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terça-feira, 28 de dezembro de 2010

The Police - Synchronicity [1983]


Uma das bandas mais criativas do final dos anos 70 e começo dos anos 80. Sim, o The Police pode facilmente carregar esse rótulo, ao fazer seu pop rock de excelente bom gosto, seja nas letras pessoais de Sting e até certo ponto sufocantes, na bateria muitas vezes furiosas de Coperland, ou nas grandes melodias que Summers criava em sua Stratocaster.

Não vou entrar na história do grupo, pois a Lyn já fez o mesmo de maneira completa nesse post. Mas vamos falar do disco de maior sucesso desse trio, que teve a façanha de tirar apenas "Thriller" do saudoso Michael Jackson do primeiro lugar das paradas de maneira simultânea tanto nos Estados Unidos como na Grã-Bretanha, abocanhou três Grammy's, incluindo a de melhor canção do ano de 1983 e vendeu mais de oito milhões de cópias, o audacioso e genial "Synchronicity", cuja temática é baseada na teoria de sincronicidade criada por Carl Jung, de que dois ou mais eventos possam coincidir de maneira significativa para a(s) pessoa(s) que vivenciaram essa coincidência, mas deixo isso para os intelectuais (kkkk).


Apesar do sucesso desse registro, as coisas não andavam muito boas nas relações dos integrantes do grupo. Sting começou a ter mais brilho que seus companheiros, onde começou uma carreira cinematográfica, seja na adaptação de "Quadrophenia" para o cinema, "Radio on" e no clássico "Duna", o que acabou por gerar alguns atritos com o baterista e fundador Stewart Coperland. Tanto que ao entrarem no estúdio para gravação, a banda sabia que esse seria seu derradeiro disco, o que acabou por ser até os dias de hoje.

Mas podemos dizer que com esse trabalho experimental e ambicioso, o grupo acabou de vez por todas sacramentando seu nome na música pop mundial. E vemos a experimentação logo com a faixa de abertura "Synchronicity I", onde essa teoria é explorada na letra de Sting, com destaque para Coperland, que desce o braço com gosto. A criativa "Walking In Your Footsteps" é uma metáfora bem interessante, em que os passos que a humanidade vem tomando são comparados aos dos dinossauros, e que mostra senão poderíamos tirar lições disso, antes que sejamos extintos.

E as letras questionadoras de Sting não param por aí, como em "Oh My God", em que temos até uma oportuna citação de um trecho da clássica "Every Little Thing She Does Is Magic" e na engraçada "Mother", em que as namoradas são comparadas a mães que não saem do nosso pé, o que muitas vezes é verdade. E daí para frente amigo, o que temos é uma sucessão de clássicos enfileirados uma após o outro. Para abrir alas, vem a roqueira "Synchronicity II", com algumas exemplificações do conceito de sincronicidade.



"Every Breath You Take" é tão conhecida, mas tão conhecida, que nem vou falar muito sobre ela, deixo que cada um tenha sua opinião formada sobre esta. Mas foi a principal responsável pelo sucesso do disco, e se tornou o maior sucesso de toda a carreira do The Police. "King Of Pain" é uma das minhas músicas prediletas, com sua letra agonizante, mas com uma melodia que a torna acessível, algo controverso e belo, que somente Sting e seus comparsas poderiam compor. E para finalizar a sessão de sucessos, temos a enigmática "Wrapped Around Your Finger", onde o famoso flerte com o reggae aparece pela primeira vez. "Tea In The Sahara" fecha este discão de maneira hipnotizante, para atestar de vez a qualidade aqui apresentada.

Ainda como presente, a versão aqui disponível tem o bonus track "Murder By Numbers". Um grande disco, que exalada criatividade por todos os poros, e fecha até aqui a carreira do The Police com chave de ouro. Mais um registro que merece a sua atenção, mesmo que não goste de Sting e seus comparsas, pois aqui tem música de qualidade inquestionável.




1.Synchronicity I
2.Walking in Your Footsteps
3.O My God
4.Mother
5.Miss Gradenko
6.Synchronicity II
7.Every Breath You Take
8.King of Pain
9.Wrapped Around Your Finger
10.Tea in the Sahara
11.Murder by Numbers


Sting – Vocais, Baixo, Teclados
Andy Summers – Guitarras, Backing Vocals, Teclados, Vocais em "Mother"
Stewart Copeland – Bateria, Backing Vocals


By Weschap Coverdale

6 comentários:

Anônimo disse...

http://www.multiupload.com/Q7VVJQZKEA

Renato disse...

Valeu !

romulo disse...

valeu, irei conhecer um pouco dessa banda agr
abraços, bom post

Anônimo disse...

mto maneiro

Tiago disse...

Parabéns pelo excelente post!

Anônimo disse...

ótimo post , obrigadooo ..