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quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Whitesnake - Slide It In [1984]


Sou um das caras mais suspeitos do mundo para falar do Whitesnake. Se você olhar meu nick, entenderá que uma das minhas grandes paixões dentro do rock é o som praticado por David Coverdale e sua trupe, que incluiu a vários músicos talentosos como John Sykes, Ian Paice, Steve Vai, Cozy Powell, Jon Lord, Reb Beach, Tommy Aldridge, Rudy Sarzo e outras feras que se fossemos citar os pontos fortes de cada um desses excelentes músicos com certeza ficaríamos aqui um dia inteiro as qualidades de cada um desses excelentes músicos. Sem falar do próprio Coverdale que facilmente pode ser colocado na lista dos grandes vocalistas da história do rock.

Com o início da carreira com o pé fincado no blues rock, podemos dizer que um dos divisores de águas da carreira da banda ocorreu em 1984, no lançamento de "Slide It In", onde vemos o início da transição do hard n' blues tradicional para o hard rock americano dos anos, que se consolidaria de maneira mais definitiva no clássico disco de 1987. Se nos discos anteriores já havia o flerte com este estilo, aqui ele ficaria mais latente e claro, e seria uma referencial para tudo o que seria lançado posteriormente.

Para comprovar a mudança de som, só perceber as diferenças entre a versão americana e britânica do disco. A versão americana tem menos teclados e diferenças na formação, enquanto Colin Hodgkinson e Micky Moody participaram na versão britânica, na americana estavam presentes Neil Murray e John Sykes. E podemos facilmente dizer que Sykes rouba a cena nesse disco, com riffs e solos memoráveis, o que se repetiria em sua excelente atuação no disco posterior, e mostra que ele foi essencial para a mudança de rumos que a banda tomou no som. E sem falar no grande time reunido na gravação, na minha opinião a formação mais completa de toda a história da banda, que pode ser vista abaixo.

Line-up dessa época: Mel Galley, Jon Lord, Neil Murray, John Sykes, David Coverdale, Cozy Powell

E o que temos aqui é uma banda em seu ápice, com solos empolgantes, refrães grudentos e pegajosos, feitos para grudarem logo na primeira audição e ficarem dias em sua mente. A faixa-título que abre o disco é uma amostra perfeita disso, com um refrão caprichado e um andamento cadenciado porém extremamente hard. "Slow an' Easy" vem carregada de swing e vocais característicos de Coverdale e uma atuação excelente do monstro Cozy Powell nas baquetas. A clássica "Love Ain't No Stranger" é um dos maiores clássicos da história da banda, uma power ballad como só o Whitesnake sabe fazer e que inclusive foi um dos clássicos presentes em uma famosa propaganda de uma marca de cigarros dos anos 80 aqui no Brasil

"All or Nothing" vem carregada de guitarras distorcidas e uma atuação brilhante de Coverdale nos vocais e empolga desde seu início, uma das grandes canções desse registro."Gambler" diminui a velocidade de tudo que foi apresentado até aqui e volta às raízes bluesy da banda, e a paulada "Guilty of Love" traz de volta o Whitesnake daquele momento, mais rápido e cheio de distorção, em mais uma mostra do grande momento que eles estavam naquele momento. E isso se repete nas hardeiras "Hungry For Love" e "Give Me More Time", que são daquelas músicas que dá vontade de pegar uma estrada, sem rumo a lugar nenhum, apenas curtindo o som e com o vento no rosto.


"Spit It Out" mantém o excelente nível de tudo o que foi apresentado até aqui, tanto em seus refrães como em sua melodia envolvente e que contagia logo de cara. "Standing in the Shadow" finaliza o disco com um blues rock de primeira categoria como era sua especialidade no início da carreira e que confirma que mesmo com as frequentes mudanças na formação, o som mantinha sua qualidade excepcional e sempre evolutiva. Um disco de mudanças para o Whitesnake, mas que seria o abre alas para sua explosão em nível mundial. Essencial!

1.Slide It In
2.Slow an' Easy
3.Love Ain't No Stranger
4.All or Nothing
5.Gambler
6.Guilty of Love
7.Hungry for Love
8.Give Me More Time
9.Spit It Out
10.Standing in the Shadow

David Coverdale – Vocal principal, Percussão, Piano
John Sykes – Guitarras
Mel Galley – Guitarras, vocal de apoio
Neil Murray – baixo
Jon Lord – teclados
Cozy Powell – bateria

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By Weschap Coverdale

18 comentários:

Anônimo disse...

http://www.multiupload.com/3OI4YAFRUN

John Charge disse...

Post muito bom! Também sou suspeito pra falar do Whitesnake, mas não resisto.

Apesar de preferir os 2 albuns que o sucederam, Slid It In é essencial e foi determinante para o que a banda viria fazer depois.

Clássico absoluto!

odiaboeopaidometal disse...

discaço!!!sou muito fã do Sykes, e tem aquela áurea anos 70 neste disco...sem contar que a capa é SENSACIONAL!!!

Carlos Sugawara disse...

ooopaaa!!!

crásssicccooo!!!

bom demais! valeu gente... obrigado!

abraços

Vitão disse...

Fantástico

Silver disse...

A última foto é sensacional - todo mundo se encoxando!

ZORREIRO disse...

Eu roubei esse vinil de uma loja em 1989.
Até hoje me culpo.
Mas passa quando escuto o play.
É a tomada de assalto do mercado americano.
Quanto à encoxada... que delícia!!!

Gustavo Roos disse...

QUE TIMAÇO!

Anônimo disse...

vamos lá, só tem coisa boa na combe...

Anônimo disse...

Ouço esse disco há 25 anos e sempre parece a primeira vez. Como disse o nosso Coverdale, é essencial. E Antológico. Vocês sabem como faço para conseguir a versão inglesa?

jantchc disse...

gosto de todos os discos do WS, menos os que eles lançaram na decada de 90...

este aqui é dos melhores que eles já lançaram..

como já disseram aqui, CRáSSICO....

GrassHoper disse...

Acho que que já usaram o adjetivo que eu iria usar... mas mesmo assim eu falo de novo: CLÁSSICO!

Ver essa resenha deu vontade de ouvir esse álbum novamente, ainda bem que eu já tenho e não vou ter que espeirar baixando, hehe!

Mesmo assim, belíssima postagem!

Yusef disse...

valeu combe !!!
tava esperando esse post.
hehehe

Lucian disse...

Ouro puro! Sempre digo a minha esposa que quando tivermos filhos eles escutarão Whitesnake... P.S. Sykes mata a pau (vide Blue Murder)...

Anônimo disse...

CLASSICO

Gabriel L. F. Krüeger disse...

Muito bom mesmo, além da resenha, que é tão perfeita quanto o álbum. Parabéns, Combe!

Anônimo disse...

Época em que existiam albuns de verdade. Valeu!

Romain d'Emoi disse...

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