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sexta-feira, 28 de maio de 2010

Queen - A Night At The Opera [1975]


Uma banda promissora e com músicos de talento. Após o lançamento de "Sheer Heart Attack" em 1974, que havia lançado músicas como "Now I'm Here", "Killer Queen" e "Stone Cold Crazy", o Queen começa a ter reconhecimento mundial. Querendo mostrar do que eram realmente capazes, no final do ano seguinte, eis que o mundo é bombardeado com a obra que teria a música que viria a se tornar à marca registrada do Queen.

"A Night At The Opera" nos apresenta uma banda entrosadíssima, afiada e com uma grandeza acima de qualquer expectativa, sem medo de errar, e com músicos em atuações inspiradíssimas. Podemos detectar isso já em seu início com a bombástica e intimidadora "Death on Two Legs (Dedicated to...)", música feita em "homenagem" ao antigo empresário da banda, que foi demitido por "má administração das contas da banda", se é que vocês me entendem. O mais legal de tudo, é que Freedie Mercury não poderia ser mais direto na letra: "Você é um rato de esgoto, Apodrecendo em uma fossa de orgulho, Você deveria ser despedido, Então se fazer de nulo e destituído, Me faz sentir bem, me sinto tão bem". Fora a letra direta, a interpretação quase que teatral na voz de Mercury e o brilhantismo de Brian May, faz qualquer um despreparado se arrepiar prontamente.

Após o show da primeira faixa, passamos para a curta e divertidíssima "Lazing on a Sunday Afternoon", que parece saída de qualquer musical dos anos 50 com sua letra engraçada e a voz modificada de Mercury que em apenas um minuto, consegue alegrar o dia de qualquer rabugento. "I'm in love with my car", agora com os vocais e letra de Roger Taylor, é uma música com som denso, cheia de overdrive nas guitarras, mas com uma letra também divertidíssima, que fala da paixão alucinada de um jovem com seu carro, mas que se aplica muitas vezes com a relação de alguns homens com seus carros.

Após vem a bela balada com apelo pop "You're My Best Friend", com sua bela letra escrita por John Deacon, e que pode ser descrito com uma celebração ao amor na vida de um homem. Linda letra. " '39", com May fazendo os vocais, se trata de uma música simplória, mas não menos bela do que as citadas anteriormente. O riff inicial de "Sweet Lady" mostra o porque de May ser descrito como um dos maiores guitarristas de todos os tempos. Finalizando o lado A, temos "Seaside Rendezvous" de autoria de Freedie Mercury, que parece ser saída do mesmo musical de "Lazing on a Sunday Afternoon".



Iniciando o Lado B, temos a apocalíptica "The Prophet's Song" escrita por May, que conforme já dito por ele em outras ocasiões foi escrita após um sonho do mesmo, é a música mais experimental do álbum, com a banda a vontade e vocalizações em grande parte da mesma. "Love Of My Life", outra balada desse disco e que se tornou um dos grandes sucessos do mesmo, creio que não precise de maiores comentários, com mais uma aula de interpretação de Mercury, mostrando o dom da banda para belas baladas, que se repetiria mais a frente (vide como exemplo Spread Your Wings, Too Much Love Will Kill You, entre outras). Good Company, outra música experimental, dessa vez com Brian May nos vocais tocando Ukulele, em música divertidíssima.

Agora vem o clássico dos clássicos. A música que era desacreditada devido a seu tamanho e seu experimentalismo. Começando com vocalizações perfeitas da banda, em que encontramos um personagem perdido em seus pensamentos após matar um homem, temos a épica e maravilhosa "Bohemian Rhapsody". Apesar dos comentários contrários ao lançamento da música, podemos dizer calmamente que esta é um dos maiores clássicos da história do rock. Não só um clássico, como uma obra prima em todos os sentidos da palavra. Show de todos integrantes da banda, esta ópera rock se inicia com vocais calmos, se tornando uma power ballad, passando por uma mini ópera, voltando com um peso vigoroso antes de seu final apoteótico e triste, esta é a música que ficou eternizada na história e colocou o Queen entre os grandes. Não tenho mais palavras para descrição da mesma, sendo que recomendo uma audição detalhada para apreciar cada detalhe.

Finalizando temos a versão para "God Save The Queen" e que termina grandiosamente este que é a maior representação de como ser fazer rock com arte! OBRA PRIMA NO SENTIDO ABSOLUTO DA PALAVRA.



01.Death on Two Legs (Dedicated to…)
02.Lazing on a Sunday Afternoon
03.I'm in Love with My Car
04.You're My Best Friend
05.'39
06.Sweet Lady
07.Seaside Rendezvous
08.The Prophet's Song
09.Love of My Life
10.Good Company
11.Bohemian Rhapsody
12.God Save the Queen


Freddie Mercury - Vocais, Piano
Brian May - Guitarras
John Deacon - Baixo
Roger Taylor - Bateria



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6 comentários:

Anônimo disse...

http://www.multiupload.com/H4WQNVKJ25

Lyn disse...

Bem-vindo ao time Covardale!
Belo post.

ZoSo disse...

Quem puder ouvir a versão remasterizada de 2005 se sentirá privilegiado. Há múltiplos canais e guitarras que não era possível ouvir em outras mixagens de CD. Acho que até na original do vinil, que infelizmente não tenho. Essa duvida gostaria de matar.

Parabéns pelo post.

Anônimo disse...

caramba parabens aos novos motoristas, tão matano a pal

GrassHoper disse...

Somente um dos melhores discos da história da música.

Nada mais...

•Júnior• disse...

Excelente post, Coverdale! \,,/