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segunda-feira, 14 de março de 2011

Hardcore Superstar - Beg For It [2009]


Apesar da fama limitada pelas Américas, o Hardcore Superstar é bastante popular na Europa, principalmente em sua terra natal: a Suécia. A trajetória do conjunto teve início em 1997, na cidade de Gothenburg, e logo com seu segundo álbum, "Bad Sneakers And A Piña Colada", de 2000, a repercussão foi abrangente - e muito boa.

Após quatro álbuns lançados, o guitarrista Thomas Silver (nada de xará) anunciou que estaria deixando a banda, alegando ter perdido o fogo e a inspiração, sendo substituído por Vic Zino, ex-integrante do Crazy Lixx, ainda em 2008. Algumas datas já marcadas foram cumpridas e logo o quarteto, agora pertencente ao selo Nuclear Blast, preparou um novo álbum.

"Beg For It" divide opiniões entre os fãs mais xiitas de Sleaze Rock porque, mesmo ainda mantendo a essência Hard e arrastada apresentada nas composições de antes, a entrada de Zino estimulou a adição de uma dose saliente de peso. O uso de pedal duplo na bateria se tornou notáveis, a linha instrumental adquiriu uma saudável complexidade, a pegada das músicas tomou forma e consistência e, ao ver de quem vos escreve, Jocke Berg parece mais confortável para cantar.



Vale lembrar que o play só dividiu as opiniões dos fãs frenéticos, já que "Beg For It" vendeu muito bem e expandiu o público do Hardcore Superstar para os fãs de um bom Heavy Metal. Não há com o que se desapontar, já que as principais características do som do HCSS ainda marcam presença, mas amadurecer é necessário, principalmente em relação a uma banda que já acumula quase 15 anos de estrada, singles no topo das paradas suecas, discos de ouro e um Grammy também sueco - vindo de um público que sabe escutar música pesada, significa muito.

Do começo ao fim, "Beg For It" exala qualidade e bom gosto. Destaques particulares são desnecessários, principalmente pela linearidade aqui apresentada. O destaque mesmo fica pelo instrumental, que cumpriu a função de emitir um som pesado, bem tocado e, na medida, grudento. Igualmente recomendado para fãs de Hard Rock, Sleaze Rock e Heavy Metal.



01. This Worm's For Ennio
02. Beg For It
03. Into Debauchery
04. Shades Of Grey
05. Nervous Breakdown
06. Hope For A Normal Life
07. Bad Behaviour
08. Remove My Brain
09. Spit It Out
10. Illegal Fun
11. Take Them All Out
12. Innocent Boy

Jocke Berg - vocal
Vic Zino - guitarra, violão
Martin Sandvik - baixo, backing vocals
Magnus "Adde" Andreasson - bateria, percussão

(Links nos comentários - links on the comments)

by Silver

22 comentários:

Anônimo disse...

Beg For It [2009]

http://www.mediafire.com/?0hb2rtrxocb4b2v

Henrique disse...

Baixando...

Minha banda ia $$$$abrir$$$$ (se é que me entendem) o show deles que nunca aconteceu no Manifesto

Se bem que acho que foi até bom não ter rolado, acho que não teríamos muito retorno pelo $$investimento$$ feito...

Dragztripztar disse...

Só conheço até o auto-intitulado. Os caras são muito bons, recomendo o DVD, que esqueci o nome no momento, pra quem quiser comprovar a eficiência deles ao-vivo. Todos mandam muito bem, em especial o vocalista que canta exatamente a mesma coisa apresentada nos discos.

P.S: achei que o silver odiava essa banda, fiquei impressionado quando vi que o post era dele.

P.S2: pagar pra abrir show é muito feio e prefiro não me prolongar nos adjetivos pra qualificar esse tipo de atitude.

Henrique disse...

Dragztripztar

tem um porém nesse "tipo de atitude" que voce disse:

Existe uma diferença entre a banda ir no bar, rastejar e oferecer grana pra abrir o show levando vantagem em cima das outras e uma diferença entre o dono do bar fazer uma proposta, e na época, que foi o que houve, tinhamos acabado de lançar o nosso EP, e o dono nos convidou para lança-lo na abertura do show, porém com o famoso jabá... achando que seria vantajoso, aceitamos, mas enfim, o show não rolou e ele devolveu a nossa grana

Infelizmente as coisas no Brasil andam nesse pé.. o famoso pay to play.. o Sleaze Vice pagou pra abrirem o show do Crashdiet.. só que esse acabou rolando, e os caras ainda foram um pouco hostilizados por parte do público, apesar de ser uma banda competente pra caralho

Ano passado com a vinda do pretty boy floyd, rolou até abaixo assinado do pessoal que curtia a banda pra abrirmos o show, com um número de assinaturas consideráveis até, o pessoal mandou bastantes emails pro manifesto também...

chegamos a ir pessoalmente lá falar com o dono do bar... não teve acordo... só pagando

não aceitamos, pois essa situação com o HCSS fez agente ver que não valeria apena se sujeitar a isso e colaborar com essa cena podre no Brasil, que não apoia nada, a não ser o famoso "goza com o pau dos outros" das bandas cover (aposto que o que ele cobrou pragente abrir é o cachê que ele da pra uma porcaria de um guns n roses cover... não faz sentido isso, ta tudo errado nessa cena..)

portanto, concordo também que você não prolongue mais os adjetivos pois em nenhum momento houve uma votação ou concurso para abrir o show e oferecemos dinheiro pra ficarmos "por cima e com moral na casa e abrir", foi uma proposta que foi feita para nós pelo próprio bar, não vejo problema, em tendo condições, aceitar

isso não tira o caráter e a integridade minha e nem de ninguém da minha banda, pois não usamos o dinheiro como artificio para ficar a frente ou passar a perna em ninguém em nenhum momento, o convite partiu do proprio bar

sendo assim, independente de você não concordar com isso, não acho justo colocar em dúvida o caráter e a integridade de ninguém da minha banda sem saber o que se passou, que foi o que deu a entender quando voce escreveu: "esse tipo de atitude"

não fazemos o tipo de banda que consegue as coisas pagando pra ficar na frente dos outros.. estamos ai até hoje pagando o empréstimo suado que fizemos no banco pra gravar o nosso EP de 2009 e batalhando pra tentar gravar um clipe e tentando nos divulgar como podemos, mas sem e aproveitar ou passar a perna em ninguem... (inclusive em nosso ultimo show, passaram a perna é na gente, roubando parte das camisetas que levamos pra vender)

pode não ter sido sua intenção dizer nesse sentido, mas foi assim que eu interpretei (caso não tenha sido isso, favor desconsiderar)

ps: quando comentamos essa história de pagar com gente "conhecida do meio" garantiram que o Dr. Sin pagou 8 mil pra abrir pro Kiss em 2009

abraços

Silver disse...

Henrique, passa o som da sua banda aí.

Também tenho banda e sei como as coisas acontecem. O lance funciona exatamente do jeito que o Henrique falou, infelizmente. Poucas bandas são convidadas "dignamente" pra fazer a abertura e são devidamente pagas pelo serviço que prestam - afinal, música é trabalho, mesmo muita gente não enxergando isso.

Eu e minha banda, na situação do Henrique, não pagaríamos nunca a não ser que houvesse um empresário para fazer tal investimento. Não acho que valeria a pena.

Voltando ao assunto principal: não gosto de Hardcore Superstar, mas esse é o único disco que me conquistou justamente pela dose adicional de peso que tem.

Henrique disse...

Silver

Eu toco baixo no Pink Dolls - www.myspace.com/pinkdolls

Conheço o som da Perverse, acho genial, e sabia que ao ler isso você entenderia meu ponto de vista... parabéns por das as caras por ai fazendo seu próprio som ao invés de colocar uma cartola na cabeça e imitar o Slash

sobre aceitar ou não, vai de cada um... na época tinhamos condições e acabamos aceitando, mas enfim, não rolou, mas hj em dia (chegamos a receber a mesma proposta para abrir pro PBF) pensamos que não vale a pena também, a não ser realmente o lance do empresário, o que é muito difícil de acontecer...

as coisas não são mais como antigamente, em que os engravatados das gravadoras e empresários iam até os bares pra tentar descobrir bandas novas, fazer um som próprio nesse estilo está cada vez mais difícil no Brasil, por isso eu não condeno o Bastardz por ter mudado radicalmente seu som.. eles estavam tentando sobreviver de música, e fizeram o que foi preciso.. embora eu nunca mudaria o som da minha banda, não os condeno por isso, como muita gente faz.

Abraços

Dragztripztar disse...

Independente de circunstâncias, pagar pra trabalhar não é ato digno. E não tem por que colocar em dúvida o caráter pessoal dos integrantes da tua banda. Inúmeras bandas pagam pra abrir show de bandas gringas e não existe dignidade coletiva nisso, não importa se os músicos são honestos, pagam suas contas, criam filhos, vão pra igreja...

As bandas grandes (Angra, Shaman, Dr. Sin, etc) nunca pagam pra abrir show, a gravadora que faz esse serviço - isso foi revelado e esclarecido por um músico da cena nacional e até hoje ele é muito odiado e boicotado por causa disso.

Claro que quem tem banda enxerga outros interesses: visibilidade, garotas, etc. E eu entendo isso, porém não concordo que diante de nenhuma situação isso se torne algo 'honrado'. No entanto, não vou ficar julgando as bandas que fazem isso, porque não me interessa, tenho muito mais o que fazer do que me importar com quem tá pagando pra abrir show. E quando vou a show de banda internacional, nunca assisto a banda de abertura, entre outros motivos, pra não prestigiar aqueles que muito provavelmente compactuam com esse negócio. Mas principalmente mesmo porque as bandas que abrem shows de grupos grandes geralmente são péssimas e sempre é algo incoerente. Vai tocar um grupo internacional de Hard e a abertura é feita por um grupo de Power Metal Melódico, se for Power, a abertura fica a cargo de glams, Black Metal grego é antecedido por Grindcore porco do Ceará... isso são exemplos reais pra não citar nomes.

Rex Niskke disse...

esse disco é foda!!! mas o acho que eles ainda estavam meiu "afastados" do vic nesse disco,mas achoq ue isso ja foi resolvido e com louvor no novo disco deles,pqp que puta discos!!! postaço!!! o/

Dragztripztar disse...

Ah, olha só! O Henrique é do Pink Dolls! Tenho o EP de vocês, mas não original, hehe. Um amigo que conhece vocês e comprou direto com o batera da sua banda que me passou. Ele sempre fala muito bem de vocês, tanto no pessoal quanto no profissional, como diria o anoréxico fausto silva.
Bem legal o som da sua banda, já podia encarar um full-lenght (nem sei se realmente não tem).

Gus disse...

muito boa a banda, já conhecia e recomendo a todos!!

\m/

Henrique disse...

Dragztripztar

respeito sua posição quanto a isso, esses são os seus princípios e voce esta certo em segui-los, só expliquei o que de fato aconteceu.. não sei se você tem banda, mas esse esquema de pagar pra abrir é muito equivalente (claro que em uma maior escala) a vender ingressos pra tocar... e toda banda ja passou por isso.. e no caso, atuamos como nossos próprios empresários.

isso é muito errado, a cena independente do brasil está toda errada, infelizmente, mas como temos a ambição de sobreviver de música, no começo temos que nos sujeitar a certo tipo de coisa, mesmo não concordando... mas tenho a consciência que mesmo se rolasse o show e abríssemos, não teríamos prejudicado nenhuma outra banda por estar lá.. inclusive rolou um abaixo assinado pra abrirmos pro crashdiet tbm, mas quem fez a abertura foi o Sleaze Vice, e achamos isso bom, independente de sermos nós ou eles abrindo, é um passo a mais pro gênero hard rock como um todo na cena do brasil... pois uma banda vai puxando a outra, essa é a única maneira de tentar conseguir algo no brasil

concordo também que a maioria das aberturas não tem nada a ver, abre quem paga mais (vide o fresno abrindo pro bon jovi), mas como vocÊ disse que conhece o som da minha banda, há de concordar que não "cairíamos de para quedas" abrindo um show do HCSS.. nossas novas composições que estão além do ep estão em um misto de HCSS, Guns appetite e Skid row, não vejo a hora de gravar isso

valeu pelos elogios,e sobre o full, estamos com planos para gravar no final desse ano, ja estamos trabalhando e nos planejando financeiramente quanto a isso

abraços

Igor disse...

Pra mim o melhor álbum deles...

Dragztripztar disse...

Tranquilo. Eu não tenho banda, então não sou o mais indicado pra ter a 'palavra definitiva' acerca do assunto, só dei minha opinião e compreendi teu ponto de vista. Inclusive, assinei o abaixo assinado pra vocês abrirem o show do Crashdiet, pois fiquei sabendo por esse camarada que me passou o EP do Pink Dolls.
Falei que podiam lançar logo um full porque além da qualidade das músicas, a gravação tá no nível perfeito e bem cristalina, coisa que o Bastardz não possuía no seu EP, por exemplo. Inclusive já postei o Bastardz aqui e o pessoal citou o Pink Dolls nos comentários como um destaque atual.

Henrique disse...

Tranquilo cara, independente de voce ter banda ou não, você da a sua opinião seguindo seus princípios e valores acerca de qualquer assunto... nem quem tem banda é capaz de dar a palavra definitiva, ninguém é.. compreendo seu ponto de vista também.

Esse seu amigo é o Rikki? Eu troquei alguns recados com ele no orkut, mas quem fala bastante com ele é o baterista da minha banda, ele parece ser bem gente boa, sempre nos apoiou e ajudou na divulgação

Eu cheguei a ver os comentários sobre o Dolls na postagem do Bastardz, muito legal saber que a galera curtiu o EP e ta esperando o full... semana que vem começamos a gravar umas demos

Mudando o assunto, não entendam isso como uma propaganda, não é a intenção, portanto não vou nem postar o link, mas na comunidade do Dolls ta rolando um debate sobre esse cenário atual devido ao que ocorreu com agente no ultimo show... e muita gente ta dando a opinião sobre o assunto, independente de ter banda.. você, o Silver e quem mais ler aqui que tiver banda ou um ponto de vista sobre o assunto está convidado a participar

abraços

Dragztripztar disse...

É o Rikki, sim.
Já deletei o orkut, mas acabei de criar uma página pra matar a curiosidade e também pra pegar umas infos que só tá rodando nessa rede.
Li as discussões e sua fábula. É lamentável o que aconteceu com vocês. Quando o estilo vira lugar de (poucos) marginais é porque a coisa anda de mal pra pior. E, realmente, dentre os assuntos colocados, tem vários pontos ligados ao que estamos discutindo aqui.
Os outros assuntos abordados, como a falta de apoio, também são pertinentes, mas é muito discutível, então vamos deixar pra ser debatido melhor lá na comu.

Salute.

Silver disse...

Interessante essa discussão. São duas pessoas em situações diferentes e com ideias completamente diferentes.

Drag, te atualizando um pouco mais: a tendência da música independente é "dinamizar" a burocracia. O baterista é tipo o empresário/negociador de shows, o baixista é responsável por redes sociais, etc, justamente porque não há apoio dos grandes engravatados no Rock, ao menos em primeira instância.

Sei o que é tocar em troca de cerveja, sei o que é tocar com três horas de atraso, sei o que é ter que bancar transporte pra outra cidade pra fazer show, sei de tudo isso. Não entraria numa situação como a Pink Dolls entrou, mas isso é uma questão subjetiva - eles tinham dinheiro pra investir e quiseram investir. Ninguém pode impedir isso.

Acompanho a Pink Dolls há algum tempo e sou fã do som dos caras. Merecem respeito pelo trabalho que apresentam e não acho que essa questão de "dignidade" entra. Banda é um investimento e as oportunidades não despencam da árvore. Se você paga pra gravar suas músicas, pra fazer uma sessão de fotos, pra fazer uma tiragem de mil cópias do seu CD, não vejo problema no ponto da "dignidade" em pagar pra abrir um show de uma banda. Mas compensar é outra conversa...

Anônimo disse...

Gostei do bom nível do debate tratado sobre as bandas de abertura, o cash para se bancar e tentar alçar vôos maiores... tudo isso é salutar.
E o respeito é fundamental. Por essa e outras razões (como as excelentes postagens e resenhas) é que tenho vindo quase diariamente aqui.
Sobre a questão da dignidade, e estou frisando isso, é bem particular do músico e de cada um dos integrantes da banda. Se chegaram a um consenso sobre investir na abertura de um show internacional, todos são responsáveis diretamente sobre os efeitos e consequências dessa empreitada.
É admirável que músicos e bandas tentem o caminho mais difícil, que é executar seu som próprio para uma platéia avessa à novidades que não tenham sido divulgadas pela mídia tradicional. O princípio "Do It Yourself" do movimento punk é uma das coisas mais bacanas para uma banda de rock, onde cada parte cuida de uma área específica de interesse mútuo. A luta por um lugar ao sol deve ser diária, e mesmo que se encontrem barreiras e dificuldades, a persistência vai transformando esse conjunto em algo especial e único, com suas vivências e decepções, vitórias e derrotas, tudo isso é importante para consolidar o caráter de cada um, e da banda no todo.
O importante é nunca desistir.
Boa sorte para aqueles que diariamente labutam para conseguir obter os meios para a realização de seus sonhos.

Abraços Rocker!

PS: Quanto ao Hardcore Superstar: muito bom!

dnlz disse...

Vou te falar esse album é do CARALHO!!!!!!
Quanto ao lance das bandas esta cada vez pior , em 1995 eu ainda tocava baixo em uma banda chamada Tears of Joker , nó tocavamos quase exclusivamente em um bar de Sampa chamado Black Jack , chegamos a tocar no Aeroanta o que era um upgrade, mas e ai qual seria o proximo passo , o Aeroanta fechou eu desencanei sem ver muita perspectivas e fui tocar guitarra e fazer outras coisas, na época ainda se conseguia tocar como abertura , alguns camaradas conseguiram , mas os shows gringos era pouquissimos ainda, e o grande vilão eram as bandas cover, que tomavam a maior parte dos espaços adequados para Rock e conseguir tocar som próprio tinha que conquistar a galera , toquei muito de terça feira heheheh até conquistar espaço. Hoje eu vejo o jabá de pagar para abertura , achar espaço entre as bandas cover, achar espaço , enfim vejo uma banda de som próprio que nem um esparmatozóide tentando furar uma camisnha cheia de espermecida e nadar até o óvulo de uma mulher estéril ... Sad but true!

Henrique disse...

"enfim vejo uma banda de som próprio que nem um esparmatozóide tentando furar uma camisnha cheia de espermecida e nadar até o óvulo de uma mulher estéril ... Sad but true!"

uma das melhores metáforas que já li, parabéns... a postagem anonima foi muito boa também

Silver, vi que a Perverse é de MG, como vão as coisas nesse sentido por ai? Digo isso, por que já conheci algumas bandas fora do eixo Rio-Sp que vieram pra ca achando que tudo iria melhorar, etc e quebraram a cara, acho que em nenhum lugar do Brasil o som próprio é mais reconhecido do que bandas cover, mas posso estar errado..

Aqui em São Paulo, o único lugar "menos pior"(em se tratando de estrutura) que temos pra tocar em datas que não sejam dia de semana é a Ego Club, porém, o publico de lá aceita bem agente... claro que sempre tem um ou outro boçal que perguntam "vai ser que banda agora?" e quando respondemos que é de som proprio faz cara de nojinho e vai pro open bar beber (pra isso sim o cara devia fazer cara de nojinho... quem ja foi na ego sabe o que eu to falando), mas no geral, nosso show tem mais galera do que algumas bandas cover, e chegamos a dividir o palco na mesma noite com umas 15 bandas cover por evento, e mesmo assim, não importa o horário que tocamos, tem sempre uma boa galera... mas demoramos muito pra conseguir isso... a banda esta na ativa desde 2003

Independente da maioria estar assistindo com braços cruzados, eu prefiro tocar uma musica minha pra uma galera assistindo de braços cruzados do que tocar girls girls girls e 3 meninas rebolando em mim no palco (bem, isso seria sensacional... se fosse com uma composição minha hehe)

Tenho interesse em saber como andam as coisas nos outros estados

abraços

Silver disse...

A metáfora do dnlz não poderia ser melhor, infelizmente.

Em MG as coisas não andam boas também. Em nenhum estado com certeza, mas falo daqui porque conheço. Não sei dos cantos mais próximos à capital, mas no Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba e certa parte de Goiás (aqui é mais próximo de Goiás do que da capital), a coisa não é boa.

Somos de Uberlândia, cidade que está adquirindo proporções de capital, mas a mentalidade da galera é fechada, assim como você citou. Existem as bandas que já conquistaram espaço mas só depois de fazer trocentos shows de graça.

Atualmente não sei como está o movimento pois não nos apresentamos ao vivo desde outubro do ano passado, graças às gravações do nosso EP, que deve sair no meio do ano. Ocorrem alguns eventos de vez em quando, mas os cachês e a atenção só se volta para bandas que tocam covers. São as bandas que também conquistam espaço para tocar nos melhores pubs da cidade.

Ainda existe gente que apóia o som próprio e independente por aqui. Mas nada que tenha poder de mudar a situação.

Acredito no poder da persistência. Quem demonstra qualidade, acaba encontrando boas oportunidades. Pode soar irônico, mas uma banda que surgiu em 2003 é nova. Se continuarem no caminho que já trilham, provavelmente colherão frutos no futuro. Porém você já deve saber como se faz pra tentar colher algo, Henrique: tocando bastante de graça pra plateias que acabam aumentando de acordo com o nível das apresentações. E a ajuda dos fãs é indispensável.

Henrique disse...

Não só ajuda dos fãs Silver, vou um pouco mais além, das próprias bandas entre si... tem muito caso de ciuminho por ai e uma banda tentando puxar o tapete da outra, que só olha para o seu próprio nariz... na minha opinião isso é andar pra trás.. o sucesso de uma banda no circuito hoje pode ser a chave para o sucesso da nossa amanha, pois acredito que quando uma banda desse meio despontar, as pessoas passarão a olhar com mais atenção a cena que esta surgindo... pode ser a minha, pode ser a sua, enfim, qualquer uma, não importa, o que importa é isso acontecer.. não digo que as bandas vão se aproveitar de quem conseguir, pois sei que a grande maioria tem talento e capacidade de chegar "ao topo" com suas próprias forças, mas pra isso, alguém precisa olhar pra cena... apenas olhar

Quando atualizo o twitter do Dolls eu sempre procuro indicar bandas novas que descubro, nos populares #FF, sempre coloco apenas bandas independentes (já indiquei algumas vezes o Perverse, inclusive, descobri a pouco tempo, e assim que terminei de ver o clipe postei na hora na timeline)... não ajuda muito, eu sei, não vou fazer as bandas ganharem milhares de followers e nem revolucionar o mundo da musica com isso.. mas o que eu puder fazer pra ajudar eu farei, por menor que seja...

Não me canso de escutar que isso que eu falo é utópico, mas eu não vou abaixar a cabeça pra isso, e fico feliz por saber que tem bastante gente que também não abaixa e da as caras fazendo seu som.

Uma cena forte é uma cena unida, seja tocando em troca de cerveja ou fazendo uma tour mundial

Abraços

Rafael disse...

Mais uma ótima banda que conheço aki na kombi, parabéns pelo blog.