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sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Judas Priest - Stained Class [1978]


A sonoridade do Judas Priest passou por mudanças até mesmo um pouco drásticas ao início da carreira. Se em "Rocka Rolla" a influência do Blues marcava presença, a partir do segundo disco inovações já podiam ser percebidas, com o aumento das doses de peso. "Stained Class" é considerado um divisor de águas por ter suprimido toda e qualquer influência blueseira da música dos ingleses. Pode-se dizer que esse é o primeiro álbum essencialmente Metal do Judas.

Era o final da década de 70, e à essa altura os comparsas de Rob Halford já eram veteranos batalhando pelo underground. A atenção do público massivo e da crítica só veio com "Sin After Sin" (1977), em parte por conta do cover para Diamonds and Rust de Joan Baez. "Stained Class" foi essencial para que a verdadeira sonoridade do Priest fosse alcançada, e atualmente este é considerado um de seus ápices criativos.


Toda a banda parece ter amadurecido, e a performance de Halford merece nota. É aqui que ele começa a atingir notas mais agudas, dando origem a uma das vozes mais conhecidas do Metal. A dupla Downing/Tipton se assemelha a dois snipers prontos para aniquilar qualquer coisa que lhes aparecer na frente. Les Binks é eficiente constituindo, assim, uma potente cozinha com Ian Hill. O trabalho por aqui beira a perfeição.

Exciter é uma das mais potentes de todo o registro, por ser uma das mais rápidas e ter riffs certeiros. O refrão acaba com as dúvidas de que Rob Halford é ou não é um dos melhores vocalistas do gênero. White Heat, Red Hot dá uma acalmada e é de uma excelência suprema, com um ótimo refrão e bateria precisa, um dos grandes destaques do disco.

Better By You, Better Than Me foi alvo de polêmicas ná época, por ter supostamente influenciado adolescentes a cometerem suicídio. Pura balela. A faixa-título é uma das minhas prediletas e se aproxima do Hard Rock em alguns momentos. Invader prossegue com a paulada com um refrão furioso e com execução perfeita por parte de toda a banda. Talento nato.



A balada Beyond the Realms of Death também merece ser citada por sua estrutura melódica e qualidade suprema. Aliás, o disco inteiro é de uma qualidade inquestionável. Prova disso é que foi ele o responsável por permitir o Priest a ser conhecido mundialmente, como aconteceu em 1980, ano do lançamento do clássico "British Steel" e seus sucessos resultantes. Finalmente eles colhiam os frutos de sua batalha.



Um disco potente, coeso e indispensável em sua coleção. Como disse Zorreiro em sua postagem de "Beggars Banquet", clássico é assim: tem que ter. O início do reinado do Priest, já demonstrando toda a sua fúria e competência. HAIL TO THE METAL GODS!


Rob Halford - vocais
K.K. Downing - guitarras
Glenn Tipton - guitarras
Les Binks - bateria
Ian Hill - baixo

01. Exciter
02. White Heat, Red Hot
03. Better By You, Better Than Me
04. Stained Class
05. Invader
06. Saints in Hell
07. Savage
08. Beyond the Realms of Death
09. Heroes End
10. Fire Burns Below

Por Gabriel

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7 comentários:

Anônimo disse...

http://www.mediafire.com/?k79i4d42fztddjf

Ricardo Brovin disse...

Resenha excelente!!!parabéns

Jay disse...

Les Binks é considerado por muitos o melhor baterista que já passou pela banda, com um estilo bem mais técnico. Tanto que acabou demitido justamente por ser considerado técnico demais para a proposta do grupo, sendo substituído pelo Dave Holland, que é mais direto, sem muitas viradas. No estúdio até que se percebe menos, mas ao vivo dava para notar o quanto ele fazia mirabolâncias, sem perder o foco na música em si. Por casusa disso, muitos fãs possuem um carinho especial por essa formação, com Les nas baquetas.

Sobre o disco, sou suspeito para falar, pois adoro tudo que o Priest fez essa época. Muitos de minha geração tem o Painkiller como disco favorito, mas eu prefiro muito mais essa fase inicial, além do estouro comercial, de British Steel até Defenders Of The Faith. Gosto mais de todos esses discos do que o Painkiller - que também gosto muito, que fique claro.

Anônimo disse...

Judas Priest foi a banda que me fez me ligar de vez ao heavy metal, justamente com Painkiller.

É claro que foi algo meio chocante ouvir os antigos, mas acabei virando fã do Judas, e os tenho como banda favorita até hoje, junto com Van Halen.

E gosto muito desse disco, acho a própria música Stained Class foda, e também acho o Killing MAchine foda (quem não gosta de Delivering The Goods não deve ser considerado roqueiro).

E é só.

Anônimo disse...

Um dia, me perguntaram o que era o Exciter, quando souberam de uma música do Judas com esse nome. E eu respondi: É o avô do Painkiller!

Anônimo disse...

O primeiro solo da música Painkiller foi um dos únicos momentos em que chorei ouvindo música.

E olha que eu conheço Villa-Lobos e algumas coisas boas de música clássica.

Judas foi a banda que me definiu em termos de caráter.

Eduardo Paiva disse...

Esse é o único dos anos 70 do Priest que me faltava.
Baixando!
Valeu, Gabriel!