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domingo, 15 de maio de 2011

Blaze Bayley – The Man Who Would Not Die [2008]


Imagine a situação: depois de muita batalha no underground, você é convidado a integrar uma das maiores bandas do mundo. De repente, sua performance se torna polêmica, dividindo opiniões. A volta de seu antecessor, que era uma das maiores lendas do estilo, se torna inevitável. Aí, o negócio é embarcar em uma carreira solo, contando com o nome que já formou na cena. Mas mesmo lançando álbuns fenomenais, você acaba engolido pelo estigma que se formou sobre seu nome. No fim das contas, o negócio é voltar à vida de um trabalhador comum, com emprego regular e todas as burocracias que acompanham. Essa foi a história de Blaze Bayley por um período que, para o bem, foi curto.

Assim que Debbie, sua então nova esposa (que, infelizmente, faleceria pouco tempo mais tarde) entra em cena e assume o comando das coisas como empresária, Blaze consegue se focar novamente no trabalho e lança em uma nova empreitada. Após formar uma nova banda, com músicos do mais alto calibre, como os irmãos colombianos Nico e Jay Bermudez, sai em turnê antes de trabalhar em um novo disco. Com o entrosamento alcançado nos palcos, entra em estúdio e registra aquele que é, simplesmente, um dos melhores álbuns de Heavy Metal dos últimos anos, o fantástico The Man Who Would Not Die.



Injetando peso atual à velha e tradicional fórmula, Blaze se renova, com uma sonoridade obscura e agressiva – a maior desde o sombrio The X-Factor, do Iron Maiden. Em determinados momentos, chega a lembrar grupos mais recentes, especialmente nas guitarras mais coesas e violentas, fugindo do padrão utilizado até então na sua discografia. É até difícil destacar algum momento em especial num trabalho tão coeso. Talvez deva ser feita uma advertência em relação ao fato de não ser um daqueles discos que se absorve a atmosfera totalmente na primeira audição. A cada nova escutada se descobre elementos e se assimila a proposta com mais precisão, o que o torna cada vez mais prazeroso.

A faixa-título abre como um verdadeiro pena porta, porrada sem precedentes. Seguindo com as excepcionais “Blackmailer” (recado direto aos executivos de gravadoras que o destrataram e lhe deram como morto artisticamente) e “Smile Back At Death”, o play se desenvolve com total precisão. “Robot” já é um clássico da carreira de Bayley, música rápida, com refrão simples e direto. É ouvir e não esquecer mais, com direito a bater cabeça desenfreadamente. Também merecem ser conferidas as excepcionais “Samurai”, “Voices From The Past” e “Serpent Hearted Man”, verdadeiras pérolas do Metal contemporâneo.



Aparentemente, Blaze andou pirando a moleira nos últimos tempos. A informação mais recente é a careca assumida, após demitir toda a banda, voltar com o Wolfsbane e dar indícios de que vai começar a seguir o mesmo rumo de Paul Di’Anno, ou seja, viver do passado com Steve Harris. Uma opção a se respeitar. Mas ao mesmo tempo, se lamentar, pois podemos não ter mais petardos como esse fantástico álbum, um dos melhores dos últimos tempos com sobras. Quem ainda possui algum preconceito por estarmos falando do substituto do venerado Bruce Dickinson, não sabe o que está perdendo.

Blaze Bayley (vocals)
Nico Bermudez (guitars)
Jay Walsh (guitars)
David Bermudez (bass)
Lawrence Paterson (drums)

01. The Man Who Would Not Die
02. Blackmailer
03. Smile Back at Death
04. While You Were Gone
05. Samurai
06. Crack in the System
07. Robot
08. At the End of the Day
09. Waiting for My Life to Begin
10. Voices from the Past
11. The Truth Is One
12. Serpent Hearted Man

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JAY

7 comentários:

Anônimo disse...

Blaze Bayley – The Man Who Would Not Die [2008]

86 MB
192 kbps

http://www.mediafire.com/?r5yr6cse3myt8s4

Kadu Simmons disse...

Show de bola... fui no show e realmente o Blaze mostra que não era ele que não servia para o Harris & Cia, mas sim, o Circo do Harris & Cia que não servia para ele!

Nei disse...

Pra quem não conhece, excelente pedida, o cara é muito bom, pena que o Steve nem os fãs souberam aproveitar o cara. Infelizmente me incluo entre os fãs que falavam mal dele, depois, resolvi dar uma chance e descobri um ótimo cantor, com uma voz poderosa, e metal de alta qualidade! recomendo!

DSO disse...

a combe do iommi é de verdade a primeira coisa que vejo, sempre, quando ligo o computador. aprecio muito as postagens... mas, realmente, são os comentários e observações acerca dos titulos e diversos que são primorosos e informativos. vcs juntos com o super-legal gravetos e berlotas são nota 10! parabens!SEMPRE!

Daniel disse...

Confesso que não curtia a fase do Blaze no Iron e por muito tempo relutei em elogiar ele como vocalista, o que considero meu grande erro.

Bastou eu ouvir "Silicion Messiah" para mudar de opinião. Blaze é um cara injustiçado, talvez o Iron não fosse pra ele mesmo, prova disso é que ele teve competência para fazer um álbum (que pode não ser primoroso), mas é um excelente trabalho. Na minha opinião, o Blaze conseguiu adequar uma sonoridade ao seu timbre de voz, coisa que nao acontecia no Iron.

Depois do "Silicon Messiah" ouvi outros álbuns solo dele e posso dizer que é um melhor que o outro. Desde momento em diante, passei a respeitar o Blaze como vocalista, e antes até deveria ter feito isso, afinal ser escolhido para substituir o Bruce nao é para qualquer pé rapado certo? rs..

The Man Who Would Not Die é um álbum fodastico, heavy metal da melhor qualidade. Vale a pena conferir.

Abraço
Daniel

gijantchc disse...

eu gostava do iron com o blaze..

logico q achava muito melhor com o bruce, mas com ele tb era bom, inclusive só vi o iron uma vez e foi com o blaze..

ouvi este cd e achei legal, meio repetitivo, as musicas se parecem uma com a outra, mas mesmo assim legal..

o texto sim é muito bom..

Gabriel Cabral Bezerra disse...

Ótimo post.