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domingo, 17 de outubro de 2010

Michael Schenker Group - The Michael Schenker Group [1980]



Depois de sua saída do UFO e o breve retorno ao Scorpions, Michael Schenker resolveu formar seu próprio grupo, que não dá pra dizer que é carreira solo pois isso foi mais pra frente. É mais uma maneira de se colocar no centro das atenções, que é algo que ele sempre procurou, e com todo direito, ja que é incontestavelmente um dos melhores guitarristas de Rock em todos os tempos.

Michael Schenker, assim como Ritchie Blackmore, Yngwie Malmsteen e vários outros guitarristas, nunca se sentiu bem em uma banda de formação fixa e ter os holofotes divididos com os outros integrantes, por isso procuraram formar seus próprios grupos pra ter o controle total em relação a criação musical e permanência dos músicos na banda. Portanto resultou em que os grupos encabeçados por tais músicos, sempre tivessem constantes mudanças na formação. Porém no caso do M.S.G. isso foi ainda maior. Nenhuma formação sequer foi repetida de um álbum para o outro.

Para seu álbum de estréia, Schenker efetivou somente uma pessoa na banda, o vocalista Gary Barden, e contratou músicos experientes pra gravar o álbum. O baixista Mo Foster, o baterista Simon Phillips que já havia gravado com o Judas Priest e Gary Moore, e o tecladista Don Airey que já era um músico conceituado, tendo trabalhado com o grupo de Jazz Rock, Collosseum II e com o Black Sabbath, e no ano em que gravou esse disco estava tocando no Rainbow e nos grupos solo de Ozzy Osbourne e Cozy Powell.



Esse debut do M.S.G. eu divido em duas partes. Primeiro, desconsidero a faixa "Bijou Pleasurette". A primeira metade do álbum se caracteriza por um Hard Rock direto, com riffs cortantes muito bons, solos primorosos e refrãos grudentos. E a segunda metade é diversificada.

O lado b começa com "Into the Arena", um instrumental soberbo tido por muitos como uma das canções instrumentais mais clássicas do Rock sempre sendo citada ao lado de obras-primas como "YYZ" (Rush), "The Loner" (Gary Moore), "For the Love of God" (Steve Vai) entre outras, e conta com um final de arrepiar influenciado pela música clássica. "Looking out from Nowhere" já começa arregaçando tudo com um início pra lá de inspirado e marcante, com guitarras perfeitas, e como de costume, traz Schenker solando como ninguém e despejando seus característicos riffs sempre empolgantes. Na sequência é hora de se preparar para sentir toda magnitude de Michael Schenker com uma dobradinha final de deixar boquiaberto até o mais exigente dos fãs.

"Tales of Mystery" e "Lost Horizons" são algumas das melhores músicas compostas por Michael Schenker. A primeira é definitivamente a melhor balada semi-acústica que eu já ouvi. A voz de Gary Barden dá um clima mágico, e a criatividade de Schenker na elaboração e execução dos arranjos é incrível. Por fim, "Lost Horizons", um clássico do Rock, apresentando um tema de guitarra impecável, vocalizações cuidadosamente bem trabalhadas e auxiliadas pelo timbre vocal perfeito de Barden, um acompanhamento percussivo extremamente técnico e cônscio, que nenhum outro batera consegue reproduzir fielmente, solos inspiradíssimos, variações absurdamente criativas, e um dos melhores refrãos de todos os tempos, apoiado por backing vocals sinistros e novamente dentro de um clima encantador.

Michael Schenker gravou clássicos com o UFO que até hoje são exaltados e tem o devido reconhecimento, no entanto seus trabalhos com seu conjunto eu acho de uma qualidade superior e não possuem a mesma atenção do grande público, embora sejam certamente materiais de extrema relevância para o Hard Rock, eis aqui um exemplo.

01 - Armed And Ready
02 - Cry For The Nations
03 - Victim Of Illusion
04 - Bijou Pleasurette
05 - Feels Like A Good Thing
06 - Into The Arena
07 - Looking Out From Nowhere
08 - Tales Of Mystery
09 - Lost Horizons

Gary Barden - vocal
Michael Schenker - guitar
Mo Foster - bass
Simon Phillips - drums
Don Airey - keyboards

(Links nos comentários - links on the comments)

Dragztripztar

11 comentários:

Anônimo disse...

http://www.mediafire.com/?6nf3igpffafq1a8

romulo disse...

mt foda!
otimo disco

Tiago disse...

Clássico!

André Costa disse...

O problema da falta de sucesso (relativo) dos discos do Schenker é que fica difícil para o velho fã do UFO esquecer a voz e o carisma do Phil Mogg. Além disso, o fã quer sempre mais do mesmo, e geralmente não aceita as experimentações dos músicos quando se sentem livres da sua antiga banda. R. Blackmore foi um dos poucos que seguiu fazendo hard e heavy como fazia no Deep Purple e por isso seus fãs o perdoaram e o seguiram no Rainbow e em outros projetos.

Dragztripztar disse...

Concordo. Temos a mesma opinião e o mesmo nome e sobrenome, hehe...

Valeu à todos por comentarem =]

Anônimo disse...

Muito bom esse disco, ja tinha em vinil agora estou baixando, mas complementando o comentario do Andre o Blackmore tbm fez coisas muito diferentes como o Blackmore's Night, junto com sua esposa no vocal maravilhoso, tks e abraços do titio Chopão.

GrassHoper disse...

Ué, por que vc desconsidera a 'Bijou Pleasurette'??

Detalhe - nunca ouvi a tal música mas pelo nome já dá pra ter uma idéia do motivo de tal desconforto com a mesma, rsrsrs!

Grande post, MSG (em todas suas encarnações) rules (meio estranho eu dizer isso e nunca ter ouvido esse debùt, só peguei do Assault Attack para a frente)! Abraço!

Dragztripztar disse...

Por ser um instrumental que soa como uma simples vinheta de transição entre as duas partes do disco, GrassHopper.

Devia ter esclarecido isso no texto, sorry.

Inclusive conheci o M.S.G. aqui na combe, na época da comberocks, e através do disco Assault Attack, que inclusive postarei aqui mais pra frente.

Realmente, todas as fases desse grupo são fantásticas.

jantchc disse...

ainda não ouvi nenhum disco do schenker ou do UFO..

mas como a resenha tá muito boa eu to baixando..

depois eu conto o q eu achei...

ZORREIRO disse...

Into the arena é bom demais.
E a foto do alemão sem camisa?
Peitinhuuuu
hauhahuauuhauhau

Ricardo Brovin disse...

fodástico!!!Parabens pelo post...