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domingo, 22 de agosto de 2010

Kiss - Solo Albums [1978]


De 1977 a 1978, estima-se que o Kiss tenha lucrado cerca de 17 milhões e meio de dólares com sua música e sua devida publicidade. Já eram a maior banda do mundo, chegaram até a bater o The Beatles em um dos recordes mais complicados - lotar em cinco noites consecutivas o Budokan Hall de Tóquio, façanha que o Fab Four providenciou quatro vezes. Enfim, conquistaram o que desejavam... será? Juntamente do empresário Bill Aucoin (R.I.P.), os quatro ambiciosos mascarados arriscaram um plano que tinha a pretensão de torná-los maiores ainda. Algo maior que a vida - "larger than life", como diria o título de uma canção encontrada na parte de estúdio de "Alive II" e que pode ser a temática perfeita para a trajetória trilhada pelos caras.

Durante o ano de 1978 executaram o plano, que consistia em duas etapas. A primeira que foi atendida é a que aqui será abordada: a produção e o lançamento simultâneo de quatro discos solo, cada qual fosse liderado por um integrante do Kiss. Eis que Paul Stanley, Gene Simmons, Ace Frehley e Peter Criss tiveram a chance de exprimir seus anseios sonoros, podendo extravazar e fazer o que quisessem. A segunda, não menos importante mas obviamente fora de foco para essa postagem, foi a produção de um filme que colaboraria para a eternização da imagem do quarteto como super-heróis, distantes de serem humanos. Foi batizado de "Kiss Meets The Phantom Of The Park" e foi transmitido através da NBC em 28 de outubro de 1978 - três dias anteriores ao Halloween. Hoje em dia o filme é risível, mas marcou um dos maiores picos televisivos de audiência em todo o país no ano de 1978.

Essa breve introdução serve para situar o leitor no que tange a esse ousado projeto, que tem origem duvidosa. Diz-se que é um projeto megalomaníaco com a perspectiva anteriormente relatada, mas há espaço para afirmações como uma estratégia que serviu para segurar os descontentes Frehley e Criss por mais tempo. Pode-se dizer, no geral, que o plano deu e não deu certo. Deu certo porque hoje todo mundo sabe do que se trata o Kiss. Não deu certo porque não segurou os dois já citados, que saíram pouco tempo depois, e os álbuns não venderam como o planejado. O resto é história. Com vocês, as quatro obras dos "quatro cavaleiros do apocalipse".

Paul Stanley [1978]

Talvez falar do lançamento do Starchild seja o mais fácil, e é por aí mesmo que notamos quem realmente guardava consigo a alma do Kiss. Paul Stanley foi balanceado e coeso em sua obra, bem como se responsabilizou por quase todo o processo - além dos vocais e das guitarras rítmicas, também tomou conta da produção e da mixagem por sua conta e risco, recebendo apenas auxílio de produção de Jeff Glixman nas faixas 5, 6, 8 e 9.

Nomes conhecidos não são muitos - Paul optou por convocar bons músicos de estúdio, com exceção do lendário Carmine Appice, que tocou bateria na ótima "Take Me Away (Together As One)", e Bob Kulick, que assumiu a guitarra solo do álbum. De resto, uma salada mista de músicos. Mas não pense que a bolacha não mantém um padrão - é a mais padronizada das quatro, diga-se de passagem. Do início ao fim, tem-se Hard Rock da melhor categoria por aqui. Sabe-se que o Starchild é talentoso e tem muito bom gosto, então não dá pra esperar algo diferente do mestre.


O cardápio indica canções pra lá de envolventes, lindas composições, melodias cativantes, guitarras e violões incrivelmente bem tocados, cozinha bem colocada e um show à parte na voz de Stanley - um dos maiores vocalistas da história do gênero -, e ainda há espaço para um tecladinho, bem tímido mas diferenciado. Bate de frente com o imponente disco de Ace e, no geral, são os melhores e de maior repercussão. Paul ainda chegou a emplacar a balada "Hold Me, Touch Me" nas paradas gerais dos EUA e do Reino Unido nas posições de número 46 e 48, respectivamente.

Os destaques vão para as rockers "Wouldn't You Like To Know Me" e "Love In Chains", a poderosa abertura "Tonight You Belong To Me" e a deliciosa "Take Me Away (Together As One)".

01. Tonight You Belong To Me
02. Move On
03. Ain't Quite Right
04. Wouldn't You Like To Know Me
05. Take Me Away (Together As One)
06. It's Alright
07. Hold Me, Touch Me (Think Of Me When We're Apart)
08. Love In Chains
09. Goodbye

Paul Stanley - vocal, guitarra base, violão, E-Bow, guitarra solo em 7
Bob Kulick - guitarra solo, violão
Steve Buslowe - baixo em 1, 2, 3, 4 e 5
Richie Fontana - bateria em 1, 2, 3 e 4
Eric Nelson - baixo em 6, 7, 8 e 9
Craig Krampf - bateria em 6, 7, 8 e 9

Músicos adicionais:
Carmine Appice - bateria em 5
Steve Lacey - guitarra adicional em 8
Doug (Gling) Katsaros - piano, cordas e backing vocals em 7
Peppy Castro - backing vocals em 3 e 7
Miriam Naomi Valle - backing vocals em 2
Maria Vidal - backing vocals em 2
Diana Grasselli - backing vocals em 2

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Gene Simmons [1978]

O disco solo do The Demon, sem dúvidas, foi o que mais decepcionou a todos. Por ser a figura (eu disse "figura") mais conhecida e reconhecida do grupo, esperava-se que superaria seus companheiros com uma baita pedrada, roqueira na essência. Definitivamente não foi o que aconteceu. Mas isso não significa que as canções sejam descartáveis e não mereçam atenção.

Gene Simmons assumiu a co-produção com o "quinto Kiss" Sean Delaney (R.I.P.) e assumiu apenas as guitarras, deixando o baixo à cargo de Neil Jason. Inúmeras participações se consolidaram: Bob Seger, Joe Perry (Aerosmith), Rick Nielsen (Cheap Trick) e a f*da do baixista no momento, a cantora Cher. Simmons quase conseguiu reunir John Lennon e Paul McCartney para cantarem os backing vocals de "See You Tonite", mas ambos recusaram quando souberam que se cruzariam. Infelizmente a morte de Lennon impediu qualquer outro tipo de reunião, mas isso é pano pra outra manga.


Na sua bolacha, Simmons apresentou um play versátil, com composições bastante heterogêneas e sonoridade que nunca se imaginaria sendo feita no Kiss. A influência do The Beatles é latente e há pouco da banda de origem do homem por aqui. Entre outros gostos bizarros, Gene aprecia e aqui insere corais, efeitos sonoros diversificados, Pop Music e Disney (!!!). No geral, as músicas são divertidas e diretas, apesar de facilmente ficar enjoativo. Salienta-se que foi o que atingiu posição mais alta no ranking da Billboard (24°), apesar de não ser o que mais vendeu. Momento não muito inspirado porém merece uma boa ouvida - com exceção da inadequada "When You Wish Upon A Star", tema do filme de Pinóquio. Vale como prova de que o israelense consegue escrever canções que não sejam apenas sobre sexo.

Os destaques ficam para o single roqueiro "Radioactive", a única realmente semelhante ao trabalho do Kiss por aqui; a diferente porém carismática "Burning Up With Fever"; a balada beatle "See You Tonight", cativante e apaixonante, que também está presente no "MTV Unplugged" de 1996; e a releitura de "See You In Your Dreams", originalmente presente no "Rock And Roll Over" de 1976.

01. Radioactive
02. Burning Up With Fever
03. See You Tonite
04. Tunnel Of Love
05. True Confessions
06. Living In Sin
07. Always Near You/Nowhere To Hide
08. Man Of 1,000 Faces
09. Mr. Make Believe
10. See You In Your Dreams
11. When You Wish Upon A Star

Gene Simmons - vocal, guitarra, violão
Elliot Randall - guitarra, violão
Neil Jason - baixo
Allen Schwartzberg - bateria

Músicos adicionais:
Eric Troyer - piano e backing vocals em 1 e 6
Steve Lacey - guitarra em 1
Richard Gerstein - piano em 5 e 7
Joe Perry - guitarra em 1 e 4
Rick Nielsen - guitarra em 10
Jeff 'Skunk' Baxter - guitarra em 2, 3, 4 e 9
Ritchie Ranno - guitarra adicional em 4
Helen Reddy - backing vocals em 5
Donna Summer - backing vocals em 2
Bob Seger - backing vocals em 1 e 6
Cher - parte falada ao telefone em 6
Mitch Weissman & Joe Pecorino (Beatlemania) - backing vocals em 3, 7 e 9
Michael Des Barres - backing vocals em 10
Sean Delaney - backing vocals
Gordon Grody - backing vocals
Diva Gray - backing vocals
Kate Sagal - backing vocals
Franny Eisenberg - backing vocals
Carolyn Ray - backing vocals

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Ace Frehley [1978]

O Spaceman não se rendeu às excentricidades dos colegas (principalmente de Gene) e sua lista de convidados especiais foi limitada, levando-o a assumir vozes, guitarra, baixo e a co-produção, ao lado do monstro Eddie Kramer. A bateria ficou por conta do também monstro Anton Fig, que também gravou "Dynasty" e "Unmasked" com o Kiss, fingindo ser Criss.

Ace Frehley fez o que queria fazer em seu espaço: Rock n' Roll de primeira categoria, com ótimas vozes, guitarras furiosas com riffs penetrantes e solos típicos, composições incríveis e cozinha visceral. Não se encontra um filler sequer nessa inspirada pepita, que foi um grito de alívio para o guitarrista, sempre subestimado e ofuscado diante aos companheiros de banda. A simplicidade é um ingrediente essencial do êxito da pedrada, mas aqui Ace demonstrou ser um verdadeiro músico, não precisando firular demais pra mostrar o porque de ser tão adorado.


Como todos, Frehley impôs suas influências, que vão de Blues clássico até The Rolling Stones e Cream. No entanto o homem foi nobre ao não se desvirtuar demais, mantendo uma notória linearidade em suas composições e gerando um disco envolvente, com o que todos queriam ouvir. Por ter atendido às expectativas e substituído perfeitamente um álbum do quarteto, juntamente com o de Paul foi o que teve melhor repercussão, ainda superando o amigo porque emplacou o hit "New York Groove" nas paradas norte-americanas na 13ª posição. Nas paradas da Billboard, chegou à 26ª posição e só ficou atrás do lançamento de Simmons.

Os destaques, apesar de serem difíceis de se salientar por aqui, vão para as essencialmente roqueiras "I'm In Need Of Love" e "Speedin' Back To My Baby", para a paulada na testa "Rip It Out" e para o single "New York Groove", cover de Hello, banda do lendário Russ Ballard (ex-Argent).

01. Rip It Out
02. Speedin' Back To My Baby
03. Snow Blind
04. Ozone
05. What's On Your Mind?
06. New York Groove
07. I'm In Need Of Love
08. Wiped-Out
09. Fractured Mirror

Ace Frehley - vocal, guitarra solo e base, baixo, violão, guitarra sintetizada
Anton Fig - bateria, percussão

Músicos adicionais:
Will Lee - baixo em 4, 7 e 8
Carl Tallarico - bateria em 9
Bill 'Bear' Scheniman - sino em 9
Larry Kelly - backing vocals em 1
David Lasley and Susan Collins & co. - backing vocals em 2, 5 e 6

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Peter Criss [1978]

A empreitada do Catman foi a mais criticada. Mas acredita-se que seja porque foi a que mais se desvirtuou do Rock, porque ao meu ver está longe de ser a pior. Pra cá, Peter Criss compôs uma lista considerável de participações, destacando-se a presença de Neil Jason (o mesmo baixista do álbum de Gene), Steve Lukather (Toto) e Stan Penridge (companheiro de Criss em suas bandas pré-Kiss). Vale ressaltar que não tocou bateria em todo o play por conta de um acidente de carro sofrido no mesmo ano. A produção ficou a cargo de Vini Poncia, futuramente responsável por assumir as rédeas de "Dynasty" e "Unmasked", próximos lançamentos do Kiss.

Como seus colegas de trabalho, prestou homenagem às suas influências, que se resumem ao R&B e ao Jazz, inspirado em seus maiores ídolos, Frank Sinatra e Gene Krupa. Apesar de ser um compositor abaixo da média (teve de ressucitar antigas composições realizadas com Penridge e aproveitar contribuições de outros autores), Peter manda bem principalmente nos vocais, com sua voz rouca e potente. Na bateria, tem-se o arroz-com-feijão que todo mundo gosta.


As canções aqui apresentadas são repletas de pegada, daquelas que fazem o ouvinte ficar assobiando as melodias pelo resto do dia. Os únicos fatores negativos são a presença excessiva de baladas e o teclado pra lá de piegas, mas são características do gênero adotado. Por essas e outras, foi o que recebeu menor atenção dos quatro, ficando apenas em 43° lugar nas paradas da Billboard e não emplacando sequer um single - o que é pior ainda para Peter, pois foi o único a lançar dois singles, "Don't You Let Me Down" e "You Matter To Me".

Os destaques ficam para as animadas "Tossin' And Turnin'" (cover de Bobby Lewis) e "Rock Me Baby", a abertura "I'm Gonna Love You" e a bela balada "I Can't Stop The Rain".

01. I'm Gonna Love You
02. You Matter To Me
03. Tossin' And Turnin'
04. Don't You Let Me Down
05. That's The Kind Of Sugar Papa Likes
06. Easy Thing
07. Rock Me, Baby
08. Kiss The Girl Goodbye
09. Hooked On Rock 'N' Roll
10. I Can't Stop The Rain

Peter Criss - vocal, bateria, percussão
Stan Penridge - guitarra, backing vocals
Art Munson - guitarra
Bill Bodine - baixo

Músicos adicionais:
Allen Schwartzberg - bateria em 6, 7 e 10
Neil Jason - baixo em 6, 7 e 10
Elliot Randall - guitarra em 6 e 10
John Tropea - guitarra em 6, 7 e 10
Brendan Harkin - guitarra em 6
Steve Lukather - guitarra solo em 5 e 9
Bill Cuomo - teclados
Richard Gerstein - teclados em 6, 7 e 10
Michael Carnahan - saxofone em 3, sax em 9
Davey Faragher - backing vocals
Tommy Faragher - backing vocals
Danny Faragher - backing vocals
Jimmy Faragher - backing vocals
Maxine Dixon - backing vocals
Maxine Willard - backing vocals
Julia Tillman - backing vocals
Vini Poncia - backing vocals
Annie Sutton - backing vocals
Gordon Grody - backing vocals

(Links nos comentários - links on the comments)


by Silver

24 comentários:

Anônimo disse...

Paul Stanley [1978]

http://www.multiupload.com/I00V20TOTE

***

Gene Simmons [1978]

http://www.multiupload.com/LIM7SR756E

***

Ace Frehley [1978]

http://www.multiupload.com/FPGSPT3AJP

***

Peter Criss [1978]

http://www.multiupload.com/HYSI7UF0RI

sueco disse...

foda pra caralho!!!

post detonador e chutador de bundas!

'-'

Anônimo disse...

valeu

Bruno Gonzalez disse...

FODA!

O disco do Ace é um dos meus preferidos entre todos!

Vitão disse...

PUTA QUE O PARIUUUU HUAHUAHUAUH

FANTÁSTICO

Anônimo disse...

post foodastico! vlws!!!

Reapmusic disse...

Cara, muito boa a resenha.

Parabéns!

GrassHoper disse...

Um dos melhores materiais acerca dos quatro álbuns solo dos "home" que já li! É, por isso que eu digo que a Combe é de um nível diferenciado. Mandou super bem, Silver! ^^

Quanto aos discos em si é uma boa maneira de abordar a carreira da banda de uma perspectiva digamos, curiosa, pois como já foi dito na resenha, além do álbum do Ace e, em menor grau, o do Paul (que procuraram mais seguir o estilo tradicional da banda), dá par ver o quão longe os mascarados foram nessa empreitada. Pode soar até caricato para quem gosta do trabalho principal dos caras, mas, esses sons refletem bastante que os caras são mestres no que fazem, às vezes dão umas escorregadelas mais se mantêm por cima, com méritos. Gosto de pensar que um 'best of' destes quatro trabalhos dariam um belo álbum do Kiss, é claro que se o Paul e o Gene colocassem seus vocais nas músicas do Frehley que, de fato, são as que mais chamam a atenção nestes projetos.

É isso ae, ótimo post, abraços!

Arthur Appel disse...

Silvinho....se superou hein manolo.
Post maravilindo

Anônimo disse...

Belo post \o curto pra caramba esse album do Frehley

Anônimo disse...

O disco do Ace é disparado o melhor.
Em seguida vem o do Paul... o do Gene e do Peter eu nem curto tanto...

Anônimo disse...

Show de bola o post!!

Parabéns sempre!!!

IVARLENO TELES disse...

Em que pese eu já ter todos os respectivos álbuns, vale a pena comentar que seu post ficou excelente amigo, parabéns, muito bem detalhado e vale a pena pela história acerca dos caras, que apesar de na maioria das vezes visarem, como sempre visaram $$$ Money $$$, mesmo assim fazem parte do universo do rock com extrema competência! Abraço a você!

Felipe disse...

Post Do Caralho!
Muito Bom!

Weschap Coverdale disse...

Silver, são esses posts que me fazem ser seu fã a cada dia man! hsuahushahshuahsuasuah... Tava meio sumido (por doença), mas quando vi este post fiquei encantado! Belíssimo texto como sempre...

R. coelho jr disse...

Arrasou silver, discos do ace e peter meu deus, obras primas *-*

não quero desmerecer os dois ¨líderes¨ mas o peter e o ace foram espetaculares!!
Grande post !!!

Malu disse...

TA FODAAA PRA CARALEOO :D

Malu disse...

TA FODAAA PRA CARALEOO :D

Anônimo disse...

Pessoal, la pelo fim dos anos 80....rs.........eis que um amigo meu estava indo morar nos EUA e tava vendendo seus Lps...........e esses 4 eu peguei na hora e estao ainda hj comigo............o do Ace de longe é o melhor dos outros 3 juntos........

Tom disse...

Ace is God.


Fato.

Anônimo disse...

Já tenho todos os álbuns, mas tenho que comentar a riqueza de detalhes do post, inclusive ao utilizar as cores das fontes respectiva a cada característica das capas. Fodástico!

Al Bass Player
Curitiba

jantchc disse...

to baixando só o do ace..

já ouvi o do paul e achei meio chatinho..

como já foi falado q o do gene e o do peter são mais diferentes , nem bate a curiosidade..

valeu silver..

Dynasty disse...

Pelos serviços prestados ao Kiss e aos fãs do Kiss, aqui no Sul, pela banda cover Parasite Kiss Cover, peço que postem algumas palavras sobre o Show dos caras (em 19.08.2010) no Art. Bar. Obrigado.

Com aquele monte de cartazes espalhados pela cidade, impossível não ir ao Art Bar – Porto Alegre - ver o Show do PARASITE KISS COVER. Foi a primeira vez que fui. Mas preliminarmente vale um comentário sobre o bar. A casa, embora não seja grande, é muito agradável. O som está na medida certa para quem procura uma boa noite de rock numa quinta-feira. Num país em que quase não existe espaço para o rock pesado, o ambiente se revela excepcional. Palco junto ao público, as guitarras ali, quase na galera. Vale a pena conferir esta ótima casa de rock da cidade.

Bem, vamos ao show. Às 11:30, em ponto, soou o grave dos amplificadores e estourou uma abertura direta da voz de Gene Simmons.."You'll want the Best..." O Parasite Kiss Cover apresenta-se com todo o aparato Kiss-Show. Está tudo lá: as botas, as maquilagens, as roupas bem definidas, um Kiss pré-Love Gun. Os instrumentos...impecáveis!

Assistir a um Show Cover põe à prova os interpretes e o público. Cabe aos músicos manterem o grau de interpretação esmerando-se na fidelidade ao grupo interpretado. Deve a platéia curtir respeitando e entendendo esta proposta. A nota é máxima para o Parasite Kiss Cover.

Diria que a apresentação remonta aquelas exibições do Kiss pré-estrelato. Até mesmo a simplicidade da produção leva o público àquelas velhas gravações tal qual Kiss in Batou Rouge 74 tour, ou Live in Washington DC 1974... e quem não curte esses bootlegs???

O som cru das guitarras e o peso do baixo/bateria traz de volta um Kiss na juventude pré-estrelato. A estética da apresentação nos remete a esta leitura. As novas músicas incluídas no set list colorem a noite e nos faz imaginar um Kiss 1974 tocando um som modernizado, simplório como eram na época, totalmente despauterizado. Lembro que o Kiss original reestruturou todos os velhos clássicos... como se viu recentemente em São Paulo.

Cumpri salientar um James Simmons (Leonardo Escobar) cuspindo sangue e exigindo aos berros da galera o acompanhamento para "I Love it loud"! Philip Stanley (Felipe Paintá) não desapontou. Levou a galera ao extremo com Moder Day., sucedida de Detroit Rock City, Strutter... Manteve-se firme como o frontman e até foi bem desmunhecado como o original ...rsrsr maldade...

Particularmente, destaco a interpretação de I Still Loving You. A banda conseguiu passar a dramaticidade exata da interpretação, aqule tom obscuro do Cratures. E aí está a beleza do Show, quando se consegue transmitir ao público a mesma emoção da gravação original. E os garotos do Parasite não desapontaram.

Peter Guss (Gustavo Winck) bateu firme em Hard Luck Woman e Black Diamond. Todos bem respaldados por Nando Frehley (Fernando dos Santos), cumprindo a risca todos os solos e fechando nos acordes.

Mais uma vez, parabéns ao Parasite Kiss Cover.

Karine Shine disse...

Sensacional :)