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quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Moonspell - Darkness and Hope [2001]


Depois de um início firmado no Black Metal, os portugueses do Moonspell redefiniram sua sonoridade para o Gothic Metal e ganharam o mundo desde então. O grupo já foi agraciado com o prêmio de "Melhor Banda Portuguesa" pela MTV, é o único conjunto português de Metal a ser certificado com disco de ouro, além de ter ganhado um selo nos correios de seu país com a capa do debut, e também é a única banda portuguesa a ter uma memorabília no Hard Rock Café, ao lado de dinossauros do Rock.

A transição do Black Metal para o Gothic Metal foi algo gradual, cheio de insegurança quanto ao direcionamento musical, e que até hoje não foi definida com firmeza. Os dois full-lenghts que antecedem Darkness and Hope foram ambiciosos demais, com experimentações incertas e se aproximando do Industrial. Sin/Pecado e The Butterfly Effect possuem sonoridades tão herméticas que o próprio vocalista Fernando Ribeiro se perdia em entrevistas na época, tentando argumentar o que a banda almejava com esses discos. Todo o prestígio da época do clássico Wolfheart, só foi retomado em 2001, com o lançamento de Darkness and Hope.


Mesmo após a mudança de sonoridade, os portugas nunca gravaram um disco plenamente de Gothic Metal, e Darkness and Hope pode ser apontado como o álbum mais Gothic Metal da banda, onde esse gênero foi quase abraçado por completo. Diferente dos dois registros anteriores, onde o tecladista Paulo Paixão fez toda a parte primária das composições, desta feita o guitarrista Ricardo Amorim mostrou muita confiança ao colocar suas partes à frente da música do Moonspell, inserindo fills nos momentos certos, dando um belo adorno aos sons. Os vocais de Fernando Ribeiro como sempre, são compensatórios, sua voz agressiva é perfeita e muito bem postada, mas seus barítonos deixam a desejar, o que não chega a atrapalhar, pois, felizmente, soube criar vocalizações envolventes.

O clima pesado e com os teclados altos ditando a atmosfera fúnebre é apresentado logo no início com a faixa-título, muito puxada pro Doom Metal inglês ao estilo de Anathema e My Dying Bride. O ritmo e o peso crescem em "Firewalking", com Ribeiro encaixando sabidamente os guturais no poderoso refrão. O single "Nocturna" mantém a tradição da banda em sempre escolher o som mais fraco do cd pra ser a música de trabalho. Todos os singles do Moonspell são as mais fracas composições de seus respectivos discos, sem exceção. Isso deveria ser mais bem visto pela gravadora, pois essa é a forma de divulgação em massa da obra, e eu jamais procuraria conhecer os discos desse grupo depois de assistir algum de seus clipes ou escutá-lo numa rádio especializada.



"Heartshaped Abyss" consiste em um Gothic Rock com cara oitentista e Ribeiro conduz a música com a voz baixa favorecida por linhas vocais inspiradíssimas lembrando os melhores momentos do The Mission. Ricardo Amorim esbanja bom gosto nos riffs de "Devilred" acompanhado por teclados permeando a canção com climas tenebrosos. E a ponte lembra demais o The Sisters of Mercy da época do Floodland. "Ghostsong" tem vocais que soam como uma declamação romântica e depois é o momento de tristeza e agressividade se convergir perfeitamente em "Rapaces". Amorim novamente dissipa feeling e criatividade em "How We Became Fire", entupindo o som com fills magníficos, emendando dedilhados com partes comoventes em um de seus momentos mais inspirados.

As estruturas musicais mais bem definidas e as boas variações vocais possibilitam uma sensação muito interessante ao escutar Darkness and Hope. Sem dúvida, pra quem quer conhecer o Moonspell e desvendar o porquê de tanto agito em torno da banda, esse disco é a melhor recomendação. Também serve pra qualquer pessoa que aprecie música boa e não discrimine bandas por causa de rótulos, como se criatividade e bom gosto fosse algo restrito a dois ou três estilos. Coloque esse play pra rodar, apague as luzes, acenda a vela e busque o vinho!

01. Darkness and Hope
02. Firewalking
03. Nocturna
04. Heartshaped Abyss
05. DevilRed
06. Ghostsong
07. Rapaces
08. Made of Storm
09. How We Became Fire
10. Than the Serpents in My Hands
11. Os Senhores da Guerra (Madredeus cover) [Europe bonus]
12. Mr. Crowley (Ozzy Osbourne cover) [North America bonus]

Fernando Ribeiro - Vocals
Ricardo Amorim - Guitar
Sérgio Crestana - Bass
Mike Gaspar - Drums
Pedro Paixão - Keyboards

Female vocals on ‘Devilred’ by Asta
Spoken word on ‘Than the Serpents in My Hands’ by Adolfo Luxuria Canibal

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Dragztripztar

2 comentários:

Anônimo disse...

http://www.mediafire.com/?g9tgpy48bz5h8mt

Pablon disse...

Moonspell me lembrou, e muito, algumas linhas de BauHaus, Sisters of Mercy, mas com um toque de originalidade muito rara, hoje em dia.

Valeu pelo Post!