Lembre-se

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sábado, 9 de outubro de 2010

Iron Maiden - Brave New World [2000]


Para quem passa por aqui diariamente e nem presta muita atenção no que escrevemos, pode parecer algo fútil, vazio. Mas confesso que ao pegar um disco que fez parte da minha vida, imediatamente as memórias surgem. Então não teve como não lembrar do ano 2000, último no segundo grau, muita farra com a parceria, indo pra aula direto do bar depois de passar a madrugada jogando sinuca e tomando cerveja – já levávamos as pastas porque sabíamos que dali era pro colégio sem pit-stop. Loucura, é verdade. Mas nos divertimos demais e, o principal, as amizades permanecem até hoje. Não tem coisa melhor que reencontrar a galera e dar umas boas risadas dessa época.

E algo que monopolizava as atenções da turma era a expectativa pelo primeiro álbum de inéditas do Iron Maiden após o retorno de Bruce Dickinson e Adrian Smith. Foram dias e mais dias de passadas na loja para ver se já tinha chegado. Mesmo antes da data oficial do lançamento. Ué, vai que acontecia um milagre e o disco aterrisava lá (risos)? Tínhamos que ser os primeiros a conferir. A insistência foi tanta que um dia acabei chegando no exato momento em que ele chegava. Só deu tempo de correr pra casa, pegar a grana e telefonar para meu melhor amigo, avisando. Quando voltei, ele já estava lá. Ansiedade extrema dá nisso.


“The Wicker Man” já era conhecida de todos à época. Seu clipe foi exibido semanas antes e só serviu para deixar os fãs ainda mais malucos. É a típica música de abertura de um álbum da Donzela, com um riff que vem diretamente de “Running Wild”, do Judas Priest, mas tudo bem. Uma intro marcante e que todo mundo já tentou tocar na guitarra dá início a “Ghost of the Navigator”, que dava a certeza a todos que o velho Maiden estava de volta – mal sabíamos o que o futuro nos reservava... A faixa-título mantém o nível lá em cima, com aquela pegada característica da banda, especialmente no refrão. O momento mais emocionante surge em “Blood Brothers”, composta por Steve Harris em homenagem a seu falecido pai. Uma letra verdadeiramente saída do fundo da alma de quem lamenta esse tipo de situação.

O Heavy Metal direto, com guitarras em ebulição, retoma a linha de frente em “The Mercenary”. Mas logo a climática “Dream of Mirrors” transporta o ouvinte para uma espécie de mundo paralelo. Talvez a melhor tentativa do Maiden nos últimos anos em fazer uma música longa sem soar pedante. “The Fallen Angel” é um presente aos fãs de um som com melodia, peso e refrão marcante. Poderia estar até mesmo em um dos últimos álbuns solo de Bruce Dickinson. A aproximação com a veia mais progressiva reaparece em “The Nomad”, com seu clima de batalha sangrenta com Eddie nas areias do deserto. A experiência é tão maluca (no bom sentido) que do nada, você já se encontra no espaço sideral em “Out of the Silent Planet”.

Para encerrar a viagem, vocais dobrados em “The Thin Line Between Love & Hate”, que passou um pouco despercebida por muitos, mas, em minha opinião, conta com a melhor e mais reflexiva letra de todo o play. E a cada dia posso notar com mais precisão que realmente há uma fina linha entre o amor e o ódio. Basta pender para um lado ou outro que as coisas mudam de perspectiva de forma assustadora. Quem você amava, lhe deixa tão puto da vida que passar a odiá-lo é a saída. E quem você via com restrições e mantinha distância, se torna seu melhor amigo. Dave Murray não compõe tanto quanto Harris, Smith ou Dickinson, mas surge com inspirações divinas como essa, de vez em quando.


O sucesso era esperado, mas Brave New World ainda conseguiu fazer com que toda uma nova geração demonstrasse interesse pelo trabalho do Iron Maiden, que resgatou o trono de maior banda de Heavy Metal do mundo. A turnê, com Queensrÿche e Halford como atrações de abertura, foi um enorme sucesso. O clímax aconteceu no Brasil, quando se apresentaram para 150 mil pessoas (por questões de segurança – leia-se preconceito – a organização limitou o número de entradas para que “os malvados metaleiros não se matassem”) na terceira edição do Rock In Rio. Um CD e DVD foram lançados para celebrar o acontecimento histórico. E também para mostrar que Kevin Shirley e Steve Harris conseguem avacalhar algo legal como poucos.

Mas é isso, desculpem se me alonguei – e acredito que muitos nem chegaram até aqui. É que ao colocar esse disco para tocar, pensei em muita coisa que não necessariamente tem a ver com o conteúdo, mas para as quais ele serviu de trilha sonora. Bons tempos que sempre vale a pena lembrar.

Bruce Dickinson (vocals)
Steve Harris (bass)
Dave Murray (guitars)
Adrian Smith (guitars)
Janick Gers (guitars)
Nicko McBrain (drums)

01. The Wickerman
02. Ghost of the Navigator
03. Brave New World
04. Blood Brothers
05. The Mercenary
06. Dream of Mirrors
07. Fallen Angel
08. The Nomad
09. Out of Silent Planet
10. The Thin Line Between Love & Hate

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JAY

10 comentários:

Anônimo disse...

Iron Maiden – Brave New World [2000]

93 MB
192 kbps

http://www.mediafire.com/?eaxcxlaekjs307d

BraBus! disse...

Perfeito!

Se o disco nao fosse um disco,fosse somente a capa eu colocaria uma moldura e botaria em um quadro huahua!

Mas como tambem tem música(MUSICA!)eu comprei e coloquei no radio em uma epoca que era tao dificel escutar o som das bandas que eu gostava ja que eu nao tinha pc e nem internet esse disco valia (vale até hoje) como ouro!


E meu amigo Jay, nem ligue para nada já que para falar de Maiden ou vc se alonga muuito ou dispensa o comentario, Falar de Maiden só um poquino nao existe!

BLOG DO TATU disse...

Muito maneiro o texto! Voltei no tempo. Abraços! combe number one for me! :D

noslen disse...

voltei no tempo tbm =)
tempo de 1ºano

Anônimo disse...

Belo disco!

guilherme Deuce disse...

adorei a postagem e o texto
eu sempre leio adoro saber curiosidades dos cds

principalmente do iron maiden e do kiss
brigadão flw

jantchc disse...

quem gosta de metal gosta de iron..

os caras já são fodas há 30 anos...

Eduardo Aguiar disse...

Maiden Rules!!
E este cd em especial..

Moura disse...

Esse CD é animal, e o texto foi excelente, realmente traz recordações, faz com que voltemos no tempo, parabéns!

Rodrigo disse...

Excelente postagem! Disco que me introduziu à legião de fãs do Maiden. Sem mais.