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sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Carcass - Heartwork [1993]

Quando digo que o Death Metal é um estilo maravilhoso de música, as pessoas costumam torcer o nariz pra mim, dizendo que não passa de barulheira sem coordenação e sem técnica. Aí, eu SEMPRE coloco este disco para calar a boca do indivíduo em questão, e acaba que o cara, se não gostar, ao menos ganha um enorme respeito pelo estilo. E aqui estamos, a "obra definitiva" do Death Metal, na minha opinião, um dos melhores discos que eu já ouvi na minha vida, que tenho em vinil e tenho um carinho especialíssimo: o clássico "Heartwork".

Quem conhece a carreira do Carcass, tem ideia de como eles mudaram de estilo, já que começaram num Grindcore totalmente insano, com passagens sobre mortes bizarras e coisas parecidas, que ficou conhecido como "Goregrind", no disco "Reek Of Putrefaction", passaram pelo Grindcore, de fato, no álbum "Symphonies Of Sickness", migraram para o Death Metal no álbum "Necroticism: Descanting The Insalubrious", até chegarem ao que conhecemos hoje em dia como "Death Metal Melódico", nesta obra de arte chamada "Heartwork". Aqui temos uma banda inspiradíssima, no auge das composições e das técnicas em seus instrumentos, com riffs de guitarra brutais dos grandes Bill Steer e Michael Amott, nos guturais vociferados com muita garra de Jeff Walker, assim como suas linhas de baixo matadoras, e na bateria insana de Ken Owen, alternando entre metrancas (ou blast-beats, técnica que tem suas origens no Jazz) e batidas mais lentas, mas sempre cheias de habilidade e precisão. No fim das contas, a música se tornou mais acessível e o número de fãs da banda chegou ao máximo.

E, temos um trabalho de primeiríssima qualidade não apenas por parte dos músicos, já que a produção de Colin Richardson (que já trabalhou com bandas como Cannibal Corpse, Machine Head e Napalm Death) está ótima, com um som extremamente limpo e bem equalizado, fazendo algo totalmente diferente para uma banda de música extrema, já que, normalmente, a produção dos discos é bem mais decadente. A capa também é belíssima, feita pelo lendário escultor e designer H.R. Giger, que, dentre outros feitos, trabalhou no pedestal de Jonathan Davis (Korn), e ela mostra uma atualização de uma escultura chamada "Life Support", feita por ele nos anos 60.

Após o lançamento desta obra de arte, Michael Amott saiu do grupo para montar seu próprio projeto, chamado "Spiritual Beggars" (banda excelentíssima de Stoner Rock, futuramente trago para vocês), sendo substituído por Carlo Regadas, para a gravação do posterior "Swansong", e, logo após, o infeliz fim da banda, que veio a se reunir em 2007, depois do guitarrista Michael Amott praticamente implorar para os outros integrantes voltarem. Ken Owen não fez parte da reunião, pois estava com problemas de saúde, mas não se opôs à volta. Hoje, eles contam com o baterista do Arch Enemy, Daniel Erlandsson.

Hoje não destacarei nada, pois o álbum, na minha concepção, tem que ser ouvido na íntegra, sem prestar mais atenção em certas faixas.

Enfim galerinha, se vocês querem um disco maravilhoso de Death Metal, aqui está um dos melhores da história do estilo!


Jeff Walker - Vocals, bass
Bill Steer - Lead and rhythm guitar
Michael Amott - Lead guitar
Ken Owen - Drums


1. Buried Dreams
2. Carnal Forge
3. No Love Lost
4. Heartwork
5. Embodiment
6. This Mortal Coil
7. Arbeit Macht Fleisch
8. Blind Bleeding The Blind
9. Doctrinal Expletives
10. Death Certificate
11. This Is Your Life (Bonus track)


Link nos comentários / Link on the comments


Bruno Gonzalez




16 comentários:

Anônimo disse...

http://www.4shared.com/file/NHYPiFrS/carcass-heartwork_by_bruno.html

Ingsoc disse...

Disco fabuloso e obrigatório; pesado e técnico na medida certa.

Um excelente meio de introduzir ouvintes ao Death Metal.

Anônimo disse...

Esse disco é um dos melhores que eu tenho na minha coleção. É uma aula de música pesada!

Marlon Weasdor disse...

Não conhecia Carcass.
Eu curto Deat Metal faz tempo, Nile, Behemoth, Krisiun, mas nunca tinha tido a curiosidade de conferir o som do Carcass.
Curti pacas!
E achei o solo de guita de Carnal Forge muito foda!
Acho que a galera que curte Heavy Metal e tem preconceito com sons mais pesados deveria rever alguns conceitos, sei lá...
Não aguenta bebe leite!

Anônimo disse...

Álbum espetacular,
de death metal pra mim só perde pro Symbolic do Death..
Obrigatório

Willian disse...

Cara, disco com solos fantásticos! Só perde para o mestre Trey Azagthoth!!! Por falar nisso, tá na hora de rolar um Morbid Angel por aqui, não? Fica a sugestão!

jantchc disse...

não gosto de death metal...

mas como a resenha diz q este disco vai converter os infieis, to baixando...

valeu..

GrassHoper disse...

A técnica dos 'blast beats' tem sua origem no jazz??????? O.o

Tá aí uma coisa que eu nunca iria suspeitar,kkkkk

Este álbum é tudo de bom mesmo, vou baixar de nvo porque perdi o que eu tinha... Grande post, Bruno!

Lucas disse...

Death Metal não é minha praia mas tenho a mente aberta p todos os estilos dentro do rock e admito que esse aqui é um clássico ao lado do álbum Symbolic da banda Death. Metal extremo feito por músicos técnicos onde mesclam melodia e porradaria de uma forma única. Excelente post !!!

jesusbiblio disse...

precurssores e inovadoeres, heartwork tem peso e agressividade na medida certa, realmente é o auge dos caras que evoluiram muito musicalmente. todas as faixas sao porrada na orelha, mas (pra mim) a faixa titulo destroi tudo!!!

jR! disse...

Belo álbum. Por esse dá pra ver bem que o Amott foi o responsável pela mudança no som, que pra mim foi pra melhor.

Anônimo disse...

muito bom :)
pancadaria na oreia

BraBus! disse...

Mais uma banda que conheci aqui na combe que merece destaque!

ej disse...

Épico, sem mais.

Izack Delacroy disse...

Excelente disco, as influências de testament e metallica são relevantes, um clássico para se ouvir no talo. Boa destruição!!!

Anônimo disse...

Muito bom!!