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quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

The Verve - Urban Hymns [1997]



Sou um cara extremamente avesso a quase tudo que foi feito na segunda metade dos anos 90. O britpop e o rock alternativo em geral é algo que pouco me agrada, salvo raras exceções. E a mais exemplar dessas exceções é esta pérola musical e lírica que venho lhes entregar no post de hoje, o magnífico Urban Hymns do The Verve.

Formado em Wigan no ano de 1989 pelos integrantes Richard Ashcroft, Nick McCabe, Simon Jones, e Peter Salisbury, o The Verve sempre esteve longe de ser uma das grandes bandas do famigerado britpop, que sempre teve como seus principais representantes o Oasis e o Blur. Mas muito disso se deu devido ao seus trabalhos experimentais, em que investiam pesado na psicodelia, o que estava na contramão naquele momento. E sem falar nas constantes brigas entre o grupo, que o levaram a dissolução por várias vezes.

Mas isso tudo mudaria no ano de 1997. Com o lançamento do aclamado "Ok Computer" do Radiohead, o mundo parece ter aberto a porta para este tipo de som, mais trabalhado e rebuscado. E nesse momento o grupo se reúne novamente após sua primeira separação para lançar aquele que seria um dos trabalhos mais aclamados dos anos 90. Sim, e se prepare, pois o que virá daqui para frente será emocionante, e em alguns momentos até difícil de digerir.


E logo de cara temos um clássico definitivo dos anos 90, a bela e exuberante "Bittersweet Symphony". Apesar de ter gerado um processo de plágio da música "The Last Time" dos Rolling Stones, esta é de uma beleza e presença singular, digna de arrancar lágrimas devido a todo clima sombrio que permeia a canção, com uma letra genial de Ashcroft, em que os valores e modo de viver de nossa sociedade são questionados. Sem falar de sua melodia, que ficará dias grudada e martelando em sua cabeça.

Mas este disco tem outros momentos carregados de emoção em seu conteúdo. "Sonnet" com sua letra quase espiritual, e os violinos mais uma vez presentes é também hipnotizante. "Lucky Man" foi outro grande sucesso que segue essa mesma linha, com uma orquestração perfeita e mais uma bela melodia. Ainda como destaques cito a roqueira "The Rolling People" que quebra bem a seqüência de baladas apresentada até aqui, e as emocionais "The Drugs Don't Work", "One Day" e "Velvet Morning".

Um disco cheio de emoção e que foi o marco definitivo do movimento britpop. Se você assim como eu é avesso a essa fase musical, mas gosta de música feita com paixão e que transpire feeling, escute sem moderação, pois a cada audição você terá emoções diferentes. Um registro com brilho único, algo que o The Verve não fez antes e creio que nem será capaz de fazer o mesmo posteriormente.





1.Bitter Sweet Symphony
2.Sonnet
3.The Rolling People
4.The Drugs Don't Work
5.Catching the Butterfly
6.Neon Wilderness
7.Space and Time
8.Weeping Willow
9.Lucky Man
10.One Day
11.This Time
12.Velvet Morning
13.Come On
* "Come On" (00:00–6:38)
* - (06:38–13:01)
* "Deep Freeze" (13:01–15:15)


Richard Ashcroft – Vocais, Guitarras
Nick McCabe – Guitarras
Simon Tong – Guitarras, Teclados
Simon Jones – Baixo
Peter Salisbury – Bateria


By Weschap Coverdale

2 comentários:

Anônimo disse...

http://www.mediafire.com/?mcd77lmj99cru8q

Andarilho disse...

Cara, fui lendo seu texto e conrcondando com a cabeça em cada ponto. Sou também um roqueiro das antigas, especialmente anos 70 e meio anti-90 pra cá. Não curto rock alternativo, muito menos Indie Rock, mas curiosamente acho o Urban Hymns um disco sensacional e é um dos meus preferidos dessa época. Deve ser mesmo o quesito "música feita com paixão". Bacana, belo texto pra um álbum altamente recomendado. Abraços.