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quinta-feira, 28 de julho de 2011

Jane’s Addiction – Ritual De Lo Habitual [1990]



Quero fazer, aqui, uma enquete.

Jane’s Addiction surgiu juntamente com a cena grunge, mas não tem nada a ver com o som de Seattle. Lembrava um então emergente Red Hot Chilli Peppers, que estouraria um ano depois na cena mundial com seu multiplatinado Blood Sugar Sex Magic, mas não era bem esse o tipo de som.

Se é pra qualificar, coloco a banda no mesmo patamar de Rage Against The Machine. Pirei? Se sim, foi pouco. Surgiram mais ou menos na mesma época e trouxeram ao mundo sons absurdamente criativos e, sob certo ponto de vista, inéditos. Nossos ouvidos não estavam acostumados àquele tipo de som esquisito, com vocais sem timbres fortes, cozinhas de ritmos quentes e guitarras fazendo barulhos estranhos. Sob esses aspectos, ambos estão no mesmo patamar. Quem estava lá, confirma.

A banda foi criada em 1985 pelo vocalista Perry Farrel, o baixista Eric Avery e o batera Matt Caikin. Vários guitarristas passaram pelo cast até que Dave Navarro foi recrutado para o posto. Caikin foi chutado em razão do seu vício com metanfetamina e Stephen Perkins assumiu as baquetas.



Depois do debut Nothing’s Shoking, que teve pouca repercussão fora dos EUA quando do seu lançamento, este Ritual De Lo Habitual jogou a banda em uma fogueira de vaidades chamada MTv com a força de um furacão cubano. Com execuções massivas do clip Been Caught Stealing, o disco vendeu platina dupla. A droga, que está presente até no nome da banda, então comeu solta e a situação entre os músicos ficou insustentável. Adivinhe o que veio a seguir? O fim.



A capa do disco é um tanto quanto estranha, assim como o som dos caras. Algo como uma pintura mexicana estilo “dia de los muertos”. Traz três figuras nuas e uma porrada de mensagens subliminares, de autoria do vocalista e compositor Perry Farrell.

As primeiras cinco músicas são uma mistura de hard rock com funk metal que fica difícil definir. Stop! e a já mencionada Been Caught Stealing mostram que existe um apuro técnico excelente nas execuções da banda. O vocal de Farrell nunca me agradou, mas a banda que o acompanha aqui é genial. A cozinha é perfeitamente sincronizada, e Navarro sabe como ninguém dosar violões com guitarras limpas e distorcidas sem que sejamos bombardeados com excesso de informação. E sola de maneira fantástica.

Da faixa 6 ao final temos uma homenagem ao amigo pessoal de Farrel, Xiola Blue, que falecera em razão de uma overdose de heroína tempos antes do lançamento do disco. Não menos brilhante que a primeira metade, destaco a balada Classic Girl, que realmente destoa da quebradeira geral que é o disco. Three Days também entra nessa onda.



Mas, afinal, e a enquete?

Como eu sei que muita gente vai escrever dizendo que o som dos caras é uma merda, e outro tanto vai dizer que é fantástico, eu peço aos amigos passageiros que não se limitem a isso. Já que vai se dar ao trabalho de escrever, me diga o porque da sua opinião.

Eu demorei aproximadamente dez anos para entender esse disco. E mudei minha opinião. Hoje ele está, para mim, entre as maiores manifestações da música popular do século passado. Sem esquecer a regra acima, porque trouxe novos padrões aos ouvidos preguiçosos que ficam contentes e satisfeitos ouvindo variações medíocres da mesma coisa, sempre.

Era isso.

Track List

1. "Stop!"
2. "No One's Leaving"
3. "Ain't No Right"
4. "Obvious"
5. "Been Caught Stealing"
6. "Three Days"
7. "Then She Did..."
8. "Of Course"
9. "Classic Girl"

Perry Farrell (vocais)
Dave Navarro (guitarras)
Eric Avery (baixo)
Stephen Perkins (bateria)

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Por Zorreiro

10 comentários:

Anônimo disse...

http://www.mediafire.com/?m9788rcnk8pm8v7

Rex Niskke disse...

nunca esperei ver esse disco aqui,ja que ele nao é bem a "cara" dos motoristas da combe (ou pelo menos eu achava isso né :p),mas com relação a enquete,eu fico com o voto meio, que, como nulo,ja que eu acho uma metade das musicas geniais,tais como "Stop!" e "Been Caught Stealing" sao extremamentes enegéticas e contagiantes,levantando td mundo,e "Three Days" é a melhor musica não só do disco mas da banda,na minha opinião,e apesar de longa,seus 10 minutos são tão bem feitos que musicalmente beiram a perfeição,e não se torna nem um poco enjoativa,e Navarro é o grande destaque da mesma onde condus a musica com um felling incrivel,principalmente no solo (e que solo),ja em compensação,musicas como "No One's Leaving","Then She Did..." e "Of Course" pra mim são como um pesadelo musical,de tão chatas e sem graça,pra dizer o minimo,mas isso lógico na minha opinião,,mas de qualquer modo grande resenha!!!!

Luiz Gustavo disse...

sonzeira muito loka desses cara... conheci a banda jogando GTA San Andreas xD>~~ (Radio X)

gabriel hard disse...

quando vi a ideia de uma enquete, ja pensei este post só pode ser do zorreiro !

cara vc ta detonando,sempre trazendo novos som e novas ideias, parabéns !

sobre a enquete, vou escutar ele primeiro, ai já te digo...
só espero não levar 10 anos, para min poder responder, kkkkk
abaixando.

jantchc disse...

não gosto deste disco pelos mesmos motivos q vc já escreveu..

acho q o perry canta mal e a guitara é muito estranha..

parece q estão todos loucos e cada um ta tocando uma musica diferente..

Anônimo disse...

Nunca ouvi. Ja que eu volto pra opinar melhor!

dnlz disse...

Tem dias que ouço e acho do caralho e tem dias que acho uma merda heheheh, vai saber derrepente tem a haver com o lado direito e lado esquerdo do cérebro heheee

Anônimo disse...

Essa Banda é muito louca, são muito cultuados na cena Surf Californiana, eu os considero um Hodoo Gurus(Australianos) bem mais pesado. o vocalista do Janes foi o idealizador e fundador do Festival Loolapalooza no inicio dos anos 90, na época pra quem não gostava do grunge era um som mais alternativo junto com o The Silencers banda Escocesa pós punk com um som bem legal também serviam como escapatória da onda grunge na época.

Célio Muffolo - Rio Claro SP

Anônimo disse...

Gosto muito do jane's, mas concordo com o q o amigo ali escreveu, a banda parece q tem uma mania de variar as musicas em seus cds, varia de musicas alucinantes e totalmente empolgantes para musicas massantes e algumas vezes sem graça. O vocal do Farrel também não me agrada muito, principalmente ao vivo, mas acho q a voz diferente de se encaixa bem e da um tom diferente e original.

Anônimo disse...

Pra começar, nothing shoking não foi o debut, pois veio depois do ritaul de lo habitual, que por sinal, o melhor do disco é a música que se encaixaria perfeitamente no nothing shoking, a ''been caught stealing''! O resto do album, não passa de bom, porém, só pq os criticos babacas gostaram e disseram que é o melhor, todo mundo tbm acha!
O nothing shoking é infinitamente melhor.