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domingo, 21 de agosto de 2011

Nazareth – Hair Of The Dog [1975]


O cabelo do cachorro. Mas o que quer dizer isso?

É uma gíria para definir a ressaca ou métodos para curá-la. Segundo o folclore inglês (alguns dizem se tratar de um costume húngaro), colocar pelo do cachorro pode amenizar os efeitos da mordida do bicho (You may cure the dog's bite with its fur). Assim, para curar a ressaca, bota mais birita em cima.

Foi nesse clima que um Nazareth então já cheio de grana lançou, em 1975, o petardo que posto hoje. Sexto álbum de estúdio dos caras, veio na sequência das pedradas Razamanaz, Loud n’ Proud e Rampant, chamando-lhes a obrigatoriedade de, depois desse, lançar um Greatest Hits para tirar umas férias. A química entre os músicos não podia ser melhor. Os mesmos produziram o play, desfazendo uma sequência de produções dos álbuns anteriores, que estava a cargo de Roger Glover.



Depois de Hair Of The Dog vieram outros discos muito bons, mas não mais com a mesma inspiração dessa primeira fase a qual o post de hoje encerra com maestria. Os caras são escoceses, e o Scotch ajudou demais no declínio.

Hair Of The Dog abre o play como um soco na cara. Bem no meio. O riff da música, intercalado com o bom e velho cowbell bagaceira, fez tanta escola que ela foi regravada por Deep Purple, Guns n’ Roses, Warrant e Britny Fox. Now you’re messing with the son a bitch é a frase que fez escola. O solo de guitarra pode ser considerado medíocre por alguns, mas faz o papel de uma bela ponte que cria a tensão necessária para a volta do riff, que é a verdadeira estrela da música.



Miss Misery tem uma letra melancólica ao extremo, e dá-lhe riff violento de guitarra. A voz de Dan McCafferty está no auge. Ele canta como se fosse a última coisa que faria na vida. É de uma urgência fantástica. Solo de slide fecha a conta.

Na versão européia vem na sequência a música Guilty. A versão americana (da postagem) traz um dos maiores sucessos da banda: Love Hurts. Até Cher já gravou essa. Changin’ Times mostra que a banda fez escola e tanto aprendeu como ensinou com o grande Deep Purple. Não fossem os vocais, daria pra dizer que se trata de um riff de Blackmore da fase In Rock ou Fireball. Mas se engana o passageiro que acha que estou falando de plágio. Aqui a crueza domina. Não temos a sutileza de Jon Lord segurando as camas. É na base do tudo ou nada. E o resultado é o tudo, obviamente.



Beggars Day/ Rose In The Heater mostra de onde o Cinderella tirou inspiração para os seus dois primeiros discos. Whisky Drinking Woman é blues. Mas que blues! E Please Don’t Judas Me encerra o play com um chute na bunda. Sim, pois se a entrada é com um soco, a saída é na base do chute mesmo. Experimental, psicodélica e, ao mesmo tempo, depressiva e melancólica, tem o poder de segurar o ouvinte até o final.

Estamos diante de um clássico absoluto. Trate-o como tal.

Track List

1. Hair Of The Dog
2. Miss Misery
3. Love Hurts
4. Changin’ Times
5. Beggars Day/ Rose In Heater
6. Rose In The Heater
7. Whisky Drinkin’ Woman
8. Please Don’t Judas Me

Dan McCafferty (vocais)
Manny Charlton (guitarras)
Pete Agnew (baixo e vocais)
Darrel Sweet (bateria)

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Por Zorreiro

11 comentários:

Anônimo disse...

http://www.mediafire.com/?7fuyfqwc93ll2lx

Mamede disse...

Classicão que eu realmente nao esperava na bagagem desse Volks '70... baxanu!

Anônimo disse...

É isso ai cara, como diz aquela música daqui, "...é disto que o velho gosta e isto que o velho quer". Nazareth é muito bom mesmo cara, só não faço o download porque eu já tenho ele, e se não me engano foi daqui mesmo que eu fiz o download, isso ai é uma repostagem desse album não?

De qualquer maneira, valeu velho.

Anônimo disse...

Cara, nunca escutei um disco do Nazaré inteiro.
Mas é de clássicos que eu gosto, entao,vou baixar já.
Valeu Combe
Valeu Zorreiro

Yusef

Anônimo disse...

Grande post!
Valeu!

Eduardo Paiva disse...

Estava pensando nesse álbum essa semana! Clássico dos clássicos!
Baixando!
Valeu Zorreiro!

Anônimo disse...

Bela postagem. Nazareth estará no Brasil em Novembro fazendo shows em Santa Maria e Passo Fundo (RS), Chapecó e Blumenau (SC)e Curitiba (PR).

Anônimo disse...

EXCELENTE ! JÁ CONHECIA E RECOMENDO ROCK N ROLL SEM FRESCURA.

ALEMÃO

Gabriel disse...

Classicão! Aula de como se fazer música! Um dos discos mais matadores de todos os tempso, sem dúvida.

Anônimo disse...

demais....demais....e demais, valeu !!

Ito disse...

Quando eu tinha uns 12 anos meu tio me deu o K-7 desse disco, era muito mal-gravado, cheio de chiado e com o nível de gravação muito baixo, quase inaudível mas embaixo de todo aquele chiado dava pra saber que se tratava de algo especial, posteriormente comprei o vinyl e assim que achei também o CD, bem, nem precisa dizer que mais do que recomendo... aproveitem esse petardo setentista da melhor qualidade.