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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Atsushi Yokozeki Project - Raid [1993]


Olhou a capa e pensou "Aff, mais um daqueles posts nada a ver do ecletismo combístico. É bem alguma banda de blues orquestral com influência de folk psicodélico da coréia"? Errou alguns milhares de quilômetros, pois é uma banda de blues orquestral com influência de folk psicodélico do Japão! (risos) Atsushi Yokozeki é tão desconhecido e tem um gosto tão refinado para escolher a capa dos seus discos que permite achar qualquer coisa. Apesar da inteligência dos seus conterrâneos não o acompanhar para perceber a complexa fórmula arte gráfica chamativa + convidados especiais = dobro de vendas e reconhecimento, o seu cérebro funcionou na hora de escolher o time para se aliar no quarto full-lenght solo.

Até hoje nos porões da música nipônica, Yokozeki fez parte do grupo de Heavy Metal The Bronx na década de 80, mas só deixou seu rastro ao juntar lendários músicos do Hard Rock para gravar uma genuína preciosidade no começo dos anos 90. Estabelecido como um guitarrista altamente técnico por meio de discos instrumentais, o japa resolveu apostar numa sonoridade voltada ao Hard Rock com toques de AOR, mas ainda mantendo o seu passado ao lado. O resultado disso foi a criação de um álbum seguindo as premissas Hard por uma parte, e por outra sustentando a marca do mentor - música instrumental.


Quando "Tears of Sphinx" abre o disco, tem-se uma sensação de que a qualquer momento vai entrar o vocal, porque não é aquele tipo de instrumental pra somente expor as qualidades técnicas - por mais que isso seja inevitável e natural em se tratando dos monstruosos Tim Bogert (baixo) e Carmine Appice (bateria) -, e é guiada por riffs tradicionais de Hard, e aos poucos que o andamento passa a ficar sinuoso. Os convidados na abertura, Bogert e Appice, só voltam a aparecer no finzinho com o instrumental "Mama Again", para darem espaço a várias outras estrelas emprestaram seu talento ao longo do trabalho.

Se a música 'muda' já agrada, imagina quando é acrescentado o vocal, e o escolhido é o grande Kelly Hansen (Hurricane, Unruly Child, Foreigner). Agora adicione a cozinha clássica do Quiet Riot e teremos "More than Enough", um Melodic Rock muito inspirado, mais marcante impossível! E o que se forma quando o subestimado David Glen Eisley se junta à melhor cozinha do McAuley Schenker Group (Jeff Pilson [Dokken] e James Kottak [Scorpions]) revela a afinidade que Yokozeki tem com os estilos que impregnaram os anos 80 na terra do Tio Bush, com o clássico batizado de "Straight to your Heart".



Ao passo que Yokozeki juntamente com o baixista Greg Chaisson (Badlands) e o baterista Bobby Blotzer (Ratt) causam uma destruição na instrumental "Camel", os mesmos acompanhado por Jeff Pilson (desta vez, apenas cantando) compõem a inacreditável balada "All the Way to Heaven". A então cozinha do clássico Grin and Bear It do Impellitteri comparece em "Silence, Storm and Sunrise", os multi-bandas Chuck Wright (baixo) e Ken Mary (bateria). E tornam a aparecer na hardeira "Heartbreak", desta vez cantada, ou melhor, extraordinariamente bem cantada por Ray Gillen. E o disco fecha com dois instrumentais trazendo as participações de Jake E. Lee e Craig Goldy, além de outras feras que surgiram ao longo do play.

Sobre a execução por parte de Yokozeki, é desnecessário tecer algum tipo de comentário. Guitarrista criado no Heavy Metal e que bebe no fusion, toca brincando, porém teve a capacidade de criar músicas colocando o sentimento em primeiro plano, além da habilidade absurda para compor Hard/Melodic Rock como fosse especialista e experiente no assunto. Ouço três músicas deste disco praticamente todos os dias e continuo abismado com a qualidade. Sem tirar, nem pôr, aqui está um clássico memorável, e que supera as expectativas de quem ouve esperando apenas checar o desempenho de seus ídolos.

01 - Tears of Sphinx
02 - More Than Enough
03 - Straight to Your Heart
04 - Camel
05 - All the Way to Heaven
06 - Silence, Storm and Sunrise
07 - A Little Bit More
08 - Heartbreak
09 - Mama Again
10 - Raid

Kelly Hansen - vocals on 2
David Glen Eisley - vocals on 3
Jeff Pilson - vocals on 5 and bass on 3,7
Cherie Currie - vocals on 7
Ray Gillen - vocals on 8
Atsushi Yokozeki - guitars
Tim Bogert - bass on 1,10
Rudy Sarzo - bass on 2,9
Chuck Wright - bass on 6,8
Greg Chaisson - bass on 4,5
Carmine Appice - drums on 1,10
Frankie Banali - drums on 2,9
James Kottak - drums on 3,7
Bobby Blotzer - drums on 4,5
Ken Mary - drums on 6,8

Brad Gillis - solo guitar on 4
Jake E. Lee - solo guitar on 9
Craig Goldy - solo guitar on 10

(Links nos comentários - links on the comments)

Dragztripztar

Alguns dos convidados (clique na imagem para ampliar). Um detalhe completamente despropositado é que Ray Gillen sofreu a metamorfose inversa do Michael Jackson. Isso fica ainda mais claro na época do Sun Red Sun.

9 comentários:

Anônimo disse...

http://www.mediafire.com/?c1jc44gzhhhrgn2

Weschap Coverdale disse...

"Aff, mais um daqueles posts nada a ver do ecletismo combístico. É bem alguma banda de blues orquestral com influência de folk psicodélico da coréia"? kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Meu, só de olhar os nomes a vontade de baixar e ver qual é foi instantanêa. Vamos ver qual é, vlw!

Weschap Coverdale disse...

Acabei de comentar, mas só ao ouvir três músicas, me pergunto como ainda não conhecia essa maravilha aqui. "A Little Bit More" traz de volta Cherie Currie, e é legal demais. Ainda estou ouvindo aqui, mas já me encantei com o que pude ouvir até aqui.

Bela postagem Dragz! \o/

Silver disse...

Que cast hein?
Conferir-lo-ei.

Anônimo disse...

Muito legal o post!
Valeu!

Anônimo disse...

Muiiito bom!!!!!!

ZORREIRO disse...

A resenha, o video e o timaço que acompanham o guitarrista tornam simplesmente IMPOSSÍVEL não querer esse disco!

picininirenato disse...

muito bom essse cd, principalmente pela presença do ray gillen, valeu!

picininirenato disse...

muito bom esse disco, principalmente pela presença do grande ray gillen, valeu!