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quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Bruce Springsteen - Devils And Dust [2005]


Hoje fazem 38 anos do lançamento do primeiro disco de Bruce Springsteen, "Greetings From Asbury Park, N.J.". Então nada melhor que um registro do Springsteen para o meu primeiro post do ano. Mais acontecimentos do dia 5 de janeiro, podem ser vistos na Van do Halen, que foi onde descobri isso.

Quem acompanha meus posts, sabe que sou fã do Springsteen. Apesar de alguns torcerem o nariz para seu exacerbado patriotismo, é inegável que ele é um compositor de mão cheia, daqueles que sabe expor as tristezas do ser humano de forma bela e única, onde mostra que a vida não é o mar de rosas que a maioria prega que pode ser. Mais do que um compositor, ele é um desenhista de personagens que tanto eu como você podem conhecer muito bem, perdedores que estão dispostos a mudar de vida após observarem tudo que foi deixado para trás.

E em certos momentos de sua carreira, Springsteen parece querer realmente impressionar, e lança discos que são indescritíveis. E um belo exemplo disso é "Devils and Dust", lançado no ano de 2005. Como um típico cantor folk, ele coloca de lado sua conhecida E-Street Band, e apenas com um violão, gaita e voz, vocifera de maneira digna letras geniais. Tanto que mesmo fugindo de sua típica característica, ele conseguiu colocar esse disco com jeitão acústico no primeiro lugar da Billboard, sendo aclamado pela crítica com louvor.


E aqui, o que vamos encontrar serão histórias de personagens que estão na aridez do deserto do Texas, em que vamos encontrar passagens sobre a vida, desilusão, morte, amor e até mesmo redenção de más escolhas de seu passado, mesmo que de uma maneira pesada e sombria em muitas passagens, o que torna esse um dos discos mais diferentes da carreira de Springsteen.


E é impossível não tirar o chapéu e aplaudir de pé ao ouvir o trabalho feito por Springsteen aqui. Logo com a bela faixa-título, você sentirá um arrepio na espinha. A intimista "Devils and Dust", em que apenas é acompanhado com seu violão e gaita, ele canta a tristeza de um soldado no Iraque, que afirma que está apenas tentando sobreviver, mas que para sobreviver, ele mata as coisas que mais ama. "All The Way Home" apresenta uma declaração de um antigo amor para uma pessoa que acabou de passar por uma separação, como uma chance de corrigir a má escolha do passado e tentar recomeçar tudo novamente e continua a manter as composições em nível elevado.

E a notável habilidade trovadora de Springsteen aparece em outras canções, como na soturna "Black Cowboys" e também na triste história contada em primeira pessoa de um lutador falido em "The Hitter", que também é de arrepiar. Mas o amor também é celebrado, como na bela e simples "Leah", onde mais uma vez somos colocados na pele de um personagem, dessa vez um apaixonado que apenas deseja estar junto da pessoa que ama e construir a vida ao lado dessa pessoa. Uma melodia simples, mas que com certeza passa uma emoção ímpar.

Um registro mais intimista, e que não gerou nenhum clássico incontestável, mas que, porém mostra um compositor nato, sem medo de errar ou de inovar, como fez muitas vezes durante sua carreira. Fato este que fez com que a mesma perdurasse por tanto tempo. Quem dera todos tivessem essa mesma coragem e nos concedessem trabalhos diferentes, mas sem deixar a qualidade de lado.




1.Devils & Dust
2.All the Way Home
3.Reno
4.Long Time Comin'
5.Black Cowboys
6.Maria's Bed
7.Silver Palomino
8.Jesus Was an Only Son
9.Leah
10.The Hitter
11.All I'm Thinkin' About
12.Matamoros Banks

Bruce Springsteen – Vocais, Guitarras, Teclados, Baixo, Bateria, Gaita, Tamborim, Percussão
Brendan O'Brien – Sítara, Baixo
Soozie Tyrell – Violinos, Backing Vocals
Nashville String Machine – Arranjo de cordas
Brice Andrus, Susan Welty, Thomas Witte, Donald Strand – Metais
Chuck Plotkin – Piano
Danny Federici – Teclados
Steve Jordan – Bateria
Patti Scialfa, Lisa Lowell – Backing Vocals
Mark Pender – Trompete

By Weschap Coverdale

6 comentários:

Anônimo disse...

http://www.mediafire.com/?4120q71n65coxx6

Julian Juarez disse...

Muito bom o texto! parabéns!

Daniel disse...

Não conhecia o Bruce Springsteen, mas curti muito o texto, vou baixar. Abraço

Moura disse...

Aí valeu, discão, e sim, o tio Bruce traduz perfeitamente as amarguras da vida

Ron Mick disse...

Ótimo texto! Como sempre, o cara nascido nos "US e A" mostra-nos que, é possível sim, superar pequenos erros, tragédias sem que perdamos nossas identidades no processo. Sempre fui fã do Springsteen, ainda mais na sua fase pós Filadélfia, onde parece que ele se tornou o menestrel dos desamparados heheh...
Porém como foi escrito, sem nunca deixar a peteca cair pelo chão!
Grande disco, grande resenha, e que vemham outras assim neste ano chuvoso que se inicia!

Stypp Harder disse...

sem comentarios sobre Bruce...