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sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Marillion - Brave [1994]


Muitos fãs do Marillion torcem o nariz para a banda a partir do momento em que Steve Hogarth assumiu o posto de vocalista, devido à proposta mais pop que foi adotada e outros por acharem que Fish era muito mais vocalista. Eu compartilhava dessa opinião anteriormente, mas mudei de idéia ao escutar o excelente "Brave", que teve como proposta desde seu início a volta às raízes da banda, o que foi conseguido com êxito através deste.

O conceito aqui encontrado se baseia em uma notícia que Hogarth ouviu no rádio, sobre uma menina que foi levada em custódia pela policia após ser encontrada vagando em uma ponte e que não sabia quem era, de onde veio e se recusava a falar sobre este assunto. O conceito é baseado nos supostos caminhos que ela tomou a chegar até esta situação e a histórias que aconteceram, o que gera um disco mágico e que pode estar facilmente entre os melhores do rock progressivo e o qualifica de maneira disparada como o melhor registro de Hogarth à frente do Marillion.

"Bridge" inicia o disco com esta cena da menina sendo encontra pela polícia, com um clima melancólico e que nos prepara do que virá daí por diante, com climas introspectivos e letras tristes e questionadoras, e onde são retratadas as condições que levaram a personagem a esta situação perturbadora, com a criatividade da banda mostrada anteriormente, sendo ressuscitada de maneira magistral. "Living With The Big Lie" nos apresenta um excelente trabalho de Rothery, ao criar climas que nos levam a mundo cinzento e sem esperança na ótica da personagem e que pode ser a ótica de muitos que tem um olhar um pouco mais crítico. "Runaway" começa sorrateira, mas ganha força durante a sua execução e se torna sufocante com sua letra até certo ponto acusadora, interpretação carregada de emoção de Hogarth e belos solos principalmente em seu final.



A progressiva "Goodbye To All That" é um dos grandes momentos desse álbum, densa e com muitas mudanças de andamento, proporcionando uma viagem de 12 minutos em uma atuação primorosa, e que abre caminho para a roqueira "Hard Is Love", onde vemos as dificuldades de lidar com este sentimento complicado que é o amor em uma letra sublime. "The Hollow Man" volta à melancolia apresentada anteriormente e é a música mais intimista do registro até o momento, apenas com teclado e voz e letra que afirma o pouco valor que temos e como muitas vezes somos fúteis, como somos esquecidos e ocos por dentro.

"Paper Lies" volta ao clima roqueiro apresentado em "Hard Is Love", em uma música agitada com solos e riffs muito legais e animados, em que até esquecemos do clima denso e pesado apresentado até este momento. "Alone Again In The Lap Of Luxury" começa calma e se transforma em uma música pesada com excelente atuação de toda a banda, mais principalmente da cozinha Trewavas e Mosley, dando um show à parte durante toda a música.

O final deste disco é algo simplesmente sublime e encantador. "Brave" vem carregada de emoção, em um Hogarth derrama o coração na execução da canção e na melhor interpretação até aqui. A instrumental "The Great Escape" é de um bom gosto inquestionável, sendo impossível não ficar impressionado com a mesma e não querer repetir a mesma. E para finalizar temos a bela e otimista "Made Again", em sua letra que afirma que mesmo em uma situação difícil, é possível "acordar de um sono profundo para uma nova brilhante manhã, um novo mundo brilhante", em uma letra perfeita e uma canção tocante, o que confirma a excelente fase que o grupo estava passando. Um disco perfeito de uma banda questionada e que merece o seu download.



1.Bridge
2.Living with the Big Lie
3.Runaway
4.Goodbye to all That
I. Wave
II. Mad
III. The Opium Den
IV. The Slide
V. Standing in the Swing
5.Hard as Love
6.The Hollow Man
7.Alone again in the Lap of Luxury
I. Now wash your hands
8.Paper Lies
9.Brave
10.The Great Escape
I. The last of you
II. Falling from the moon
11.Made Again



Steve Hogarth – Vocais
Steve Rothery - Guitarras
Mark Kelly - Teclados
Pete Trewavas - Baixo
Ian Mosley - Bateria


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By Weschap Coverdale

7 comentários:

Anônimo disse...

http://www.multiupload.com/EKFCHRQMN0

JORJAOFONSECA disse...

Belo post, bela banda, Marillion é sinônimo de qualidade, boa música, tenho um cd ao vivo, Made Again,no qual esse disco é executado na íntegra em Paris, muito bom!!!

GrassHoper disse...

Tu é doido??? Marillion é uma grande banda! Lógico que a era Fish marcou mais, embora esse cd seja prova de que a qualidade musical não saiu com o antigo vocalista. Destaque também para o Radiation, editado em 1998, que também é um bom álbum.
Passando pra aprovar o post apenas, muy bueno!

Alvaro Corpse disse...

Marillion é Marillion; no gênero, quem consegue bater é apenas o Pendragon.

DISCAÇO FUDIDO! Essencial.

jesusbiblio disse...

Velho Marillion é muito massa, tem ótimas fases!! pra quem gosta de boa musica tanto a fase finch quanto a hogarth sao fudidas, mas cada uma com suas peculiaridaes. sempre me lembro da balada ''beautiful'',som que me fez conhecer a banda quando ainda era pivete em meados dos anos 90 pois foi trilha de novela da globo!! valeu pelo post!!!

jesusbiblio disse...

Que merda escrevi errado !! é Fish e Nao Finch !! shshhsssh

leo_jiraya disse...

Escutei poucas musicas do Marillion mas sua resenha me covenceu a baixar esse álbum rsrs, vou colocar aqui na lista de álbuns pra baixar!