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quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Cássia Eller – Acústico MTV [2001]

Onde está a pegada? A atitude? Os peitos de fora?! “O mundo ficou mais careta depois que Cássia morreu”, lamenta Eugênia Vieira, eterna companheira da cantora carioca, com quem dividiu sua cria, o Chicão, hoje com 18 anos de idade.

Há exatos 10 anos, naquele 29 de dezembro de 2001, os pensamentos e focos estavam voltados para o Réveillon que Cássia Eller faria logo mais, contudo uma complicação cardíaca tirou o sonho de ela de ver seu filho crescer.

A famosa intérprete de “Maladragem”, um de seus maiores hits, tinha dado um tempo nas drogas e no cigarro. A água de coco era seu alento num Rio de Janeiro esvoaçante de calor. Semanas antes, ela vinha sofrendo de falta de ar, deixando transparecer um pouco o cansaço acumulado de shows e mais shows na agenda.

A bem da verdade, na época, jornais de todo o Brasil arriscaram que o motivo da morte de Cássia teria sido overdose. Só que ela havia parado com isso. O laudo pericial do IML apontou parada cardiorrespiratória. Quatro delas. A fonte de Cássia secara.

Com efeito, na infância, a cantora, que se criou no Rio, mas se aventurou por Brasília – onde começou a carreira sentada em banquinhos de bar –, Belo Horizonte, Santarém e São Paulo, teve arritmia cardíaca e febre reumática dos quatro aos 24 anos.

E é justamente a fim de mostrar estes detalhes desconhecidos da maioria dos fãs que o documentarista Paulo Henrique Fontenelle – que já tem no currículo o aclamado “Loki - Arnaldo Baptista”, sobre o fundador d’Os Mutantes – está aprontando um longa-metragem, resgatando depoimentos emocionados de gente do convívio da cantora, aliados a imagens caseiras pessoais dela. O resultado deve sair ainda em 2012.

Para celebrar esses 10 anos sem Cássia, foram lançados o CD ‘editado’ pelo amigo Nando Reis, chamado “Relicário - As Canções Que o Nando Fez Pra Cássia Cantar”, com a música inédita “Baby Love”; e a “Caixa Eller”, contendo nove CDs. Além disso, em breve, também deve vir a público um registro ao vivo em DVD de uma apresentação de 2001, apelidado de “A Luz do Solo”, onde a intérprete canta Joni Mitchell e Billie Holliday, afora suas canções arranjadas de sempre. Um livro-CD de autoria de – de novo – Nando Reis, o sempre presente Nando Reis, estará no catálogo ainda esse ano que está por vir.

O álbum em voga (já havia esquecido) é um play distinto. Mostra todas as facetas de Cássia. E que falta isso faz na música brasileira! Ela foi uma das mais bem vistas artistas da década de 1990 e não desmereceu o valor lhe atribuído. Com sua voz rouca, conseguiu vender 1,1 milhão de cópias neste “Acústico MTV”, com destaques para, claro, “Maladragem”, a elogiosa “1º de Julho”, nas levadas de “Partido Alto” e “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band”, dos Beatles, e na clássica “Segundo Sol”.

Um registro versátil, impulsivo e ao mesmo tempo comedido, com atitude. Maria Gadú, me desculpa, mas deixe dessa coisa de wannabe... Eller é a Cássia. E só ela o é.

1. Non, Je Ne Regrette Rien
2.
Malandragem
3. E.C.T.
4. Vá Morar Com O Diabo
5. Partido Alto
6. 1º De Julho
7. Luz Dos Olhos
8. Todo Amor Que Houver Nessa Vida
9. Queremos Saber
10. Por Enquanto
11. Relicário
12. O Segundo Sol
13. Nós
14. Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band
15. De Esquina
16. Quando A Maré Encher
17. Top Top

Cássia Eller - voz, violão
Luiz Brasil - violão, backing vocals
Alberto Continentino - contrabaixo
Paulo Calasans - piano, hammond
João Viana -bateria
Bernard Bessler -violino
Dirceu Leite - clarinete, flauta, clarone
Cristiano Alves - clarinete
Yura Ranevsky - violoncelo
Walter Villaça - violão
Fernando Nunes - baixolão
Lan Lan - percusão, backing vocals
Thamyma - percussão

Participação
Nando Reis - faixa 11
Xis - faixa 15
Nação Zumbi - faixas 15 e 16

(Link nos comentários / link on the comments)

Por Breno Airan Meiden

9 comentários:

Anônimo disse...

link - http://www.multiupload.com/T4HYTI5NDO

Bruno disse...

Lembro até hoje da repercussão do show que ela fez aqui em Belo Horizonte, no Pop Rock. Foi quando ela mostrou os peitos, e chocou a Tradicional (filhadaputa) Família Mineira. Se não me engano, foi em 2001, mesmo.

lucas disse...

Esse disco é muito foda! Parabéns pela postagem

Artur Barz disse...

Porra, como eu desprezo Cásia Eller...A sua musica é extremamente maçante...Eu não consigo ouvir duas musicas desse album...Até tenho um trauma do tempo q meus pais ouviam essa merda.

Mas devo agradacer a ela uma vez q ela me obrigou a fazer uma longa jornada pela madrugada. Tinha acabado de chegar em casa, tava tocando aquela merda de Cássia Eller. Eu disse aos meus pais: ou vc6 param de escutar essa merda ou eu disapareço daqui. Bom, não deu em outra...Andei por 6 km numa estrada que era so iluminada pela luz da lua. Cheguei em casa, eram quase 2 da manhã, todavia, acho que deveria ter acampado no mato mesmo...

Embora eu deteste ela, eu tive essa boa experiencia, algo que nunca esquecerei. Toda vez q eles estão tocando algo q é blasfemia para meu espirito - MPB ou samba - eu penso na possibilidade de fazer isso de novo.

Anônimo disse...

Cássia Eller foi sem dúvida uma das melhores cantoras de pop rock que surgiram nos últimos tempos no Brasil, o seu poder de interpretação era incomparável. Breno parabéns matéria.

Mari Belo disse...

Essa tinha a senha de acesso da MPB pro rock "facinho". Isso era evidente devido ao seu ar "levada da breca", que soube deixar a música brasileira, o comodismo do "banquinho e violão", sair da zona de conforto.Soube deixar sua marca em forma de sua firmeza e suavidade constrastantes no seu timbre. À grande Cássia, fica a saudade e a admiração!

Guimara disse...

Os peitos dela eu dispenso, nunca esquecerei do show do Rock in Rio 2001 que quando olhei pro telão ela pagou peitinho na hora!
Cuspi a cerveja imediatamente!!!!
Mas ela tinha uma coisa que fazia falta na época, a facilidade de se meter em qualquer território.
Mas no final de sua vida estava fazendo o que Ana Carolina faz hoje, que é ir para o lado fácil, tocando músicas melosas de Nando Reis e esquecendo quem era quando começou.
Prefiro os primeiros discos, o de covers do Cazuza.
Ah, também não gosto do cover de Smells like teen spirit.
Mais um grande talento que nos deixou por causa dos excessos, por que não engulo essa de enfarto.

jantchc disse...

gostei muito deste disco..

não sou muito fã do restante da discografia dela, mas este cd é muito bom...

Anônimo disse...

Sempre é legal resgatar Cassia Eller... espero q esteja disponivel...