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quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Testament – Practice What You Preach [1989]



Nunca entendi ou aceitei um Big 4 sem Testament.

A Bay Area foi o nicho do surgimento do thrash metal norte americano. Os californianos deram uma resposta à altura quando o assunto era a questão paz e amor do flower power sessentista. L.A., Frisco e todas as cidades que serviram de palco para a criação de comunidades alternativas baseadas na cultura lisérgica do paz e amor agora queriam que tudo fosse pro espaço. A nova geração era raivosa.

Guitarras afiadas como navalhas e baterias velozes, vocais urrados e contrabaixo na cara, o thrash impede qualquer definição genérica. E, nessa cena, o Testament se destacava tanto quanto o Metallica, o Megadeth e o Slayer naqueles longínquos anos 80. Acrescente-se que surgiu em 1983, ou seja, no mesmíssimo período do Genesis da bateção de cabeça.

Chuck Billy entrou somente em 1986, substituindo Steve Souza nos vocais e já para a gravação do debut, The Legacy, que sairia no ano seguinte. Com um vocalista que parece mais um índio gigante (Chuck Billy), um grande compositor (Eric Peterson) e um dos melhores e mais técnicos guitarristas do metal (Alex Skolnick), os caras estavam muito acima da média.



Inicialmente, suas músicas traziam temáticas embasadas no ocultismo e religião (The Legacy e The New Order), mas, com o tempo, o amadurecimento trouxe os inevitáveis protestos de cunho político e social. E esse amadurecimento aparece latente no post de hoje: Practice What You Preach.

Terceiro full lenght de estúdio da banda, Practice What You Preach traz um Testament no auge do seu apuro técnico e com letras fortes. Bem produzido, foi a catapulta que lançou o grupo ao primeiro escalão do thrash metal mundial.

A faixa título abre o play com riffs diretos e guitarras bem trabalhadas, solando na medida certa e demonstrando um entrosamento sem igual para a época. Sou suspeito para falar porque, desde esse disco, Alex Skolnick passou a figurar entre meus guitarristas favoritos de todos os tempos. E ele divide muito bem os holofotes com Peterson.



Perilious Nation mostra um elemento que difere o Testament das outras bandas do estilo: baixo bem mixado e na cara, limpo, mas com muito peso. E isso é muito bom! Se compararmos (e comparações sempre são mal vistas), Araya não sabe tocar, Burton não sabia timbrar (essa vai feder). Temos, então, um elemento que os torna um destaque na cena.

Envy Life sempre me pareceu a música que inspirou o Pantera a tomar a direção que tomou a partir de Cowboys From Hell, apesar de os discos terem saído quase que simultaneamente. Time is Comming é apocalíptica, inclusive na letra.

Não vou comentar faixa por faixa, mas é interessante ver que The Ballad traz um Testament de olho na então super mainstream MTv. Com direito a clip e tudo, a música destoa do conjunto da obra. Para mim, é a pior do disco, mas foi a que estourou naquele canalzinho de televisão que era tudo o que tínhamos antes da internet. Já diz o dito popular que a ocasião faz o ladrão.



Um play de uma época em que era caro e complicado conseguir bons discos. Um divisor de águas na carreira de uma das bandas mais queridas da cena. Um grande disco.

Muito thrash! Muito bom.

Track List

1. "Practice What You Preach" – 4:54
2. "Perilous Nation" – 5:50
3. "Envy Life" – 4:16
4. "Time Is Coming" – 5:26
5. "Blessed in Contempt" – 4:12
6. "Greenhouse Effect" – 4:52
7. "Sins of Omission" – 5:00
8. "The Ballad" – 6:09
9. "Nightmare (Coming Back to You)" – 2:20
10. "Confusion Fusion" (instrumental) – 3:07

Chuck Billy (vocais)
Alex Skolnick (guitarras)
Eric Peterson (guitarras)
Greg Christian (baixo)
Louis Clemente (bateria)

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Por ZOrreiro

8 comentários:

Anônimo disse...

http://www.mediafire.com/?i6asz8633ra0acw

Ron Mick disse...

Essa do Burton, apesar de parecer uma heresia, é a mais pura verdade!
E, para os que reclamarem, pq não vão reclamar do ZZ Top ou do AC/DC, que fazem o mesmo som há 40 anos e ninguém fala nada...
VLw, velho Zorro!
Espero que esteja td bem com a família Zorreira!

Jay disse...

Chico Bento rules!

P.S.: Para quem não sabe, o nome do Chico Bento na versão em inglês das historinhas da Turma da Mônica é Chuck Billy.

Anônimo disse...

Bem, de minha parte, pode haver bandas e bandas mais técnicas que o MEtallica (já me disseram até que o Metallica era a banda mais tosca de todas as do thrash), só que, não adianta, Metallica tem o grande crédito pelo estilo ter aparecido.

gabriel hard disse...

eu gostaria de ser parceiro, como faço pra participar ?
valeu até mais.

meu email é: gabriel.og3@gmail.com

M disse...

"Nunca entendi ou aceitei um Big 4 sem Testament..."

Amigo eu também não entendia porque muitas bandas Trash do mesmo quilate e da mesma época não estavam "entre os quatro".

Procure ler o livro: Heavy Metal - A história Completa (Ian Christe)
que você vai aceitar um pouco...

Abraço

Eduardo Paiva disse...

Baixando!
Valeu, Zorreiro!

Victor Nazário disse...

Pô Testamente é maravilhoso e manter o nível ao longo de tanto tempo, nunca foi tarefa fácil.
Como disse o bom amigo Ron Mick, assim como o ZZ Top, AC/DC e Motohead, fazer o mesmo som durante décadas é exemplar, vc sabe o que vem, mas sabe que é phodda !!!!
Apenas para citar que Alex Skolnick é um dos guitarristas mais injustiçados de todos os tempos. O cara toca pracarái !!!!!!
Abraços !!!!!!