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terça-feira, 10 de maio de 2011

Ozzy Osbourne - Bark At The Moon [1983]


Com certeza a morte do genial Randy Rhoads afetou muito não só a Ozzy Osbourne como os fãs que ele tinha obtido com o início de sua meteórica carreira solo, com os petardos “Blizzard Of Ozz” e “Diary Of A Madman”, que com certeza são dois clássicos indiscutíveis da história do heavy metal. Muitos poderiam pensar que com isso a carreira do "Madman" poderia entrar em colapso, com a sua já conhecida instabilidade emocional que sempre o acompanhou de perto.

Após algumas audições e teste com guitarristas de calibre como Brad Gillis e Bernie Tormé, eis que um jovem guitarrista que até algumas semanas antes estava fazendo alguns ensaios com a banda do saudoso Dio, que acabaria por agradar o sempre exigente Osbourne. Apesar de ser diferente do estilo clássico de Rhoads, ele era inventivo e criativo, e um guitarrista técnico. Jake E. Lee era este jovem, e que todos conhecemos muito bem sua capacidade nos dias de hoje, principalmente à frente do memorável Badlands.


Não bastasse ter acertado a mão na escolha do guitarrista, Ozzy montou uma banda lendária para gravação desse registro. No baixo e teclado continuavam os talentosos Bob Daisley e Don Airey que todos nós já conhecemos muito bem. O monstruoso baterista Tommy Aldridge que já vinha excursionando com Ozzy até aquele momento, e que já tinha uma excelente reputação por conta de seu trabalho no Black Oak Arkansas, participa pela primeira vez como efetivo na gravação de um disco do Madman.

E com certeza temos um disco muito à frente daquele tempo. Uma banda furiosa e com Ozzy em seu ápice vocal (apesar de ficar claro que existem reverbs na voz dele), temos um sensacional disco de heavy, mas que injeta doses homéricas de hard rock, com canções que realmente empolgam desde o primeiro momento. A faixa-título dispensa qualquer tipo de comentário e até hoje tem presença em qualquer show que Ozzy faz, sendo um dos maiores clássicos de sua carreira, com um riff extraordinário apresentado por Lee, que gruda e martela na cabeça durante dias. Após a mesma, somos apresentados a primeira balada do disco, a bela "You're No Different", com seus teclados tristes e um baixo melancólico conduzindo essa triste canção, em que ele responde as acusações de ser satanista que muitos fazem contra ele.



A sensacional "Rock n' Roll Rebel" segue essa mesma linha em sua letra, em que ele devolve a crítica a quem o acusa, e nos presenteia com um hardão de primeira categoria, que traz consigo um solo épico de Lee e mostra o quão ele é injustiçado por alguns, pois se trata de um músico de primeira categoria. A soturna "Centre Of Eternity" abre espaço para Don Airey mostrar quanta categoria ele tem, para depois se transformar em um heavy acelerado. "So Tired" é talvez uma das mais inspiradas baladas da carreira de Ozzy, em uma canção belíssima e carregada de feeling, e que só percebemos de que é uma música do mesmo devido a seu inconfundível vocal. "Slow Down" mais uma vez atola o pé no hard rock e mantém o excelente nível do disco e talvez seja o momento mais festeiro deste.

"Waiting For Darknees" encerra esse disco com chave de ouro, uma peça épica como só Ozzy seria capaz de fazer e que me faz perguntar o porque de ser ignorada como ela é, pois se trata de uma faixa com um força indescrítivel e que tinha tudo para ser um clássico. "Spiders In The Night" surge como bônus e sua letra é até certo ponto engraçada, como um filme de terror lado B, em uma música que é conduzida pela cozinha Daisley / Aldridge. Um discão que na minha modesta opinião foi o último bom disco dele nos anos 80, se encontrando novamente em sua carreira apenas com o festejado "No More Tears", já no início dos anos 90. Escute no volume máximo!




1.Bark at the Moon
2.You're No Different
3.Now You See It (Now You Don't)
4.Rock 'n' Roll Rebel
5.Centre of Eternity
6.So Tired
7.Slow Down
8.Waiting for Darkness
9. Spiders In The Night (bonus track)

Ozzy Osbourne – Vocais
Jake E. Lee – Guitarra
Bob Daisley – Baixo
Tommy Aldridge – Bateria
Don Airey – Teclados


by Weschap Coverdale

13 comentários:

Anônimo disse...

http://www.mediafire.com/?xxx5d6dwruqppiw

Anônimo disse...

Grande disco!
Valeu!

Anônimo disse...

sempre revelando grandes guitarristas,tenho este disco em cd e vinil,mas gosto de ouvi-lo no bom e velho vinil,uma pérola.

Anônimo disse...

Clássico! Agora, o Ozzy tá igualzinho à Bonnie Tyler no clipe de 'So Tired'.

Dynasty disse...

Eu tinha entrado na adolescencia quando um colega veio com este album. Disse: Conhece? É o Ozzy. Seu lobisomem é 10 vezes mais louco que o lobinho do Michael Jackson. Para encurtar a prosa, virei OZZY OSBOURNE FUTEBOL CLUB. Não precisa dizer mais nada.

Eduardo Paiva disse...

Baixando!

Dani disse...

Ozzy é Ozzy !!!!

Anônimo disse...

tomei muita cachaça com esse disco!!
muito bom!!

jantchc disse...

discordo de vc..

acho q todos os discos do ozzy da decada de 80 são fodas..

na verdade eu só ouvi cd do ozzy até o ozmosys, mas todos eles são incriveis..

Anônimo disse...

Esse disco é lindo! Se fosse possível traduzir o áudio para o visual, e fixar essas peças em vários quadros, eu diria que é uma galeria das mais belas obras do bom madman (que hoje em dia deveria pensar seriamente em se aposentar, para o bem de sua biografia musical).
Simplesmente amo este álbum, comprei o LP e gravei em vários K7 para não riscar o disco, e devorei muitas vezes até acabar a vida útil das fitas.
Tive algumas noites de insônia por mergulhar na atmosfera daquele período tão fértil em lançamentos de várias bandas legais, mas este foi o campeão de audiência no meu velho 3 em 1 (para quem não sabe, é uma pickup + tape + rádio), imaginando um dia poder assistir ao show do Ozzy e sua banda espetacular.
Um tempo depois, lá estava eu no Rock In Rio, de 1985!!
Além do Iron Maiden, Queen, Whitesnake, Scorpions e AC/DC, estava lá o devorador de morcegos arrasando, enquanto os músicos detonavam!
Eu vi o Tommy Aldridge fazer o solo de bateria e depois jogar as baquetas, para atacar os tambores e pratos com suas mãos!!
Eu vi o Jake E. Lee destruir tudo com seus riffs e solos monumentais!
Não restava dúvidas! O show do Ozzy correspondeu às minhas expectativas, e para sempre terei um carinho especial por esse álbum "Bark At The Moon".

Long Live Rock'n'Roll!

Weschap Coverdale disse...

Isso é questão de gosto mesmo Jantchc, como eu mesmo disse no texto essa é minha opinião. Só gosto de verdade de uma música desse período, que é "Shot In The Dark".

Anônimo disse...

foda

Carlos A. disse...

ops, link quebrado.........