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sábado, 22 de janeiro de 2011

Masterplan - Masterplan [2003]


Poucas vezes alguém saiu tão no lucro ao levar um pé na bunda como Roland Grapow e Uli Kusch ao serem mandados embora do Helloween. Claro que, no começo eles devem ter pensado: “Ih, rapaz, que loucura!”. Mas depois devem ter analisado toda a situação e dito: “Pooooooxa!” e seguiram em frente. Sem uma linha pré-concebida, tiveram liberdade para explorar novas sonoridades e compuseram músicas espetaculares. O primeiro parceiro a entrar de cabeça no projeto foi o tecladista Janne Wirman, do Children of Bodom. Ele atuou apenas como convidado, pelo óbvio motivo de já ter sua prioridade, além do Warmen, seu projeto paralelo.

O próximo a se juntar à trupe foi o renomado produtor Andy Sneap. Faltava achar um vocalista. A primeira opção foi Michael Kiske. O alemão se comprometeu a gravar o disco, mas já deixou claro que não sairia em turnê. Grapow e Kusch não aceitaram a condição e partiram para outra alternativa. Russel Allen foi a bola da vez. Ele chegou a gravar com a banda várias faixas – que atualmente estão entre aquelas relíquias que não vazaram e deixam fãs sedentos mundo afora. Mas declinou do convite para se integrar em definitivo ao time quando lhe pediram que se dedicasse exclusivamente ao Masterplan, deixando o Symphony X.

Sendo assim, a terceira opção acabou sendo o tiro certo. Jorn Lande, ainda muito marcado na cena por sua semelhança vocal com David Coverdale, vinha progredindo a cada álbum que participava. Sentindo que essa era uma grande chance, o norueguês agarrou a oportunidade e brindou o público com uma de suas melhores performances até hoje. Com esse time (Roland, além das guitarras, também gravou o baixo) foi lançado um dos melhores discos de Heavy Metal da década passada, uma obra-prima com onze petardos do mais alto calibre.



Todas as faixas são merecedoras de destaque, especialmente pela diversificação. Não é uma mera repetição de clichês, como os mais pessimistas podiam esperar. A banda conseguiu oferecer uma identidade própria. Algo cada vez mais raro em um estilo que se tornou redundante e preguiçoso com o passar do tempo. Foi a oportunidade de Grapow se livrar do estigma de imitador de Malmsteen. Da mesma forma, Jorn soube explorar bem sua voz, embora em alguns momentos continuasse lembrando bastante sua grande influência. O que não é ruim, afinal de contas, quem melhor que Mr. Coverdale para alegrar a nossa audição?

A repercussão foi a melhor possível. O ponto alto aconteceu quando o grupo foi agraciado com o European Border Breakers Award. Esse prêmio é dado aos artistas que tiveram o debut mais vendido nos países europeus durante o ano. Para a turnê, o line-up foi completado com as entradas do baixista Jan-Sören Eckert (Running Wild, Iron Savior) e o tecladista Axel Mackenrott (Gamma Ray). Apesar de ambos não terem tocado no álbum, aparecem no encarte e em todo o material de divulgação. Apesar de ainda fazer bons discos, o Masterplan jamais equiparou o nível de qualidade de sua estréia. Quem ainda não conhece, está perdendo uma belíssima obra.

Jorn Lande (vocals)
Roland Grapow (guitars, bass)
Uli Kusch (drums)

Special Guests
Janne Wirman (keyboards)
Michael Kiske (vocals on 6)
Ferdy Doernberg (keyboards on 8)

01. Spirit Never Die
02. Enlighten Me
03. Kind Hearted Light
04. Crystal Night
05. Soulburn
06. Heroes
07. Sail On
08. Into the Light
09. Crawling from Hell
10. Bleeding Eyes
11. When Love Comes Close

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JAY

10 comentários:

Anônimo disse...

Masterplan – Masterplan [2003]

71 MB
192 kbps

http://www.mediafire.com/?o7052mpgzudb5df

Ricardo Brovin disse...

Jorn é foda!!!parabéns pelo post!!!

Anônimo disse...

Esse cd é foda demais! podem baixar sem medo!

jullecosta disse...

pô meu que time,conferindooo...

Oscar disse...

Bom, esse é o melhor cd de heavy metal que já escutei, junto com Black Halo do Kamelot. A primeira vez que você escuta o álbum é com curiosidade, a segunda vez com interesse, e na terceira você ja está irremediavelmente viciado. Cada música é uma história à parte, nem parece que fazem parte do mesmo cd, tamanha a diversidade e criatividade.

jantchc disse...

não acho o masterplan tudo isso..

acho a banda legal e as musicas boas, mas nada fora do normal..

agora a resenha ficou muito boa, não sabia a historia dos vocalistas nates do lande..

valeu..

ZORREIRO disse...

Quando esse disco saiu, queríamos um Helloween com aquilo que o próprio Helloween não tinha mais.

O resultado foi ainda melhor.

Aliás, nem o próprio Masterplan conseguiu fazer novamente algo tão bom.

Esse primeirão já tá na lista dos clássicos do rock.

Ah! Grande resenha! Fazia certo tempo que não lia uma tão bem feita (com todo o respeito aos demais motoristas, elogio a um não é crítica negativa aos outros).

Kim disse...

Conheço o Jorn Lande somente do The Snakes, vou baixar pra conferir! Ótimo post.

Guilherme disse...

Esse album tirou leite de pedra, e a pedra é o Power Metal repetitivo que algumas bandas faziam e ainda fazem.

Renato Spacek disse...

Disco mais do que maravilhoso, sem dúvida um dos mais geniais debuts da história da música. Na minha opinião, Bleeding Eyes, é indescritível, minha música preferida, acho absurda.

Mas a qualidade do Masterplan não é algo surpreendente quando vemos o time que compõe a banda, né...

E sobre o rótulo, eu acho a banda mais Power do que Heavy, principalmente em seus discos posteriores como o Aeronautics...