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terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Badfinger - Straight Up [1971]


Uma das bandas mais promissoras dos anos 60. Foi este status que o Badfinger carregou consigo desde o início de sua carreira. Mas o que seria uma história de sucesso acabou por se tornar algo conturbado e cheio de tragédias, cheios de processos que só foram vantajosos para seus advogados e uma situação financeira que no final de tudo, acabou por levar ao suicídio de seus dois líderes criativos, os talentosos Pete Ham e Tom Evans.

O grupo surgiu em 1965, sob o nome de The Iveys, mas mesmo com algumas tentativas, o sucesso começou a aparecer quando convenceram Mal Evans (roadie dos Beatles) e Peter Asher (produtor da Apple) a terem uma audição para a recém-lançada gravadora. E nessa, chamaram a atenção "apenas" de Paul McCartney, e foi com uma canção que o mesmo lhes concedeu, "Come And Get It", que eles começaram a ter atenção que desejavam. A formação do grupo se estabiliza em 1969 com Pete Ham nos vocais e guitarras, Tom Evans no baixo, Joey Molland nas guitarras e Mike Gibbins na bateria.


Após o lançamento de seu segundo disco, o ótimo "No Dice" que lhes deu a visibilidade necessária, eles entram em estúdio em 1971 para a gravação de seu sucessor. E neste, George Harrison se envolveu diretamente na produção, o que fez que este tivesse uma grande influência do som dos Beatles. Como logo depois ele se envolveu no projeto do Concerto para Bangladesh, Todd Rundgren foi responsável por assumir o final da produção e gravação deste registro.

E somos presenteados com pouco mais de 40 minutos brilhantes, com músicas memoráveis no que pode ser listado como um dos grandes clássicos da música pop mundial. Ainda que tenha perdido a energia do disco anterior, o nível de emoção das canções apresentadas é carregado, com momentos de puro brilhantismo, principalmente nas composições de Pete Ham. Na primeira canção, já podemos ter certeza do que virá por aí, pois "Take It All" é uma canção cheia de emoção, até melancólica, mas com uma melodia muito bela e vocais perfeitos por parte do grupo.



A clássica "Baby Blue" é uma aula de como escrever música pop de excelente qualidade, uma canção não menos que memorável, e que foi um dos grandes sucessos, junto com a baladaça "Day After Day", que repete o momento alcançado na canção anteriormente citadas e que juntas foram responsáveis pelo 14º e 4º nas paradas americanas. E na minha singela opinião, essas duas canções poderiam ser tombadas como patrimonio histórico da música mundial. Mas não só desses dois grandes clássicos vive o disco. "Name Of The Game" arrancará lágrimas dos mais despreparados, pois mais uma vez a banda enche uma canção de emoção, em um momento digno do Fab four, e que mostra a influência que Harrison teve na produção desse play. "Flying" e principalmente "It's Over" com sua vocalização perfeita continuam a investir na emoção.

Mas apesar de citar apenas alguns momentos, esse registro foi feito para se escutar em cada detalhe, repetida vezes, pois a cada audição as reações podem ser diferentes. E acima resumi a história do grupo de maneira bem breve, mas recomendo a quem tiver interesse que o faça, pois é um claro exemplo da sujeira que é o meio artístico, e que nem sempre é o mar de rosas que se apresenta. Um disco passional, que mostra o poder que a música pode ter sobre uma pessoa. Mais do que recomendado, é obrigatório ouvir esse disco pelo menos uma vez na vida.





1.Take It All
2.Baby Blue
3.Money
4.Flying
5.I'd Die Babe
6.Name of the Game
7.Suitcase
8.Sweet Tuesday Morning
9.Day After Day
10.Sometimes
11.Perfection
12.It's Over
13.Money (Bonus Original Version)
14.Flying (Bonus Original Version)
15. Name of the Game (Bonus Original Version)
16.Suitcase (Bonus Original Version)
17.Perfection (Bonus Original Version)
18.Baby Blue (US Single Mix)


Pete Ham – Vocais, Guitarras, Piano
Tom Evans – Baixo, Backing Vocals
Joey Molland – Guitarras, Backing Vocals
Mike Gibbins – Bateria

Músicos Convidados:
George Harrison – Guitarra Slide em "Day After Day"
Leon Russell – Piano em "Day After Day", Guitarra em "Suitcase"
Klaus Voorman - Piano Elétrico em "Suitcase"
Bill Collins - Acordeon em "Sweet Tuesday Morning"

By Weschap Coverdale

7 comentários:

Anônimo disse...

http://www.multiupload.com/1ARRSXAE8Q

Jp disse...

Nossa, não acredito que não conhecia isso! Baixando já! A resenha tá ótima e po, participação de George Harrison e Leon Russel é imperdível!

Anônimo disse...

Hm... gostei dos videos, vou baixar!!!

Moura disse...

Pois é, uma pena que os líderes cometeram suicídio, era uma banda e tanto, valeu por ter postado esse discão. Velho, eu tenho o vinil do álbum Badfinger de 1974, nunca achei essa pérola para baixar, apesar de eu adorar um som rolando no vinil, eu queria colocar em mp3 pra ouvir tranquilo, será que ninguém consegue essa obra??

Valeu, feliz Natal a todos, e um Ano Novo promissor, claro com muito rock 'n roll ou o que quer que todos vocês escutem

Igreja Cristã da Rua Mineira disse...

Que bandaço parabens galera da Combe e FELIZ NATAL

jullecosta disse...

cara badfinger me fez lembrar uma das minhas bandas favoritas, o SAVATAGE, com o hit day after day do álbum fight for the rock belo post....

ZORREIRO disse...

Nunca entendi por que eles realmente nunca estouraram no mundo todo.
Vocais excelentes. Melodias ótimas.
O povo gosta de axé?