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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Iron Maiden - Somewhere In Time [1986]


O lançamento do clássico "Powerslave", formador de caráter de inúmeros fãs de metal, foi sucedido por um período certamente experimental na carreira do Iron Maiden. Em pleno auge comercial, o grupo decidiu desbravar novos horizontes através de suas composições, e o primeiro a fazer isso de fato foi o álbum dessa postagem.

Lançado em setembro de 1986 e mais uma vez sob a tutela do competente Martin Birch, "Somewhere In Time" traz um Maiden até certo ponto repaginado, com uma cara mais "anos 80" no que diz respeito a sonoridade: a presença de guitarras sintetizadas e uma produção levemente pasteurizada torna o registro atrativo para uns, descartável para outros.

Até certo ponto, foi o primeiro trabalho do conjunto a dividir opiniões entre os fãs, já que os cinco anteriores eram clássicos incontestáveis do gênero. Ao ver de quem vos escreve, a opção caiu como uma luva para a temática abordada no álbum, tendo em vista que não era conceitual mas retratava temas futuristas - como se pode perceber pela (excelente e muito bem trabalhada) capa e pelo título, que traduzido para o português significa "em algum lugar no tempo".



Como qualquer outro disco do Iron, o perfeccionismo toma conta das canções. Tudo parece ter sido metrificado e calculado com destreza. Nada parece ter sido inserido por acaso e isso reflete o comprometimento que a trupe sempre teve em dar o melhor de si em cada nova empreitada, mas principalmente aqui. Isso é comprovado ao analisar cada instrumento: o vocal de Bruce Dickinson se mostra poderoso como de praxe, as linhas de baixo de Steve Harris estão mais criativas do que nunca, o trabalho de Nicko McBrain com as baquetas é ótimo e as guitarras gêmeas de Dave Murray e Adrian Smith demonstram precisão cirúrgica e entrosamento jamais visto anteriormente no metal.

Além disso, a importância de Smith foi devidamente provada por aqui, pois compôs o álbum todo com Harris, fazendo com que todas as composições de Dickinson fossem rejeitadas, a respeito da temática. Inclusive, Smith foi o responsável por conceber as principais faixas: "Sea Of Madness" e os singles "Stranger In A Strange Land" e "Wasted Years", que chegaram às posições de número 22 e 18, respectivamente, nas paradas britânicas. As vendas gerais do álbum, diga-se de passagem, não desapontaram: disco de platina nos Estados Unidos e ouro tanto no Reino Unido quanto na Alemanha não é de se ficar triste, bem como uma turnê de circulação mundial.

Tamanha a perfeição de "Somewhere In Time", é impossível fazer destaques particulares. As canções se completam e formam, de longe, uma das obras mais inspiradas do metal. Goste ou não de Iron Maiden, trata-se de um fato incontestável.



01. Caught Somewhere In Time
02. Wasted Years
03. Sea Of Madness
04. Heaven Can Wait
05. The Loneliness Of The Long Distance Runner
06. Stranger In A Strange Land
07. Deja-Vu
08. Alexander The Great

Bruce Dickinson - vocal
Dave Murray - guitarra, guitarra sintetizada
Adrian Smith - guitarra, guitarra sintetizada, backing vocals
Steve Harris - baixo, baixo sintetizado, backing vocals
Nicko McBrain - bateria, percussão

(Links nos comentários - links on the comments)

by Silver

Adrian Smith ou Joe Elliot (Def Leppard)?

12 comentários:

Anônimo disse...

Iron Maiden - Somewhere In Time [1986]

Link:
http://www.mediafire.com/?6h1cege7eedru68

Marcus V. disse...

Excelente. Meu disco preferido do Maiden e, para mim, o melhor deles, seguido pelo fantástico Seventh Son of a Seventh Son e o clássico Powerslave. Parabéns pelo up e pelo texto o/

Jay disse...

Samuerintaime rula! E a letra de "Wasted Years" é minha preferida de todos os tempos.

caue disse...

Falar de Maiden pra mim, é como falar de =VH=, não dá pra ser imparcial.

Depois do brutal sucesso de PowerSlave e o ótimo Alive Live After Death, os caras tinham se afirmado. O grande barato e desafio agora é: manter-se com o mesmo sucesso e agradando tanto os fãs como antes.

Somewhere está longe de ser o melhor play do quinteto, mas é um tiro no escuro, pois como foi dito, marcava o início de um experimentalismo, amplamente explorado mais tarde em 7th Son.

Apesar de contar com meu som predileto da Donzela (Wasted Years), esse disco não me agradou de primeira. Poxa, eu esperava um novo Powerslave, e a sonoridade desse play é bem diferenciada.
Mas ouvindo com calma e me acostumando, aprendi a cultuar a pepita.

Pouco lembrado pelos MaidenManíacos, disco injustiçado. Vejo muita gente dando maior ênfase pro mediano Fear of the Dark em vista do Somewhere.
Sou suspeito pra falar dessa época, pois depois do 7th Son as coisas cairam (em minha opinião), não gosto do No Prayer.

É um disco cujas faixas tem ganhado espaço nas apresentações ao vivo, pelo que noto.

Muito bom post! Nada de novidade, mas nada como um bom clássico pra reafirmar o seu valor.

dnlz disse...

...esse disco foi o ultimo disco do Iron que eu ouvi com vontade , depois o seventh son veio muito legal , mas ja meio repetitivo . O meu tezão por Iron termina em Somewhere in time. Obrigado , vou ouvir e matar saúdade . Valeu!!

Anônimo disse...

Não é o meu favorito do Iron, mas em dúvida é um bom disco.

Faz parte da reserva moral do Heavy Metal!

Weschap Coverdale disse...

Que encoxada marota é essa que o Bruce tá levando do Nicko na última foto? TENSO!

Assim como o dnlz, curto o Iron até aqui, depois fica repetivo. Mas esse aqui é clássico.

Anônimo disse...

Não tem o que falar de um disco quase perfeito, onde o Iron quebra paradigmas, surpreende radicais e catapulta a banda para outro nível e estilo do qual não é possível definir e que eles mesmos criaram. Somewhere In Time é a afirmação de que eles são únicos no mundo da música deixando de lado o rótulo simplório de Heavy Metal. "Wasted Years" é a música definitiva do Maiden. Letra maravilhosa, música idem, video emocionante. Aliás, este disco inteiro pode ser definido nesta palavra: emocionante. Ouçam sem pré-julgamentos, leiam as letras e tenho certeza que todos terão uma grande viagem pelo tempo. Aliás, as obras do Maiden são quase obras literárias musicadas. "Somewhere...", na minha opinião, é o ápice destas obras.

AlBassPlayer
Curitiba

jantchc disse...

discasso..

como bom "metaleiro" adoro tudo do antigo maiden ..

e muita coisa do novo tb..

e este é foda..

Marco disse...

meu disco preferido do maiden !
só clássicos

Gus disse...

conheço uma dúzia de pessoas q afirma ser este o album favorito do Maiden... não é o meu caso, acho o disco extraordinário, mas não é o meu preferido!! nem vou pegar pq já tenho, mas parabéns ae por compartilhar!

fernando disse...

Crássico né...

Mas meu favorito (e de certo modo injustiçado, tbm) é o piece of mind.