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quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Celtic Legacy - Resurrection [2003]


Por um acaso total eu descobri essa excelente banda de Heavy Metal em meio a vários outros grupos de Folk e Viking Metal em uma pesquisa, e o estilo estava denominado como "Tradicional/Folk Metal", logo pensei que se tratava de uma banda de Folk Metal bem genuína, como Otyg, Heidevolk... Checando o som, eis que me deparo com um Heavy Metal Tradicional puro, marcante e forte como aquele feito e consagrado nos anos 80, que aos poucos parece não conseguir se renovar dando lugar ao exibicionismo técnico que parece ser mais atraente para as bandas mais novas, que às vezes esquecem o sentimento que consagrou esse estilo, e acabam fazendo um som frio baseado somente em estudos e técnicas irrelevantes. Formado na Irlanda, o Celtic Legacy vai ao caminho contrário de boa parte dessa "nova geração do Metal", fazendo o velho Heavy Metal empolgante que soa nostálgico mas nunca datado ou retrógado.

Em 1998, eles lançaram seu debut apresentando um Heavy Metal com pitadas de música celta, produzindo algo bem inusitado e que não soa fora do contexto com as incrementações folclóricas dentro de um som pesado, pois as melodias celtas fluem naturalmente nos momentos certos, algo como o que o Skyclad sempre fez em sua carreira. No álbum de estréia isso foi mostrado ainda com prudência, embora com o som já elaborado firmemente na proposta de praticar o verdadeiro Heavy Metal aliado ao orgulho celta.

Depois do lançamento do disco auto-intitulado a banda foi reformulada, com a adição de mais um guitarrista e as trocas de vocalista e baterista, restando da formação original apenas o guitarrista Dave Morrissey (também responsável pelos teclados), e o baixista Dave Boylan, além da adição de músicos contratados para a execução das partes voltadas à música celta. E cinco anos após o lançamento do debut, eles soltaram Resurrection com uma produção muito superior, guitarras mais 'cheias', uma cozinha firme e um vocalista super afinado que conhece os limites de sua voz e nunca tenta enveredar por vocalizações muito altas e agudas, o que não atrapalha em nada sua performance, pois tem um timbre e uma pegada certeira.




O disco abre com uma intro e segue com a clássica "Live by the Sword", que possui linhas vocais, refrão e riffs que irão te transportar imediatamente aos anos 80. Na sequência, outro grande destaque do disco, "Guardian Angel", tão marcante quanto à anterior, e novamente tem nas linhas vocais e no refrão uma empolgação fora do comum, amparado por bases simples e eficazes que caem como uma luva pra música passar o velho feeling. E o que dizer da faixa "Resurrection" que tem o mais vigoroso Heavy Metal aliado à belíssimas passagens acústicas e folclóricas, condensado em pouco mais de dez minutos? Sem intro, ou qualquer encheção de linguiça, uma composição realmente descomunal, mas, sobretudo, inspirada e primorosa. Já "Timeless" começa como uma semi-balada e no decorrer da música fica evidente uma influência de Judas Priest. Demais destaques ficam por conta de "Children of the Sky", a instrumental "Sloidephuch Doin" e a regravação de uma música do primeiro disco, "Shine", que no debut foi cantada pelo baixista e aqui ficou muito melhor na voz do competente Mark Guildea.




Nesse disco, o lado celta ficou mais nas letras, pois o instrumental abrangeu ainda mais a escola clássica do Heavy Metal, com poucas passagens folclóricas. Um grande disco de Metal, que obviamente por ter sido lançado em uma região inapropriada para o crescimento da banda e sem um grande selo por trás pra divulgar acabou por se tornar uma material precioso. Além disso, cinco euros de cada cópia vendida foram doados ao Philip Lynott Statue Fund, um negócio mantido pela mãe do Phil Lynott, e que também é responsável pela venda de diversos produtos relacionados ao Lynott, desde xícaras, copos, broches, até os materiais mais comuns, como discos e camisas. Em poucos meses de lançamento, a banda arrecadou dois mil euros que foram doados à Philomena Lynott em um show na cidade de Dublin, como podem ver na foto abaixo:


01 - The Fallen
02 - Live By The Sword
03 - Guardian Angel
04 - Resurrection
05 - Children Of The Sky
06 - Timeless
07 - Sloidephuch Doin
08 - Shine
09 - Always The Hero
10 - Emania- Shadows Of Moonlight
11 - When A Stranger Comes

Mark Guildea - vocal
Dave Morrissey - guitar/keyboards
Darren Maher - guitar
Dave Boylan - bass
Stephen Cash - drums

special guests:
Jackie Martin - fiddle
Claire Martin - tin whistle

(Links nos comentários - links on the comments)

Dragztripztar

7 comentários:

Anônimo disse...

http://www.mediafire.com/?shxm8gqu0c959q4

GrassHoper disse...

Hmm, interessante, vou dar uma conferida... a resenha como sempre convencendo legal, rsrs

Obrigado pelo post!

caue disse...

Essas suas postagens, meu caro são as mais perspicazes.
Como dito em seus primeiros posts, vc caminha por todas as vertentes da boa música. No início me agradava, mas não a ponto de eu baixar um play apresentado.
Agora vc surge com pepitas e novas pérolas.

Parabéns, cara. Curti a resenha, o disco, tudo.

Keep Rocking!

Ito disse...

Vou conferir ok... vlw.

Anônimo disse...

Curti as músicas dos videos. Vou baixar pra conferir.

Valeu!

Anônimo disse...

Baixando ...

Ito disse...

Gostei das músicas colocadas junto ao post, vou pegar e conferir. Vlw.