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sexta-feira, 11 de março de 2011

The Rolling Stones – Aftermath + Single [1966]


Se você só conhece os Stones da fase Mick Taylor em diante, com os clássicos Sticky Fingers, Exile on Main St. etc. Ou aqueles famigerados finais dos anos 70, do flerte descarado com a disco music, que culminaram na fase Pro Tools nos anos 90 (odeio esse programa), com gravações absolutamente impecáveis mas feitas sobre uma única (ou duas) música(s) de trabalho para servir de hit e impulsionar as vendagens. É hora de conhecer os verdadeiros Stones. Aqueles com os quais as meninas dos anos 60 queriam transar enquanto sonhavam em se casar com um Beatle (essa frase ficou histórica).

Ainda estou empolgado com a biografia Vida, de Keith Richards, que há pouco saiu da minha mesa de cabeceira. A história do músico se confunde com a história da banda, e nada melhor que uma análise do que eles produziram no ápice do stress para entender o clima da época. E não estou falando das briguinhas idiotas entre Jagger e Richards.

Estou falando de uma banda com três gênios criativos em franco processo de evolução. Mick Jagger era o vocalista com potencial para sex symbol que sabia compor ótimas letras e encaixá-las de forma melodiosa. Keith Richards era o guitarrista nervoso e chapado, um selvagem que sabia como ninguém desenvolver as ideias de Jagger e criar arranjos e riffs que marcaram a história do rock. Brian Jones era o multiinstrumentista que se fazia refém da moda que imperava na aristocracia britânica, e levava essas novidades para o som da banda. Foi o cara que introduziu as maracas em Simpathy For The Devil e a cítara em Paint It Black e Mother’s Little Helper. Em suma, o que havia de melhor no mundo para fazer frente aos Beatles estava ali.

Em 1966 a banda estava começando a experimentar o sucesso. Estavam no quarto disco e este seria gravado nos Estados Unidos (RCA Studios, Hollywood, Calidornia), terra do blues que todos tinham como ponto comum. O primeiro somente com composições próprias dos músicos da banda. E o primeiro totalmente em estéreo. Um marco.

Mas os egos estavam inflados, e Brian Jones faltava muito a ensaios, shows e sessões de gravação. Keith Richards teve que praticamente assumir todas as guitarras sozinho neste disco e durante a turnê de sua divulgação. Mulheres era outro problema, mas isso fica para depois.

O play abre com Mother’s Little Helper. Uma melodia pop com cítaras que mostravam o quanto a banda estava antenada nas novidades trazidas pelos Beatles, que utilizaram o mesmo instrumento no seu Rubber Soul, um ano antes. Lady Jane é o lirismo de Richards com um violão na mão. Interpretação marcante que mostra os frutos que sua parceria com Jagger poderiam render.

Under My Thumb é somente a música que rolava como tema de fundo quando o jovem Meredith Hunter foi brutalmente assassinado pelos Hell’s Angels durante o show de Altamont Speedway, registrado no filme Gimme Shelter. História trágica do rock.



Eu não poderia deixar o single de fora, pois nele estão diamantes especiais como 19th Nervous Breakdown que, na minha opinião, é de fato o primeiro sleaze da história. Paint It Black foi trilha sonora de filme, e fica difícil ouvi-la sem lembrar dos helicópteros descendo no campo de batalha no Vetnã, com suas hélices girando em câmera lenta. Um violão flamenco em uma música de rock? Algum tempo depois o The Doors faria isso em Spanish Caravan, mas temos que lembrar que os Stones fizeram primeiro.



Ouça esse disco e responda: quem, além dos Beatles, fazia rock’n’roll com essa qualidade em 1966? Gravando em uma mesa de 8 canais? Morte ao Pro Tools e a todos os músicos imbecis que essa ferramenta gera. Um tempo em que o músico conseguia afinar sua guitarra usando apenas os dedos e os ouvidos. E isso não é pouco.

Track List

1. Mother’s Little Helper
2. Stupid Girl
3. Lady Jane
4. Under My Thumb
5. Doncha Bother Me
6. Going Home
7. Flight 505
8. High and Dry
9. Out of Time
10. It’s Not Easy
11. I Am Waiting
12. Take It Or Leave It
13. Think
14. What To Do


SINGLE

1. 19th Nervous Breakdown
2. Sad Day
3. Paint It Black
4. Long Long While
5. Have You Seen Your Mother Baby, Standing In The Shadows
6. Who’s Driving Your Plane
7. I’ve Been Loving You Too Long

Mick Jagger (vocais)
Brian Jones (guitarras, guitarra slide, marimbas, sinos, dulcimer, koto, teclados e harmonica)
Keith Richards (guitarras e backing vocais)
Charlie Watts (bateria e percussão)
Bill Wyman (baixo e marimbas)

Músicos adicionais

Jack Nitzsche (percussão, piano, órgão)
Ian Stewart (piano e órgão)



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Por Zorreiro

6 comentários:

Anônimo disse...

http://www.mediafire.com/?6vn6rmisf5ynv5a

Ricardo Brovin disse...

Cara vc realmente entrou com os dois pés na Combe!!!!parabéns pelo post e pela resenha!!!!

Gabriel Leite disse...

Tenho essa pepita na versão inglesa em CD. Realmente fantástico!

Anônimo disse...

demas!! valeu!!!

ZORREIRO disse...

Ô rapaziada, valeu mesmo a força. Achei que estava postando muito blues e que o pessoal não iria curtir. Abs

stonealone disse...

pau no cú dos anti stones!!!!!!!!!