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sábado, 19 de março de 2011

Eric Clapton - Clapton [2010]


Ninguém aqui precisa mais de explicações quando se trata de Eric Clapton. Qualquer pessoa minimamente informada e possuidora de um gosto musical, digamos, aprimorado, sabe que o guitarrista inglês é um mito. Influente como poucos, o slow hand, em si, é parte destacável do grupo de gênios da música que o Reino Unido ofereceu ao mundo. Como foi imortalizado na fotografia histórica: "Clapton is God".

Assim, depois de consolidado como lenda viva, vencedor de séries de prêmios importantes e aclamado por público e crítica em (quase) todos os trabalhos de sua carreira, é de se esperar que o lendário guitarrista encerrasse sua discografia com a mais alta classe. E quase 60 anos depois de sua iniciação como músico profissional, vem, com nome e capa discretos, esse encerramento.

Mesmo que se releve o rock psicodélico do Cream ou a orientação pop de alguns de seus hits acústicos, Eric Clapton é um blues-man. Sempre foi. Suas influências musicais datam principalmente da primeira metade do século XX. O jazz de Nova Orleans, a folk music EUA adentro, o blues do Mississipi e de Chicago. E, já na terceira idade, o guitarrista se volta para a música de sua juventude. Se eu só pudesse usar uma palavra para descrever Clapton, seria "raízes".

Da esquerda para a direita: Walt Richmond, Willie Weeks, JJ Cale, Eric Clapton, engenheiro de som Justin Stanley, Doyle Bramhall II, e Abe Laboriel Jr. Ocean Way Studios, onde Clapton gravou Clapton.

E é dessa volta às raízes em pleno 2010 que sai um dos melhores (e com certeza o mais maduro) trabalhos do slow-hand. O disco é uma combinação de principalmente blues e jazz, com pontas de folk, com todos andando de mãos dadas, se alternando e misturando para gerar uma sensação vintage indescritível, potencializada pelo detalhe das gravações todas em analógico. Reunindo parceiros de longa data, como Steve Winwood e JJ Cale, ou mais novos, como Doyle Bramhall II e Derek Trucks, entre muitos outros músicos, Eric Clapton gravou canções que considerava "fora do mapa" e que mereciam voltar, entre elas clássicos e algumas poucas composições de músicos mais jovens.

O álbum, que marca a volta das Gibson às slow hands do guitarrista, é diferente de tudo que ele já gravou. E até certo ponto é difícil explicar esse fato. Para qualquer fã do músico o play soa emocionante, mas o feeling geral é o da nostalgia. A qualquer um é perceptível que o registro é reflexo de algo muito humano e comum: um homem de idade avançada dando seu último adeus à própria juventude, prestando uma homenagem a tudo que ela representa. Mas não entenda isso como "um velho sendo antiquado e terminando a carreira". Eric Clapton está afiadíssimo no play, tanto nos vocais quanto empunhando o famigerado instrumento de 6 cordas. Está tudo ali: a voz grave rasgando na hora certa, os lendários solos em pentatônica.

Portanto, em meio a essa abertura espontânea do sentimentos de um ídolo, nunca tabelaria esse disco fazendo destaques ou descrevendo detalhes técnicos do som. O que posso dizer é que a sonoridade caminha por um lado mais intimista e singelo dos gêneros que a compõem.

Sem me aprofundar, deixo que o prazer de conhecer esse disco venha por conta própria para você, passageiro da Combe. Não perca a oportunidade de ouvir esse disco, simplesmente essencial a admiradores do grande Eric Clapton, slow-hand, God, e por aí vai...

01. Traveling Alone (Lil' Son Jackson)
02. Rocking Chair (Hoagy Carmichael)
03. River Runs Deep (JJ Cale)
04. Judgement Day (Snooky Pryor)
05. How Deep Is The Ocean (Irving Berlin)
06. Milkman (Johnny Burke, Harold Spina)
07. Crazy About You Baby (Walter Jacobs)
08. That’s No Way To Get Along (Robert Wilkins)
09. Everything Will Be Alright (JJ Cale)
10. Diamonds (Doyle Bramhall II, Nikka Costa, Justin Stanley)
11. When Somebody Thinks You’re Wonderful (Harry M. Woods)
12. Hard Times (Lane Hardin)
13. Rolling And Tumbling (Bramhall, Eric Clapton)
14. Autum Leaves (Joseph Kosma, Johnny Mercer, Jacques Prévert)

Eric Clapton – vocais, guitarra, mandolin
Steve Winwood - guitarra, vocais, hammond
Doyle Bramhall II – guitarra, percussão, vocais
JJ Cale – guitarra, vocais
Jim Keltner – bateria, percussão
Willie Weeks – baixo
Walt Richmond – piano, teclados, hammond, piano elétrico
Derek Trucks – guitarra
Paul Carrack – hammond
Sereca Henderson – orgão
London Session Orchestra – cordas
Allen Toussaint – piano
Wynton Marsalis – trumpete
Kim Wilson – gaita
Sheryl Crow – vocais
Nikka Costa – vocais de apoio
Terry Evans – vocais de apoio
Willie Green, Jr. – vocais de apoio
Lynn Mabry – vocais de apoio
Arnold McCuller – vocais de apoio
Debra Parsons – vocais de apoio

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Um agradecimento ao Capilar, amigo de longa data e o maior fã de um artista que eu já conheci.


17 comentários:

Anônimo disse...

http://www.mediafire.com/?6oh2t4caokig9n7

Anônimo disse...

Valeu !!! Show memorável na Apoteose, no início da década passada. Mudou a posição do palco para que ficasse de frente para o Cristo. #eufui.

Fabio Leão.

ZORREIRO disse...

Quando postei Buddy Guy, a Lyn comentou que vc e ela eram a veia blues da Combe.
Desde então fiquei esperando "aquele" post de blues e fiquei provocando com outros.
Agora vem essa porretada que, pra mim, é o melhor disco de Clapton desde Slowhand (77).
Ah. Alguém lembra quem foi Nikka Costa? Hehe
Grande post. Abs

Ron Mick disse...

Zorreiro, A nNikka foi uma cantora-mirim q apadrinhada por Frank Sinatra despejou um par d canções mela-cueca e desapareceu.
Enfim, Esse disco é memorável, pois traz um Eric afiado, ao lado de uma de suas melhores bandas, destilando classe em releituras dignas de estarem lado-a-lado com as originais (algumas melhores até!). O que Mr. Slow Hand faz aqui é impressionante, eu acho que é o melhor disco desde o q ele fez com o BB King. Boa postagem.

JORJAOFONSECA disse...

Belo post, bela resenha, Clapton é realmente um dos gênios da música

Anônimo disse...

Just want to say what a great blog you got here!I’ve been around for quite a lot of time, but finally decided to show my appreciation of your work! Thumbs up, and keep it going!

Anônimo disse...

muito obrigado

Deckard disse...

Me angustia saber que meus idolos estão velhos, e que brevemente eles não estarão mais aqui, e que meu filho so vai conhece-los pelos cd's, dvd's, e por estas otimas resenhas. Então o melhor é aproveitar. Parabens pelo post e pelas resenahs.

Delton disse...

impossivel não se emocionar com o som desse gênio. Album essencial.

Ricardo Brovin disse...

Gênio!!!parabéns pelo post...

Anônimo disse...

ô blz, hein!

boa maneira de começar o dia!

valeu pelo post

Anônimo disse...

Clapton is god!

Larissa disse...

Sensacional!

Anônimo disse...

"E quase 60 anos depois de sua iniciação como músico profissional, vem, com nome e capa discretos, esse encerramento."

Encerramento de que, meu filho? O Clapton não se aposentou!

Drica =) disse...

postagem excelente, ele é brilhante

Jp disse...

Anônimo, encerramento de uma discografia em estúdio. LEIA O TEXTO

Anônimo disse...

Demais!!!