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segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Bruce Springsteen - Darkness On the Edge of Town [1978]


Enquanto ele é amado em sua terra natal e na Europa, no Brasil ele é ignorado, ou muita gente nem se importa com a sua existência, e acabam por deixar de contemplar um dos grandes compositores e interpretes da história do rock, o excelentíssimo Bruce Springsteen. E isso é algo difícil de entender, pois sua discografia é de excelente qualidade, com músicas que contam histórias de pessoas comuns, com suas alegrias e amarguras e que qualquer um possa rapidamente se identificar.

E a sua consolidação no mercado musical ocorreu com aquele que foi o seu disco mais obscuro e com o qual ele começou a explorar as agruras do ser humano, suas decepções e a falta de esperança que permeia algumas fases de nossa vida, o emocionante, porém indigesto "Darkness on the Edge of Town". E isso fica mais fácil de entender ao observar a vida do "The Boss" naquele momento. Após o estrondoso sucesso de "Born To Run", eis que uma briga com seu empresário, que culminou na separação com ele e uma disputa jurídica que se arrastou por dois anos, e que acabaram por desiludir Springsteen, que passou a ver o mundo de lugar feliz e de sonhos, para uma realidade mais crua e sombria.


E em 1978, após três anos, ele lança o disco com qual ele colocaria sua tristeza e falta de otimismo para fora, o já citado "Darkness". Na época o mesmo teve uma recepção tímida comparada ao seu antecessor, porém ganhou mais e mais elogios por parte da crítica especializada, e com o passar do tempo o respeito e admiração de muitos fãs ao redor do mundo. Para se ter idéia da qualidade aqui encontrada, a NME, uma das maiores revistas de música do mundo, o escolheu como o disco do ano em 1978, a Rolling Stone colocou este em 151º na lista dos 500 maiores álbuns de todos os tempos e a VH1 o nomeou com o 68º lugar nos grandes álbuns de todos os tempos.

E todo esse furor tem sua razão de ser. O que se encontra aqui são desde excelentes rocks de arena até baladas que fazem até um troo se desmanchar em lágrimas, com letras difíceis de engolir, então se você quer festa, corra desse disco. Logo de cara somos enganados com a sensacional "Badlands" que você pensa se tratar de uma música pra cima, mas só começar o verso inicial para ver que não se trata nada disso: "Luzes apagadas esta noite, encrenca na terra do coração / Estou com minha cabeça explodindo, cara / Estou em um fogo cruzado que eu não entendo". Mas é difícil passar incólume a esta canção, que tem presença garantida nos shows de Springsteen, devido a sua energia incrível.


Dúvido não se emocionar ao ouvir isso...

E o disco se divide entre baladas e músicas energéticas. Na mesma linha de "Badlands" temos a sensacional "Candy's Room", que levanta até defunto. A soturna "Adam Raised a Cain" é a música mais sombria do disco em sua levada, e com outra letra carregada de falta de esperança, onde ele afirma que "nascemos nesta vida para pagar pelos pecados passados de outra pessoa". "Prove It All Night" talvez seja a música que mais se aproxime do clima do registro anterior e que mais destoe da densidade apresentada até aqui.

Como contraponto a estes momentos, as baladas do disco são cheias de tristeza. Um belo exemplo disso está na melancólica "Racing in the Street", em que certo momento, a companheira do narrador da canção está em um estado de depressão e com os sonhos despedaçados, sem esperança e "com os olhos de quem se odeia apenas por ter nascido". A canção-tema deste registro também se encaixa nessa categoria, em que é retratado como algumas pessoas desejam ter uma vida melhor, mas devido as suas condições de vida isto não é possível. E não podemos deixar de ressaltar o trabalho excelente da "The E Street Band", que faz um trabalho maravilhoso ao lado de Springsteen e se mostra competente como sempre.

Um registro atemporal e que é essencial para aquele que afirma gostar de rock. E sem falar que no dia 16 será lançado "The Promise", em que serão lançadas 21 canções que foram gravadas nesta mesma época e que não foram aproveitadas , o que indica que vem coisa boa por aí. Enquanto isso não ocorre, descubra essa pérola que é "Darkness on the Edge of Town" e se junte a muitos que aguardam ansiosamente o novo trabalho do "The Boss". E saiba que este que vos escreve garantirá o box comemorativo, que pode ser visto clicando aqui.


1.Badlands
2.Adam Raised a Cain
3.Something in the Night
4.Candy's Room
5.Racing in the Street
6.The Promised Land
7.Factory
8.Streets of Fire
9.Prove It All Night
10.Darkness on the Edge of Town


Bruce Springsteen – Vocais, Guitarras, Gaita
Roy Bittan – Piano, Backing Vocals
Clarence Clemons – Saxofone, Backing Vocals
Danny Federici – Órgão
Garry Tallent – Baixo
Steve Van Zandt – Guitarras, Backing Vocals
Max Weinberg – Bateria




By Weschap Coverdale

8 comentários:

Anônimo disse...

http://www.multiupload.com/E5R88R8XUB

Anônimo disse...

Não conheço o cd, mas Springteen é muito bom!!

Ingsoc disse...

É impossível escutar as músicas do Bruce Springsteen sem ser transportado para o meio-oeste norte-americano: nada daquele glamour de uma Flórida ou Califórnia, mas sim lugares onde a vida é bem mais dura do que aparece nos filmes.

Todos os discos entre Born to Run e Tunnel of Love são altamente recomendáveis.

ZORREIRO disse...

Um Springsteen adulto, longe daquilo que apresentou depois em Born in the USA.
Talvez por isso o sucesso de crítica.
Mas, na minha opinião, tudo o que o Boss faz é bom.
O disco Peter Seger Sessions é simplesmente imbatível.

R. coelho jr disse...

Excelente disco, o melhor que ouvi dele até agora!

belo post wes!!

Anônimo disse...

Esse cara canta pra CARALHO, ótimo post.

Rodrigo Balboa disse...

o nome do álbum tá errado
o certo é :
Darkness on the Edge of Town

Weschap Coverdale disse...

Vlw o toque e só estava no título!