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quinta-feira, 21 de outubro de 2010

ARK - Burn the Sun [2001]



Grupo de Prog Metal encarregado de evidenciar dois grandes talentos noruegueses, que eram desconhecidos do grande público ou ainda não tinham tido a oportunidade de mostrar sua competência. O Ark foi formado no final dos anos 90 pelo guitarrista Tore Østby (Conception, DC Cooper) e o baterista John Macaluso (TNT, Riot, Yngwie Malmsteen) que se juntaram ao extraordinário vocalista Jorn Lande, que até então tinha feito parte de grupos sem grande expressão, mas que ganhou notoriedade depois de gravar com ex músicos do Whitesnake, onde surpreendeu a todos com um vocal que remete demais ao David Coverdale, tanto o timbre quanto a entonação.

Ainda no mesmo ano que foi formado, e como um trio, o ARK já lançou seu debut, que teve uma ótima recepção, mostrando o diferencial de misturar ritmos latinos à música progressiva, além de ter mostrado pro mundo as habilidades quase que inimagináveis do batera John Macaluso, que já havia passado por bandas consagradas, mas nunca tinha tido liberdade de demonstrar suas habilidades, e hoje já é reconhecido como um dos melhores bateristas da atualidade. Nessa época, os músicos dividiam seu tempo entre o ARK e outras bandas, até para manter o projeto como uma via de escape para o experimentalismo.

Porém depois da grande aceitação do primeiro full-lenght, o Ark já demonstrava interesse em se tornar um grupo de fato, e não um simples projeto, para isso foi efetivado mais dois músicos para a gravação do segundo disco, dando um aspecto maior de banda. Assim foram convocados, o baixista Randy Coven (Holy Mother, Blues Saraceno) e o tecladista Mats Olausson (Talisman, Yngwie Malmsteen), que deram contribuições determinantes para fazer de "Burn the Sun", um disco repleto de momentos instigantes, e uma enorme variedade rítmica, com o instrumental, assim como no disco de estréia, sendo conduzido pela "cozinha", que aqui com a adição de Randy Coven ficou ainda mais consistente.

O desempenho de Jorn Lande dispensa comentários, sempre canta com absoluta força e se entrega totalmente à música, criando interpretações cheias de garra, e Tore apavora com riffs pesados e solos cheios de classe, e sempre mantendo referências à música flamenco e latina, ainda que nesse disco, essa parte tenha ficado mais como um elemento de fundo. Outro grande fator a se destacar é a atmosfera das músicas, que dessa vez com um teclado passeando pela sonoridade intrincada, tornou a música do Ark ainda mais completa, mesmo com o teclado não sendo utilizado para solos ou virtuosismos, e sim para criar camas e dá alguns climas aterradores em músicas como "Absolute Zero" e "Torn".



E complementando essa sonoridade majestosa, é colocado como temática, assuntos diversos acerca da destruição humana causada pelo próprio homem, como já é mostrado na música de abertura, "Heal the Waters", que põe a humanidade e suas guerras como assunto reflexivo. Na faixa seguinte, a questão da consciência é colocada em um ponto contraditório, onde é pedido clemência em nome da religiosidade (que como é sabido, é um dos principais fatores de guerras e divergências), mas essa mesmice ideológica é superada por uma música brilhante. "Torn" é uma das melhores composições do Ark, e mostra uma banda que sabe muito bem como explorar o campo progressivo, sem fritações ou exibicionismos, e sendo altamente cativante.

A faixa-título é outro grande destaque do disco, com um refrão marcante e destacando a atuação de Tore, com riffs certeiros tão pesados e com uma distorção meio suja. Além das faixas pesadas e cheias de energia, os momentos de calmaria são igualmente fascinantes, como é possível notar em "Absolute Zero" (que lembra o avant-garde pop atual, como Bjork e Radiohead), e a viciante "Just a Little", que é interessante por mostrar uma banda da Noruega fazendo uma música voltada para o ritmo latino, e cheia de suingue, com violões tramitando pela música flamenco e com todo sincretismo da salsa.

Foi feita uma turnê para esse disco, e ao final dela a banda se separou, provavelmente por Jorn ter recebido o convite de Roland Grapow para formar o Masterplan, o que seria muito mais vantajoso para ele e certamente ia lhe proporcionar um maior reconhecimento (o que acabou acontecendo). Mas a banda começou a ensaiar seu retorno ano passado e sem a presença do Jorn, no entanto foram trabalhadas algumas idéias para o terceiro disco do Ark na época do "Burn the Sun" e essas idéias foram aproveitadas pelo Macaluso em seu trabalho solo, que provavelmente eu trarei aqui algum dia.

Bem, vocês estão diante de uma obra-prima, apenas fechem os olhos e tampem os ouvidos para interpretação própria da banda em cima da abordagem das letras e reflita com seus próprios conceitos o assunto proposto, e sintam a genialidade e riqueza musical contida aqui. Um dos raros momentos do Prog Metal onde a música não é indicada e direcionada apenas para músicos.

P.S: Essa é a versão japonesa com uma faixa bônus.

01. Heal the Waters
02. Torn
03. Burn the Sun
04. Ressurrection
05. Absolute Zero
06. Just a Little
07. Waking Hour
08. Noose
09. Feed the Fire
10. I Bleed
11. Missing You
12. Silent is the Rain (Japanese bonus track)

Jorn Lande - vocal
Tore Ostby - guitar
Randy Coven - bass
John Macaluso - drums
Mats Olausson - keyboards

(Links nos comentários - links on the comments)

Dragztripztar

10 comentários:

Anônimo disse...

ãh...
kd o link...

Anônimo disse...

http://www.mediafire.com/?gp1wn081aekm4e5

jufloren disse...

Jorn Lande é excepcional. Tenho acompanhado sua carreira por um tempo e seus trabalhos tem sido muito bons. Valeu pelo post.

noslen disse...

tinha esse cd, show de bola...

Felipe Kotzen disse...

Assim como "JSS" os posts do Jorn Lande tb deveriam conter o aviso, cara canta demais, um dos se não o melhor vocalista da atualidade, vlw combe!!!

jantchc disse...

tava procurando uma desculpa pra baixar este cd...

valeu pelo post..

Anônimo disse...

E ai DRAGSTRIPZTAR blz? ja tenho esse ai e mais uma caralhada do JORN LANDE, esse cara é foda, e seu camarada JAY, mandou mais uma com MIKE TERRANA(STUART SMITH), abraço do tio CHOPÃO, parabens pelo post.

Tati disse...

Obrigada por postar. A voz do Jorn Lande é mesmo sensacional.

Anônimo disse...

Thanx a lot!

Marcio disse...

Esse álbum é realmente fodástico!