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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Little Richard – The Best of the Specialty Years [1956 a 1959]




Richard Wayne Penniman nasceu em 5 de dezembro de 1932 na cidade de Macon, Georgia, em uma época da história americana em que negros tinham que usar espaços separados dos brancos, de banheiros a assentos em transportes públicos. A Ku Klux Klan, seita segregacionista extremamente radical, ainda existia e fazia vítimas entre negros, ciganos e homossexuais nos Estados Unidos da América (dizem que ainda está na ativa). O clima era de exclusão social e o país da liberdade mantinha uma escravidão velada entre seus próprios habitantes.

Os negros, então, traziam uma bagagem cultural africana que permanecia quase intacta em relação à influência européia. Os sons desenvolvidos nas lavouras do país, de norte a sul, passaram a encantar a elite branca e iniciou-se a formação de um caldeirão cultural que mudaria a história das artes: o rock’n’roll!

Alguns atribuem a origem do rock’n’roll ao branco Bill Halley, outros a Johnnie Johnson e Chuck Berry (a dupla mais quente dos anos 50). Mas ninguém nega que o som foi uma mistura do blues negro com o bluegrass e o country brancos, que sofreu pitadas de todos os estilos possíveis e imagináveis.

Neste cenário surge Little Richard, negro e homossexual, que era um pianista genial que cantava como um louco. Sua voz influenciou John Fogerty, John Lennon, Robert Plant e todos os vocalistas de rock que vieram depois. Seu estilo influenciou até John Bonham (ouça a introdução de Keep a Knockin’ e me diga já não a ouviu em alguma canção do Led). Ele clama para si o título de “o arquiteto do rock’n’roll”. É pouco.




Fogerty bem que tentou essa

Richard começou a sua carreira cedo, em 1945, na cena gospel de New Orleans. Passou a injetar diversos elementos em seu som, em especial o groove do rhythm’n’blues e as melodias do soul e do country. Em 1955 ele estoura nas paradas americanas com a música Tutti Frutti, trazendo um estereótipo vocal que era desconhecido da juventude da época. Algo rouco e sensual, mas, ao mesmo tempo, gritado e enérgico.

Depois do auge nos anos 50, Richard se tornou pastor evangélico, ou reverendo, como chamam os americanos, mas continuou fazendo aquilo que melhor sabe fazer: música. Atualmente, Little Richard anunciou a sua aposentadoria. Disse que não consegue mais fazer o que fazia após os 70 anos de idade. Pena. Nunca tive o privilégio de o ver ao vivo.

O que lhes trago é uma coletânea feita por mim dos seus maiores sucessos dos anos 50, com clássicos retirados dos discos Little Richard (1956), Here’s Little Richard (1957), Little Richard (1958) e The Fabulous Little Richard (1959), da época da gravadora Specialty Records. Existem diversas coletâneas dele por aí, então resolvi repetir a dose do que já existe, na minha ordem de preferência. A capa é do disco Little Richard, de 1958. Algumas músicas já foram postadas pelo Maurício Knevitz, mas aqui, repito, temos uma coletânea.




Isso é rock’n’roll

Coloque sua calça jeans justa e sua jaqueta de couro; passe um gumex ou vaselina no cabelo (gel é proibido). Diga pra sua gata botar um vestidinho rodado e acelere sua lambreta a mil pelo Brasil. Essa é trilha sonora.

Track List

1. Lucille
2. Long Tall Sally
3. Whole Lotta Shakin’ Goin’ On
4. Good Golly Miss Molly
5. Tutti Frutti
6. Rip It Up
7. Keep a Knockin’
8. Short Fat Fanny
9. Ooh My Soul
10. Jenny Jenny
11. The Girl Can Help It
12. I Don’t Know What You Got
13. Money, Money
14. Slippin’ & Sliddin’
15. She’s Got It

Formação básica (diversos outros músicos acrescentaram suas partes no estúdio)

Little Richard (vocais e piano)
Lee Allen (sax tenor)
Alvin "Red" Tyler (sax barítono)
Frank Fields (baixo)
Earl Palmer (bateria)
Edgar Blanchard (guitarra)


Ooh my soul. Um tira da pesada?
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Por Zorreiro

6 comentários:

Anônimo disse...

http://www.mediafire.com/?867074fa0rj4n2u

escorts sao paulo disse...

Esse cara era foda!

Silver disse...

Um dos verdadeiros precursores do Rock n' Roll!

Taliban Sexy Trucker disse...

Verdadeiros e talvez o mais importante na minha opinião entre os vários precursores, fora de série.

Gabriel Leite disse...

Esse, o Elvis e o Chuck Berry foram essenciais pro Rock N'Roll! Tá de parabéns, Zorreiro!

Anônimo disse...

thank you!