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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Erik Norlander - Into the Sunset [2000]


O currículo extenso de Erik Norlander não deixa dúvida que se trata de um dos tecladistas mais conceituados da atualidade. E o reconhecimento e apreciação de Keith Emerson para com o seu trabalho representam a competência com que domina o instrumento. Se um gênio da história musical o cita como um dos melhores tecladistas da atualidade, qualquer coisa dita contrária será em vão. Diante desse respeito que Norlander possui não tem nada mais justo do que o mesmo mostrar seu trabalho próprio como um tributo aos mestres do passado.

Com esse pensamento, o tecladista americano deu início a sua carreira-solo lançando Threshold em 1997, um trabalho instrumental, sem guitarras e voltado para o Rock Progressivo. E o próximo passo foi trabalhar composições voltadas ao som mais pesado que lhe tornou conhecido tocando com dezenas de músicos, mas principalmente com sua esposa, a coroa charmosa Lana Lane. Dessa forma surgiu Into the Sunset, um grande disco de Progressive Metal que trabalha as estruturas sinfônicas do Emerson, Lake & Palmer na roupagem do Metal, mas com harmonias e compassos sem grandes complexidades.


Não bastasse todo o empenho depositado em Into the Sunset, o álbum ainda traz as participações de vocalistas fenomenais que dão um contraste enriquecedor ao trabalho. A suavidade dos vocais de Edward Reekers e Lana Lane é perfeitamente complementada pelo poder das vozes de Glenn Hughes e Robert Soeterboek. E completando a banda, tem outros convidados ilustres que se destacam com atuações inebriantes ao longo do cd. Como podemos perceber logo no início com a intro seguida da faixa-título, onde a cozinha formada por Tony Franklin e Greg Ellis cria andamentos brutos e cheios de quebradas rítmicas.

Segundo Norlander, a intenção era misturar a sonoridade do velho Progressivo com o que estava escutando muito na época - Rhapsody e Symphony X. E o estilo de composição próximo ao de Luca Turilli é abordado em "Rome is Burning" com os vocais de Glenn Hughes que dispensa elogios. Ouça e tente encontrar adjetivos para descrever mais uma atuação de tirar o fôlego do "Voice of Rock". E na sequência surge "Fly", onde o instrumental segue a linha progressiva do Symphony X iniciada no Twilight in Olympus - até o nível de gravação e os timbres da bateria e da guitarra são praticamente os mesmos!



Quando ouvimos Norlander enfatizando seu trabalho na instrumental "Dreamcurrents" com o sintetizador somado ao orgão parecendo flutuar e criando um ambiente espacial, entendemos a admiração de Keith Emerson e nos juntamos a ele. Mas a maior surpresa está presente em "Lines in the Sand" e "On the Wings of Ghosts" e atende por Robert Soeterboek. Confesso que poucas vezes escutei um vocalista tão desconhecido que me agradasse tanto quanto esse cara. O holandês consegue transmitir uma voz brilhante sem grandes esforços ou técnicas. Sem contar que estas duas músicas são extraordinárias e deixarão os fãs de Progressivo com espasmos, assim como causará tremenda satisfação nos fãs de boa música.

O gênero Progressive Metal, cada vez mais, tem ganhado contornos que deixam de se associar ao Rock Progressivo, basta notar que a maioria dos grupos não tem sequer alguma mínima relação com os registros de King Crimson, Yes, ELP, Pink Floyd, dentre outras. Porém, Into the Sunset cabe nessa definição por colocar os elementos magistrais, mas muito difíceis de engolir, do velho Rock Progressivo dentro dos parâmetros do Metal, se tornando acessível a qualquer ouvido menos exigente. Coisa fina.

01-Sunset Prelude
02-Into the Sunset
03-Rome is Burning
04-Fanfare for the Dragon Isle
05-Fly
06-Dreamcurrents
07-Lines in the Sand
08-On the Wings of Ghosts
09-Hymn
10-Into the Sunset (Reprise)
11-Sunset Postlude
12-Neurosaur (Bonus track)

Edward Reekers - vocal on 2
Glenn Hughes - vocal on 3
Lana Lane and Edward Reekers - vocals on 5
Robert Soeterboek - vocal on 7
Edward Reekers and Robert Soeterboek - vocals on 8
Lana Lane - vocal on 9
Edward Reekers - vocal on 10

Arjen Anthony Lucassen - guitar
Tony Franklin - bass
Greg Ellis - drums
Erik Norlander - keyboards
Cameron Stone - cello

(Links nos comentários - links on the comments)

Dragztripztar

5 comentários:

Anônimo disse...

http://www.mediafire.com/?qb994559crcsn4s

Ricardo Brovin disse...

Com a voz do rock envolvido só pode ser coisa boa!!!!Parabéns pelo post!!!!!

Luca Lamy disse...

Hoje percebi uma coisa. É só olhar a capa do álbum postado pra saber que foi você que postou. É meio que um padrão visual/temático...
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Antigamente, presença de um tecladista em uma banda me indicava que o som era atmosférico demais, muito trabalhado e muito melódico/sinfônico, e um som mais direto sempre me atraiu mais. Porem, de um tempo pra cá venho ouvindo bandas como Symphony X e Dream Theater, que ao meu ver sabem usar o teclado sem ficar chato. Mas essa penca de bandas italianas de Power Metal nunca me chamou atenção e acho que nunca vai me agradar. (A única banda italiana que eu realmente gosto é o Mandragora Scream, mas é mais pro lado gótico, mas sem ser muito "Symphonic" que nem o Epica ou o Therion são.) E uma das poucas bandas de Metal Melódico que gosto é o Stratovarius (Que já acabou mas os integrantes remanecentes não perceberam ainda.) Bem, já que falei tudo isso sem nem ouvir, (Já me empolguei de novo.) só resta-me baixar o álbum.
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Unrelated: Será que alguém gostou da capa e do título do novo álbum do Arch Enemy? (http://www.ailhadometal.com/noticias/arch-enemy-revela-titulo-do-novo-album/)

Dragztripztar disse...

Citei o Keith Emerson, mas esqueci que outro monstro do Rock Progressivo também reconhece o talento de Norlander. Com a palavra, Rick Wakeman:

In the current music scene of the early 21st century, there is a genuine lack of true honesty from composers and performers alike as though we are all influenced by what goes on around us. I truly believe that at the end of the day, composers should stand and fall by their own decisions and their own beliefs in how their music should be performed and how it should sound.

Thankfully Erik Norlander does not come into this category and has always been his own man. I have been very familiar with his work for many years now, and he has an individuality that is very refreshing and helps his work to stand out in the world of progressive rock music.

...

It takes a brave man these days to stick by his musical beliefs. Erik has somehow always managed to achieve this and long may he continue to do so. It's nice to know that there are still talented musicians and composers willing to stand by their musical beliefs. (...) Perhaps the only problem I can see for Erik is... where on earth does he go from here!!!

(Rick Wakeman - 24 April 2003)

Metade do texto escrito pelo Rick Wakeman encontrado no encarte do disco Music Machine de Norlander.

fernando disse...

Sei lá, não tive muita paciência da primeira ouvida...vamos tentar de novo...

mesmo assim, obrigado!