Lembre-se

Comentar em alguma postagem não irá lhe custar mais do que alguns segundos. Não seja um sanguessuga - COMENTE nas postagens que apreciar!

Os links para download estão nos comentários de cada postagem.

Acesse: www.vandohalen.com.br

sexta-feira, 4 de março de 2011

Danzig – III How The Gods Kill [1992]


Vamos combinar que How The Gods Kill é um título, no mínimo, genial.

Glenn Danzig era egresso dos Misftis, precursores do Horror Metal, Horror Punk ou seja lá o que for. O fato é que nunca gostei do som deles.

Mas a carreira de Glenn Danzig sempre me atraiu bastante, ao contrário do sentimento que o seu antigo grupo me passa. O primeirão, intitulado simplesmente Danzig, é cru até a medula, mas com melodias pra cantar a todos pulmões quando voltamos pra casa a pé de um show, completamente bêbados, na companhia de amigos. Danzig II – Lucifuge é mais lírico nas letras, mas tem a mesma crueza do debut. Her Black Wings simplesmente mata a pau.


O post de hoje traz o terceiro disco da banda do “baixinho fortão com voz de Jim Morrison”. É o auge de toda a carreira do cantor, na minha opinião. Tudo o que ele poderia ter feito de excelente está aqui. A banda está afiadíssima e é a mesma desde o primeiro disco. A evolução nas composições é marcante.

A capa traz um desenho de 1976 do mestre suíço H. R. Giger, chamado Meister und Margeritha. O artista foi o responsável pelo design do primeiro filme Alien e do filme Duna (aquele com o Sting no elenco). Giger é o criador da arte “biomecânica”, com elementos que misturam elementos humanos com mecânicos em cenários caóticos e cenas de sofrimento.

John Christ (o nome não poderia ser melhor) toca suas guitarras fazendo o uso do botão de volume com uma maestria especialmente incomum. Aos que não sabem do que estou falando, o esclarecimento é válido.

Quando ligada a um amplificador valvulado com o volume no máximo, o som da guitarra sai com uma distorção orgânica e natural. A melhor distorção do mundo, eu diria. Quando você diminui o volume da sua guitarra (mantendo o amplificador no talo), o som limpa, mas não totalmente. É um limpo com a dose certa de sujeira. Ouça Anything e preste atenção nas dinâmicas entre som limpo e sujo. É tudo no volume do instrumento, nada de pedaizinhos. Genial!






Dirty Black Summer lembra bastante o primeiro disco e aquela crueza já mencionada. A bateria cadenciada tem um timbre seco que marca. Mas a cereja do bolo é a “balada romântica” Sistinas. Esqueça qualquer fórmula para compor baladas que você conhece. Essa música é feita para apagar as luzes da sala e ouvir sem pensar em nada. Obra prima cuja produção ficou a cargo de ninguém menos que Rick Rubin.

Difícil ficar enaltecendo uma ou outra composição de um disco tão bom. Depois disso, Glenn Danzig compôs a sua megalomaníaca Black Aria e a banda tentou novamente a fórmula em outros lançamentos. Mas o timming havia se perdido. Danzig III – How The Gods Kill foi o disco certo na época certa. Tudo é perfeito.






Ah! Esqueça a imagem mezzo Hulk, mezzo Conan que o baixinho tenta passar. Esse disco é pra botar pra derreter os falantes da sua sala. Nada de luzes, Ipod ou fones.

Track List

1. Godless
2. Anything
3. Bodies
4. How the Gods Kill
5. Dirty Black Summer
6. Left Hand Black
7. Heart of the Devil
8. Sistinas
9. Do You Wear the Mark
10. When the Dying Calls

Glenn Danzig (vocais)
Eerie Von (baixo)
John Christ (guitarras)
Chuck Biscuits (bacteria)



Link nos comentários
Link on the comments

Por Zorreiro

11 comentários:

Anônimo disse...

http://www.mediafire.com/?4y9f79i7i7yrtck

JoaoFPR disse...

Dazing é insanamente foda.

Sergio Testa disse...

Belo Post! Pena que dizem por aí queo cara é um mala. Valeu!

Anônimo disse...

Isso vai te impedir de ouvir o CD?

Anônimo disse...

Discão!! Pena que a banda colapsou depois...

Weschap Coverdale disse...

Não conheco muito da carreira do Danzig, mas quer que eu fale uma coisa? Gostei muito mesmo desse disco! Vlw zorreiro

Anônimo disse...

Grande post!
Valeu!

Anônimo disse...

Danzig é som da galera. Depessivo nos momentos certos e porrada na hora de arrebentar.

Emerson disse...

Faz tempo que curto essa banda, e tenho esse play em LP. Aind não consigo suportar o Glenn (na época da briga com o Def Leppard, acabei opinando em defender os leopardos), mas acho que é uma das bandas mais inovadoras dos anos 90.
Esse é o meu favorito deles.

[]´s
Merso

Gus disse...

O casamento perfeito: Glenn Danzig e Rick Rubin. Com certeza é a obra prima da banda. (Rubin também produziu os anteriores).

Muito bom o post.

Daniel disse...

Danzig é animal e andava meio esquecido. Nesse último disco, voltou à velha forma. Valeu pelo post!