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terça-feira, 16 de novembro de 2010

Keith Richards - Talk is Cheap [1988]


Ele é o cara mais malvado do pedaço desde a criação da raça humana. Ele consome mais substâncias ilícitas em cinco milésimos de segundo que toda a população mundial junta em todo o tempo de existência da Terra. Quando tinha seis meses de vida, sua casa foi atingida por uma bomba nazista e nada lhe aconteceu. Uma noite, durante uma batida policial em sua casa, em Redlands, Sussex, no ano de 1967, estava tão doido de LSD que, quando os policiais chegaram, achou que eram duendes unformizados e os recebeu na maior alegria, de braços abertos. Não se considera Deus pelo simples fato de “não gostar de ser comparado a qualquer um”. Ele é Keith Richards.


A idéia de fazer um disco solo veio para o nosso amigo maluco muito mais por uma necessidade de passar uns tempos longe de Mick Jagger que por vontade de buscar novos caminhos artísticos. Após tantos anos de parceria, a relação da dupla havia se desgastado profundamente na segunda metade da década de 1980. Keith sempre se refere a essa fase como Terceira Guerra Mundial. E de fato, nunca os Rolling Stones estiveram tão próximos do fim como naquele momento. Sendo assim, cada um foi para o seu lado, ambos trabalharam em álbuns pessoais e esperaram a poeira baixar. Enquanto o vocalista optou por manter a magnitude de seu trabalho com a banda principal, Richards procurou algo mais básico. Juntou amigos, plugou os instrumentos e concebeu um disco fazendo o que sabe de melhor: Rock and Roll em sua essência!

Seu grande companheiro na empreitada foi o multiinstrumentista, compositor e produtor Steve Jordan, que havia trabalhado com os Stones em Dirty Work, último lançamento antes dessa parada. Algumas participações especiais de peso abrilhantaram o trabalho, como o mago do baixo, Bootsy Collins, alguns músicos da banda de apoio de seu ‘emprego principal’ e até mesmo Mick Taylor, ex-companheiro de seis cordas de Keith, que substituiu o lendário Brian Jones e cedeu a vaga para Ron Wood mais tarde. Com esse clima de reunião de velhos amigos, Talk is Cheap saiu exatamente como o autor da obra gostaria. Fãs e crítica especializada compreenderam a idéia e aclamaram o disco. Se Jagger achava que se daria bem explorando novos ares, acabou perdendo feio para o outrora contrariado companheiro, que sentiu certo gosto de vingança quando se deu melhor.



O play consegue agradar quem esperava aqueles sons tipicamente stoneanos, como conferimos em “Take it So Hard” (grande sucesso do álbum, um Rockão tocado com a alma e garra, como nos velhos tempos), “Struggle”, “How I Wish” ou “Whip it Up”. Ao mesmo tempo, Richards recorreu a suas raízes em sons como “I Could Have Stood You Up” – a tal faixa com participação de Taylor –, trazendo aquela vibração que remete a seu grande herói, Chuck Berry. Ou a forte influência de R&B na maliciosa “Make no Mistake”, música em que rola um belíssimo dueto com Sarah Dash, abrilhantado por metais ao fundo. “You Don’t Move Me” é uma faixa que se destacou até mais pela letra, um recado direto a Mick Jagger, misturando mágoa e ironia na medida certa.



Talk is Cheap ganhou disco de ouro nos Estados Unidos e na Inglaterra. Ao mesmo tempo, Primitive Cool, esforço solitário do Mister Lábios de Borracha (que contava com ninguém menos que Jeff Beck na guitarra) fracassava comercialmente a ponto de sequer conseguir fazer com que uma turnê por Europa e América do Norte fosse agendada. Restou a Mick engolir o orgulho, fazer as pazes com Keith e fazer as pedras rolarem novamente. O retorno veio em grande estilo com o álbum Steel Wheels, melhor álbum do grupo desde Tattoo You, de 1981, que fez com que a banda embarcasse em uma mega-excursão que seria a mais bem-sucedida de suas carreiras até então. Mas quase certamente ela não teria acontecido não fosse essa folga que fez a dupla dar uma espairecida nas idéias.


Serviu ainda mais para Richards, que soltou esse trabalho maravilhoso, que deve ser conferido por qualquer fã de Rock de verdade. E se os excessos fazem com que ele cometa essas obras-primas, que continue mandando brasa eternamente! Até porque morrer ele não vai mesmo. Ah, só não se esqueça de trocar o sangue periodicamente. Sabe como é, para dar aquela renovada geral.

Keith Richards (vocals, guitars)
Waddy Wachtel (guitars)
Charley Drayton (bass)
Steve Jordan (drums)
Ivan Neville (keyboards, piano)
Sarah Dash (backing vocals, duet on 5)
Patti Scialfa (backing vocals)

01. Big Enough
02. Take It So Hard
03. Struggle
04. I Could Have Stood You Up
05. Make No Mistake
06. You Don't Move Me
07. How I Wish
08. Rockawhile
09. Whip It Up
10. Locked Away
11. It Means a Lot

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JAY

9 comentários:

Anônimo disse...

Keith Richards – Talk is Cheap [1988]

64 MB
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http://www.mediafire.com/?us1599w49o9q429

Silverdani disse...

A personificação do rock... Lembro de um programa na mtv latina, uma entrevista com Keith. Ele ficava andando pela casa, numa praia da america central, bebendo algo em uma caneca. Então, entrou em uma sala, onde um grupo de negros cantava e dançava. Aí, pegou um violão e se juntou a eles. O repórter perguntou quem eram aqueles caras. Keith respondeu: eu estava andando pela cidade e vi eles cantando na rua. Trouxe-os aqui pra casa e vou produzi-los. Hehehehehehehe. Ele é phoda, realmente é o cara!

BORS disse...

Keith Richards! Meu Heroi!

Anônimo disse...

rocks! thanks!

Marlon Weasdor disse...

Ele é simplesmente a sintetização e a personificação do Rock N' Roll.
O resto é tudo moleque que joga bola de gude no tapete da mamãe!
Hahaha!
E este álbum aí é incrível. É um dos melhores álbuns dos Stones da década de 80. É isso aí!
E só precisou do Tio Keith para isso, haha!
Sou fá desse cara!

Gustavo Giannella disse...

Grande Keith Richards.
Muito bom esse dueto com a Sarah Dash.

Lyn disse...

Excelente texto!
E Keith, necessário falar mais nada!

Tiago disse...

Obrigado!

Caio German disse...

discaço !! rock and roll sem frescuras
:)
vlw ae pelo post ...