Lembre-se

Comentar em alguma postagem não irá lhe custar mais do que alguns segundos. Não seja um sanguessuga - COMENTE nas postagens que apreciar!

Os links para download estão nos comentários de cada postagem.

Acesse: www.vandohalen.com.br

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

The James Byrd Group - The Apocalypse Chime [1996]


A maioria das pessoas que não suportam o Metal Neoclássico é principalmente devido o virtuosismo e a velocidade, certo? Mas seria possível este virtuosismo ser trabalhado em cima de um ritmo voltado para o Hard Rock, sem nenhum momento rápido, eliminando a monotonia entediante de escutar um trabalho com 80 % das músicas dentro do mesmo andamento aborrecido? Não só é possível como também surpreendente.

Mais conhecido pelos fãs de Hard/Heavy 80's por ter feito parte do Fifth Angel, James Byrd mostra muita personalidade ao gravar um dos melhores e mais contundentes registros do Metal Neoclássico. E isto não é uma propaganda fajuta da minha parte pra tentar redobrar as atenções dos visitantes, pois estamos diante de um raro músico que tem seu talento reconhecido por ninguém menos que Yngwie Malmsteen.

Sim, James Byrd é, talvez, o único guitarrista contemporâneo do sueco que conseguiu arrancar elogios de sua personalidade chata e narcisista. "A mais emocionante sonoridade européia que eu ouvi em anos", "Um grande guitarrista que realmente tem visão", foram com esses elogios que Yngwie deu uma alavancada considerável na carreira de Byrd, fazendo a popularidade do músico crescer muito na Europa e nos E.U.A. E essa admiração começou a ser exposta na época dos discos Son of Man e The Apocalypse Chime.


Mas Son of Man tem o alvo mais específico, é um trabalho instrumental destinado mais para quem quer escutar "áudio-aulas" de técnicas diversas - assim como a maioria dos discos instrumentais. Foi pensando em se diferenciar e colocar sentimento num estilo oco, que o guitarrista desenvolveu The Apocalypse Chime. E as coisas funcionaram ainda melhor quando Robert Mason (Magnum, Lynch Mob) foi chamado para assumir o microfone.

Poucas vezes a frieza shredding combinou tão bem com melodias fortes e bem desenvolvidas como em "Bosnia", a composição responsável por abrir o disco e deixar os ouvintes absortos logo de cara. Sem dúvida, entra fácil no hall das melhores composições do Metal Neoclássico. E não tem como não se deixar levar pelo encantamento de "Visigoth", que possui melodias transmitindo emoções tão aguçadas e demonstra o grande diferencial de James Byrd - o qual a descreve como uma de suas melhores composições.



A proposta central do disco também não é estendida para todas as canções e são demonstradas, principalmente na segunda metade do trabalho, fortes influências de Classic Rock. Como fica claro em "Death (is)" com sua levada bluesy numa grande atuação de Byrd no baixo e na guitarra e um refrão incrível. E sacramentando as referências ao velho e imortal Rock, temos os riffs que lembram Michael Schenker nos tempos de UFO em "The Long Road" e o cover de "Dolly Dagger" do Jimi Hendrix - afinal, antes de virar o samba do crioulo doido, o shred era brilhantemente adotado por Hendrix.

Diferente de outros tantos adeptos da mesma escola, James Byrd não fere o sentimento musical e privilegia a sensibilidade melódica, não à toa teve este álbum avaliado na revista Guitar One como "muito bom para ser verdade", além de a mesma revista o ter apontado como "Um dos 10 melhores guitarristas que você nunca ouviu falar". Por mais que a opinião do Malmsteen não seja nenhum ultimato, convenhamos que pra conseguir arrancar elogios desse cara tem que ser algo fora de série. E não tenha dúvida de que este guitarrista norte-americano provoca bastante o ego da entidade do Metal Neoclássico.

01 - Bosnia
02 - One
03 - Visigoth
04 - Cold Paradise
05 - Death (is)
06 - Dolly Dagger (Jimi Hendrix cover)
07 - I've Got A Line On You
08 - Lighting The Sky
09 - The Long Road

Robert Mason - Vocals
James Byrd - All Guitars & Bass
Chase Culp - Drums
Doug Roberts - Keyboards

Evan Sheeley - Bass on "Dolly Dagger"

(Links nos comentários - links on the comments)

Dragztripztar

7 comentários:

Anônimo disse...

http://www.mediafire.com/?i257k97xxob8hw9

Ricardo Brovin disse...

Literalmente o texto me convenceu!!!!Parabéns pelo post!!!!!

www.circosoul.blogspot.com disse...

hm... como o colega de cima, também o texto é bem interessante! vamos lá ver...

tks galera!

Ernesto disse...

Otimo post parabens.

Silver disse...

A produção é meio judiada, mas o cara manda bem. Robert Mason é outro foda que merece atenção.

Dragztripztar disse...

Sim, Silver!

O Byrd conta que saiu do selo Shrapnnel (acho que é assim que se escreve) porque eles deram uma verba muito pequena pra produzir 2 discos - esse do post e o anterior. Daí ele gastou uma boa grana pra produzir o Son of Man e sobrou uma mixaria pra ele gravar o The Apocalypse, sendo que além dos custos das gravações, ainda tinha que pagar os músicos pois são todos contratados. Aí já viu, né...

Mas nada que umas boas caixas de som não resolvam :D

мєαиѕтяєєт disse...

Tá aí uma postagem que me surpreendeu e muito, principalmente vinda de quem veio.

Fifth Angel é uma das minhas bandas favoritas. Inclusive, comprei os dois CDs dos caras na minha última ida a São Paulo. Paguei uma nota, mas esão CDs q valem cada centavo!

Quanto ao James, a melhor referência a sua técnica vândala na guitarra é a música Call Out the Warning, do primeirão do Fifth Angel. O cara é feio q nem o cão, mas toca q é uma coisa de louco!

A carreira-solo dele é beeem underground. Mas também, não tinha como ser diferente. Melhor assim. Como já dizia um tal de Jesus Cristo, "muitos são chamados, mas poucos os escolhidos".

E parabéns pelo texto!