Meat
04. Death Row
05. Decapitate
06. Burn in Hell
07. Brain Dead
08. Abductors
09. Bullet Train
10. Cathedral Spires

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JAY

15 comentários:

Anônimo disse...

Judas Priest – Jugulator [1997]

79 MB
192 kbps

http://www.mediafire.com/?u24bh65b0k8b9dy

Dragztripztar disse...

Pra mim, depois do Painkiller e do Sad Wings of Destiny esse é o melhor trabalho do Judas Priest.

Músicas dinâmicas, impactantes, ultra pesadas e sem se prender a nenhum clichê.

Anônimo disse...

Sem dúvidas esse disco divide opiniões, mas eu sou um daqueles que o acha fantástico!

romulo disse...

estava esperando outro cd do Judas, aprendi a gostar aqui na Van.
me recomendaram esse após painkiller, mas preferi baixar o Angel o Retribution, que tambem é muito bom!
agora ouvirei esse, msm com a ausencia do Metal God.

belo post
abraços

Anônimo disse...

Unico Cd do Judas q eu nao tinha

Anônimo disse...

Sinceramente e com todo o respeito ao Halford e aos fãs mais puristas do velho Priest, mas Tim Owens é muuuuuito melhor que Halford e a prova disso é justamente o que foi citado no comentário: o "98' Live Meltdown" que merece (e já passou do tempo) ser postado aqui pra essa molecada saber o que é um vocal potente e gutural com melodia e muita técnica. No caso de Jugulator, Tim arrasa. O álbum é muito subestimado justamente pela frescura e nhém, nhém,nhém dos puristas de plantão, mas Tim é uma grata surpresa, e, não fosse as pressões da gravadora, certamente Rob Halford seria apenas mais uma página virada na história desta maravilhosa banda. Levando em consideração os últimos plays do Judas Priest (Angel... e Nostradamus), deixo no ar a pergunta: não está na hora de trazer de volta o grande "Ripper" Owens para revitalizar o Judas Priest novamente?

AlBassPlayer
Curitiba

dnlz disse...

O Filme Rock Star é baseado nessa fase do Judas

ZORREIRO disse...

Ripper está hoje o que o Joe L Turner esteve para o Rock: um tremendo vocalista que participa de tudo quanto é projeto.
Mas ninguém sabe dizer o que falta no cara pra emplacar de verdade...

Dragztripztar disse...

/\
Clássico... Ripper Owens nunca gravou um clássico, participa de inúmeros projetos e bandas, mas nunca registrou sua voz em uma música realmente marcante, apesar de gravar muita coisa ótima, como esse disco do Judas.

O cara ter uma grande competência vocal não quer dizer que ele seja um vocalista magistral, ele é um compositor bastante razoável, e apesar de cantar muito, sequer tem um timbre próprio e característico.

Lyn disse...

Pra mim Judas Priest é uma das melhores bandas de Heavy Metal. Ela não soa repetitiva e nem irritante, seja com Halford ou Owens, tanto faz... A qualidade é a mesma.

Rahkill disse...

O link está off =\

BraBus! disse...

É uma pena ver o Ripper fora do Priest, mas ao mesmo tempo é legal ver o Halford dentro novamente!

só axo que o Ripper dava sangue novo e mais gáz a banda!

Dimir disse...

Link off :(

Cristian disse...

O link está fora.

Anônimo disse...

Ripper pode ser um vocalista mais potente que o Halford...
No entanto, não deve saber compor grandes músicas. Vai ser músico pau-mandado, sem influência no que canta.
Vai ser reconhecido apenas como vocalista.
É por isso que defendo a qualificação da mão-de-obra. O que as pessoas não sabem que estão perdendo, por simples falta de estudo.