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sexta-feira, 28 de maio de 2010

Savatage - Streets [1991]


Após ter iniciado a sua trajetória com o pé enfiado no power metal, eis que a banda dos irmãos Oliva, iniciou a sua trajetória nas operas rock com o álbum "Gutter Ballet", após Jon Oliva ter assistido um espetáculo "O Fantasma da Ópera" e decidir que sua banda tomaria tal direcionamento no final dos anos 80. Mas eis que surge um texto do produtor e colaborador da banda Paul O' Neil que originalmente seria escrito para a Broadway, contando a história de um traficante de Nova Yorque, chamado de DT. Jesus, que consegue comprar uma guitarra e fazer algum sucesso, mas devido ao mesmo não dar valor aquilo que tinha e ter uma vida sem controle, acaba perdendo tudo. A história do mesmo encantou Jon Oliva, que para nossa sorte, ficou desejoso de gravar aquilo. E com um enredo espetacular, sendo talvez o mais sensacional dos álbuns conceituais feitos dentro do metal.


E eis que esta pepita é iniciada com a operística "Streets", onde o personagem nos dá sua própria perspectiva sombria sobre a cidade onde mora e que mesmo que tenha esperança sobre um mundo melhor, acha que apenas é uma ilusão, conforme declamado na letra: "Em algum lugar o sol brilha, Em algum lugar a luz é gentil, Em algum lugar eles procuram o dia, Em algum lugar não há cenário, Em algum lugar o ar é limpo, Mas este algum lugar é muito distante", o que nos explica a sua própria falta de comprometimento consigo mesmo.

O principal destaque deste album. Criss Oliva!

Os riffs hipnotizadores de Criss Oliva em "Jesus Saves", nos apresentada o personagem, e sua rápida ascensão é contada, assim como sua rápida queda devido à falta de comprometimento e vida enfiada nas drogas e o mesmo some completamente da cena: "Foi visto pela última vez bebendo vinho, Sob um sinal brilhante, Prometendo salvação à latas". A atuação de Criss Oliva tanto nesta música como no resto de todo o álbum é algo de assustar, devido o bom gosto do mesmo tantos nos solos como nos riffs, onde todo seu feeling é transposto, devido à dramaticidade da história que nos é contada.

"Tonight He Grins Again" é a primeira de uma das baladas do álbum, que por sinal são arrebatadoras e aparecem em grande número, pois nos é contada uma história triste e as baladas servem para os momentos de reflexão do personagem, onde nessa, por exemplo, é explorada a solidão de DT Jesus, e onde o mesmo reconhece que isso ocorreu por sua própria culpa: "Mais uma vez eu banquei o palhaço, Usei meus amigos para decepcioná-los, Ando pelas ruas apenas observando", e que por mais que tente, ninguém parece estar mais ao seu lado.

A maravilhosa "Strange Reality" é uma grandiosa pancada nos nossos ouvidos, com atuação soberba de toda banda, onde o personagem encontra um músico conhecido na sarjeta e vê que sua história é parecidíssima com a deste músico abandonado, e que necessita mudar, pois seu fim pode ser igual àquele que ele menos deseja. Somos presenteados com mais uma bela balada, "A Little To Far", apenas com piano e voz de Jon Oliva, onde dessa vez DT Jesus viu que foi longe de mais e que deveria voltar atrás de seus atos irresponsáveis e ainda conclui os perigos da fama repentina: "Quando tudo que você toca torna-se ouro, Isto pode te derrubar, Pode fazer você envelhecer" e de quão vazio aquilo era: "Vivendo mentiras baseadas em momentos, Mas de algum modo alcançando as estrelas, Eu acho que fomos um pouco longe demais". Linda balada e letra, perfeita para momentos em que tiramos para refletir na vida e ver se aquilo que realmente fizemos valeu a pena.

"You're Alive" mostra DT retornando para a cena musical, mesmo com a imprensa duvidando do mesmo, dizendo que não iria durar, mas atiçando a curiosidade dos fãs, querendo saber como ele retornaria após o sumiço. Mas é lembrando que em uma hora na vida, somos cobrados pelo erro do passado: "Mas em algum lugar no tempo, Nós todos pagamos, Pelo passado". Em "Sammy And Tex", dessa vez escutamos um hard rock energético, com mais solos de Criss Oliva e na história temos Sammy, um traficante para o qual D.T. devia grande quantia de dinheiro, vindo fazer a cobrança e que durante a discussão mata Tex, um amigo de D.T. e foge com medo de ser morto.

Mais uma vez nos apresentando uma balada, "St. Patrick's" nos mostra um D.T. arrasado com a morte de seu amigo e suplicando a Deus o porque de tudo aquilo acontecer e questionando o porque de tanto sofrimento e pedindo que ele lhe desse ajuda, pois ele estava farto de conversar com estátuas, e queria uma resposta Dele, de como agir naquela situação: "Você diz que devemos pagar dívidas, Mas eu ainda estou confuso, Eu preciso andar, E conversar com Você, Ao invés de conversar com estátuas".


A sombria "Can You Hear Me Now" tem um dos refrões mais marcantes de toda a carreira do Savatage, onde nos é mostrado o primeiro de vários diálogos de D.T. atrás de respostas, conversando com um desconhecido procurando respostas as suas perguntas, mas não as encontrando. "New York City Mean Nothing" dessa vez com um mendigo, onde ele dá alguns conselhos de como não cair no mesmo caminho que ele caiu.

Mais um diálogo de D.T, em "Ghost In The Ruins", dessa vez com um cafetão, em mais uma grandiosa ópera rock, que esperava ter um grande futuro, mas que provavelmente o estragou vendendo sonhos de outras pessoas: "Mas a quem estou enganando, Eu sou o rei das ruínas, Mas eu estou bem esta noite, Eu tenho sonhos para vender esta noite".

Após temos mais uma bela balada, mostrando o dom que o Savatage tem para músicas para músicas sentimentais em "If I Go Away", onde é questionado os rumos que tomamos na vida e se temos a oportunidade de recomeçar onde não teremos fantasmas do passado a nos rodear: "Me diga então, Onde eu posso ir, Onde não saberão, Quem eu fui, Podemos começar de novo?". Pelo conteúdo da letra, este pode ser um diálogo com a garota que foi apresentada pelo cafetão na música anterior.

A próxima faixa nos remete ao Savatage da fase power metal em "Agony And Ecstasy", onde aqui temos explícito que o diálogo dessa vez é com um traficante, que não mostra remorso nenhum com o que faz para as pessoas: "Ouça D.T., você não pode ver, Fique comigo e você será livre, Mesmo que eu acalme sua alma, Eu te destruo e te envelheço, Você simplesmente continua voltando, Para comprar outro pacote", o que não é diferente do que acontece na vida real.

E para finalizar, mais três baladas tocantes. Iniciando a trinca temos mais uma vez Jon Oliva com apenas seu piano em "Heal My Soul" em D.T. mais uma vez suplica ajuda a Deus e que cure sua alma de toda dor e sofrimento que viveu e que foi obrigado a ver nos diálogos com outras pessoas: "Pai, ouça-me, Eu estou cansado, Devo eu acordar, Em tua casa?, Segure-me mais perto, Eu estou tentando, Doce senhor Jesus, Cure minha alma". Mais uma vez, D.T. buscava redenção para si mesmo.

Em "Somewhere In Time", D.T. percebe que as repostas vão surgindo gradualmente em sua vida, que nem sempre vem na hora em que se mais deseja, mas que na hora me que se mais necessita, elas parecem: "Se Deus está perdoando gentilmente, Talvez nós encontraremos nossas respostas, Em algum lugar do tempo".

E finalizando a trinca e fechando com chave de ouro este grande álbum temos a bela e emotiva "Believe". A mesma é a resposta de Deus a todas as perguntas de D.T. e falando que a única coisa que D.T. deveria fazer era acreditar Nele. Uma balada espetacular, talvez a mais bela de toda a carreira do Savatage e da história do metal, onde o feeling de Criss Oliva mais uma vez é exposto e a atuação de toda a banda é suprema, gerando uma música única.

Após esse magistral álbum, eles ainda soltariam outros belos discos como Edge of Thorns e o Handful of Rain, mais Streets deixou o nome da banda eternizado dentro dentre os apreciadores do rock e metal para sempre. Um álbum carregado de emoções e experiências. Desafio a não se arrepiar escutando ao mesmo com as suas letras atentamente. Imperdível!

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01.Streets
02.Jesus Saves
03.Tonight He Grins Again
04.Strange Reality
05.A Little Too Far
06.You're Alive
07.Sammy and Tex
08.St. Patrick's
09.Can You Hear Me Now
10.New York City Don't Mean Nothing
11.Ghost in the Ruins
12.If I Go Away
13.Agony and Ecstasy
14.Heal My Soul
15.Somewhere in Time
16.Believe

Jon Oliva – Vocais, piano
Criss Oliva – Guitarras
Steve Wacholz – Bateria
Johnny Lee Middleton – Baixo


by Weschap Coverdale

6 comentários:

Anônimo disse...

http://www.multiupload.com/QMYYCDPVAY

GrassHoper disse...

Eis um dos meus cds favoritos de uma das minhas bandas favoritas!
Savatage é sinônimo de extrema qualidade. Aqui o saudoso Criss Oliva prova porque merece estar no panteão dos guitarristas - técnica e feeling incomparáveis! E Believe? A resenha já disse tudo sobre o que penso dessa obra de arte!!

OBRIGATÓRIO, assim como toda a discografia do Sava!!!

jantchc disse...

ótimo post..

talvez um pouco longo, mas vc deve gostar mesmo deste cd e extravasou todo o conhecimento q tem dos caras..

valeu..

Alisson disse...

Melhor disco de todos os tempos. A cada vez que ouço, me arrepia. É incrível o poder desse disco...

Parabéns pelo melhor post da Combe até hoje!!! Muito bom seu texto!

\m/

Junior disse...

Que grata surpresa encontrar Savatage! Ainda mais o Streets. Ghost in the Ruins tem um dos solos de guitarra mais belos que eu conheço. Um grande disco, parabéns pelo post.

Lucas disse...

Nem sei o q dizer do Savatage q traduza o quanto essa banda foi e é importante p minha formação musical. Tive meu primeiro contato com o som da banda através do clipe da Hall of Mountain King assim q a MTV começou a ser transmitida no Brasil e desde então me tornei um fã incondicional. Jon e Cris Oliva são 2 gênios da música e neste álbum ambos estão tão envolvidos com a concepção do álbum q conseguiram transpôr em suas respectivas performances um misto raro de técnica, feeling e inspiração de provocar arrepios no mais mórbido dos seres vivos. Uma obra prima clássica do gênero, assim como Gutter Ballet e Hall Of The Mountain King, p não dizer toda a discografia da banda. Enfim, é apertar o play no volume máximo e se deleitar nesse banho de bom gosto musical.