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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Bruce Dickinson - Accident of Birth [1997]


Após o excesso de experimentações de Skunkworks, Bruce Dickinson decidiu retornar ao que sabia fazer melhor. Convocou seu amigo Roy Z e a cozinha do Tribe of Gypsies para gravar um álbum pesado, totalmente voltado para o Heavy Metal. Isso gerou algumas críticas do então desafeto Steve Harris que disparou: “Bruce lançaria um álbum de música Country se achasse que faria sucesso”. As primeiras idéias musicais começaram a surgir e o vocalista sentiu que poderia encaixar mais uma peça na nova engrenagem. Assim, deu a cartada de mestre, chamando o eterno parceiro Adrian Smith, com quem escreveu várias das músicas mais memoráveis do Iron Maiden.

O resultado é conferido na prática, já que Accident of Birth é um dos melhores discos de Heavy Metal tradicional lançado nas últimas décadas. Pesado, consistente, com melodias marcantes, deixa sua marca desde a primeira audição. Era a prova que o mundo precisava de que o Air Raid Siren não tinha esquecido a fórmula da consagração. Até a capa, para manter o clima de volta aos bons tempos, foi desenhada por Derek Riggs, com o personagem Edison (entendeu o trocadilho? Hã? Hã?) sofrendo um acidente de nascimento. Como, segundo Bruce, os americanos são muito maricas, a arte foi censurada. O jeito foi disponibilizar um desenho mais limpo, apenas com a mascote. E essa foi a versão lançada por aqui. Ao menos, ganhamos faixa-extra.



O conteúdo lírico é um dos mais violentos que Dickinson já registrou. Fontes extra-oficiais dão conta que Rod Smallwood sempre se preocupou para que as letras do Iron Maiden não fossem encaradas como nada além de fruto da imaginação, não passando de determinado ponto que se tornassem opinativas demais, especialmente sobre religião. Aqui a coisa toma um rumo totalmente oposto. Temas apocalípticos, abordagens colocando Jesus como pecador, omisso e passivo, críticas explícitas contra organizações que vendem a fé, além de referências a alquimia – que se ampliria em The Chemical Wedding, trabalho posterior – são o prato principal.

Falando nas músicas, é impossível identificar um ponto fraco no disco. Desde o começo arrasador, com as guitarras agressivas de “Freak”, temos uma verdadeira aula no estilo. Na mesma linha, a fantástica faixa-título e o hit “Road to Hell” (aquela paradinha entre refrão e solo é inigualável) se sobressaem. A climática “Darkside of Aquarius” é até hoje uma das favoritas dos fãs. “The Magician” e a bônus “The Ghost of Cain” contam com ecos do passado para fazer a festa dos saudosistas, especialmente as guitarras da segunda, no melhor estilo oitentista.



A balada “Man of Sorrows” é outro destaque, com sua inspiração em Aleister Crowley. Encerrando, uma dobradinha pra ninguém botar defeito, com a densa “Omega” e a bela acústica “Arc of Space”. Graças a Accident of Birth, Bruce Dickinson reconquistou um espaço que, na realidade, sempre esteve vago. Era o primeiro passo para a volta do grande monstro do Heavy Metal, que se consolidou pouco tempo depois. Mas, honestamente, não alcançaram o nível desse álbum, nem de seu sucessor. Mera opinião pessoal.



Bruce Dickinson (vocals)
Adrian Smith (guitars)
Roy Z (guitars)
Eddie Casillas (bass)
Dave Ingraham (drums)

01. Freak
02. Toltec 7 Arrival
03. Starchildren
04. Taking The Queen
05. Darkside Of Aquarius
06. Road To Hell
07. Man Of Sorrows
08. Accident Of Birth
09. The Magician
10. Welcome To The Pit
11. The Ghost Of Cain
12. Omega
13. Arc Of Space

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JAY

16 comentários:

Anônimo disse...

Bruce Dickinson – Accident of Birth [1997]

80 MB
192 kbps

http://www.mediafire.com/?k6z4mjgzh40j4be

jujubanazario disse...

CaralhoWWW,
Esse é um dos melhores discos de todos os tempos.
O cara tava phodda !!!!
Abraços

BraBus! disse...

Bruce e Adrian serião membros determinantes em qualquer banda do mundo! os 2 na mesma banda só poderia mesmo resultar em um disco assim.Boa produçao boa música boa performace ao vivo ja era de se esperar desse conjunto de gênios.

ZORREIRO disse...

Adriano Schmidt é o cara

jesusbiblio disse...

Grande fase solo do Bruce esse disco, é bem envolventeve é agressivo mas nao pode ouvir as musicas sem trocar a sequencia delas se nao, nao da o mesmo efeito, principalmente os riffs do Mr Adrian!! gosto muito !!

Anônimo disse...

Accident Of Birth e Chemical Wedding são melhores que todos os discos do Iron pós 7th Son, e tenho dito!

Anônimo disse...

Foda!

Anônimo disse...

Excelente!

Anônimo disse...

Eu ouvi esse disco na época em que foi lançado. Me lembro que o Bruce vinha do Skunkworks, e estava pagando o maior mico com a sua carreira solo.
O tempo todo aquela mulherzinha da Rádio Cidade ficava ridicularizando o cara, ainda mais quando ele cortou o cabelo e se juntou com um guitarrista chinfrim para gravar esse disco.
Eram tristes tempos.

Era março de 97, e eu comprei o disco lá pelo final do ano.

Nesse mês, o comerciante da loja de rock em que eu comprava havia me dito que o disco era bom. Eu disse "ah, a carreira do Bruce solo é uma merda", e ele respondeu "É, mas esse é bom. Bom mesmo. Pode levar."

Fiquei na curiosidade. Mas foi a época em que descobri o Judas Priest, com Painkiller, e fiquei completamente vidrado. Aí, só no final do ano que eu fui pegar esse disco. E não me arrependi.

Foi uma época em que o metal parecia ter uma segunda chance. Me lembro que vieram outros petardos também, como o do Exodus ao vivo com o Baloff, o Unleash The Beast do Saxon, o Jugulator do Judas, o Serpents of the Light do Deicide, o Lapadas do Povo do Raimundos, o Caniceria do Ratos...

Uma pena que não vingou.

E, quanto às letras do Iron, se contar pra vocês as picaretagens que o Harris já fez nesse quesito... Eu fiz Letras em uma das melhores universidades aqui do Brasil, e estudei muito bem literatura. O que esse cara fez de picaretagem... só trouxa para acreditar mesmo.

Mas bem, devo estar ficando velho.

Abrações a todos.

Dragztripztar disse...

Acho que sou o único que tem o Balls to Picasso como o preferido.

Daniel disse...

Na minha opinião é o melhor álbum do Bruce.

ZORREIRO disse...

Dragz... compartilho a preferência

Camila Pyonga disse...

Esse disco é muuuuuuuuuuuito bom!!

Anônimo disse...

Uma pena que o Iron Maiden atualmente não tenha coragem para se desafiar e abalar as convicções, as deles e as nossas. Estão cheios de dinheiro e não se preocupam em ousar.
Penso que o encerramento da carreira não seria uma má ideia, para manter a banda no seu "topo".
E Bruce realmente decepciona quando se ouve o que faz com o Iron de hoje.
Melhor se tivesse ficado na carreira solo, que estava bom demais.

Abraços Rocker!

Anônimo disse...

um BELO disco na minha opinião! Obrigado por disponibilizar!

Selva disse...

Muito bom !
Selva!