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quarta-feira, 11 de maio de 2011

Rod Stewart - Every Picture Tells a Story [1971]


A consagração da carreira de um implacável trabalhador. Um cara que fez de tudo, desde trabalhar com silk screen aos 15 anos de idade, iniciar a carreira de jogador de futebol e ser um coveiro, mas que nunca deixou que o amor a música esfriasse. E esse baixo e franzino cantor inglês, com seu vozeirão rasgado e que atende pela alcunha Rod Stewart seja talvez um dos grandes nomes da história do rock que hoje não tem a relevância merecida (mas talvez por ter seguido o caminho fácil das músicas melosas para rádios de empregada, assim como o denominado rei da música brasileira, Roberto Carlos).

E o início de sua carreira mostrou o quão trabalhador era. Após passar por várias bandas menores, teve a primeira grande chance ao integrar o "The Jeff Beck Group", onde criou uma grande amizade com o também lendário Ron Wood, e que juntos montaram o The Faces. Paralelo a tudo isso ele conduzia uma carreira solo, em que investia em um pop rock carismático que misturava seu lado mod com as influências folk que ele tinha. Resumindo, até aquele momento ele era um trabalhador incansável, mas que ainda buscava seu lugar ao sol.

E o lugar ao sol veio com o terceiro disco de sua carreira solo, o clássico "Every Picture Tells a Story". Com o apoio dos músicos do Faces, que era sua banda naquele momento, ele criou um disco memorável. Melodias incríveis e inesquecíveis, com um apelo pop como ele ainda não tinha conseguido em toda sua carreira. E a mistura é grande, pois temos blues, folk, soul e até mesmo country, para criar algo não menos que memorável. E tudo isso se traduziu em números. Ele foi o primeiro artista a conseguir colocar um disco e um single em primeiro lugar ao mesmo tempo tanto nos Estados Unidos como no Reino Unido. Este é mais um dos discos que é unanimidade é tudo que é lista sobre grandes discos de todos os tempos.

Rod Stewart e seu velho comparsa Ron Wood

E durante a execução, fica claro o porque de tanta aclamação sobre o mesmo. A faixa-título já nos dá uma otima recepção para tudo o que esse discão apresenta, um country rock muito legal e contagiante de se escutar, que transborda alegria, com uma história até engraçada sobre um rapaz que conhece o mundo e se apaixona por uma oriental. A balada "Seems Like A Long Time" com sua raiz bluseira é um dos momentos de maior feeling deste registro, e mostra a inspiração de todos que participaram na gravação deste. Após este temos três covers em sequência. Primeiro em "That's All Right" que ficou conhecida na voz de Elvis Presley ganhou uma versão mais energética, que é seguida pela tradicional "Amazing Grace". Outro cover que ganhou uma roupagem que ficou ainda mais agradável foi "Tomorrow Is a Long Time", que conseguiu a proeza de ser melhor que a versão original feita por Bob Dylan.

Mas o momento mágico ficou reservado para a sétima faixa, e que considero uma das maiores pérolas que a música pop gerou em todos os tempos. "Maggie May" possui um clima espetacular, sem falar para a inspiração da banda, principalmente para Ron Wood, que mostra que não precisa de um solo com milhões de notas por segundo para tocar o coração do ouvinte, onde vemos o significado da palavra feeling ser transposto em uma canção. Stewart está impecável, e o solo de bandolim no fim da canção é uma verdadeira celebração a música de qualidade. " (I Know) I'm Losing You" vem cheia de swing, em um rock que parece ter sido feito em Nova Orleans e onde mais uma vez a banda faz um belo caminho para que Stewart possa interpretar com seu vocal rouco e habitual clássico.

"(Find A) Reason To Believe" fecha o disco com uma agradável semi-balada e que confirma a inspiração dos envolvidos e que carrega consigo uma influência mais country. Sim, um belo disco e que deve ser apreciado com uma boa garrafa de whiskey, reverenciando o bom e velho rock n' roll!




1.Every Picture Tells a Story
2.Seems Like a Long Time
3.That's All Right
4.Amazing Grace
5.Tomorrow Is a Long Time
6.Link Music - Henry's Time
7.Maggie May
8.Mandolin Wind
9.(I Know) I'm Losing You
10.Reason to Believe


Rod Stewart - Vocais
Ronnie Wood - Guitarras, Baixo
Sam Mitchell - Guitarra Slide
Martin Quittenton - Violão
Micky Waller - Bateria
Pete Sears - Piano
Ian McLagan - Órgão
Danny Thompson - Baixo
Andy Pyle - Baixo
Dick Powell - Violino
Lindsay Raymond Jackson - Bandolin
Kenney Jones - Bateria em "(I Know) I'm Losing You"
Ronnie Lane - Baixo em "(I Know) I'm Losing You"



By Weschap Coverdale

12 comentários:

Anônimo disse...

http://www.mediafire.com/?weq642umw00awjf

Beto disse...

Excelente álbum, valeu galera

Beto disse...

Excelente álbum... valeu galera...

Marcus disse...

seja talvez um dos grandes nomes da história do rock que hoje não tem a relevância merecida (mas talvez por ter seguido o caminho fácil das músicas melosas para rádios de empregada, assim como o denominado rei da música brasileira, Roberto Carlos).
Seja não, ele foi e é até hoje um dos grandes nomes do rock,e sempre será lembrado.Nos anos 80/90 ele se reiventou,mais dizer que ele seguiu o caminho do roberto carlos é exagero.

Anônimo disse...

escutei ele no album do Jeff Beck, se nao me engano no Truth ou Beck-ola

excelente vocalista esse cara. Com certeza merece um upload, heheheh

Valeu!

Anônimo disse...

"Esse cara"?TSC TSC.

Weschap Coverdale disse...

Mas quando disse isso Marcus, é fato que muita gente que torce o nariz para ele devido a essa mudança. E infelizmente ouvir os últimos discos que ele fez bate até uma tristeza...

Mas eu mesmo reconheço a importância dele na história do rock e não contesto isso nunca! Mas disse isso referente a comentários de muitos outros sobre ele, o que eu não concordo

AlBassPlayer disse...

Sua comparação com o Roberto Carlos foi muito feliz. Pra molecadinha descerebrada de hoje é difícil compreender que um cara que lança um disco chamado "Vagabond Heart" e de lá pra cá não fez mais nada de relevante para o rock (eu disse: rock) possa ter lançado uma pérola como esse play no passado. Tanto Rod como o The Faces são influências básicas e formadores de caráter. Este disco então, é obrigatório em qualquer discoteca básica ainda mais por contar com a faixa "Maggie May". Realmente é triste o que ele anda fazendo hoje em dia, mas, todo mundo precisa sobreviver e ganhar dinheiro, mesmo que venha de concertos xaropes mela calcinha em cruzeiros marítimos em estilo rococó.

Edu Bittencourt disse...

cara , cresci ouvindo rod !
meu pai era fanatico , tenho as fotos do show no brasil do inicio dos anos 90 !
Sem comentarios quando ao post , simplesmente genial ...

Jovens alienados a modinha tende a não reconher o que Rod fez ao rock ...

Anônimo disse...

Belo post. E cade a Lyn?

Anônimo disse...

um dos maiores vocalistas de rock de todos os tempos,o voz de lixa grossa é foda.recomendo todos os discos dele dos anos 70 inclusive com o the faces ,banda seminal do rock setentista,um rock alegre feito pra pé cana ouvir.esse cara canta muito,sim tem feito coisas que não tem nada com rock mas ele é humano.nos anos 80 ele lançou coisas boas,mas sem aquela pegada dos anos 70 é óbvio.estava na hora de ser postado um disco desse cara,na minha modesta opinião podem garimpar que tem mais,os albúns de 77 e 78 com carmine appice na bateria são do caralho,valeu mesmo por esta postagem.vida longa á combe.

ZORREIRO disse...

Pô, Wesschap.
Agora tu impressionou o tio aqui.
Que post!