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sábado, 16 de outubro de 2010

Artension - Phoenix Rising [1997]



Formado em 1993 nos Estados Unidos a partir da união do tecladista ucraniano, Vitalij Kuprij, e do guitarrista suíço, Roger Staffelbach, após terem se conhecido na Suíça onde estudavam música (Vitalij focado na música clássica, e Roger no jazz), o Artension nunca conseguiu conquistar tanto destaque na cena do Heavy Metal e nem especificamente do Prog Metal, no entanto acabou por revelar um dos vocalistas mais talentosos da década de 90, e um músico extraordinário que é reconhecido por ser o "tecladista mais rápido do mundo", mas que nem por isso se utiliza da velocidade pra se exibir e fazer os manjados "malabarismos" com o instrumento, criando seus geniais solos e arranjos rápidos com muita propriedade e uma malícia que não se equipara à nenhum outro tecladista do estilo. Isso sem contar o monstruoso Mike Terrana (Rage, Malmsteen, Axel Rudi Pell), que nessa época ainda tava começando a chocar os fãs de Metal com suas torturantes linhas percussivas, e entrou na banda a convite de Kuprij, depois de ter visto algumas de suas apresentações com o Malmsteen.

Apesar de Staffelbach não acompanhar o nível criativo do restante da banda e ter uma atuação tímida no meio de músicos de habilidades espantosas, isso não chega a tirar o brilho da banda visto que as composições e os arranjos são os focos principais da música do Artension, dessa forma, seus riffs crus e simples passa a ser um diferencial que torna ainda mais firme as músicas refinadas do grupo.

O grupo teve um início até certo ponto morno com o debut "Into the Eye of the Storm" [1996], onde se mostraram uma típica banda de Prog Metal, demonstrando mais do mesmo, técnica muito apurada, virtuosismo beirando o exibicionismo, pouco feeling e inspiração. Todavia, isso serviu de amadurecimento e aprendizado para logo no segundo disco registrarem um dos melhores trabalhos do estilo, e mostrando definitivamente ser uma banda diferenciada, lhes acrescentado o que faltava: feeling e inspiração de sobra.

Nesse contexto, o intento básico das bandas de Prog Metal que pode se resumir a um som marcado por virtuosismo excessivo e maçante, exibicionismo individual e total falta de melodia agradável ou feeling apurado, é posto em outros patamares em Phoenix Rising. Certamente é inevitável fugir das características cruciais do estilo, mas a diferença tá na maneira como a banda trabalha essas características, pois conta com 2 compositores que sabem transpor as saturações e compõem sons que trazem tudo que um fã de Prog Metal quer escutar e um algo mais que faz qualquer amante de um estilo pesado e bem feito, também se render ao trabalho dos caras, seja fã de Heavy Metal, Hard Rock ou até o velho Rock Progressivo.

Phoenix Rising foi produzido por Mike Varney do selo Shrapnel Records, que foi o responsável por propor um contrato para o Artension, além de sugerir que a banda até então um grupo instrumental liderado por Vitalij Kuprij e Roger Staffelbach, adicionasse um vocalista, e apresentou alguns para Roger e Vitalij, que ficaram surpresos quando se depararam com John West (Cozy Powell, Royal Hunt, Feinstein), até então um desconhecido vocalista que havia ocupado o posto de um dos vocalistas mais estimados da década de 80, o incomparável Ray Gillen, no Badlands. Embora não tenha gravado nada oficialmente com a banda, chegando apenas a participar de dois projetos pouco antes de sua entrada no Artension, gravando algumas faixas para os discos do Sun Red Sun e o Guest List do Marc Ferrari.

Vitalij e Roger também contribuíram co-produzindo o álbum, que também contou com a participação do guitarrista James Murphy, muito conhecido da cena extrema por ter gravado discos com bandas como Death, Obituary e Testament, e que aqui fez o solo da faixa "Goin' Home", além de ter participado de outros discos do Artension.

O álbum começa pra valer em "Through the Gate", que tem seus momentos de loucura com Kuprij tocando na velocidade da luz, e com a voz brilhante de John West se sobressaindo, amparado em linhas vocais marcantes e um refrão muito bom. E nesse momento, a presença de Staffelbach se mostra bem eficaz e dá um contraste interessante à música do Artension. De um lado Kuprij e Terrana dando demonstrações de técnicas exímias, e do outro lado, Staffelbach e o baixista Kevin Chown segurando a onda, sem pretensões e dentro do processo de composição que é sempre conduzido da mesma forma: Vitalij Kuprij desenvolvendo o instrumental e os arranjos, enquanto John West cria as melodias e linhas vocais.

Depois de uma faixa mais Heavy Metal, óbvio que a banda ia encaixar um som pra balancear, assim surge na sequência, "Valley of the Kings", uma das mais progressivas faixas desse disco, e onde novamente a interpretação de John West arrepia, e os arranjos de Kuprij se mostram muito sofisticados, demonstrando ser indubitavelmente um dos melhores tecladistas de Metal, pois acrescenta uma alta dose de criatividade com arranjos complexos, embora nunca soe "plastificado" e ainda abusa de passagens clássicas ao piano, com bastante sutileza, e que, aliás, cria linhas de piano belíssimas que se destacam ao longo de todo trabalho do Artension.

O disco inteiro vai caminhando nessa linha, algumas músicas mais diretas, como "Blood Brother" (quem diria que uma banda de Prog Metal poderia fazer uma música tão pegajosa como essa?!) e "Into the Blue" (com Kuprij tocando com seus 500 dedos), outras mais introspectivas e arrastadas como a faixa-título, até os derradeiros momentos, por conta da extraordinária "Forbidden Love" e o grande momento do disco, a progressiva "Goin' Home", que é uma das baladas mais lindas que eu já escutei, com melodias deleitosas de piano carregando a música mesmo nas partes mais pesadas, e mais uma atuação de tirar o fôlego de John West, um trabalho impecável dessa dupla que é a alma do Artension.
E fechando o disco ainda temos um instrumental solo de piano, meio perturbador, mas muito bom!

Sem mais, um clássico do estilo e acessível à qualquer um, mesmo os que não simpatizam com o Progressivo (sou um exemplo disso).

01 - Area 51
02 - Through the Gate
03 - Valley of the Kings
04 - Blood Brother
05 - Into the Blue
06 - Phoenix Rising
07 - Forbidden Love
08 - The City is Lost
09 - Goin' Home
10 - I Really Don't Care

John West - vocal
Roger Staffelbach - guitar
Kevin Chown - bass
Mike Terrana - drums
Vitalij Kuprij - keyboards

James Murphy - guitar solo on 9

(Links nos comentários - links on the comments)

Dragztripztar


da esq. para dir.-Vitalij Kuprij, Mike Terrana, John West, Roger Staffelbach e Kevin Chown

9 comentários:

Anônimo disse...

http://www.mediafire.com/?728whs9ow613qos

Anônimo disse...

Aqui é o CHOPÃO de novo, to baixando este por causa do MIKE TERRANA, vc saberia dizer em quantas bandas esse loko já tocou?vi o cara com o RAGE no live'n'louder no caninde em S.P. muito foda, tbm tenho o dvd do AXEL RUDI PELL onde o MIKE faz um solo du kralho, e nesse disco o malucão ainda ta cabeludo, com moicano fica bem mais loko, tks e parabens.

Anônimo disse...

E ai DRAG-STRIP-STAR blz to baixando depois comento, podia por um apelido mais a ver com metal, enfim oq interessa é q vc manja muito e posta coisas ótimas, parabens.

Anônimo disse...

Gostei desse som, apesar de ser um Metal-Progressivo meio melodico e com muito teclado, mas os caras são bons mesmo, valeu ai irmão, se tiver mais algo diferente com MIKE TERRANA, manda ai pra gente degustar, TKS.

Dragztripztar disse...

E aí Chopão. Então cara, Mike Terrana já tocou em diversas bandas, projetos, carreiras-solo de vários músicos... mas as principais que ele fez parte tu já conhece, que são: Rage, Axel Rudi Pell (eu tbm tenho esse dvd, e é um dos meus dvds preferidos), e o Artension. E como disse no texto, ele tbm tocou com o Malmsteen.

Dentre esses inúmeros discos que ele gravou tem alguns que eu curto muito e provavelmente postarei algum dia aqui.

E Anônimo 2, obrigado.

Anônimo 3 (que talvez seja o 2 ou o 1, ou ambos, rs), que bom que curtiu.

Anônimo disse...

Anonimo 1,2,3 e 4 agradecem sua atenção e respeito em ter respondido aos pedidos, curto muito esse Blog e parabens novamente, não se esqueça de postar oque tiver de mais pesado do Mike Terrana, um abraço e tks irmão.ASS;CHOPÃO

Rodris disse...

Olá...
Sou um "sugador" desse blog já algum tempo e acho que é a primeira vez que posto.
Sou um aficcionado por shred e hard rock farofa, e não imaginava que um dia poderiam postar Artension no blog, que é uma banda totalmente desconhecida, e acho que nunca fizeram um show sequer.

Eu conheci o Artensio através do selo Shrapnel records, o qual faço coleção de álbuns em CD. E desde então tenho todos os álbuns deles.

O Phoenix Rising é sem dúvida o melhor álbum da banda.
Muito bem gravado e masterizado, boas músicas, e penso que agrada do início ao fim.

Os dois álbuns seguintes, "Forces of Nature" e "Machine", vale a pena postar pois são muito bons.

Se não tiver, comunique eu subo em algum lado e vcs postam aqui.

Um grande abraço e parabéns pelo site!!!

Dragztripztar disse...

Rodris, eu tenho todos os discos do Artension, com o tempo eu vou tentando postar (aos poucos, pq tem muita banda pra ser postada).

Creio que eles nunca tenham feito show, realmente... o que é uma pena e pode ter atrapalhado na divulgação do som deles.

Eu sou colecionador de Royal Hunt & relacionados, tenho cerca de 80 % de tudo gravado pelos músicos dessa banda, em material original e a maioria importada. Infelizmente ainda não tenho nenhum do Artension pq só encontrei versões japonesas caríssimas, mesmo assim vou comprar, não sei qndo, mas vou, hehehe.
É a única banda relacionada ao Royal que eu não tenho nada original.

O Future World tava sendo "dado" pela Hellion um tempo aí, numa promoção louca que estavam vendendo por 5 R$, se eu não me engano, só q eu perdi essa! =[

jantchc disse...

tb tenho os 4 cds do artension..

mas na minha opinião o q vale a pena no artension é o john west, q canta muito..

o instrumental é legal, mas não gostei muito do estilo do vitalj..