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sábado, 7 de maio de 2011

Halford - Made of Metal [2010]


Desde seu retorno ao Judas Priest, Rob Halford sempre deixou claro que não abandonaria sua banda-solo, para a alegria de quem aprovou os ótimos Resurrection e Crucible. Ano passado, gravou um péssimo álbum de canções natalinas. E agora, o Metal God ressurge fazendo o que sabe melhor. A banda é a mesma que fez a tour do segundo trabalho, com o sempre eficiente Metal Mike Chlasciak e o encara-todas Roy Z nas guitarras, além de Mike Davis e Bobby Jarzombek – esse último, assim como Metal Mike, junto de Rob desde o início dessa empreitada.

Halford IV: Made of Metal abre com “Undisputed” e sua cadência cavalgada, tipicamente britânica em um som que poderia facilmente estar em Resurrection ou até mesmo em algum clássico do Judas da primeira metade dos 1980’s. A acelerada e curta “Fire and Ice” convida o ouvinte a bangear acompanhando a melodia, que chegou a me lembrar – pasmem – as músicas mais rápidas do Helloween fase Andi Deris. A faixa-título me remeteu ao outrora odiado por todos, Turbo. O riff principal de “Speed of Sound” faz com que se pense automaticamente no de “Futureal”, do Iron Maiden. A canção é um Heavy típico, sem muitas novidades, porém eficiente.



A pegada de Crucible ressurge no começo de “Like There’s No Tomorrow”, um dos destaques, com a melhor performance vocal de Halford em todo o play. “Till the Day I Die” é uma das mais curiosas. Ou alguém conseguiria imaginar Rob cantando um típico Hard com influências Southern? E não é que ficou muito bacana? Sua voz casou perfeitamente com o clima em outro momento digno de nota. Chegando na metade, temos um Heavy Rock direto e cadenciado em “We Own the Night”, com um teclado muito bem posto ao fundo e um refrão marcante. Na mesma linha vem “Heartless”, que está um degrau acima em peso mas um abaixo em inspiração.

Uma curta entrada na bateria traz “Hell Razor”, música que remete aos primórdios do Heavy Metal, com certa aura setentista. Dá até para fechar os olhos e imaginar o bolachão rolando na vitrola. “Thunder and Lightning” é outro Hard Rock, na mesma linha de “Heart of a Lion”, b-side do Priest e regravada em estúdio como faixa-bônus do ao vivo Live Insurrection. Piano e violões iniciam a mais longa de todas, “Twenty-Five Years”, balada que, não fosse a diferença vocal entre Halford e Klaus Meine, poderia facilmente se passar por algum daqueles momentos dramáticos que o Scorpions adora oferecer aos fãs.


Guitarras elétricas soando como se estivessem no velho oeste preparam o terreno para “Matador”, outra que poderia rolar em um dos antigos trabalhos do Judas Priest. Idéia interessante, mas poderia diminuir um pouco a duração que não faria falta. “I Know We Stand a Chance” começa com um jeito de música lenta, mas a primeira impressão logo se dissipa, transformando-se em algo mais mid-tempo que soa agradável, mas ao mesmo tempo não acrescenta nada ao álbum. Para encerrar, “The Mower”, que mais parece uma trilha para um filme de ficção científica. É o único momento em todo o play que Rob retoma o registro mais agudo, no estilo Painkiller/Resurrection.

Se tivesse que fazer comparação com um trabalho solo de outra lenda, diria que, guardadas as devidas proporções, Made of Metal está para Rob Halford como Tattooed Millionaire esteve para Bruce Dickinson. Ambos deram uma simplificada na sonoridade, se aproximaram do Hard Rock e fizeram, acima de tudo, um trabalho descontraído. Musicalmente, ainda acho que o trabalho do vocalista do Iron Maiden possui mais relevância e, principalmente, identidade. Já esse aqui, em certos momentos fica parecendo uma colcha de retalhos. Ainda assim é uma boa pedida para todos os admiradores do Metal God!

Rob Halford (vocals)
Metal Mike Chlasciak (guitars)
Roy "Z." Ramirez (guitars)
Mike Davis (bass)
Bobby Jarzombek (drums)

01. Undisputed
02. Fire and Ice
03. Made of Metal
04. Speed of Sound
05. Like There's No Tomorrow
06. Till The Day I Die
07. We Own the Night
08. Heartless
09. Hell Razor
10. Thunder and Lightning
11. Twenty-Five Years
12. Matador
13. I Know We Stand a Chance
14. The Mower

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JAY

7 comentários:

Anônimo disse...

Halford – Made Of Metal [2010]

140 MB
320 kbps

http://www.mediafire.com/?662744z8wzirlum

Eduardo Paiva disse...

Baixando para conferir o novo do "Metal God" !! Valeu Jay!

Daniel disse...

Não conheço o trabalho solo dele, baixando pra conferir. Valeu pelo download

Anônimo disse...

Nenhum álbum solo do Halford supera a grandiosidade e importância que os álbuns do Fight tiveram, mais especificamente o ótimo "War Of Words".
Considero a banda Halford uma espécie de Judas Priest de reserva, caso a banda com Glenn Tipton & cia resolva parar de vez.
Não estou menosprezando os álbuns Resurrection, Crucible e este Made Of Metal, mas parece que falta alguma coisa para ficar melhor e mais personalizado, com identidade própria como o Fight proporcionou à Rob Halford.
Mesmo o tão mal-falado "Two" era um álbum com muita coragem para enfrentar as críticas dos fãs do JP, com sua sonoridade tão diferente, e é um trabalho que até hoje eu considero a verdadeira guinada na carreira do Rob, com vocalizações estranhas, exóticas, sem os consagrados agudos e sem o peso/potência dos tempos de Fight e Judas Priest.
Infelizmente, Rob não pode cantar como nos bons anos 80 e 90, então, fica fácil para ele cantar de uma forma mais controlada, sem exagerar, mas mantendo o timbre característico de sua marca registrada.
Quanto aos músicos, eu sempre fico com o pé atrás quanto ao Roy Z, que produz com uma certa dose de adoçante, em vez de se arriscar, e tascar pimenta sem parcimônia nas produções em que atuou.
Gosto mais do Andy Sneap, que arrasa no Testament, Arch Enemy, Stuck Mojo e Nevermore, entre outros.
Batera ótimo, sempre criando algo bacana, mas a mixagem parece dar uma leve sabotada na potência da bateria, onde faz falta um som de caixa poderoso como Scott Travis imprimiu no Painkiller e em War Of Words, assim como os bumbos e toms.
Metal Mike é correto, mas não surpreende como Russ Parish, do primeiro álbum do Fight (War Of Words).
Enfim, tenho sempre que imaginar um próximo álbum do Judas Priest sendo um fenômeno, da mesma forma que um novo trabalho solo do Halford.
Por enquanto, continuo esperando.

Long Live Rock'n'Roll!

Anônimo disse...

não conheço, mas OBRIGADO SEMPRE pelos posts!

ZORREIRO disse...

Grande post.
Essa do Barthez tá cruel, hauhahsuhahus

Marcelão disse...

Adoro os albuns do Halford. Foi a melhor coisa que ele fez desde que deixou aquele projeto imbecil do "Two".