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quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Black Stone Cherry – Between The Devil & The Deep Blue Sea [2011]


Sabe aquele som que parece com algo que você já ouviu, mas não consegue identificar exatamente qual a origem da coisa?

Pois esse último lançamento do Black Stone Cherry é mais ou menos assim. Com pitadas de southern tock, stoner, country rock, hard rock e até hip hop (alguns vocais são praticamente rapeados), a mistura de ingredientes resultou num prato saborosíssimo. Refrões bem bolados e dinâmicas inteligentes fazem desse um disco gostoso de ser ouvido do começo ao fim.

Surgida em 2001, em Edmonton, Kentucky, a banda nunca se propôs a trazer algo inovador. Os caras prezam pelos timbres valvulados, vocais encharcados de Bourbon a la Zakk Wylde e cozinha simples, porém coesa (cortesia do bom trabalho de bumbo simples com uma destruição generalizada da prataria). Essa qualidade já aparece na abertura, com White Trash Millionaire, que traz um instrumental inspiradíssimo e um som com gana e muito bem produzido.



Chris Robertson e John Fred Young são filhos de Richard Young, guitarrista da inexplicavelmente ainda não postada banda Kentucky Headhunters. Os contatos e a música, portanto, estão presentes do berço.

Terceiro álbum de estúdio dos rapazes, The Devil And The Deep Blue Sea traz produção impecável e mostra que eles são uma aposta da gravadora Roadrunner. Inteligentes, sabem trabalhar com a nova era da internet e disponibilizaram o álbum para venda e as bonus tracks somente via itunes. Redes sociais são amplamente utilizadas como meios de divulgação do trabalho e o youtube já registra milhares de visualizações de seus vídeos.

As músicas trazem elementos tipicamente norteamericanos, com menções ao folclore e às superstições das diversas regiões do país (nome do disco anterior dos caras, Folklore and superstition). O som é algo moderno, sem cair na chatice geral que impera no mundo metal. Pense em peso e diversão juntas, com solos de guitarra curtos e inspirados nos licks de blues. Sobre solos, é importante lembrar que um solo não pode demorar mais que o tempo que você leva para ir buscar uma gelada no balcão do bar. E eles respeitam essa máxima.

Killing Floor é um peso que faria Zakk Wylde sentir orgulho, inclusive com o bom uso de um talk box. In my Blood é uma mistura excelente de violão, guitarra limpa e guitarra direta em um valvulado, o que mostra que os caras entendem de timbre. E a nós, caro passageiro, cabe avaliar se é bom ou não de ouvir. E é muito bom.

Such a Shame abre com um riff de guitarra furioso. Os riffs dessa banda são cortantes e, ao mesmo tempo, emocionantes. Eles trabalham muito bem o conceito de duas guitarras, sem utiliza-las como twins em melodias de solo mas dosando as freqüências, ou seja, enquanto uma faz o riff grave a outra dedilha em agudos. Isso dá um preenchimento excelente. Cortesia, também, da produção caprichada.

Won’t Let Go é a balada do disco. Doce e pesada na medida certa. Mas o grande hit, que vem a seguir, é Blame It On The Boom Boom. Com vídeo explodindo os níveis de audiência no youtube, é uma prova de que a banda encontrou seu nicho e cativou seu público fiel. Sonzeira! Dá vontade de sair pulando, encher a cara e agarrar todas as gatas que estiverem ao redor.



Todo o disco é bom. E as bonus tracks são a cereja do bolo. Fade Away é linda. Starring At The Mirror traz banjos, nos fazendo lembrar do Pride and Glory, do já citado Wylde.

Como eu disse, temos a impressão de já ter ouvido isso antes. Mas o resultado ficou tão bom que vale a pena conferir. Talvez o Silver ache que esse disco não vá mudar a vida de ninguém, mas temos que lembrar que todos nós já fomos atingidos em cheio por álbuns improváveis (desculpa, irmão, mas não resisti). Eu, por exemplo, curto Weather Report, que a maioria chama de música de elevador ou consultório de dentista. Vai saber.

Como diria Tim Tones, personagem do Chico Anysio: oásis nos desertos da dor.

Track List

1. "White Trash Millionaire" - 3:20
2. "Killing Floor" - 4:02
3. "In My Blood" - 3:49
4. "Such A Shame (Feat. Lzzy Hale)" - 3:27
5. "Won't Let Go (Feat. Lzzy Hale)" - 3:19
6. "Blame It on the Boom Boom" - 3:11
7. "Like I Roll" - 3:33
8. "Can't You See" (Toy Caldwell) - 3:33
9. "Let Me See You Shake" - 3:07
10. "Stay" - 3:24
11. "Change" - 3:05
12. "All I'm Dreamin' Of" - 4:03
13. "Staring at the Mirror" (iTunes and UK Retail Bonus Track) - 3:22
14. "Fade Away" (iTunes and UK Retail Bonus Track) - 3:45
15. "Die For You" (iTunes and UK Retail Bonus Track) - 3:14



Chris Robertson (vocais e guitarras)
Ben Wells (guitarras e backing vocais)
Jon Lawhon (baixo e backing vocais)
John Fred Young (bateria e backing vocais).

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Por Zorreiro

14 comentários:

Anônimo disse...

http://www.mediafire.com/?gb4azsu9s3tcwk1

Anônimo disse...

Muito bom! Recomendado!

Rex Niskke disse...

po,ta ai uma coisa que tava faltando na combe,black stone cherry!!! eu gostei bastante dos dois priemiros deles,esse ai eu peguei mais nem escutei inteiro ainda,por pura preguiça,mas pelo jeito deve estar tao bom quanto os anteriores,e concordo com o zorreiro,qualquer disco de qualquer estilo pode mudar a vida de alguem, seja algo novo ou nao,eu sou a prova viva disso :D

mas enfim excelente post e resenha maravilhosa!!!! \o/

leo86hc disse...

BSC , é bom memo! não sabia que eram filhos do cara do Kentucky ... abraços aos passageiros da combe!

Jonathan Pedroza disse...

Baixando!

Toledinho disse...

Já comprei essa obra de arte. É realmente muito bom. Quem gostar desse vai amar os dois primeiros. Quem curtiu esses discos do BLACK STONE CHERRY talvez também goste de "That Was Them, This Is Now" do THE REX CARROLL BAND. Vale lembrar que Rex Carroll é o guitarrista do Whitecross e King James, mas esse projeto é bem mais "Southern Rock"
Elder Toledo da Silva - Juiz de Fora MG

Victor Nazário disse...

PUTZ !!!!
NÃO CONHECIA, OUVI AMARRADÃO !!!!!
MUITO BOM !!!!!
ABRAÇOS !!!!!

Carlos disse...

Excelente !!

Lovatel disse...

Bah eu ouvi o show deles no download festival
o show dos caras eh demaais
pra mim fico entre os melhores do festival

Anônimo disse...

taca caçando um álbum assim a muito tempo! excelente!

Edu Müller disse...

Eu apareço no clipeee!
Eu e o Lovatel estavamos no download festival, na grade, assistindo o show deles!

Anônimo disse...

Muito Foda esse som

ZORREIRO disse...

Pois é. O BSC é pop até a medula, mas mete peso na parada e tem a melhor produção de 2011.
Realmente esse é um dos discos que, além dos músicos, o produtor fez a diferença.
E isso é bom.
Eu tô fissurado no som.

Maurício disse...

Eu gosto desse CD, embora ache os dois primeiros muito melhores... Achei que colocaram baladas demais nesse aí. Mas a banda em geral é fudida, muito bons.