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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

The Rolling Stones - Exile On Main St. [1972]



Os anos 70 foram, indiscutivelmente, uma década mágica para a música, em vários sentidos. De um lado, o Punk Rock começava a ser criado por bandas como New York Dolls e Stooges, e do outro o Rock Progressivo e o Classic Rock estavam cada vez mais se inovando e se reinventando. E os Rolling Stones começaram a década com força total.

Sticky Fingers, um dos álbuns mais famosos de todos os tempos, foi a estreia do próprio selo de Jagger e companhia, o Rolling Stones Records. A capa idealizada por Andy Warhol é uma das imagens mais emblemáticas da história. Houve também a entrada de Mick Taylor como substituto do finado Brian Jones, morto em 1969.

Apesar de Sticky Fingers ser um clássico incontestável, aquele que é considerado por muitos como o ápice da banda só veio a luz do dia em 1972. As gravações de Exile On Main St., o décimo álbum de estúdio dos Stones, remontam seu chamado exílio no sul da França, numa casa na chamada Villa Nelcotte, que seria um completo paraíso, se não tivesse sido utilizada pela Gestapo como quartel-general durante a Segunda Guerra Mundial.

Há muitas histórias a respeito do que aconteceu no período em que a banda (e mais alguns amigos) permaneceu por lá gravando Exile. Supostamente haviam suásticas pintadas nas entradas de ar da majestosa morada de dezesseis quartos. As sessões aconteceram à noite num porão, e pouco antes da conclusão do trabalho Keith passou por uma desintoxicação. Não é necessário dizer que as drogas fizeram parte do cotidiano por lá.

Mas, independente disso, o resultado foi magnífico. Exile On Main St. trazia uma receita tão variada e consistente que fica difícil contestar a admiração que muitos têm por esse disco. E a abertura com "Rocks Off" mostra o tamanho entrosamento do quinteto. Além do riff simplório e empolgante, o destaque também vai para os instrumentos de sopro e o piano (cortesia de Nicky Hopkins).



"Rip This Joint" tem essência na simplicidade e já começa totalmente direta e frenética. Os vocais de Jagger são coisa de outro mundo aqui, e o slide tocado por Taylor dá uma atmosfera totalmente Blues a faixa. "Shake Your Hips" é um cover de uma canção de Slim Harpo e possui um main riff que lembra vagamente "La Grange" do grande ZZ Top, que seria lançada um ano depois em Tres Hombres.

"Tumbling Dice" é um clássico instantâneo e tornou-se um número quase obrigatório em diversos shows da banda. A influência do Gospel aparece com força aqui. "Sweet Virginia" abre o lado dois, que prima pelas composições fortemente influenciadas pelo Country, com direito à gaitas e tudo o mais. A belíssima "Torn and Frayed" também merece nota por ser uma das minhas preferidas.

"Happy" é um Blues Rock que me lembra Garage Rock de algum modo. "Turd On The Run" tem a inspiração transbordante de sempre da dupla Jagger e Richards, e "Ventilator Blues" possui um andamento incomum, porém fantástico. A balada "Let It Loose" abre alas para as composições finais do disco, começando pela nervosa "All Down The Line", com riff novamente simples e espetacular. "Stop Breaking Down" tem cara de jam, e "Shine A Light" assume a faceta Gospel quase totalmente. Fechando de vez, temos a excepcional "Soul Survivor".



Obra-prima. Ponto.


Mick Jagger - vocais
Keith Richard - guitarras, backing vocals
Charlie Watts - bateria
Mick Taylor - guitarras
Bill Wyman - baixo

01. Rocks Off
02. Rip This Joint
03. Shake Your Hips
04. Casino Boogie
05. Tumbling Dice
06. Sweet Virginia
07. Torn and Frayed
08. Sweet Black Angel
09. Loving Cup
10. Happy
11. Turd On The Run
12. Ventilator Blues
13. I Just Want To See His Face
14. Let It Loose
15. All Down The Line
16. Stop Breaking Down
17. Shine A Light
18. Soul Survivor

Por Gabriel

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9 comentários:

Anônimo disse...

http://www.multiupload.com/N2WSTXE1IX

Ricardo Brovin disse...

Excelente, que rolem as pedras. Obrigado...

lucas disse...

Melhor disco dos stones com certeza e um dos maiores discos de rock da história!

ZORREIRO disse...

Resenha perfeita.
Disco perfeito.
Tumbling Dice é sensual demais. Música perfeita para embalar um strip tease.

Eduardo Paiva disse...

Baixando!
Valeu Gabriel!

Anônimo disse...

Baixando!
Tava afim de ouvir um Rolling Stone mesmo...
Clássico!
Como disse Gene Simmons: As modas passam, ficam o ACDC e os ROLLING STONES. Mais que obrigatório na "biblioteca" esse album.

Valeu Gabriel!
Valeu Combe!

Anônimo disse...

discão! ta de parabens!!!

simonthecat disse...

tengo casi 4500 discos and este es uno de los dos o tres mejores de todos.

jesusbiblio disse...

Pra mim o melhor dos caras, inspiradíssimos !!!!! Fico triste em saber que em breve as novas geraçoes nem vão saber quem São os Rollind Stones. Pau no cú deles! (das novas geraçoes).